Blog Na Grade do MMA

Arquivo : janeiro 2017

Podcast #42 – Brasileiro campeão do WSOF pode pintar no UFC? Ele responde
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Um dos maiores nomes do WSOF, o brasileiro Marlon Moraes virou agente livre e está em busca de um contrato que eleve ainda mais o patamar de sua carreira. No podcast Na Grade do MMA, ele falou sobre a negociação, que tem dado ênfase ao UFC.

Moraes é campeão dos galos no evento, e seu empresário tem pedido uma luta contra Jimmy Rivera, do UFC. O lutador comenta as chances dessa luta e a polêmica sobre os patrocínios e salários de lutadores, que são limitados no Ultimate pelo acordo com a Reebok.

O programa ainda aborda a derrota de Chael Sonnen para Tito Ortiz no Bellator e o UFC deste fim de semana, em que deve ser decidido o futuro das pesos galo da organização, possivelmente mostrando a próxima rival de Amanda Nunes pelo cinturão.

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Marlon Moraes estuda opções para o futuro de olho em contrato vantajoso
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MARLONMORAES

Por Rodrigo Garcia

O lutador Marlon Moraes está próximo de definir seu destino. Desde que defendeu o cinturão peso galo do World Series of Fighting pela última vez, em julho de 2016, o atleta viu seu contrato com a organização chegar ao fim, tornando-se um agente livre.

E enquanto aproveita seus últimos dias em Nova Friburgo, onde realizou um evento beneficente para auxiliar instituições de caridade do município no Rio de Janeiro, o atleta participou do podcast #42 do Na Grade do MMA e falou um pouco sobre seu futuro.

No WSOF, Marlon Moraes engatou uma sequência de 11 vitórias, sendo quatro delas em disputa de cinturão. Com isso, o atleta passou a ser monitorado por outras organizações. Agora, Moraes espera fechar o melhor contrato possível, já que a carreira de atleta é curta.

“Não tenho contrato com nenhum evento, mas estou com a expectativa boa de fechar alguma coisa bacana em breve. O principal objetivo é conseguir o melhor contrato possível, já que carreira de lutador não é muito longa. Estamos trabalhando com todas as hipóteses. A gente trabalha e quer ser bem pago pelo trabalho”, explicou o lutador.

A entrevista completa com o lutador, que também falou sobre a divisão dos galos no UFC e sobre a vontade de enfrentar o promissor lutador Jimmie Rivera, estará disponível na edição 42 do podcast Na Grade do MMA, que vai ao ar nesta quinta-feira (26).


Jacaré assume risco e ataca Bisping “galinha” e Rockhold “amarelão”
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Ronaldo Jacaré ainda espera por disputa de cinturão | Reprodução/Instagram

Ronaldo Jacaré ainda espera por disputa de cinturão | Reprodução/Instagram

Anunciado como rival de Tim Boetsch no UFC 208, Ronaldo Jacaré segue sem entender a postura de Michael Bisping como atual campeão dos pesos-médios (até 84 kg). Em entrevista ao podcast do blog, o lutador brasileiro voltou a criticar a postura do inglês com o cinturão e contou os motivos que o fizeram assumir o risco para aceitar o combate contra o adversário conhecido pelas mãos pesadas.

“Ele (Bisping) corre de uma real luta, de uma real defesa de cinturão. Está atirando para todos os lados para não pegar um (lutador) top da divisão dos médios. Todo mundo sabe que ele não quer uma luta real da categoria. Ele está chocando o cinturão, igual uma galinha. Senta em cima do cinturão para ver se choca, não quer lutar”, atacou Jacaré.

A declaração é uma crítica ao comportamento recente de Bisping, que, após conquistar o título contra Luke Rockhold, defendeu o cinturão apenas contra Dan Henderson, lutador que estava quase aposentado antes de ganhar a oportunidade. Recentemente, o inglês cogitou uma possível superluta contra Tyron Woodley, atual campeão dos meio-médios (até 77 kg).

Jacaré estará no UFC 208

Jacaré estará no UFC 208

Sem lutar desde maio do ano passado, e agora atrás de Yoel Romero pela disputa do título, Jacaré optou por assumir o risco e voltar ao octógono contra Tim Boetsch, apenas o 13º colocado do ranking dos médios, em luta a ser realizada no próximo dia 11, em Brooklyn, Nova York (EUA).

“Encaro essa luta com bons olhos, é uma forma de não ficar parado. Todos os atletas que ficaram parados durante um espaço de tempo longo não voltaram bem. Principalmente os que esperaram por uma oportunidade de disputar o cinturão”, analisou. “Sei que é um risco que estou correndo, mas é normal. Estou aqui para me arriscar e me manter na atividade”.

Mesmo muito abaixo de Jacaré no ranking dos médios (o brasileiro é o terceiro), Tim Boetsch era um dos únicos disponíveis para enfrentá-lo. Agora você me pergunta, mas e Gegard Mousasi, Chris Weidman, Luke Rockhold e até mesmo Michael Bisping? Jacaré explica.

“Não tem outro cara bem ranqueado para eu lutar. A luta seria com o Mousasi, mas não teria sentido, já que ganhei dele não faz muito tempo. Se nos colocassem para lutar de novo, não seria interessante para ninguém. Os outros adversário estão machucados. O Robert Whittaker, o Rockhold que está amarelando, já que está treinando (e alega lesão), o Weidman que sofreu um revés e talvez não volte tão cedo. A categoria está muito complicada”, finalizou.


Podcast #41 – Jacaré chama Bisping de ‘galinha’ e o futuro de Anderson
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Ronaldo Jacaré tem luta nova marcada para fevereiro, contra Tim Boetsch, e falou ao podcast Na Grade do MMA sobre sua decisão de se manter ativo, além de dar uma cutucada forte em Michael Bisping, atual campeão de sua categoria, os médios.

O lutador oriundo do jiu-jítsu  disse que Bisping está apenas “chocando seu cinturão, igual uma galinha” e deixou claro o motivo de decidir não ficar parado, esperando uma chance pelo cinturão, e assumir os riscos diante do nocauteador Boetsch. O programa ainda fala da volta vexatória de BJ Penn e o que esperar de Anderson Silva contra Derek Bruson, que estarão no mesmo card de Jacaré.

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Podcast #40 – Por que e como Ronda Rousey deve voltar ao UFC
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Na primeira edição de 2017, o podcast fala da nova derrota de Ronda Rousey, explicando os motivos para a queda da ex-campeã frente a Amanda Nunes e debatendo qual deve ser o futuro das lutadoras.

Junto com Fernanda Prates, correspondente do site MMAJunkie, falamos sobre os motivos para Ronda não largar o UFC e sobre o que ela precisa mudar para se reinventar dentro do octógono. Também abordamos a polêmica com a atriz Meryl Streep e Demian Maia vendo Tyron Woodley ter confirmada a revanche com Stephen Thompson – afastando mais uma vez sua chance de disputar o cinturão.

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Campeão do UFC pode ser o “novo McGregor”. E já quer bater irlandês e Aldo
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CODYGARBRANDT

Por Rodrigo Garcia

O UFC 207, realizado na última sexta-feira (30), em Las Vegas, consagrou Cody Garbrandt como o novo campeão peso galo do UFC. Contudo, o desfecho da luta vai além do fato do norte-americano ter conquistado o cinturão da organização. Com uma atuação de gala, o atleta mostrou que pode ser o novo “Conor McGregor” da organização.

Membro da Team Alpha Male, o lutador “vingou” seus colegas de equipe ao massacrar Dominick Cruz na disputa pelo título. Mas alguns fatores apresentados no combate exaltam o potencial de Garbrandt para ser a nova estrela da organização.

Confira alguns pontos que podem ajudar Garbrandt a se tornar uma estrela:

Invicto em lutas profissionais de MMA

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Ao contrário de McGregor, que ganhou destaque por suas atuações, mas já tinha duas derrotas na carreira, o norte-americano nunca sofreu um revés em suas 11 apresentações. No UFC desde janeiro de 2015, o atleta foi acumulando vitórias convincentes até obter a chance de disputar o título de Dominick.

Provocações para conseguir seus objetivos

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Após nocautear Thomas Almeida, principal nome brasileiro na divisão dos galos e uma das esperanças de título para o Brasil, Garbrandt começou a provocar Dominick Cruz em busca de uma chance pelo cinturão.

Enquanto trocava farpas com o ex-campeão via imprensa, que dizia não conhece-lo, Garbrandt acumulou mais uma vitória na organização (nocauteando Takeya Mizugaki em menos de um minuto) e assegurou a chance de desafiar o rival.

Após intensas provocações, que chegaram até a envolver a namorada de Garbrandt, o duelo finalmente foi agendado. Mas havia uma dúvida: seria Garbrandt capaz de parar Cruz, o maior nome da história da divisão: em oito anos de invencibilidade, o ex-campeão havia acumulado 11 vitórias seguidas.

Lado “showman” coincidiu com desempenho dominante

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Já dentro do octógono, onde as provocações costumam dar lugar à seriedade, o norte-americano não se escondeu e manteve o estilo ousado. Desde o início, Garbrandt mostrou que a ideia de tentar desestabilizar mentalmente o campeão teria resultado: Cruz foi cometendo erros incomuns para um atleta do seu nível e começou a sofrer com a mão pesada do desafiante.

O show foi se tornando maior a cada round: Garbrandt chegou a ter várias oportunidades para nocautear o rival e acabar com a luta, mas optou por provocar e ironizar Cruz ao invés de conectar golpes. Com isso, foi conquistando os torcedores presentes na T-Mobile Arena.

Ao término do confronto, Garbrandt passou de desafiante falastrão para uma potencial estrela dentro da organização. O lutador ainda teve tempo para fazer uma emocionante homenagem a Maddux Maple, um garoto de 11 anos que se recuperou de uma grave doença.

Lutador entende “nova filosofia” do UFC e já desafia Aldo e McGregor

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Garbrandt mal conquistou seu cinturão e já pensa em grandes desafios: o campeão peso pena, José Aldo, e o campeão peso leve, Conor McGregor. Em entrevista ao site “MMA Fighting”, o campeão peso galo já afirmou ter planos de realizar lutas que lhe tragam “dinheiro e visibilidade”.

“Eu poderia subir de categoria para enfrentar o José Aldo. Ele tem vitórias sobre os meus companheiros de time, é uma lenda, e eu gostaria de testar o seu queixo. Eu sei que bato duro e estou apenas começando”, declarou o campeão.

Já com relação a McGregor, a tensão criada no TUF pode ajudar a promover o confronto. Em uma das discussões ocorridas no programa, Garbrandt chegou a empurrar McGregor, elevando a tensão entre eles.

“Também gostaria de ter uma luta contra Conor McGregor. Eu conseguiria subir de peso facilmente. Meu amigo Nate Diaz o finalizou, e não consigo acreditar que ele é o segundo peso-por-peso da lista, mesmo depois de ter sido finalizado”, provocou Garbrandt.

Resta saber qual será o próximo passo da organização para o novo campeão. Mas uma coisa é certa: Cody Garbrandt está no caminho certo para se tornar uma das maiores estrelas do UFC.


Por que devemos agradecer e não apenas criticar Ronda Rousey
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RONDA1

Por Rodrigo Garcia

O UFC 207, realizado na última sexta-feira (30), em Las Vegas, consagrou Amanda Nunes como uma das promissoras estrelas da organização após a contundente vitória sobre Ronda Rousey. Contudo, se a brasileira saiu fortalecida do combate, o mesmo não pode ser dito da norte-americana.

Após ser nocauteada em apenas 48 segundos, Ronda sofreu uma avalanche de críticas, sendo a maior parte de fãs do esporte. Mas por que devemos agradece-la ao invés de apenas critica-la por ter sofrido somente a segunda derrota de sua carreira?

Veja alguns motivos para “aliviar” nas críticas feitas a Ronda:

Abriu as portas do UFC para o MMA feminino

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Parte da “revolta” contra Ronda surgiu por conta dos privilégios dados por Dana White à lutadora, em atitude que foi vista como uma forma de beneficiar a lutadora em sua tentativa de retomar o cinturão.

Mas, o que muitos viram como um “empurrãozinho” do chefão para Ronda, também pode ser encarado como um reconhecimento por todos os serviços prestados pela norte-americana ao evento.

Dana já havia declarado em diversas oportunidades que o UFC nunca teria espaço para lutas femininas. Mas ao ver o sucesso estrondoso da norte-americana no Strikeforce, extinto evento de MMA em que ela conquistou seu 1º cinturão, o executivo deu o braço a torcer e resolveu apostar na criação de uma categoria feminina, trazendo Ronda como campeã. A decisão rendeu frutos e Ronda comprovou que existe, sim, muito interesse dos fãs em lutas femininas.

Assumiu status de estrela da organização e elevou patamar do evento

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Em pouco tempo, Ronda passou de aposta para certeza: suas atuações, somadas ao interesse do público, atraíram grande atenção para o MMA feminino. Com isso, o passo seguinte acabou sendo natural.

Enquanto apenas Anderson Silva dava espetáculos dentro da organização, Ronda foi ganhando espaço como uma das maiores estrelas da companhia. Eventos em que a norte-americana fosse se apresentar rapidamente tornavam-se um sucesso de vendas de pay-per-view, para alegria de Dana. Ao alavancar o interesse pelo MMA feminino, Ronda também, indiretamente, ajudou a aumentar a popularidade do UFC, algo bem visto pelos executivos da organização.

Com o sucesso, Ronda passou a ser presença constante em programas televisivos, eventos de marketing e até mesmo filmes de Hollywood. Se Anderson era o exemplo por seu desempenho como lutador, Ronda era tudo que Dana queria: uma boa lutadora e excelente na promoção dos eventos.

Foi imbatível, mas o esporte evoluiu enquanto Ronda parou

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Questionar a qualidade de Ronda como lutadora após a derrota para Amanda Nunes é esquecer tudo que a norte-americana já conquistou no esporte. Desde 2011, quando estreou no Strikeforce, a atleta foi completamente dominante em sua divisão de peso, até que encontrou sua “ruína” após ser batida por Holly Holm.

Em apenas cinco anos, Ronda tornou-se a 1ª campeã da maior organização de MMA, fez sete defesas de cinturão (bem-sucedidas), conquistou prêmios de melhor finalização (1), luta da noite (2) e performance (4).

A atleta ainda foi a primeira medalhista olímpica a conquistar um título do UFC. Para completar a lista de feitos, Ronda é a lutadora que mais vezes finalizou rivais com chaves de braço e ocupa o 2º e 3º posto na lista de finalizações mais rápidas da organização.

Mas, após perder o cinturão com um brutal nocaute para Holly Holm, em novembro de 2015, Ronda resolveu tirar um período sabático. E, enquanto recuperava as energias, viu outras lutadoras ocuparem o posto de campeã.

O maior erro de Ronda foi ter pensado que, enquanto tirava seu período de descanso, outras lutadoras não estariam se aprimorando para ocupar o lugar que um dia foi dela. Aos poucos, as mulheres foram acompanhando a evolução do esporte e atingindo patamares mais altos, enquanto Ronda “parou no tempo”.

Ao voltar, Ronda resolveu apostar em seu passado dominante ao aceitar direto uma disputa de cinturão, mas o antídoto contra a ex-campeã já estava pronto. Como sabemos, a história terminou com um desfecho surpreendente, mas não inesperado. Agora, resta saber o que será do futuro da ex-campeã: a redenção ou a aposentadoria.


Podcast #39 – Quais são os desafios de Amanda Nunes contra Ronda
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Depois de uma temporada de estreia, o podcast encerra o ano de 2016 com uma das lutas mais importantes do ano: a volta da ex-campeã Ronda Rousey contra a brasileira Amanda Nunes, que fará a primeira defesa de cinturão peso galo feminino. Esse será com combate principal do UFC 207, que acontece dia 30 de dezembro, sexta-feira, em Las Vegas.

Com Davi Correia, do site do UFC.com.br, ainda falamos sobre os  outros brasileiros do card (Alex Cowboy, Antonio Cara de Sapato, John Lineker e Fabrício Werdum), além do primeiro evento do Brasil em 2017, em Fortaleza, que terá Vitor Belfort na luta principal.

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UFC Sacramento terá queridinha, duelo entre descobertas de Dana e despedida
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Paige VanZant enfrenta Michelle Waterson no UFC Sacramento | Divulgação/UFC

Paige VanZant enfrenta Michelle Waterson no UFC Sacramento | Divulgação/UFC

Por Guilherme Dorini

A princípio, você pode não se interessar tanto pelo UFC Sacramento, que será realizado no próximo sábado, nos Estados Unidos. Além de não ter nenhuma disputa de cinturão, será difícil repetir a mesma dose de adrenalina da edição 206, que contou com lutas e nocautes eletrizantes no último sábado, em Toronto, no Canadá. No entanto, se olhar com mais atenção para os três últimos combates, verá que o evento tem o seu valor.

Na luta principal, Paige VanZant, “queridinha” do UFC, será mais uma vez protagonista de um evento não numerado da organização. Desta vez, ela tentará manter a boa fase contra Michelle Waterson. No segundo combate mais importante da noite, duas revelações vão medir forças dentro do octógono. Revelados em um reality show produzido por Dana White, Sage Northcutt e Mickey Gall prometem um duelo interessante em Sacramento.

Por último, mas não menos importante, Urijah Faber fará sua despedida das artes marciais mistas em casa. Conhecido como California Kid, o veterano de 37 anos já revelou que o combate contra Brad Pickett será o último de sua carreira.

Paige VanZant (#8) vs. Michelle Waterson (#12)
Luta válida pelo peso-palha (até 52 kg)

VanZant é uma das "queridinhas" do UFC / Crédito: AP/Rich Pedroncelli

VanZant é uma das “queridinhas” do UFC / Crédito: AP/Rich Pedroncelli

VanZant vive um bom momento no UFC, mas vamos com calma, né? Recentemente, a lutadora parece ter se empolgado com seu retorno à organização e até chegou a comentar um possível combate contra Ronda Rousey, em peso casado. O momento, no entanto, é de focar na luta de sábado, que não deve ser fácil.

Nocaute valeu prêmio de performance da noite | Anne-Marie Sorvin/USA TODAY

Nocaute valeu prêmio de performance da noite | Anne-Marie Sorvin/USA TODAY

Depois de três vitórias seguidas na organização, Paige foi derrotada por Rose Namajunas, seu primeiro desafio de peso no UFC. Então, tirou um período sábatico, foi vice-campeã do Dancing with the Stars, uma espécie de Dança dos Famosos dos Estados Unidos, e voltou de forma triunfal. Contra a australiana Bec Rawlings, ganhou o prêmio de performance da noite ao nocautear a adversária com um chute cinematográfico.

Agora, porém, o desafio será um pouco maior. Diferentemente de Rawlings, Waterson é muito mais experiente que a australiana. Aos 30 anos – contra 22 de VanZant -, a norte-americana possui 17 lutas em seu cartel de MMA, sendo 13 vitórias e apenas quatro derrotas. Além disso, foi campeã do peso-átomo (até 48 kg) do Invicta FC. Canhota, suas especialidas são o caratê, esporte no qual pratica desde seus 10 anos, muay thai e jiu-jítsu.

Sage Northcutt vs. Mickey Gall
Luta válida pelos meio-médios (até 77kg)

Sage Northcutt e Mickey Gall farão segunda luta principal | Divulgação/UFC

Sage Northcutt e Mickey Gall farão segunda luta principal | Divulgação/UFC

O duelo entre Northcutt e Gall será um encontro de novas gerações do UFC. Descobertos no reality show Dana White: Looking for a fight, atração em que o chefão da organização viajava os Estados Unidos atrás de novos lutadores para o evento, os atletas podem dar um passo a mais na organização em caso de vitória.

Sage Northcutt| Ethan Miller/Getty Images

Sage Northcutt| Ethan Miller/Getty Images

Sage foi a estrela do primeiro episódio do programa. A princípio, Dana duvidou de seu potencial, muito por conta de sua pouca idade (hoje com 20 anos) e seu penteado à la Johnny Bravo. No entanto, após ver sua performance dentro de cage em Houston – quando finalizou Rocky Long com uma guilhotina – resolveu contratar o jovem talento.

De lá para cá, Northcutt fez quatro lutas no UFC. Estreou com duas vitórias seguidas – um nocaute técnico e outra guilhotina -, mas acabou finalizado de forma infantil por Bryan Barberena (katagatame), esfriando seu começo promissor. No UFC 200, Dana White deu mais uma chance ao seu pupilo, que voltou a vencer ao derrotar o espanhol Enrique Marín por decisão unânime.

Gall, apesar de mais velho (24 anos), tem muito menos experiência que Northcutt. Depois de três lutas como amador, decidiu virar profissional exatamente no mesmo evento em que Dana White decidiu assistir durante seu reality show, na Filadélfia, nos EUA. O mata-leão antes dos três minutos do primeiro round agradou, mas o que realmente despertou a atenção do chefão do UFC foi a atitude do garoto, que não pensou duas vezes antes de pegar o microfono e pedir por um combate com CM Punk, então sem adversário na organização.

Gall bateu CM Punk | Rey Del Rio/Getty

Gall bateu CM Punk | Rey Del Rio/Getty

A atitude lhe garantiu um contrato. No entanto, antes de CM Punk, o UFC deu Mike Jackson como um pequeno teste para Gall. O jovem talento não tomou conhecimento do rival e, com outro mata-leão, desta vez com apenas 45 segundos, ganhou a tão esperada luta contra o astro do WWE.

No UFC 203, outra atuação impecável. Como um déjà vu, usou o mesmo golpe para finalizar Punk com apenas dois minutos. É bom Northcutt ter treinado como escapar de um mata-leão…

Urijah Faber (#7) vs. Brad Pickett
Luta válida pelo peso-galo (até 61,2 kg)

Urijah Faber encara Brad Brad Pickett em sua última luta | Divulgação/UFC

Urijah Faber encara Brad Brad Pickett em sua última luta | Divulgação/UFC

Depois de duas derrotas seguidas e mais uma frustrada tentiva de ser tornar campeão do UFC, Urijah Faber decidiu pendurar as luvas. Aos 37 anos, o California Kid, como é conhecido, possui até o momento 43 lutas profissionais de MMA, sendo 33 vitórias e 10 derrotas.

Seu maior feito no esporte foi ser campeão dos penas (até 65,8 kg) do extinto WEC há dez anos. Ele ainda defendeu com sucesso seu cinturão em cinco oportunidades, sendo uma delas contra Dominick Cruz, atual campeão da divisão dos galos do UFC.

Urijah Faber conquistou o cinturão do WEC em 2006 | Crédito: Reprodução

Urijah Faber conquistou o cinturão do WEC em 2006 | Crédito: Reprodução

De lá para cá, Faber se manteve entre os tops da organização, mas nunca mais conseguiu ser campeão. Quando foi contratado pelo UFC, decidiu descer para os galos, mas, mesmo assim, não alcançou o título. E não foi por falta de oportunidades. Em cinco anos, teve quatro chances de conquistar o cinturão, mas fracassou em todas elas: duas para Dominick Cruz e duas para Renan Barão.

O adversário de sua despedida será Brad Pickett, inglês de 38 anos que sequer aparece entre os 15 melhores da categoria. Faber quer se despedir em alto estilo, mas sabe que não será fácil.

“É difícil aproveitar o momento, porque é uma briga contra um cara que quer acabar comigo. Estou me preparando para uma batalha violenta. Mas estou tentando aproveitar o processo e perceber quão sortudo fui de viver esse sonho. Não é como se eu tivesse feito uma enorme fortuna como lutador, porque não havia muito dinheiro no começo. Mas consegui fazer uma ótima vida, e isso me deu a chance de viver sem precisar lutar. Quero focar nisso antes de chegar na zona perigosa como lutador. Tive minhas oportunidades de conquistar o cinturão, mas agora, estou pronto para passar a tocha adiante”, disse nesta última semana.


Duelo entre Pettis e Holloway vale “meio cinturão” e futuro de José Aldo
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Max Holloway (esq.) enfrenta Anthony Pettis no UFC 206; cinturão interino só vale para havaiano | Crédito: Brandon Magnus/Zuffa LLC

Holloway encara Pettis no UFC 206; cinturão interino só vale para havaiano | Crédito: Brandon Magnus/Zuffa LLC

O fracasso de Anthony Pettis na balança pode deixar a organização em uma saia justa após a disputa do UFC 206. E isto envolve diretamente o futuro de José Aldo. Neste sábado, em Toronto, no Canadá, Showtime e Max Holloway tinham tudo para definir os novos rumos dos penas, mas como o ex-campeão dos leves não conseguiu bater o peso, um ponto de interrogação pode tomar conta da categoria que tem o brasileiro como campeão absoluto.

A princípio, o combate principal do evento seria válido pelo cinturão interino da divisão até 65,8 kg. Agora, mesmo pesando 67,1 kg, Pettis poderá subir no octógono, mas uma vitória não lhe dará o título provisório. A cinta só poderá ser dada ao seu rival. Se vencer, será apenas mais uma vitória em seu cartel. O problema é que a organização não terá muito o que fazer com esse resultado.

Pettis falhou na balança na última sexta | Crédito: Reprodução/Twitter

Pettis falhou na balança na última sexta | Crédito: Reprodução/Twitter

A lógica natural seria dar a oportunidade de o vencedor enfrentar José Aldo para tentar unificar os títulos. Mas como fazer isso com um cara que não conseguiu bater o peso, uma das principais obrigações dos lutadores profissionais? Pettis tem mais nome, já foi campeão e seria uma luta que agradaria aos fãs. Mas aceitar essa situação seria assumir (ainda mais) que o cinturão interino não vale nada para a organização e deixar claro que, desta vez, estava em jogo só para salvar um evento pay-per-view.

Por isso, a situação mais confortável seria torcer por uma vitória de Max Holloway, o que manteria a divisão “organizada”. O havaiano conquistaria o título interino e, automaticamente, já estaria na rota de José Aldo, evitando qualquer saia justa em uma decisão que certamente seria contestada por muita gente (seja lá qual fosse).

Max Holloway está com nove vitórias seguidas no UFC | Crédito: Gary A. Vasquez/USA TODAY Sports

Max Holloway está com nove vitórias seguidas no UFC | Crédito: Gary A. Vasquez/USA TODAY Sports

Com nove vitórias seguidas, Holloway não só é merecedor como também é o lutador com a maior sequência de triunfos na organização sem uma oportunidade de disputar um cinturão. O havaiano, no entanto, teve paciência, soube esperar sua vez e evitou criticar a organização por essa demora.

“É uma situação um pouco estranha, mas eu sou um lutador e pago apenas para lutar. Agora vou ter minha oportunidade de lutar pelo título, poder conquistar meu cinturão e, então, irão me olhar com outros olhos. Meu trabalho é apenas lutar e tento manter meu foco nisso. É isso que tenho feito nos últimos anos”, disse em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

E, por pouco, o havaiano não precisou esperar mais um tempo. A princípio, o combate entre Pettis e Holloway seria apenas o segundo mais importante da noite, mas uma lesão fez tudo mudar. E a culpa foi toda de Daniel Cormier. Não entendeu? Nós explicamos.

Cormier abandonou UFC 206 | Ethan Miller/Getty Images

Cormier abandonou UFC 206 | Ethan Miller/Getty Images

O atual campeão dos meio-pesados estava escalado para defender seu cinturão contra Anthony Johnson. Porém, faltando 15 dias para o evento, Cormier revelou uma lesão e foi retirado do card. O UFC, então, ficou em uma sinuca de bico. Como a edição é numerada, ou seja, com vendas de pay-per-view, era preciso que a principal luta da noite fosse de cinturão.

Nesta altura, não existiam muitas opções. E a organização optou pela mais “fácil”. Como já havia prometido, tiraram o cinturão dos penas de Conor McGregor, que hoje é apenas campeão dos leves (até 70,3 kg), e declararam José Aldo como campeão absoluto. Assim, deixaram vago o título interino para colocar em jogo neste sábado, na disputa entre Pettis e Holloway, mas que agora só vale para o segundo.

Pettis, ao contrário de Holloway, vive um de seus piores momentos no UFC. Depois de perder o título dos leves para Rafael dos Anjos, Showtime ainda foi derrotado por Eddie Alvarez e Edson Barboza. Com uma inédita série de três fracassos seguidos na carreira, ele decidiu descer de categoria, onde estreou com uma vitória por finalização sobre Charles do Bronx – a última vez em que subiu em um octógono.

Quando perguntado se achava justa a decisão tomada de já dar uma nova chance de cinturão a Pettis, Holloway demonstrou um certo incomodo, mas entendeu a posição do UFC. “Sabe… São assim que as coisas são… Eu só posso dizer que estou agradecido pela oportunidade. Ele é um ex-campeão e é uma coisa que faz sentido (dar essa oportunidade). Estou feliz e não vejo a hora de entrar no octógono e mostrar ao mundo quem é Max Holloway”, opinou antes de saber que Pettis não bateria o peso.

Anthony Pettis venceu Charles do Bronx em sua última luta | Crédito: Darryl Dyck/The Canadian Press

Anthony Pettis venceu Charles do Bronx em sua última luta | Crédito: Darryl Dyck/The Canadian Press

Confira o card completo do UFC 206:

CARD PRINCIPAL
Max Holloway x Anthony Pettis (peso-pena)
Donald Cerrone x Matt Brown (peso-meio-médio)
Cub Swanson x Doo Ho Choi (peso-pena)
Tim Kennedy x Kelvin Gastelum (peso-médio)
Jordan Mein x Emil Meek (peso-meio-médio)

CARD PRELIMINAR
Nikita Krylov x Misha Cirkunov (peso-meio-pesado)
Olivier Aubin-Mercier x Drew Dober (peso-leve)
Valerie Letourneau x Viviane Sucuri (peso-palha)
Mitch Gagnon x Matthew Lopez (peso-galo)
John Makdessi x Lando Vannata (peso-leve)
Jason Saggo x Rustam Khabilov (peso-leve)
Zach Makovsky x Dustin Ortiz (peso-mosca)

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