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Arquivo : setembro 2014

Lesões e um bebê perdido. Os bastidores do 3º título do Brasil no Bellator
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UOL Esporte


O Brasil conquistou na última sexta-feira seu terceiro cinturão no Bellator, tornando-se o país mais vitorioso no segundo maior evento de MMA da atualidade, concorrente do UFC. Patrício Pitbull foi o responsável pela façanha, vencendo seu maior rival na organização, Pat Curran, em uma guerra vencida por pontos pelo potiguar. Mas, por trás da vitória, Patrício passou por muitos (MUITOS) problemas. Já podendo dormir ao lado do seu cinturão, ele abriu o jogo e revelou que sofreu com lesões durante sua preparação e, mais grave, sua mulher perdeu o bebê que o casal esperava.

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Pitbull conta que o primeiro problema veio com um mês antes do combate. Ele foi diagnosticado com overtraining, isto é, foi constatado que ele exagerou nos treinos.

“Estava doente e machucado. Treinava apenas uma vez na semana. Fiz exames e diagnosticaram que eu estava com overtraining e múltiplas lesões. Avisei o Bellator e sugeriram que eu descansasse. Foi quando fui a um médico especialista e adotei um treinamento diferenciado. Faltando uma semana para a luta, me senti renovado e optei por manter o confronto de pé”, explicou o lutador.

O início do descobrimento das lesões foi quando ele fez uma filmagem para divulgar a luta e, depois de uma joelhada voadora, sentiu um movimento estranho no joelho. Foi diagnosticada uma lesão no menisco, mas ele ainda enfrentou também um dedo do pé fraturado e o dedão do pé direito “fora do lugar”, dores no ombro, articulações inflamadas…

Patrício passou a apresentar febre e, quando percebeu o overtraining, resolveu cancelar a luta. A equipe então mudou seus procedimentos. Adotou maiores períodos de descanso, intensificou a fisioterapia e o lutador teve de ignorar dores para treinar. Uma semana antes da luta, um sparring fez o potiguar e seu time manterem o combate.

Não bastasse isso, uma notícia chocante acabou interferindo no seu treinamento, apesar de ele não desistir da luta, mais uma vez.

“Minha mulher estava grávida e perdeu o bebê. Tudo parecia dar errado na minha vida. Mas meus treinadores me motivaram e o final acabou sendo o melhor. Por tudo isso a vitória foi ainda mais especial”, revelou.

Sobre o combate, Pitbull admitiu que Curran é um osso duro de roer. “As duas lutas contra ele foram as mais difíceis. Ele foi o único que conseguiu me acertar tantas vezes. Esse último combate foi o principal, com muita técnica e tática. Eu consegui acertar os melhores golpes, quedas, e derrubei ele ao menos três vezes com socos. Tive uma performance para ser campeão e os juízes não tiveram dúvida dessa vez”. No primeiro encontro, em janeiro de 2013, Curran venceu por pontos.

Pitbull afirmou que com este triunfo sente que pode enfrentar “qualquer lutador”. Ele e Dudu Dantas, campeão peso galo do Bellator, são exemplos de lutadores que têm sucesso e nível para fazer frente aos top 5 do UFC, mas optam por construir suas carreiras vitoriosas no Bellator, mostrando que há vida no MMA fora do Ultimate. O terceiro campeão pelo Brasil é o peso meio-médio Douglas Lima, que faturou seu cinturão em abril.

Quem são os Pitbull?

Patrício Freire não está só em sua jornada no MMA. A “família Pitbull” inclui seu irmão, Patricky, e seus pupilos, como Bethe Correia, Fabio Maldonado, Rony Jason, entre outros.

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Patrício e Patricky tem uma trajetória à la irmãos Nogueira, mas no Nordeste. O primeiro, mais novo, é o mais vitorioso, com um cartel de 22 vitórias e duas derrotas.

Patricky também é do Bellator e está com 13 triunfos e cinco reveses, e tem grandes combates em sua conta, enfrentando nomes como Eddie Alvarez, Kurt Pellegrino e Michael Chandler. O mais velho volta a lutar no dia 26 de setembro, contra Marcin Held.

O campeão Patrício costuma contar que virou lutador para acabar com seu estigma de baixinho. Ele foi treinar jiu-jítsu aos 10 anos e depois passou a trabalhar com a Chute Boxe, junto a nomes como Wanderlei Silva e Maurício Shogun.


Cinco perguntas para Rodrigo Damm
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Por Maurício Dehò

Uma fera no jiu-jítsu, um veterano no MMA e, aos 34 anos, um lutador que ainda busca provar seu espaço na categoria leve do UFC. Rodrigo Damm passou pelo TUF, já tem cinco lutas na organização e nesta sexta-feira tenta voltar a vencer, no card preliminar de Jacaré x Mousasi, em Connecticut.

Damm vinha de uma sequência de duas vitórias nada espetaculares contra Mizuto Hirota (esta bastante polêmica, por pontos) e contra Ivan Batman. Ao encarar o forte russo Rashid Magomedov, achou que poderia ganhar quando queria com seu wrestling e seu jogo de chão. Mas não foi bem assim.

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Agora é hora de recomeçar Al Iaquinta, de 27 anos, que tem o mesmo cartel de Damm no UFC, com 3 vitórias e duas derrotas e vem de um revés para Mitch Clarke. Veja o que ele tem a dizer sobre esta luta e o que aprendeu da derrota passada.

Damm, você vinha embalado, mas não conseguiu vencer o Magomedov. O que aconteceu naquela luta?
Rapaz, para a minha luta com Magomedov eu foquei muito na trocação. Acho que fui meio arrogante, não sei se é essa a palavra, mas confiante demais achando que poderia derrubar e pegar quando eu queria. E não funcionou. Quando eu precisei derrubar e pegar, não consegui, e acabei perdendo a luta.

Para este combate você acha que tem alguma pressão?
Eu tenho uma carreira com muitas lutas, já estou com muitas lutas no UFC também, vou para a sexta, e estou tranquilo com isso. Meu trabalho é muito bem feito. Faço com amor. Mas, se vou ganhar ou perder, depende de Deus.

Como você se sente para pegar o Iaquinta, e o que será preciso para vencê-lo?
Eu estou bastante focado para esta luta, treinei bastante e dei atenção especial para o meu wrestling e para o meu jiu-jítsu, para desta vez se precisar eles não falharem. Mas o que vai acontecer é só com o decorrer da luta para saber.

O que você almeja vencendo o Iaquinta? Você já consegue pensar em entrar no ranking?
Eu não estou nesse ritmo de ficar sonhando com cinturão, querendo ser campeão. Eu quero agora é vencer a minha luta e é pra isso que estou trabalhando.

Falando um pouco do seu passado, quais são suas principais lembranças do jiu-jítsu?
Eu comecei a fazer jiu-jítsu por causa da minha irmã, Carina Damm (também lutadora de MMA). A gente brigava muito, ela começou a fazer jiu-jítsu e eu acabei indo fazer também. Na época e por muito tempo ela pagou para eu treinar. Pagou competições e inclusive o Mundial que venci foi ela quem bancou. Foi ela quem me levou ao jiu-jítsu e também ao MMA. O legal é que eu peguei a faixa preta antes dela, na época me esforcei mais para isso, e depois fui eu quem a graduei com a preta.


Veja o UFC pela primeira vez no estádio do Maracanã
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Faz tempo – muito tempo – que os brasileiros querem assistir ao UFC em um grande estádio de futebol, com cadeiras no gramado e um clima totalmente novo para as lutas. Ainda não é desta vez, mas o Ultimate fez uma estreia diferente em uma arena boleira. Uma não, a principal. O Maracanã é palco de um evento promocional para o UFC 179, nesta terça-feira.

LEIA TAMBÉM: José Aldo empurra Mendes durante encadara 

Usar o Maracanã tem um motivo bem simples: o UFC 179 trocará a Arena HSBC, no Rio, pelo Maracanãzinho no próximo dia 25 de outubro. O ginásio receberá a disputa de cinturão entre José Aldo, campeão dos penas, e Chad Mendes, que busca uma revanche da derrota que teve contra o manauara em 2012.

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Além da presença dos dois principais astros da noite, o evento desta terça contou com os meio-pesados Glover Teixeira e  Phil Davis, que também se encaram nesta noitada.

Os telões do Maracanã exibiram vídeos com os melhores momentos e a imprensa teve momentos para falar com os lutadores, antes deles fazerem as primeiras encaradas pré-luta.

Imagine só a emoção de José Aldo em pisar no Macaranã como lutador, depois de tantos anos indo para o estádio como torcedor – e no meio da galera – do Flamengo? “Lutar em casa novamente, e agora no Maracanãzinho vai ser emocionante. É um ginásio histórico no esporte mundial e eu estou sempre lá acompanhando o Brasil em outros esportes. Espero a galera em peso me empurrando para manter esse cinturão no nosso país”, afirmou ele.

Ah, e tem mais. Veja só que beleza esse pôster que o UFC criou para o UFC 179:

UFC 179

UFC 179

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Para quem quiser comprar os ingressos, aqui vão as informações:

Os ingressos para o UFC 179 podem ser adquiridos a partir desta quarta-feira, dia 27, às 10h, pelo site www.ticketsforfun.com.br, em todos os Pontos de Venda credenciados, na Central de Relacionamento Tickets for Fun, pelo telefone 4003-5588 e na bilheteria oficial do evento, no Maracanãzinho, de 18 a 25 de outubro, das 10h às 20h. No dia do evento, a compra e retirada só poderão ser realizadas até 2h antes do início do evento.

Os bilhetes estarão disponíveis para os seguintes setores: Arquibancada (R$ 190,00 / R$ 95,00 – meia-entrada); Cadeira C (R$ 290,00 / R$ 145,00 – meia-entrada); Cadeira B (R$ 650,00 / R$ 325,00 – meia-entrada); Cadeira A (R$ 950,00 / R$ 475,00 – meia-entrada); Cadeira Premium (R$ 1.200,00 / R$ 600,00 – meia-entrada); Octógono Premium (R$ 1.600,00 / R$ 800,00 – meia-entrada); Portadores de Necessidades Especiais (R$ 95,00 – meia-entrada).


Tem um lutador dizendo que seria melhor que Gerard Butler em “300”. Será?
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Por Maurício Dehò

O filme “300” fez fama com seu lançamento em 2007, pelo jeitão testosterona de ser, principalmente com o personagem principal, Leonidas, comandando as cenas de ação. O protagonista é vivido por Gerard Butler. Mas tem um lutador do UFC que ficou doido da vida de não ter tido a oportunidade de fazer o papel. Até porque não há dia em que não o comparem com Butler/Leonidas na película.SADASDASDA

Estamos falando aqui de Andrei Arlovski. Vai dizer que você nunca viu que ele tem essa cara de “This is Spaaartaaa” (Isso aqui é Esparta, no bom português)?

Em um papo esta semana, na passagem do ex-campeão dos pesados pelo Brasil para promover a luta de 13 de setembro contra Pezão, pude questionar Arlovski sobre sua semelhança com Butler neste papel em específico. O curioso é que o bielorusso já deu uma de ator, e diz que faria “300” tranquilamente.

“Eu acho que poderia fazer melhor que ele, neste papel em específico. 300, Sparta, gladiadores, eu acho que me daria bem”, disse o sempre sisudo Arlovski, deixando no ar o quão sério estava falando. “Claro que ele fez um grande trabalho. Mas eu gostaria de tentar algo deste nível, é muito legal.”

O peso pesado estreou nas telas em 2006, no filme “8 of Diamonds”. Três anos depois, esteve com Van Damme em “Soldado Universal: Regeneração” como vilão e em seguida na sequência, “Soldado Universal 4”. Agora, no entanto, não quer pensar nisso.

A volta ao UFC está dando trabalho – vide a reestreia contra Brendan Schaub, em que venceu por pontos uma luta ruim de doer e de resultado contestável.

“(Ser ator) não é uma carreira, já fiz alguns filmes e foi bem legal, mas é uma coisa que deu uma esfriada agora. Eu estou focado no MMA, definitivamente, mas tiver algum convite e eu tiver tempo livre entre treinos e lutas, adoraria fazer. Mas não agora, estou escolhendo o mais importante. E hoje é o MMA”, explicou o lutador.

Mas e aí, será que ele teria o necessário para ser Leônidas no cinema? Sei não…

UFC Brasília

UFC Brasília

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Gladiador do 3º milênio usa “chute Sparta” e vence por nocaute
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Por Maurício Dehò

Frontal, rodado, rabo de arraia, pé no ouvido… Já vimos todo tipo de chute rendendo vitórias memoráveis no MMA. Bom, quase todos. O nocaute que apresentamos hoje realmente faz jus ao complemento “de cinema”. Isso porque ele literalmente tem algo que saiu das telonas, e no estilo “Gladiador do 3º milênio”, aquele bordão que o Galvão Bueno lançou há um tempo.

Uma das cenas mais marcantes do clássico do cinema “300″ é a cena com o famoso grito “This is Sparta!”, quando Leonidas dá um chute no peito de um rival e o derruba buraco abaixo. Ela se repetiu dentro de um cage.

Aconteceu no evento amador Gladiators of the Cage – nome sugestivo, não?! Josh Fremd encarou Jeremy Sakuta e, lá pelas tantas, conseguiu um knockdown. Com o rival já avariado, mas em pé novamente, foi então que surgiu o que podemos batizar de “chute Sparta”. A força do golpe fez Sakuta bater na grade e voltar. Fremd ainda deu um cruzado de direita e definiu a vitória. Veja o vídeo abaixo e pule para 7min35 para ver o nocaute

Sangue, suor e… ‘porrada’

Sangue, suor e… ‘porrada’

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Tags : nocaute