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Arquivo : fevereiro 2015

Anderson Silva vai admitir que usou anabolizante. Mas não para se dopar
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UOL Esporte

Dani Blaschkauer, Gustavo Franceschini e Jorge Corrêa

Ainda não está marcada pela Comissão Atlética de Nevada a audiência disciplinar que vai julgar o caso de doping de Anderson Silva. Sabe-se apenas que será em março. No entanto, sua equipe já trabalha pesado em sua defesa e podemos adiantar, em primeira mão, como está neste momento a estratégia de argumentação do brasileiro para, pelo menos, minimizar as sanções que deve sofrer depois de ter sido flagrado duas vezes com substâncias proibidas, antes e depois de vencer Nick Diaz em 31 de janeiro.

Como tinha adiantado na única declaração pública que fez depois que o caso veio a público, Anderson vai negar que tenha tentado trapacear para vencer o norte-americano. No entanto, vai admitir que fez uso do anabolizante drostanolona durante a recuperação da grave fratura que sofreu contra Chris Weidman no fim de 2013.

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O brasileiro vai argumentar que usou o anabólico como remédio para recuperar o local lesionado. Além da famosa função de aumento de desempenho atlético, a drostanolona também pode ser usada para fortalecimento da musculatura. No começo da recuperação, temendo que pudesse nunca mais ter uma normal ou até mesmo ficasse sem andar, usou o anabolizante com esse segundo intuito.

Não está claro se Anderson já tinha plena consciência do que estava tomando desde o começo, desde as primeiras doses da drostanolona, mas em algum momento ficou ciente de que estava usando uma substância proibida no esporte mundial. O atenuante, na época, era que ele acreditava que a droga sairia completamente do seu organismo até ele ter uma luta marcada ou iniciar a preparação para ela.

O que Silva e seus advogados tentarão deixar claro, a todo momento, é que ele até fez uso da drostanolona, mas nunca com a intenção de se dopar ou de tirar vantagem sobre seu adversário. Para isso, também usarão o argumento de que a quantidade da substância encontrada em seu organismo era muito pequena, o que não daria para aumentar sua performance contra Nick Diaz.

Ele também tem uma explicação para terem encontrado ansiolíticos no exame feito no dia da luta. Em novembro do ano passado, Anderson teve fortes dores nas costas e acabou no hospital por conta de espasmos musculares no local. Foi receitado para ele a benzodiazepina diazepam, vendido mundialmente como Valium, que além dos seus efeitos calmantes, também é relaxante muscular. E lhe foi indicado que se voltasse a sofrer o mesmo tipo de problema, poderia tomar o remédio novamente, o que aconteceu nas véspera da luta. Foram detectadas na urina de Anderson as substâncias temazepan e oxazepan, benzodiazepinas que tem o mesmo efeito do Valium.

Novamente, ele vai alegar que não usou a medicação de má-fé e não mentiu para a comissão deliberadamente ao não revelar que fez (ou faria) uso das benzodiazepinas. Ele simplesmente repetiu a indicação médica que foi lhe dada no ano passado.

Toda essa argumentação não deve livrar Anderson Silva de ser considerado culpado pelos flagrantes com doping e nem sua defesa acredita que conseguirá fazê-lo ser julgado inocente, mas a ideia principal é atenuar sua possível pena, que pode ser um gancho de até um ano, além de uma pesada multa. Ele tentará que a suspensão seja de seis a nove meses, além de um valor mais leve para a multa.

Mais que isso, esse discurso de arrependimento e de assumir o que fez será o começo do trabalho para reconstruir sua imagem, além de tentar evitar a fuga de velhos e novos patrocinadores. A partir dai será feito um gerenciamento real de crise, o que não aconteceu até agora desde o flagrante. Dessa maneira, ele prepara o terreno para voltar a lutar. Sim, ele vai voltar a lutar e quer fazê-lo o mais rápido possível.


Acha a Ronda bonita? Veja este duelo de estreantes que o UFC marcou
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O UFC anunciou um duelo de garotas para o UFC que será realizado na Polônia, no dia 11 de abril. A luta é entre as estreantes Alexandra Albu, da Rússia, e a polonesa Izabela Badurek, num card que terá Mirko Cro Cop em revanche contra Gabriel Napão na luta principal.

Izabela Badurenko vem de três vitórias por finalização, todas no primeiro round

Izabela Badurek vem de três vitórias por finalização, todas no primeiro round

A entrada das garotas aumenta a lista de musas da organização que vai de Ronda Rousey e Miesha Tate às mais novas estrelas da categoria palha Paige VanZant e Felice Herrig – que, por sinal, também se enfrentam em abril.

Mas, além do quesito beleza, as pesos palha Albu e Badurek tem outros atrativos. A russa de 24 anos já deveria ter estreado em 2014, mas uma lesão a tirou de ação por um longo período. E parece que ela entra no plantel do Ultimate para atrair o público russo – país do lendário Fedor Emelianenko – já que é pouco experiente.

Antes de lutar MMA, Albu foi modelo e fisiculturista. Como lutadora de caratê, foi campeã russa e medalhista de bronze no Europeu, pela International Japan Karate-Do Association. Ela também praticou judô e depois passou às artes marciais mistas.

O cartel, segundo o UFC, é de cinco vitórias, invicta, mas o site Sherdog indica só um combate, com triunfo por nocaute.

Já Badurek, 23, estreou no MMA profissional em 2012 e tem 5 vitórias e duas derrotas. Seus três últimos combates terminaram com finalizações a seu favor.

“Não posso explicar o quão feliz estou de o UFC me dar essa oportunidade”, afirmou a polonesa, que fez sua última luta há apenas um mês. “Estou honrada de ser a primeira polonesa a competir em nossa terra.


Doping duplo enterra chance de inocência de Anderson. Pena deve ser pesada
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Não é só o Spider: lembra destes outros casos de doping?

Veja Álbum de fotos

Por Maurício Dehò

Ser flagrado em um teste antidoping já foi um baque para Anderson Silva. Mas a confirmação de um segundo exame positivo, sendo reincidente no uso de uma das substâncias e acrescentando ansiolíticos à lista de drogas ilegais em seu organismo, tem tudo para enterrar qualquer chance de defesa do ex-campeão dos médios do UFC. Diante de um quadro tão complicado, pode ser o fim do Spider como lutador, com uma pena pesada e exemplar..

Nesta terça-feira, a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) confirmou que, além de ter sido pego em um antidoping surpresa em 9 de janeiro – com os anabólicos drostanolona e androsterona -, Anderson foi flagrado no dia do combate. Agora, ele teve encontrada a mesma drostanolona e ainda dois ansiolíticos, medicações para dormir, oxazepam e temazepam. O peso médio foi suspenso preventivamente, até seu julgamento.

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O maior problema para Anderson é a reincidência no uso da drostanolona, um anabolizante muito utilizado por fisiculturistas, que melhora a qualidade muscular e dá mais força. A substância poderia ter sido usada para ajudar na recuperação da perna fraturada contra Chris Weidman, ou para incrementar a condição física em geral do lutador.

Ser testado duas vezes para a mesma substância neste prazo de cerca de 20 dias indica que o brasileiro teve a entrada da drostanolona, de fato, duas vezes em seu organismo, já que o anabolizante tem vida curta e pode desaparecer em uma semana.

O comentário de Bob Bennet, presidente da Comissão Atlética de Nevada, explica bem: “Uma coisa que particularmente me preocupa é ele ter testado positivo em 9 de janeiro e negativo em 19 de janeiro. Se ele tomou algo oralmente, ele fica no seu organismo de 5 a 7 dias apenas. Então, obviamente, ele usou algo próximo de 9 de janeiro e de novo muito perto da noite da luta. Ele testou positivo em dois de três exames, isso é certamente preocupante e inaceitável. Isso dá vantagem injusta sobre os rivais.”

Com este cenário, um dos caminhos para uma possível defesa de Anderson fica impossibilitado. Um cenário possível, é claro, é a admissão de culpa. Mas, se o brasileiro escolher negar o doping, as alegações de manipulação ou contaminação da amostra deixariam de ter fundamento, pelo fato do resultado mais recente também indicar a drostanolona e, como dito, ela não ficar no organismo por tanto tempo.

Apesar de um delito menor, a presença dos ansiolíticos também só faz crescer as chances de a comissão aplicar uma pena pesada para o ex-campeão. Neste caso, a NSAC explicou que o maior problema foi o brasileiro não ter comunicado no formulário oficial que fez uso dos medicamentos, algo previsto no regulamento e obrigatório.

A NSAC tem um histórico de aplicar ganchos longos, principalmente em momentos-chave da luta contra o doping, a exemplo de agora, em que se tenta ampliar os testes surpresa. Um caso que mostra isso foi o de Wanderlei Silva, banido pela vida de lutar MMA com licença do estado de Nevada, por fugir de um exame. Com um total de quatro substâncias ilegais no corpo, sendo uma delas pega duas vezes, Anderson não deve ser poupado e as estimativas de ele pegar de nove meses a um ano de afastamento podem ser ampliadas para um prazo até maior.


Rivalidade de Wand e Sonnen pode virar luta ‘fake’ no telequete
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Por Maurício Dehò

Se você é daqueles que ficou decepcionado por Wanderlei Silva e Chael Sonnen nunca terem resolvido sua rivalidade no octógono do UFC, pode voltar a ter esperanças. Mas, caso eles se encontrem, em vez de duelarem nas regras do MMA, agora há mais chances de que eles tenham de obedecer a um extenso roteiro. Não entendeu? É que os lutadores foram chamados para participar do WWE, a maior organização de luta livre, o telequete, aquele show encenado que é uma tradição antiga nos Estados Unidos.

Chael Sonnen foi o primeiro a revelar o convite, em entrevista à TV TSN. Ele disse que foi convidado para uma conversa com a chefia do evento e que não sabia bem o que aconteceria, mas que o brasileiro Wanderlei Silva também havia recebido o mesmo chamado.

“É verdade, recebi uma ligação do WWE e eles disseram: ‘temos o Wrestlemania, um show do nosso Hall da Fama em 29 de março. Se você quiser vir, queremos falar com você sobre algumas coisas’. Não sei se Wanderlei aceitou e se as coisas são relacionadas, mas isso é o que aconteceu”, afirmou Sonnen, um falastrão de marca maior, que sempre teve o perfil ideal para o telequete.

Wanderlei Silva usou as redes sociais para falar do convite, e falou em “proposta milionária”

“Recebi uma proposta milionária do WWE, o telequete americano, e estou pensando: ‘como pode somente os lutadores de MMA recebem pouco?’. (Eles) apresentaram números que eu nunca vi. O que vcs acham da ideia?”, perguntou ele.

Wand e Sonnen foram técnicos do TUF Brasil 3, o reality show do UFC, e chegaram a sair na mão durante o programa. No entanto, a luta marcada entre eles não aconteceu. Wanderlei Silva fugiu de um exame antidoping e foi cortado. Mais tarde, Sonnen foi pego em múltiplos antidopings. Ambos anunciaram a aposentadoria dos octógonos, mas vira e mexe se provocam e reacendem a chama da rivalidade.

Vale ressaltar que o WWE ainda não assumiu ter feito o convite aos lutadores.

Bom, por conta do exagero e até por parte da rivalidade dessa dupla ter ganhado contornos teatrais no TUF Brasil 3, não é nenhuma surpresa um destino como esse virar opção. É claro que todo mundo gostaria de vê-los medindo forças de verdade, principalmente a torcida brasileira, que é pouco adepta ao “faz de conta” do WWE. Mas, com Wand banido do MMA e Sonnen suspenso por dois anos, ambos em casos relacionados a doping, resta se render e, se o confronto se concretizar, aguardar para ver quem vencerá, de acordo com o “roteiro” escrito pelo WWE.


Após choro e pedido de aposentadoria, filho se empolga com Anderson x GSP
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Por Maurício Dehò

Nem bem voltou ao octógono com vitória, e Anderson Silva já voltou a falar em aposentadoria. De acordo com o ex-campeão, tudo por conta do pedido de um de seus filhos, Kalyl, que em uma ligação chorou e pediu ao pai para abandonar o MMA, logo após o triunfo por pontos contra Nick Diaz no UFC 183. Mas parece que o garoto já mudou de ideia.

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Nesta segunda-feira, Kalyl, de 17 anos, postou em seu Instagram uma imagem bem antiga. Nela, aparecem treinando juntos justamente quem seriam os protagonistas desta superluta que Dana White já alardeia como “a maior luta da história do UFC”: Anderson Silva e Georges St-Pierre.

O curioso é que Kalyl posta com um tom de que o combate realmente pode acontecer, e parece empolgado: “Silva x GSP depois de uma sessão de sparring no Muay Thai College”, diz ele, que conclui em hashtag: “está acontecendo”.

Se Kalyl era um empecilho para que Anderson continue lutando e honre seu contrato com o UFC, pode ser que as coisas estejam facilitadas – apesar de Anderson ter vários outros integrantes da família para ouvir antes de tomar sua decisão.

A família de Anderson já pede por sua aposentadoria desde a lesão na luta contra Chris Weidman, mas o ex-campeão dos médios preferiu se manter no UFC. Na entrevista coletiva após o combate com Diaz, Anderson deixou no ar seu futuro e explicou:

“Ele (Kalyl) falou: ‘Pai, parabéns. Volte para casa, não lute mais’. Esse é meu filho, preciso falar com minha família. Isso é mais importante na minha família. Ele chorava falando comigo no telefone”, disse Anderson. “Eu amo meu trabalho, amo o UFC. Quando meu filho me pede, fico com medo. Ele falou: ‘Relaxa, volta para casa, fale com a família e vemos o que fazer'”.

Na segunda-feira, foi o presidente do UFC, Dana White, quem indicou uma luta contra Georges St-Pierre como opção para Anderson Silva. O problema é que o canadense segue afastado dos octógonos, por falta de motivação, e seu empresário afirma que ele não ainda não planeja retornar.

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Minotauro ficou mudo na TV para não chorar ao vivo com Anderson
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Direto de Las Vegas

Uma das primeiras pessoas que Anderson Silva abraçou logo após vencer Nick Diaz, assim que desceu do octógono, foi Rodrigo Minotauro. Ele estava ali do lado por conta de seu trabalho como comentarista da luta na transmissão do canal Combate.

Mas quem acompanhou o trabalho do peso pesado deve ter estranhado um pouco sua participação durante a luta do Spider. Na verdade, sua falta de participação. Isso não foi por acaso. Minotauro assumiu que falou pouco para não chorar ao vivo.

“Para mim é uma emoção muito grande vê-lo voltar. Eu já tinha chorado aqui no dia que ele participou da conversa com os jornalistas, imagina na luta. Eu me emocionei bastante. Hoje eu segurei minha onda, fiquei bem calado, foi um dos dias que falei menos na minha vida. Foi difícil falar no começo e no fim, mas no meio não consegui mesmo”, explicou.

Minotauro admite que ficou preocupado em como Anderson reagiria ao voltar a lutar após 13 meses e depois de uma lesão tão grave. “Não sabíamos qual seria a reação dele a luta, não só física, como emocional. Era uma cena forte da lesão, ele sentiu muitas dores no joelho durante a preparação e o MMA não é um esporte fácil.”

“Muita gente esperava um nocaute rápido, mas eu seu que Nick Diaz não é um cara fácil, ele já tinha feito uma luta muito dura contra o GSP até o final. O Anderson ganhou bem, ganhou todos os rounds, está recuperando o ritmo.”

Agora, Rodrigo tem apenas uma preocupação em relação ao Anderson é saber se ele vai se aposentar ou não. “A decisão é dele e temos de respeitá-la seja qual for. Ele é muito ligado à família, realmente, e vou estar com ele seja qual for a decisão. É bonito ver o Anderson lutar e todo mundo fica na expectativa de vê-lo lutar novamente. Ele é importante para o esporte. O MMA perde se ele parar.”

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Jacaré confia em vitória de Vitor para fazer disputa brasileira de título
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Por Maurício Dehò (edição do blogueiro)

Depois de o cinturão dos médios ficar por muitos anos nas mãos de Anderson Silva, a categoria conta com sua melhor fase. O campeão Chris Weidman pode ter uma fila de brasileiros para tentar trazer o título de volta para cá. Depois de Vitor Belfort, o próximo na espera é Ronaldo Jacaré.

Apesar de não ter garantido seu title shot imediato, Ronaldo precisa apenas – se é que podemos dizer assim – vencer o cubano Yoel Romero no UFC 184, em 28 de fevereiro. O blog conversou com o top contender para falar de suas expectativas para essa luta, para uma futura disputa de cinturão e contar como está sua preparação.

Ele ainda fez sua previsão para a luta entre Chris Weidman e Vitor Belfort, que se enfrentam no combate principal deste mesmo evento em Los Angeles.

Jacaré, primeiro gostaria de perguntar como você está após operar. Como é para um atleta passar por esses procedimentos, e o quanto se recupera de mobilidade, o quanto ajuda? Estou muito bem! Sigo treinando forte e me sinto muito bem e saudável. A cirurgia foi um sucesso e gostaria de agradecer todo o empenho e competência do doutor Bruno Lobo Brandão. Agora é a minha vez de mostrar meu trabalho no octógono.

Te colocaram já em fevereiro para lutar. É um bom prazo para se recuperar e se preparar, ou é pouco? Penso que este é um excelente prazo. Estou cercado de bons profissionais e isso me capacita. Estou realizando um trabalho com a fisioterapeuta Jaqueline Figueiredo, e tenho certeza que até lá estarei 100% e vou para cima do Romero.

O que achou de ser colocado em ação? Foi o melhor, ou preferia aguardar a luta pelo cinturão e ser chamado? Achei melhor ter a oportunidade de lutar agora em 28 de fevereiro. Não acharia bom ficar muito tempo sem lutar. A organização do UFC também não queria que eu ficasse parado. Será uma excelente oportunidade.

E de a luta ser contra Yoel Romero. Foi o ideal? Sempre penso em prováveis adversários e ele com certeza estava na minha lista, como provável luta. Achei bem normal. Vai ser difícil por se tratar de um dos principais lutadores da categoria.

Você teria preferido uma luta com o Rockhold? Prefiro lutar. Independente do adversário. O Rockhold é um top da minha divisão, e sempre quero lutar contra os tops, contra os melhores. E ele é um dos mais importantes lutadores do UFC e com certeza seria muito bom enfrentá-lo também. Um passo de cada vez.

O que você sabe do Romero e o que podemos esperar deste combate? Sei que ele tem um dos melhores wrestlers do circuito. Ele é um dos adversários mais fortes do UFC. Ele é canhoto e vem de boas vitórias.

A mim, fica a impressão de que ter você no card também é um jeito de o UFC se precaver para imprevistos na luta principal. Você vai se preparar ainda melhor para, qualquer coisa, ajudar neste cenário e dar esse ‘pulo do gato’? Estarei pronto para qualquer momento. Caso aconteça alguma coisa, e seja escalado, eu luto. Mas a minha expectativa é de que o Vitor Belfort traga o cinturão para o Brasil. Estou esperando e me preparando para lutar contra o Romero. Essa é a minha meta. Fico na torcida para que tudo dê certo para o Vitor.

Ao mesmo tempo em que te colocaram neste combate e como um curinga ali para Belfort ou Weidman, botaram o Anderson já com chances de ser o próximo desafiante ao cinturão. É justo contigo, que já está esperando essa chance? O Anderson é um cara que tem um legado muito grande. Estou esperando a minha oportunidade. Sei que ela vai chegar.

Como vai ser a preparação? Toda no Brasil? Sim. Será toda no Brasil, na academia X GYM, com todos os seus competentes profissionais.

Você já teve dois bônus de luta da noite, que dão um valor legal para o lutador que ganha. O que você fez com a grana? Você gastou com alguma coisa que você sonhava, ajudou alguém, ou guardou? (te pergunto, também, porque em 2013 você comentou que queria juntar para dar uma casa à sua família…) Rolou? Rolou sim! Inclusive a casa dos meus pais já está quase pronta. Estou administrando a grana que ganho pois tenho dois filhos e o terceiro está chegando, minha esposa está grávida. Sobre os bônus, não podemos esquecer que tenho uma equipe.


Com atalho e sem dramas, brasileira luta para ir direto ao cinturão
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Claudia Gadelha

Claudia Gadelha

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Por Maurício Dehò

O Brasil está perto de colocar uma mulher na briga por cinturão do UFC. E não é na categoria galo, a primeira criada pela organização e que tem Amanda Nunes, Jessica Andrade e Bethe Correia em boa fase. No recém-criado peso palha é que a chance está mais próxima. Claudia Gadelha faz seu segundo combate no Ultimate neste sábado, em Phoenix (EUA), e uma vitória a colocará contra a primeira campeã de sua divisão. É o que os patrões prometeram.

Claudinha tem algo a comemorar: o atalho que ela pegou que a permitiu fugir dos dramas do TUF, o reality show do UFC. Se, por um lado, ela não pôde ser a primeira campeã peso palha da história do Ultimate, por outro, evitou se colocar em uma situação em que ela saberia que “não ia dar certo”, por conta das intrigas e brigas que o programa gera, além da exigência física do seu curto período de gravação.

Gadelha só observou do sofá de caso enquanto todas as suas possíveis futuras rivais se digladiaram na casa do UFC em Las Vegas – e houve muita rixa, lágrimas e aquelas brigas típicas de reality shows. Na Nova União, no Rio, manteve seu treino normal e encara Joanna Jedrzejczyk um dia depois de ser definida a primeira campeã peso palha. A final do TUF será realizada na sexta-feira, em Las Vegas.

“Estou assistindo e dando graças a Deus de não ter entrado na casa”, ri Gadelha. “É muita confusão, muito drama… Eu sabia que não ia dar certo. Eu não ia me dar bem com elas. Fiquei aliviada em relação a isso também quando o Dedé (Pederneiras, técnico) me avisou que eu não ia. Já não me dou bem com algumas delas, se juntasse tudo dentro de uma casa, não ia dar certo.”

Tanto Claudia quanto as garotas que foram para o reality show eram do plantel do Invicta FC. A brasileira não entrou no TUF por considerar que não tinha condições físicas de perder o peso e bater o limite de 52 kg diversas vezes em um período tão curto, como exige a disputa do programa.

Nem tudo é vantagem, a exemplo de Claudinha não poder lutar para ser a primeira campeã peso palha. “Eu também fiquei atrás em relação ao marketing, à visibilidade que está em cima delas, mas tive a vantagem de não passar pela casa, por essa maratona e estar na boca para disputar o cinturão”, explica ela, que também tem o detalhe importante de precisar bater Joanna a todo custo e torcer para nenhuma grande rivalidade do TUF ofuscar a oportunidade prometida pelo UFC.

A organização não queria, originalmente, marcar luta para a brasileira, mas achou melhor colocá-la em ação mais uma vez e dar mais legitimidade ao seu title shot, já que Claudia só tinha um combate no Ultimate, a vitória por pontos contra Tina Lahdemaki, em julho.

Hoje, Claudia Gadelha tem 12 vitórias e está invicta, tendo triunfado duas vezes por nocaute e seis por finalização. “Minha rival de agora é boa na trocação, foi seis vezes campeã mundial de muay thai, é bem contundente. Mas acredito que tenho o antídoto pro jogo dela, que é encurtar e jogar da média pra curta distância, não a deixar fazer o jogo dela”, analisou a brasileira.

Ronda no futuro?

Questionada se poderia enfrentar Ronda Rousey no futuro, em uma luta na categoria de cima, Claudia diz que tudo pode acontecer. O foco, é claro, está no peso palha por um bom tempo, mas nada impede que um desafio para uma superluta possa ser considerado em um momento oportuno.

“Já lutei uma vez como peso galo, contra uma menina que hoje é do UFC, e venci. Hoje me achei no peso, estou forte e é onde quero ficar, mas, no futuro, quem sabe não pode acontecer algo assim”, afirmou Claudinha.

Sobre o estilo de Ronda como campeã e sua pose de durona em frente às câmeras, a brasileira acha que é só tipo: “Ela vende a imagem dela muito bem. Não acho que ela é marrenta daquele jeito, quem a conhece me diz que ela não é. Ela vende essa imagem: ela vai, fala e faz. E está muito acima de todas as outras da categoria, mesmo. Eu só tenho a agradecer pelo que ela fez pelo MMA feminino.”