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Exército dos EUA promove torneios amadores de MMA com lutas entre homens e mulheres

Jorge Corrêa

Visando preparar melhor seus combatentes, o exército dos Estados Unidos promove uma série de treinamentos de artes marciais para os militares. Luta de chão, agarrada, boxe, muay thai, todas as técnicas que culminam em um MMA amador. Tanto para passar o tempo quanto para animar os alistados, torneios também são feitos, alguns um tanto polêmicos.

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Os Campeonatos de Combatividade são realizados em três dias. No primeiro, são feitas disputas de luta agarrada, no segundo é um torneio de pancrease – luta em que é permitida a trocação apenas de pé, não no chão – e no terceiro é o ápice, com disputas amadoras de MMA.

As regras dentro do octógono são as mesmas do MMA profissional, mas as lutas são casadas de forma diferente. As categorias de peso são bem menos rígidas, lutadores novatos e com pouco tempo de treino podem enfrentar outros com muita experiência de luta e em combate, tudo para testar ao máximo os militares.

Mas o que chama mais atenção é o fato de que são feitas lutas entre homens e mulheres com exatamente as mesmas regras. A única diferença é que os homens não podem pesar mais de 10 libras (cerca de 4,5 kg) que as mulheres.

A explicação dada pelo exército para essas lutas é o fato de que um combatente não escolhe seus adversários em um campo de batalha e para isso tem de estar preparado para qualquer coisa. Combates entre homens e mulheres são comuns nesses eventos e, apesar de as vitórias masculinas serem a enorme maioria, as moças estão cada vez melhores.

O exemplo que vou dar é de um torneio que aconteceu em Ft. Hood, no Texas, este mês. A luta final de uma das categorias foi entre Jackelyn Walker e Greg Langarica. A moça foi melhor a maior parte do tempo, principalmente com quedas e no ground-and-pound. Mas no final, acabou sendo nocauteada, muito mais por cansaço que pelos golpes do rival.

No final, esses torneios, além de preparar os soldados, garantem aos vencedores alguns privilégios quando eles voltam para suas unidades.

E você, internauta, o que acha de lutas de MMA entre homens e mulheres? É possível realizá-las profissionalmente? A brasileira Cris Cyborg, por exemplo, poderia lutar com homens? Antes de responder, veja no vídeo abaixo essa luta citada acima. É logo a primeira.

(Nota do blog: Essa história foi contada inicialmente pelo jornal norte-americano LA Times e o blogueiro a pinçou do site Blood Elbow. Espero que tenha a contado da melhor maneira.)