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UFC 143: Condit vence Diaz e é campeão; Brasil tem noite 100% e Werdum brinca

Jorge Corrêa

Os meio-médios do UFC têm novamente um campeão na ativa. Com a lesão de Georges St-Pierre, Carlos Condit se tornou o dono do cinturão interino da categoria ao vencer Nick Diaz em uma luta parelha, mas que conseguiu levar em decisão unânime dos juízes. Já o Brasil teve grande noite no UFC 143 com três vitórias, incluindo a de Fabrício Werdum sobre Roy Nelson, em que ele foi tão dominante que até brincou durante o combate.

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O campeão - Condit começou buscando mais a luta, alternando socos e chutes, mas Diaz mantinha-se calmo. Quando começou a provocar o rival, Nick também passou a levar vantagem. Apesar da trocação aberta e da marra do Nick Diaz, o combate não empolgava. Os lutadores pareciam se respeitar muito e os golpes não saiam tão potentes.

O confronto acabou sendo muito enrolado entre os dois. Se Diaz começou melhor, Condit aproveitou seu bom preparo físico e foi crescendo durante a luta. Com isso, foi dominando o rival a partir da metade do terceiro round, conseguindo a vitória por pontos e o cinturão interino.

Werdum brinca e bate fácil Roy Nelson

De cara, Werdum aproveitou a vantagem que tinha, a maior envergadura. Deu chutes altos, levou Nelson para o chão, mas brilhou mesmo com as joelhadas no clinch de muay-thai. Acertou várias, fazendo o norte-americano sangrar muito. O brasileiro ainda levou um duro cruzado, mas conseguiu se recuperar logo.

Com a luta controlada, acertando golpe atrás de golpe, Fabrício começou a se arriscar um pouco, brincando com Nelson. Baixou a guarda, sorriu muito, ficava apontando para baixo para tentar distrair o rival. Nada que o ajudasse. Mesmo assim, conseguiu uma boa vitória, que só não veio por nocaute porque Roy Nelson tem o queixo mais duro do UFC.

Renan Barão vence e pede cinturão

O faixa-preta de jiu-jitsu Renan Barão não quis saber de ir para baixo no começo da luta, partiu para a trocação com Scott Jorgensen e conseguiu bons golpes em chutes altos e chutes rodados, além de seus jabs incomodarem o rival. O período seguinte até teve um pouco de chão, com o brasileiro por cima, mas a tônica foi a mesma.

Apesar da luta parelha e de nenhum grande golpe entrando em cheio, Barão controlou o combate em todo o tempo. Ele acertou um número maior de golpes e, de forma inteligente, conseguiu garantir a vitória por pontos, em decisão unânime dos juízes. Ainda no octógono, o peso galo foi enfático: “Dana White, eu quero o cinturão!”

E nas outras duas lutas do card principal

* Em uma luta morna, sem muitas variações ou golpes que chamassem atenção, Josh Koscheck conseguiu se impor, mas não muito. Deu muitos jabs, conseguiu uma ou outra queda e acertou alguns cruzados pouco potentes. Foi o suficiente para vencer Mike Pierce por pontos, em decisão dividida dos juízes.

* Mesmo tendo levado duros diretos no primeiro round, Ed Herman conseguiu absorver bem os golpes e aproveitou sua experiência. Partiu para cima de cara no round seguinte, colocou Clifford Starks para baixo e não teve problemas para encaixar um mata-leão.