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Com estratégia perfeita, Barão não dá show, mas garante quarto cinturão do UFC para o Brasil

Jorge Corrêa

Urijah Faber deve ter pesadelos quando ouve o nome da academia Nova União. Em sua segunda chance de título contra um lutador dela, a segunda derrota. Com uma estratégia perfeita, com a cara do técnico Dedé Pederneiras, Renan Barão não tomou nenhum susto para vencer a luta principal do UFC 149 e garantir o cinturão interino dos pesos galo.

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O brasileiro não deu show contra Faber, até arriscou alguns chutes rodados, mas controlou bem o combate. Ele sabia que estava pontuando, não deixava o norte-americano se aproximar. Foi o suficiente para dar ao Brasil o quarto título do Ultimate. Barão agora está ao lado de José Aldo (penas), Anderson Silva (médios) e Junior Cigano (pesados).

Os dois primeiros rounds foram completamente dominados pelo potiguar. Barão marcava bem a distância e aproveitava sua maior envergadura. Quando Faber atacava, era rapidamente contra-atacado. O brasileiro abusava dos chutes altos, dos chutes rodados e das joelhadas voadoras. Mesmo quando ficavam na guarda, acertavam com força o adversário.

Urijah passou a equilibrar mais o combate no terceiro e no quarto round – que até venceu, com bons diretos que fizeram sangrar o nariz de Renan. Mas então entrou a estratégia mais uma vez. A pedido dos técnicos Jair Lourenço e Dedé Pederneiras, Barão passou a apostar nos chutes baixos na coxa, minando a guarda do rival – o mesmo que José Aldo já tinha feito contra Faber.

O quinto período serviu apenas para confirmar a vitória do brasileiro. O americano até esboçou uma reação, partiu para cima, mas era sempre contra-atacado. Ele mesmo sabia que tinha perdido quando soou o último gongo. Faber saiu cabisbaixo e Barão vibrando muito. Não precisava nem mesmo que Bruce Buffer anunciasse a vitória por pontos, em decisão unânime dos juízes.


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