Blog Na Grade do MMA

Arquivo : março 2015

Rafael dos Anjos dormiu no banheiro e matou aula para ser lutador
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Rafael dos Anjos pode chegar ao ápice de sua carreira neste sábado. Está em suas mãos – pés, joelhos e cotovelos – a chance de tomar o cinturão de Anthony Pettis e ser o primeiro brasileiro campeão dos leves do UFC. A jornada do lutador de Niterói é marcada pela determinação e a paciência. De um garoto apaixonado pelo jiu-jítsu a uma jornada de 17 lutas no UFC, até chegar ao cinturão, o desafiante teve altos e baixos – sendo o mais baixo deles dormir em um banheiro, quando ainda sonhava ser um lutador de sucesso.

Rodrigo de Souza, primo de Rafael, acompanhou de perto toda essa jornada. Rafael dos Anjos conheceu o jiu-jítsu pela proximidade com os netos de Orlando Barradas, um nome famoso na arte suave. Como havia um tatame na casa dos garotos, aprender os movimentos foi algo natural, e rapidamente o viciou.

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“O Rafael sempre foi uma criança agitada, cheia de energia. Às vezes ele dizia que ia para a escola, mas ia treinar. Minha tia achava que ele estava indo estudar, mas ele não tinha muito compromisso com isso. Já no jiu-jítsu, se tivesse uma placa de funcionário do mês, ele estaria todo mês nela”, conta Rodrigo.

Às vezes o garoto ia a pé para os treinos, e quando chegava lá ainda tinha de medir forças com caras mais fortes e mais graduados. Os combates dentro da academia incluíam jiu-jítsu e tapas, e “a porrada comia”. Mesmo mais novo, magrinho, ele já acumulava suas vitórias.

O jiu-jítsu foi só sua introdução ao mundo das lutas, chegando ao MMA e estreando em 2004. E com derrota. Precisando ainda achar um sustento mais rentável, Rafael aceitou um convite para dar aulas da arte suave na Alemanha. Só não imaginava a roubada em que se meteria.

“Ele já era faixa preta e recebeu essa proposta. Chegou lá, mandou bem em um campeonato, mas na hora de se estabelecer, não era nada daquilo que falaram, o cara meio que enganou ele. Aí ele passou um perrengue lá, dormiu em banheiro de rodoviária e tudo”, relata o primo. “Depois que foi para Hamburgo melhorou um pouco, e ele juntou dinheiro para voltar ao Brasil, que foi quando começou a treinar com o Gordo (Roberto Corrêa de Lima).”

Essa fase marcou uma evolução importante tecnicamente e em termos de resultados. A deslanchada permitiu assinar contrato com o UFC, mas o começo não foi dos esperados – mais uma prova de que ele não teria nada fácil na vida. Rafael perdeu suas duas primeiras lutas, uma por nocaute, e só na terceira venceu.

O momento irregular durou até 2012, ano em que se mudou para os Estados Unidos. Sua melhor série no Ultimate tem 8 vitórias em nove lutas, e boa parte do crescimento do niteroiense vem da parceria com o técnico Rafael Cordeiro, que afiou sua trocação, acrescentando o muay thai como uma arma com que o lutador poderia, de fato contar. Os triunfos sobre Donald Cerrone, Nate Diaz e o nocaute no ex-campeão Ben Henderson comprovaram que ele estava pronto para a disputa de cinturão.

Agora, Rafael conta em entrevistas que fez uma de suas melhores preparações e mostra confiança em desafiar Pettis em todas as áreas, mesmo que o campeão seja um dos lutadores mais técnicos em pé.

A ‘chave mestra’

aaaRodrigo diz que a “chave mestra” que abriu as portas para o sonho de Rafael virar realidade foi conhecer Cristiane, sua mulher.

Em vídeo do UFC, Rafael conta que a primeira aproximação entre eles foi um tanto vexatória. Para ela. Cristiane estava trabalhando em um evento de MMA e, ao chamar os lutadores, ficou gritando por um tal de “Rafael dos Santos”. O erro acabou virando piada, e permitiu que eles se conhecessem.

“Ele tinha talento para ser lutador, e encontrou a chave mestra em quem poderia fazer isso acontecer”, explica o primo, sobre Cristiane ter ajudado também financeiramente e na ida da família para os Estados Unidos, em 2012. O casal tem um filho, que já vai ao tatame com o pai e sonha ser um policial ou um lutador do UFC.


Acha CR7 vaidoso? Campeão do UFC corta o cabelo três vezes por semana
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Anthony Pettis é um dos lutadores mais técnicos do UFC. E o campeão dos leves sabe que sua imagem não pode ser caprichada apenas no octógono. Em entrevista ao UFC, ele falou de sua vaidade, que chega a “níveis Cristiano Ronaldo” de manifestação. Dúvida? Bom, ele corta o cabelo três vezes por semana, para se ter uma ideia.

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O norte-americano tem um visual bem próprio e aposta em um corte bem curto, com algumas linhas e detalhes, digamos, estilosos. Mas, para manter o penteado em dia, ele precisa voltar à cadeira da barbearia bem mais do que o comum.

“Eu costumo dar um tapa no meu cabelo três ou quatro vezes na semana. São geralmente dois cortes e um ‘alinhamento'”, detalhou ele, que em entrevista ao UOL Esporte mostrou estar um tanto de “salto alto” antes de colocar seu cinturão em jogo contra Rafael dos Anjos, neste sábado.

“Você tem que se manter bonitão”, completou o vaidoso lutador. Vale lembrar que ele não é o único marmanjo do MMA que gosta de cuidar da beleza. Anderson Silva sempre foi um defensor de “creminhos” para se manter cheiroso, mesmo em meio ao ambiente de suor da academia.

O UFC 185 será realizado em Dallas, e tem início às 19h30 deste sábado. O card principal está marcado para a meia-noite, e ainda tem outra disputa de cinturão. No peso mosca feminino, a campeã Carla Esparza encara a polonesa Juliana Joanna Jedrzejczyk.


UFC reserva data para evento de gala em NY. Qual superluta você pediria?
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Sonho antigo do UFC, entrar em Nova York parece estar mais perto do que nunca. Nesta semana, o presidente da organização, Dana White, mostrou confiança que o estado vai derrubar o veto para eventos profissionais de MMA e confirmou que já há uma data reservada no fim de 2015 no tradicionalíssimo Madison Square Garden para receber uma noitada.

Uma das notícias animadoras para o UFC foi que o principal opositor à retirada do veto foi preso nos Estados Unidos. Sheldon Silver é acusado de corrupção e foi detido e, sem sua presença, o Ultimate vê maiores chances de conseguir vitória em sua causa.

A disputa é de longa data, porque Silver e um grupo de investidores é adversário comercial dos irmãos Fertitta, donos do UFC e também de uma série de cassinos. “Agora ele tem maiores problemas que o UFC. Espero que possamos passar. Não quero parecer arrogante, mas estamos confiantes, muito confiantes que vai acontecer”, disse Dana White.
Se o Ultimate conseguir fazer sua estreia no Madison Square Garden, é de se esperar que uma superluta – ou até mais de uma sejam colocadas como atrações principais em Nova York. Aproveitamos então para viajar no assunto e imaginar: quais dessas lutas você gostaria de ver num evento deste porte?

Jon Jones x Cain Velásquez:
O campeão dos meio-pesados, Jon Jones, é um cara grande para sua categoria e a cada luta deixa mais certa sua intenção de ir para a divisão de cima ou fazer superlutas. Neste momento, isso significaria pegar o campeão dos pesos pesados, Cain Velásquez, que tem poucos rivais pela frente. No momento, Jones tem compromisso com Anthony Johnson, em maio, e Velásquez unifica cinturões com Fabricio Werdum em junho.

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Anthony Pettis x José Aldo:
Esta luta já poderia ter saído, mas Pettis se machucou e não pôde lutar no Rio. Agora, com os dois com cinturões de suas categorias, o apelo é ainda maior. Isso, claro, desde que Aldo vença em julho a sensação Conor McGregor, e que Pettis defende seu título contra Rafael dos Anjos, neste sábado.

Ronda Rousey x Cris Cyborg:
Essa superluta feminina só não sai – de acordo com lutadoras e UFC – por conta do peso. Cyborg não consegue descer à categoria de Ronda. Mas será que a campeã peso galo do Ultimate não aceitaria, enfim, encarar a brasileira uns poucos quilinhos acima se o apelo fosse o de lutar no Madison Square Garden, em um palco dos sonhos para a organização?

Brock Lesnar x Frank Mir:
Não chega a ser uma superluta, em termos de categorias, mas sim no tamanho da rivalidade. Esses caras se enfrentaram duas vezes. Na primeira deu Mir, em 2008. Na segunda, Lesnar nocauteou no UFC 100, valendo o cinturão. O problema é que a volta de Lesnar ao MMA – deixando de lado o telequete -, é uma novela. O UFC sonha em voltar a contar com ele e, em NY, teria dinheiro e exposição para atrair o gigante.

Jon Jones x Chris Weidman:
Não parece uma luta provável, certo? Mas Weidman e Jones são dois caras que representam Nova York, e quer propaganda melhor que os lutadores da casa se enfrentando? Caso passe por Vitor Belfort, Weidman terá provado mais uma vez seu potencial, enquanto Jones está sempre buscando novos desafios, já que no meio-pesado ele bateu todo mundo que teve pela frente como campeão.

Demetrious Johnson x TJ Dillashaw:
Esta é entre os levinhos. Demetrious é campeão peso mosca e é totalmente dominante com seu cinturão. Não há rivais para batê-lo e ele praticamente varreu a categoria. Então, o campeão dos galos, TJ Dillashaw, está se oferecendo para descer e fazer uma superluta com o “Mighty Mouse”. Dillashaw, no entanto, precisa se medir com Renan Barão, em revanche que vale o cinturão, marcada para o UFC 186, em abril.


Erick Silva ganha rival de última hora e pega veterano polêmico no UFC Rio
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UOL Esporte

O brasileiro Erick Silva quase ficou sem luta, mas o UFC conseguiu encontrar um rival de última hora e salvou uma das principais lutas da edição que acontece no Rio de Janeiro no próximo dia 21 de março. E ele encara um veterano de “firma”: Josh Koscheck. O norte-americano lutou no último dia 28, mas aceitou o sacrifício – ainda que o ex-campeão dos leves, Benson Henderson, tenha se oferecido ao Ultimate no sábado, via Twitter.

A luta faz parte do card principal da noitada que acontecerá no ginásio do Maracanãzinho e será a penúltima da noite, antes do veterano Demian Maia encarar Ryan LaFlare. Ambos os combates são da categoria meio-médio, sendo que Erick tinha como rival original Ben Saunders.

Erick Silva vem em momento de recuperação no UFC. Aos 30 anos, ele foi cotado como uma das principais revelações do Brasil nos últimos anos, mas perdeu importantes combates contra Dong Hyun Kim e Matt Brown. Em seu último combate, bateu Mike Rhodes, por finalização.

Já Koscheck é um velho conhecido do público de MMA. Participante do primeiro The Ultimate Fighter, nos EUA, ele foi um dos lutadores mais polêmicos do reality show e, em sua longa carreira no UFC, é bastante irregular.

O norte-americano fez lutas contra grandes nomes e chegou a ser desafiante ao cinturão, mas perdeu para Georges St-Pierre. Agora, a fase é terrível: são quatro derrotas seguidas, para Johny Hendricks, Robbie Lawler, Tyron Woodley e Jake Ellenberger. Em sua defesa, Koscheck pode alegar que todos esses quatro rivais são do mais alto escalão da organização.

Na luta contra Ellenberger, há poucos dias, no UFC 184, Koscheck perdeu em uma finalização assustadora, em que começou a espumar pela boca antes de a luta ser encerrada.

O UFC Rio 6 sofreu com diversas lesões, e perdeu até sua luta principal nas últimas semanas. Raphael Assunção ia encarar Urijah Faber, mas teve de ser tirado do card por conta de uma lesão, e o UFC decidiu cortar Faber totalmente de uma luta no Brasil.


Lutador mostra por que nunca se deve desistir no MMA
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UOL Esporte

Lutadores, empresários e dirigentes gostam de dizer que “tudo pode acontecer” numa luta de MMA. E não é à toa. O francês Bandy Casimir mostra que, mesmo que você esteja sofrendo aquele atraso e apanhando à beça, um único golpe pode mudar tudo. (veja no vídeo em 1:25)

Este combate aconteceu no finzinho de janeiro, mas só seu vídeo apareceu. Casimir encarou Curtis Demarce pelo HKFC – School Of Hard Knocks 41 -, realizado no Canadá.

Demarce, lutador canadense, aplicava um longo castigo no começo do segundo round. Socos de todos os lados, com o rival francês só se defendendo. Golpes no corpo, na cabeça, e Casimir já parecendo se desequilibrar.

O fim pareceu próximo, Casimir chegou a ficar de lado, quase de costas. Mas surpreendeu: atacou o canadense com um soco rodado, de costas, e o único golpe potente que acertou levou Demarce a nocaute.

Ah, vale citar que quando falamos em não desistir, podemos falar também da carreira do francês. Ele vinha de SEIS derrotas consecutivas, e agora tem 20 vitórias e 11 derrotas.

Tags : nocaute


Anderson Silva vai admitir que usou anabolizante. Mas não para se dopar
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UOL Esporte

Dani Blaschkauer, Gustavo Franceschini e Jorge Corrêa

Ainda não está marcada pela Comissão Atlética de Nevada a audiência disciplinar que vai julgar o caso de doping de Anderson Silva. Sabe-se apenas que será em março. No entanto, sua equipe já trabalha pesado em sua defesa e podemos adiantar, em primeira mão, como está neste momento a estratégia de argumentação do brasileiro para, pelo menos, minimizar as sanções que deve sofrer depois de ter sido flagrado duas vezes com substâncias proibidas, antes e depois de vencer Nick Diaz em 31 de janeiro.

Como tinha adiantado na única declaração pública que fez depois que o caso veio a público, Anderson vai negar que tenha tentado trapacear para vencer o norte-americano. No entanto, vai admitir que fez uso do anabolizante drostanolona durante a recuperação da grave fratura que sofreu contra Chris Weidman no fim de 2013.

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O brasileiro vai argumentar que usou o anabólico como remédio para recuperar o local lesionado. Além da famosa função de aumento de desempenho atlético, a drostanolona também pode ser usada para fortalecimento da musculatura. No começo da recuperação, temendo que pudesse nunca mais ter uma normal ou até mesmo ficasse sem andar, usou o anabolizante com esse segundo intuito.

Não está claro se Anderson já tinha plena consciência do que estava tomando desde o começo, desde as primeiras doses da drostanolona, mas em algum momento ficou ciente de que estava usando uma substância proibida no esporte mundial. O atenuante, na época, era que ele acreditava que a droga sairia completamente do seu organismo até ele ter uma luta marcada ou iniciar a preparação para ela.

O que Silva e seus advogados tentarão deixar claro, a todo momento, é que ele até fez uso da drostanolona, mas nunca com a intenção de se dopar ou de tirar vantagem sobre seu adversário. Para isso, também usarão o argumento de que a quantidade da substância encontrada em seu organismo era muito pequena, o que não daria para aumentar sua performance contra Nick Diaz.

Ele também tem uma explicação para terem encontrado ansiolíticos no exame feito no dia da luta. Em novembro do ano passado, Anderson teve fortes dores nas costas e acabou no hospital por conta de espasmos musculares no local. Foi receitado para ele a benzodiazepina diazepam, vendido mundialmente como Valium, que além dos seus efeitos calmantes, também é relaxante muscular. E lhe foi indicado que se voltasse a sofrer o mesmo tipo de problema, poderia tomar o remédio novamente, o que aconteceu nas véspera da luta. Foram detectadas na urina de Anderson as substâncias temazepan e oxazepan, benzodiazepinas que tem o mesmo efeito do Valium.

Novamente, ele vai alegar que não usou a medicação de má-fé e não mentiu para a comissão deliberadamente ao não revelar que fez (ou faria) uso das benzodiazepinas. Ele simplesmente repetiu a indicação médica que foi lhe dada no ano passado.

Toda essa argumentação não deve livrar Anderson Silva de ser considerado culpado pelos flagrantes com doping e nem sua defesa acredita que conseguirá fazê-lo ser julgado inocente, mas a ideia principal é atenuar sua possível pena, que pode ser um gancho de até um ano, além de uma pesada multa. Ele tentará que a suspensão seja de seis a nove meses, além de um valor mais leve para a multa.

Mais que isso, esse discurso de arrependimento e de assumir o que fez será o começo do trabalho para reconstruir sua imagem, além de tentar evitar a fuga de velhos e novos patrocinadores. A partir dai será feito um gerenciamento real de crise, o que não aconteceu até agora desde o flagrante. Dessa maneira, ele prepara o terreno para voltar a lutar. Sim, ele vai voltar a lutar e quer fazê-lo o mais rápido possível.


Acha a Ronda bonita? Veja este duelo de estreantes que o UFC marcou
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UOL Esporte

O UFC anunciou um duelo de garotas para o UFC que será realizado na Polônia, no dia 11 de abril. A luta é entre as estreantes Alexandra Albu, da Rússia, e a polonesa Izabela Badurek, num card que terá Mirko Cro Cop em revanche contra Gabriel Napão na luta principal.

Izabela Badurenko vem de três vitórias por finalização, todas no primeiro round

Izabela Badurek vem de três vitórias por finalização, todas no primeiro round

A entrada das garotas aumenta a lista de musas da organização que vai de Ronda Rousey e Miesha Tate às mais novas estrelas da categoria palha Paige VanZant e Felice Herrig – que, por sinal, também se enfrentam em abril.

Mas, além do quesito beleza, as pesos palha Albu e Badurek tem outros atrativos. A russa de 24 anos já deveria ter estreado em 2014, mas uma lesão a tirou de ação por um longo período. E parece que ela entra no plantel do Ultimate para atrair o público russo – país do lendário Fedor Emelianenko – já que é pouco experiente.

Antes de lutar MMA, Albu foi modelo e fisiculturista. Como lutadora de caratê, foi campeã russa e medalhista de bronze no Europeu, pela International Japan Karate-Do Association. Ela também praticou judô e depois passou às artes marciais mistas.

O cartel, segundo o UFC, é de cinco vitórias, invicta, mas o site Sherdog indica só um combate, com triunfo por nocaute.

Já Badurek, 23, estreou no MMA profissional em 2012 e tem 5 vitórias e duas derrotas. Seus três últimos combates terminaram com finalizações a seu favor.

“Não posso explicar o quão feliz estou de o UFC me dar essa oportunidade”, afirmou a polonesa, que fez sua última luta há apenas um mês. “Estou honrada de ser a primeira polonesa a competir em nossa terra.


Doping duplo enterra chance de inocência de Anderson. Pena deve ser pesada
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Não é só o Spider: lembra destes outros casos de doping?

Veja Álbum de fotos

Por Maurício Dehò

Ser flagrado em um teste antidoping já foi um baque para Anderson Silva. Mas a confirmação de um segundo exame positivo, sendo reincidente no uso de uma das substâncias e acrescentando ansiolíticos à lista de drogas ilegais em seu organismo, tem tudo para enterrar qualquer chance de defesa do ex-campeão dos médios do UFC. Diante de um quadro tão complicado, pode ser o fim do Spider como lutador, com uma pena pesada e exemplar..

Nesta terça-feira, a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) confirmou que, além de ter sido pego em um antidoping surpresa em 9 de janeiro – com os anabólicos drostanolona e androsterona -, Anderson foi flagrado no dia do combate. Agora, ele teve encontrada a mesma drostanolona e ainda dois ansiolíticos, medicações para dormir, oxazepam e temazepam. O peso médio foi suspenso preventivamente, até seu julgamento.

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O maior problema para Anderson é a reincidência no uso da drostanolona, um anabolizante muito utilizado por fisiculturistas, que melhora a qualidade muscular e dá mais força. A substância poderia ter sido usada para ajudar na recuperação da perna fraturada contra Chris Weidman, ou para incrementar a condição física em geral do lutador.

Ser testado duas vezes para a mesma substância neste prazo de cerca de 20 dias indica que o brasileiro teve a entrada da drostanolona, de fato, duas vezes em seu organismo, já que o anabolizante tem vida curta e pode desaparecer em uma semana.

O comentário de Bob Bennet, presidente da Comissão Atlética de Nevada, explica bem: “Uma coisa que particularmente me preocupa é ele ter testado positivo em 9 de janeiro e negativo em 19 de janeiro. Se ele tomou algo oralmente, ele fica no seu organismo de 5 a 7 dias apenas. Então, obviamente, ele usou algo próximo de 9 de janeiro e de novo muito perto da noite da luta. Ele testou positivo em dois de três exames, isso é certamente preocupante e inaceitável. Isso dá vantagem injusta sobre os rivais.”

Com este cenário, um dos caminhos para uma possível defesa de Anderson fica impossibilitado. Um cenário possível, é claro, é a admissão de culpa. Mas, se o brasileiro escolher negar o doping, as alegações de manipulação ou contaminação da amostra deixariam de ter fundamento, pelo fato do resultado mais recente também indicar a drostanolona e, como dito, ela não ficar no organismo por tanto tempo.

Apesar de um delito menor, a presença dos ansiolíticos também só faz crescer as chances de a comissão aplicar uma pena pesada para o ex-campeão. Neste caso, a NSAC explicou que o maior problema foi o brasileiro não ter comunicado no formulário oficial que fez uso dos medicamentos, algo previsto no regulamento e obrigatório.

A NSAC tem um histórico de aplicar ganchos longos, principalmente em momentos-chave da luta contra o doping, a exemplo de agora, em que se tenta ampliar os testes surpresa. Um caso que mostra isso foi o de Wanderlei Silva, banido pela vida de lutar MMA com licença do estado de Nevada, por fugir de um exame. Com um total de quatro substâncias ilegais no corpo, sendo uma delas pega duas vezes, Anderson não deve ser poupado e as estimativas de ele pegar de nove meses a um ano de afastamento podem ser ampliadas para um prazo até maior.


Rivalidade de Wand e Sonnen pode virar luta ‘fake’ no telequete
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Se você é daqueles que ficou decepcionado por Wanderlei Silva e Chael Sonnen nunca terem resolvido sua rivalidade no octógono do UFC, pode voltar a ter esperanças. Mas, caso eles se encontrem, em vez de duelarem nas regras do MMA, agora há mais chances de que eles tenham de obedecer a um extenso roteiro. Não entendeu? É que os lutadores foram chamados para participar do WWE, a maior organização de luta livre, o telequete, aquele show encenado que é uma tradição antiga nos Estados Unidos.

Chael Sonnen foi o primeiro a revelar o convite, em entrevista à TV TSN. Ele disse que foi convidado para uma conversa com a chefia do evento e que não sabia bem o que aconteceria, mas que o brasileiro Wanderlei Silva também havia recebido o mesmo chamado.

“É verdade, recebi uma ligação do WWE e eles disseram: ‘temos o Wrestlemania, um show do nosso Hall da Fama em 29 de março. Se você quiser vir, queremos falar com você sobre algumas coisas’. Não sei se Wanderlei aceitou e se as coisas são relacionadas, mas isso é o que aconteceu”, afirmou Sonnen, um falastrão de marca maior, que sempre teve o perfil ideal para o telequete.

Wanderlei Silva usou as redes sociais para falar do convite, e falou em “proposta milionária”

“Recebi uma proposta milionária do WWE, o telequete americano, e estou pensando: ‘como pode somente os lutadores de MMA recebem pouco?’. (Eles) apresentaram números que eu nunca vi. O que vcs acham da ideia?”, perguntou ele.

Wand e Sonnen foram técnicos do TUF Brasil 3, o reality show do UFC, e chegaram a sair na mão durante o programa. No entanto, a luta marcada entre eles não aconteceu. Wanderlei Silva fugiu de um exame antidoping e foi cortado. Mais tarde, Sonnen foi pego em múltiplos antidopings. Ambos anunciaram a aposentadoria dos octógonos, mas vira e mexe se provocam e reacendem a chama da rivalidade.

Vale ressaltar que o WWE ainda não assumiu ter feito o convite aos lutadores.

Bom, por conta do exagero e até por parte da rivalidade dessa dupla ter ganhado contornos teatrais no TUF Brasil 3, não é nenhuma surpresa um destino como esse virar opção. É claro que todo mundo gostaria de vê-los medindo forças de verdade, principalmente a torcida brasileira, que é pouco adepta ao “faz de conta” do WWE. Mas, com Wand banido do MMA e Sonnen suspenso por dois anos, ambos em casos relacionados a doping, resta se render e, se o confronto se concretizar, aguardar para ver quem vencerá, de acordo com o “roteiro” escrito pelo WWE.