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Glover afasta pressão por córner de lendas e agrada chefe em estreia avassaladora no UFC

Jorge Corrêa

Direto de Las Vegas, post com o parceiro Mauricio Dehò 

Depois de três anos e meio tentando regularizar seu visto de entrada nos Estados Unidos após ter morado como imigrante ilegal no país, finalmente Glover Teixeira conseguiu estrear no UFC e não poderia ter sido de melhor maneira. O meio-pesado não tomou conhecimento de Kyle Kingsbury e o finalizou em apenas 1min53 no UFC 146.

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Mas Glover assumiu que teve de enfrentar uma pressão interna. Ele chegou para o evento com uma das equipes de técnicos mais estreladas do MMA. Estavam lá com ele o ex-campeão do UFC Marco Ruas, o dono de uma cadeira no Hall da Fama do evento Chuck Liddell e o renomado Pedro Rizzo.

“Tenho que assumir que tinha uma pressão por conta do meu córner, por quem estava me apoiando. Não é todo mundo que tem três caras como eles do seu lado, tudo lenda. Mas eu consegui me acalmar e não levar isso para a luta'', explicou Glover.

Muitos lutadores, mesmo experientes e muito técnicos, como é o caso do mineiro, já chegaram a sentir o peso de estrear pelo UFC. Mas Glover explicou qual foi seu segredo para não enfrentar isso: treinar muito duro.

“O segredo é fazer uma preparação muito boa, com caras muito duros, como o Pedro Rizzo, que vai enfrentar o Fedor [Emelianenko] agora. Temos muitos talentos no Brasil, com cara que está dando sufoco. Estava preparado, confiante e não senti o peso de estrear no UFC. Vim e fiz bonito.''

Glover Teixeira também se mostrou emocionado com o apoio que recebeu em Las Vegas, com os muitos brasileiros que estiveram no ginásio para assisti-lo. “Pô cara, tinha brasileiro pra caramba aqui. Gostei mesmo, achei que eu seria vaiado e no final, quem foi vaiado, foi meu rival. Brasileirada veio em peso.''

Vitória agrada ao chefe

Não foi só o Glover e seu córner estrelado que ficaram muito satisfeitos com essa grande estreia no Ultimate aos 32 anos. O presidente do UFC Dana White fez questão de elogiar muito o desempenho do brasileiro.

“Ele era um cara que queríamos trazer, há muito tempo o Joe [Silva, responsável por casar as lutas do UFC] já vinha me falando dele. Ele finalmente resolveu seus problemas de visto e conseguiu estrear. E que estreia. Ele foi muito bem e contra um cara muito duro, impressionante mesmo'', disse o dirigente.