Blog Na Grade do MMA

Arquivo : maio 2016

Wand e Sonnen reacendem rivalidade. Falastrão provoca e brasileiro desafia
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Arquirrivais nos tempos de TUF Brasil 3, Wanderlei Silva e Chael Sonnen nunca chegaram a lutar, por conta de lesões, doping e o que mais você puder imaginar. Eis que agora, com 2016 rolando e eles totalmente afastados do UFC, a rivalidade reacendeu. Quem começou foi o falastrão norte-americano. O brasileiro respondeu com um desafio para o desafeto resolver o problema em cima de um ringue.

O início da nova polêmica se deu em uma declaração de Sonnen, contando um susposto bastidor do TUF, reality show que era da Globo.

“Wanderlei tinha desistido do show todo. Tínhamos que trazê-lo de volta, mas Dana White já estava no telefone com Vitor (Belfort) engatilhado. Achávamos que o programa tinha acabado. Eu tentei ser realista com ele, ele estava arruinando tudo. Ele começou a falar sobre conduta e patrocínio e eu o mandei parar: ‘Sou o mais bem pago lutador da história do esporte. Você acha que pode me ensinar algo. Você não deveria estar me copiando?’. Mostrei a ele minha conta bancária e perguntei: ‘Você realmente acha que devia estar me dando conselhos ou seria o caso de embarcar nessa comigo e deixar que eu conduza daqui para frente?’. Ele não falou nada, mas a expressão dele foi algo como ‘tudo bem, vamos fazer o show’. E isso foi o fim de tudo”, afirmou o falastrão americano, ao MMA Fighting.

Ao amigo Guilherme Cruz, do mesmo site, Wanderlei Silva retrucou e mostrou que a rivalidade entre os lutadores não morreu.

“Teve uma matéria minha essa semana contando mentiras do TUF. É inacreditável! Ele vem e conta essas coisas que não acontecerem. A primeira coisa que fiz quando começou o programa foi: desliguem as câmeras e peça desculpas por tudo o que você falou do nosso país. Ele disse que não ia pedir, que achava o Brasil uma merda e que não ia se desculpar”, afirmou Wand. “Eu sai e meu técnico, Rafael Cordeiro, veio dizer: ‘Wanderlei, você vai poder responder a esse cara dentro do ringue. Vai bater nele. Volte por respeito aos lutadores’. E eu respeitei meu mestre. E ele vem dizer que me mostrou extrato bancário? Que é isso?”.

Para finalizar, desafiou Sonnen para a luta que nunca rolou entre eles. “Eu não aceito ninguém falando mentiras sobre mim. Eu posso ir aí e colocar minha mão na sua cara. Quando um arquirrival fica com esse trash talk, isso é uma das coisas que mais vira motivação. Eu te desafio. Você não pode lutar MMA, mas te desafio a lutar em qualquer tipo de luta em que possa socar sua cara. Se você quer, vem pegar”.

Bom, esportivamente é complicado esperar algo desses caras, ainda mais depois de escândalos de doping e tanto tempo parados. Mas, do ponto de vista da rivalidade, seria bem interessante ver eles resolverem isso em uma luta, não é mesmo? Que vocês, leitores, acham?


Duelo contra Dos Anjos é perigoso para McGregor e também para o UFC
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Crédito: John Locher/AP Photo

Conor McGregor é a nova “galinha dos ovos de ouro” do UFC (Crédito: John Locher/AP Photo)

Logo após o confronto entre José Aldo e Conor McGregor, que terminou de forma inesperada, Dana White já havia ventilado a possibilidade de o irlandês subir de categoria para disputar o cinturão dos leves, que atualmente pertence ao brasileiro Rafael dos Anjos. Aproveitando a dificuldade do irlandês em bater o peso dos penas e a troca de farpas que já havia rolado entre ele e o campeão dos leves, o mandatário do UFC decidiu realizar o confronto.

Apesar disso, o anuncio oficial surpreende por dois aspectos: a complacência do UFC em relação ao irlandês, que terá a oportunidade de conquistar dois cinturões, algo nunca permitido antes na história da organização, e a realização da primeira “superluta”, algo cobiçado por Dana White desde os tempos em que Anderson Silva era campeão dos médios e Jon Jones dos meio pesados.

Conor McGregor ascendeu ao posto que ocupa atualmente após ver grandes campeões da organização, como Anderson Silva, Georges St-Pierre, Jon Jones e Ronda Rousey perderem seus postos. Soma-se a isso o interesse do público, que gosta de ver o falastrão irlandês tentar cumprir as provocações que faz enquanto promove os duelos que irá realizar, o que alavanca as vendas de pacotes de pay-per-view, e também a estratégia de avançar mais no mercado europeu.

No entanto, a inédita decisão de colocar Conor McGregor para enfrentar Rafael dos Anjos tão pouco tempo após o irlandês ter conquistado o cinturão dos penas pode ser perigosa para o UFC. Afinal, uma possível derrota de McGregor acabaria muito rapidamente com a aura que foi criada em torno do campeão. Seria muito pouco tempo para a organização colher os frutos do agora grande personagem.

O interesse das pessoas em McGregor existe, principalmente, pelo fato de o irlandês saber vender bem suas lutas, colocando-se como um atleta imbatível e capaz de realizar feitos que outros lutadores não conseguem. Por isso, sempre existe a expectativa de o atleta acabar fracassando ou então comprovando o que diz, atraindo atenção do público independentemente do que aconteça.

Porém, para disputar o cinturão dos leves, McGregor entrará em um terreno totalmente desconhecido. Desde que chegou à organização, o irlandês não lutou entre os leves, atuando sempre entre os penas, categoria que lhe dá vantagem de envergadura e tamanho perante outros adversários. José Aldo, por exemplo, mede 1,70 cm, enquanto McGregor tem cinco centímetros a mais. Frankie Edgar e Chad Mendes, outros atletas tops da categoria dos penas, possuem 1,67 cm.

Nos leves, sua principal vantagem será anulada. Rafael dos Anjos, campeão e seu próximo adversário, tem os mesmos 1,75 cm, enquanto atletas considerados tops como Anthony Pettis, Donald Cerrone e Khabib Nurmagomedov são todos mais altos que o irlandês. Além disso, Rafael dos Anjos está mais acostumado a enfrentar atletas canhotos e com envergadura maior, algo que não era habitual a José Aldo.

Rafael dos Anjos enfrenta Donald Cerrone, adversário 10 cm mais alto. (Crédito: Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Rafael dos Anjos enfrenta Donald Cerrone, adversário 10 cm mais alto. (Crédito: Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Até mesmo uma vitória poderia ser prejudicial para Conor McGregor. Dana White já declarou, em diversas oportunidades, que gostaria que seus campeões lutassem pelo menos duas vezes por ano. Por isso, o mandatário do UFC sempre barrou a possibilidade de um lutador manter dois cinturões ao mesmo tempo, pois seria inviável manter o fluxo de lutas.

Apostando que o irlandês é capaz de cumprir a “exigência”, Dana White permitiu que ele tentasse manter os dois cinturões. Mas, com isso, McGregor acabaria fazendo quatro lutas por ano, média superior a maior parte dos atletas do UFC. Com tantas lutas, aumenta a chance de o lutador acabar realizando algum confronto sem estar 100% apto e terminar derrotado, perdendo sua aura imbatível.

Por isso, o UFC acerta ao tentar fazer a primeira superluta de sua história, oportunidade que foi desperdiçada em outros momentos, mas corre o risco de perder a principal “galinha dos ovos de ouro” da organização caso algo dê errado. E Rafael dos Anjos tem muito potencial para acabar com a festa do irlandês.

Por Rodrigo Garcia


Possível doping de cubano pode abrir rota pra Jacaré e atrapalhar Belfort
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Ronaldo_Jaca
O possível doping do cubano Yoel Romero, divulgado na noite de terça-feira pelo UFC, pode até ter um efeito positivo ao resolver um problema para a organização: definir quem será o próximo desafiante ao cinturão dos médios contra Luke Rockhold.

Isso porque, em tese, este posto seria ocupado pelo vencedor do duelo entre o possível dopado Romero contra o brasileiro Ronaldo Jacaré, que era a grande aposta para vencer aquela luta no UFC 194 que antecedeu o título de Rockhold. Mas Jacaré perdeu de forma polêmica, e a vitória do cubano, antes mesmo da notícia desta semana, já fora bem contestada.

Romero saiu vaiado da decisão dividida dos árbitros por ter feito uma trapaça no segundo round ao segurar ilegalmente a grade por duas vezes e assim evitar duas quedas de Jacaré. A ação acabou sendo decisiva, já que o round em questão foi dado ao cubano por dois dos árbitros laterais, e caso Jacaré concretizasse seu take-down, teria perfeitas condições para dominar o cubano no chão com seu jiu-jitsu e ser declarado vencedor daquele round e consequentemente da luta. Mesmo com o árbitro não retirando pontos pela ilegalidade do “Soldado de Deus” (apelido que Romero deu a si), um dos juízes laterais ainda deu o equilibrado round a Jacaré.

A promessa da entidade era o vencedor daquela luta ser o próximo desafiante, mas Romero venceu de forma questionada e não convenceu. Isso fez com que o UFC fosse reticente em cravá-lo como próximo oponente de Rockhold. Agora, caso seja comprovado o uso de substâncias ilegais, certamente o cubano perderá o direito de lutar pela cinta. Jacaré, assim, pode novamente entrar na rota e ser o próximo desafiante por ser considerado o vencedor “moral” de um combate em que seu oponente pode ter cometido duas trapaças.

Luke deve colocar o cinturão em jogo ainda no primeiro semestre, e por isso dificilmente o UFC vai realizar um combate para definir o desafiante, que já será nomeado de forma direta. Jacaré passará a ser grande aposta.

Caso esse cenário se concretize, fica a dúvida sobre o 2016 de Vitor Belfort. Mediante ao não convincente triunfo de Romero e à sua rivalidade com Rokchold, o carioca passou a ser visto como uma boa opção para novamente ter uma chance pelo cinturão. Vitor, de forma inteligente, já havia respondido às provocações do americano antes mesmo de ele se tornar o campeão.

Depois de vencer Dan Henderson, em novembro de 2015, o brasileiro falou que desejaria encarar o falastrão, que ainda desafaria o então o campeão Chris Weidman. Belfort sabia que uma chance de revanche contra o último era muito mais difícil, e já passou a partir dali a fazer seu lobby pra lutar contra Rockhold, sempre sedento por uma revanche pela inesquecível derrota para o carioca com um chute na cabeça em Jaraguá do Sul, em 2013. Tão logo se tornou campeão em dezembro passado, Luke já atendeu aos pedidos de Belfort para a luta, o que deixou o UFC na dúvida sobre o que fazer.

Mas, caso Jacaré seja definido como próximo desafiante, qual será o combate de Vitor Belfort? Essa é uma grande dúvida. Em situações semelhantes a essa, ele se recusou a fazer outros combates antes de ter a disputa do cinturão, quando seus desafios com Weidman foram cancelados por contusão do americano. Mas digo semelhantes porque naquelas oportunidades, ao contrário de agora, Vitor tinha sido anunciado oficialmente como desafiante. Usou do seu direito para dizer que preferia esperar.

Agora, ele é apenas um postulante ao cinturão, e não goza do direito de poder abdicar de combates à espera do que não lhe fora prometido. Nesse cenário, Tim Kennedy, Gegard Mousasi podem ser seus adversários, já que ambos pediram essa luta. Nem mesmo uma revanche com Weidman é de se descartar. Um combate contra Lyoto Machida tem chances remotas de ocorrer, não por conta do carateca, que já pediu essa luta, mas porque Belfort declarou que só enfrenta brasileiros se for pelo cinturão.

Vamos ver o que o UFC decidirá com seu matchmaker Joe Silva. Mas a categoria dos médios tem um ponto de interrogação e alguns caminhos possíveis enquanto não sair a definição do doping de Romero.

Por José Ricardo Leite


‘Monstro’ do jiu-jítsu que perdeu 60 kg estreia no MMA em evento com Fedor
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Enfim a gigante – literalmente – do jiu-jítsu Gabi Garcia fará sua estreia no MMA. Com seu 1,87 m de altura e um cartel grandioso na arte suave, ela há algum tempo já vem afiando outras modalidades e, depois de um bom tempo negociando sua primeira luta, a gaúcha luta neste dia 31, no Rizin Fighting.

O evento é organizado pelo mesmo chefe do Pride – e vem até sendo chamado, com exagero, de Novo Pride. Então, a estreia de Gabi é com pompa, até porque o astro principal da noitada é o russo Fedor Emelianenko.

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Gabi enfrentará outra estreante no MMA, Seini Draughn, mais conhecida por Lei’D Tapa, que vem da luta livre encenada. Ela treina na American Top Team, casa de astros como Robbie Lawler. O combate será em peso até 93 kg, e a norte-americana é 7 centímetros mais baixa que a brasileira.

O combate marca um ponto interessante na trajetória do MMA feminino. Já uma realidade por tudo o que Ronda Rousey fez, o setor feminino da modalidade ainda busca consistência em pesos maiores. A própria Cris Cyborg, que luta com 66 kg, tem dificuldades, imagine então alguém que não pesará menos que 90 kg… Ainda assim, se as lutadoras mostrarem ser tecnicamente boas, pode ser um início de algo maior.

A trajetória de Gabi

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Foto: Instagram

Curioso e legal de conhecer, mesmo, é a história de Gabrielle Garcia, que sempre foi uma garota corpulenta. Algumas vezes, isso virou problema. Ela chegou a ficar muito acima do peso, mas conseguiu cortar cerca de 60 kg. De gordinha, hoje posta fotos com o corpo escultural – com direito a próteses de silicone – e posa como exemplo para quem quer mudar de vida.

Dona de nove medalhas em mundiais de jiu-jítsu, Gabi cresceu em Porto Alegre e depois foi para São Paulo. Quando era criança, sofria por conta do tamanho.

“Eu sofria o tal do bullying, que nem se chamava assim, por ser maior que as outras crianças. Na verdade, eu sempre encarei bem, nunca tive problema com o meu tamanho e o esporte me ajudou a aceitar isso. Mas crianças são terríveis, então me provocavam e eu batia nelas”, contou a lutadora.

Ela chegou a praticar hóquei, profissionalmente, mas se achou no jiu-jítsu, a convite de um tio. Treinando principalmente com homens, passou a dominar os quadros de medalhas no jiu-jítsu. O peso, no entanto, era um problema.

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Foto: Instagram

Há cerca de seis anos, Gabi chegou a pesar perto de 150kg. E viu isso atrapalhar seus resultados.“Perdi a primeira vez no Mundial e não conseguia mais ganhar. As pessoas me julgavam. E eu resolvi baixar”, explica ela, que à época conseguiu evoluir sua condição física e começar sua série vitoriosa, interrompida apenas por outra subida na balança, quando ficou fora do esporte para se recuperar de uma troca nas próteses de silicone. Depois disso, passou a cortar quilos e quilos, até chegar à versão sarada de hoje.

Recentemente, Gabi partiu para os Estados Unidos para treinar. Amiga de gente como o campeão do UFC Fabrício Werdum, afiou a trocação com Rafael Cordeiro, responsável por transformar o gaúcho, um ás do jiu-jítsu, em um excelente lutador em pé.

Toda a jornada é registrada nas redes sociais. Gabi é ativa no Instagram e no Snapchat, sempre postando “antes e depois” de seu corpo, detalhando a rotina pesada de dietas e treinos e também deixando transparecer seu lado feminino, algo que a gaúcha não larga mão, mas que ficará de lado nos minutos em que estiver em cima do ringue no Japão, nesta quinta-feira.

*O Rizin deve começar por volta das 4h da manhã no Brasil e deve ter suas lutas principais a partir das 11h, também de Brasília. O Fox Sports deve passar o evento, mas em VT, após sua realização, a partir de 13h. Gabi fará a sétima luta da noite (por lá).


As vantagens e desvantagens de Anderson retornar ao UFC em Londres
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Você estava esperando ver Anderson Silva voltar ao UFC com uma megaluta no Brasil? Talvez num estádio, ou no UFC Rio, marcado para março? Ou algo mais tradicional, em Las Vegas, mesmo? Pode ter se surpreendido, então, com o anúncio de que a volta do Spider será em Londres.

Lutar na casa do rival, o inglês Michael Bisping, parece surgir como um obstáculo grande para o ex-campeão neste retorno de suspensão por doping. Mas nem tudo surge como problema na decisão do UFC de levar o confronto à O2 Arena, famoso ginásio que pode receber cerca de 20 mil pessoas.

O primeiro “pró” da escolha do local é para o próprio UFC. Este será o maior evento da organização em Londres. E é algo muito necessário, já que o MMA nunca explodiu nas terras da Rainha. Conor McGregor já brilha na vizinha Irlanda, mas Bisping, sozinho, não conseguiu virar uma estrela absoluta entre os ingleses. Receber Anderson no seu quintal, e vindo de duas vitórias seguidas, faz do combate grandioso para Bisping, que já tem 36 anos.

E o principal aqui é que, para Anderson, é possível ver vantagem em estar longe de seus palcos tradicionais. Há um desvio de foco importante e uma pressão menor da torcida. É claro que ele vai ouvir muita provocação e brincadeiras dos ingleses, mas isso ficará na parte da rivalidade – no apoio dos torcedores a Bisping e não necessariamente num ataque à sua figura.

Caso lutasse nos Estados Unidos e, principalmente, no Brasil, Anderson não teria moleza. Você consegue imaginar, em um combate por aqui, o veterano evitando as questões e piadas sobre o doping? Quase impossível. Imprensa e torcida cairiam matando, e ele teria mais um fator extrarringue para lidar.

O fator “casa”, sendo visitante desta vez, é a pequena desvantagem, mas não é algo necessariamente para Anderson se preocupar, até porque ele está acostumado a lutar em qualquer lugar.

Bom, Londres não era a opção na cabeça da maioria das pessoas – até porque este card inglês já tinha Michael Bisping contra Gegard Mousasi como luta principal anunciada -, mas será uma experiência interessante de se ver, em mais um capítulo da expansão (na marra) do UFC pela Europa.

Independentemente do local, o mais importante é que um duelo Anderson x Bisping era esperado há anos, e realmente deve ser empolgante no octógono, principalmente para responder se Anderson ainda tem fôlego para chegar ao cinturão ou se Bisping enfim pode vencer alguém de renome e deixar de ser um figurante no Ultimate.


Holm já chocou o mundo antes. E chute contra Ronda nem foi o mais bonito
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Veja o nocaute de Holm contra Allana Jones

Holly Holm já vinha avisando e deixando claro o quanto gosta de jogar como a zebra. Diante de Ronda Rousey, poucos apostavam em sua vitória, diante de uma campeã tão dominante. Mas, acostumada a chocar o mundo, ela o fez mais uma vez, repetindo uma marca de sua carreira no boxe.

Há dez anos, a jovem Holm tinha apenas 13 lutas como profissional e encarou a sensação do momento Christy Martin. Um fenômeno de popularidade, Martin também era favoritíssima, mas sentiu na pele o poder da então pugilista.

“Eu tinha 13 lutas e Christy tinha mais de 50 lutas. Ela tinha lutado no card do Mike Tyson, esteve na capa da revista Sports Illustrated e foi condecorada – ela era uma espécie de pioneira do boxe feminino”. No ringue, Holm passou o carro e embalou em uma carreira longa no pugilismo, sendo duas vezes eleita melhor lutadora do ano.

Após bater Martin, ela só teve uma derrota no cartel, antes de desistir do boxe e partir para o mais rico MMA.

Essa ida para as artes marciais mistas também reserva um pedaço fundamental da história de Holm, que está no fato de ela não ser apenas uma pugilista, mas ter se criado no kickboxing. Então, ao mudar de modalidade, ela voltou a aperfeiçoar uma arma que já tinha guardada: o chute.

E essa era uma preocupação que se tinha com o jogo de Holm em relação a Ronda, já que a (agora) ex-campeã admite que não gosta de chutar e sequer treina o golpe.

Holm já tinha mostrado o poder que tem com as pernas em diversas oportunidades antes de entrar no UFC. A primeira vitória da lutadora no MMA, por exemplo, foi um nocaute técnico gerado por seus chutes, em março de 2011. Na segunda, uma pernada no corpo de Jan Finney arrasou a rival.

A vitória mais bonita veio contra Allanna Jones. Um chute alto perfeito, limpo, acertou em cheio a rival – que só teve uma queda menos humilhante que a de Ronda. Por fim, Nikki Knudsen sucumbiu com um chute no corpo e joelhadas e a brasileira Julie Werner foi derrotada também por nocaute, com um soco alto e chutes.

Holm vence a brasileira Julie Werner (1min30s)

Depois disso, a norte-americana chegou de forma meio discreta ao UFC, com duas vitórias apenas por pontos, mas a chance de logo em sua terceira luta encarar Ronda Rousey. A estratégia, a confiança e o plano de luta falaram mais alto e coroaram uma nova campeã.

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Ronda estreou no MMA com vitória relâmpago e no peso de Cyborg; assista
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Ronda Rousey não foi rapidinha só nas últimas quatro lutas, que somaram apenas 2 minutos e dez segundos de ação no octógono do UFC. A estreia da lutadora no MMA, ainda como amadora, também teve vitória relâmpago. O combate, que marcou seu adeus definitivo ao judô, acabou em apenas 23 segundos e tem como curiosidade o peso da lutadora – que enfrenta Holly Holm na categoria galo no UFC 193, neste sábado.

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Em 6 de agosto de 2010, a norte-americana venceu a compatriota Hayden Munoz, em um evento amador, chamado “Combat Fight League: Ground Zero”. Ronda fez três lutas amadoras antes de ir para o profissional, e venceu todas.

Na biografia “Minha Luta, Sua Luta”, Ronda conta que teve que lutar com 68kg (atualmente, ela é do de até 61kg) por exigência de Munoz. A rival sequer conseguiu bater o peso, mas a ex-judoca aceitou o desafio, ainda que estivesse abaixo daquele limite, com cerca de 66 kg.

Curiosamente, isso mostra que Ronda já fez combates acima da categoria galo diversas vezes, ainda que se recuse a aceitar um combate contra Cris Cyborg, uma peso pena (justamente de 66kg) que tem tentado incessantemente descer para a categoria galo para encarar a norte-americana.

Para aquele combate, Edmond Tarverdyan, técnico de Ronda, foi certeiro na previsão: “Olhe, esta garota faz kickboxing. Ela vai tentar chutá-la imediatamente. Entre, pegue a perna e derrube-a. Use seu judô, nada mais. Apenas seu judô”, falou o treinador para a norte-americana, de acordo com a biografia.

E foi isso que aconteceu. Em 23 segundos, já estava com a chave de braço que a tornou famosa apertada.

Blogueiros analisam a disputa de cinturão


Pesagem no UFC é tranquila para Ronda. No judô, ela ficava pelada
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O UFC fez de suas pesagens mais um espetáculo para os fãs e, antes do acordo com a Reebok, garotas caprichavam nos biquínis e rapazes faziam até graça com suas cuecas. Poucas vezes alguém precisa pedir um pano em volta de si para subir na balança nu e atingir o limite de sua categoria. Para Ronda Rousey, até se necessitar da “cabaninha”, o evento é bem mais tranquilo do que ela vivia no judô. Por lá, ela diversas vezes passou pelo ritual como veio ao mundo.

ESPECIAL: Como as mulheres foram do desdém ao topo no UFC

No judô, não há toda essa cerimônia para os atletas provarem que estão no peso. O evento é fechado, geralmente em salões no hotel em que os lutadores estão hospedados e, sem a presença do público, os pudores também ficam do outro lado da porta. Ir para a balança de calcinha e top, só de calcinha ou simplesmente sem nada são decisões normais.

Em 2004, Ronda competiu nos Jogos Olímpicos de Atenas. À época, a pesagem era no dia da competição e neste caso só havia garotas de sua categoria na sala. “Tirei meu moletom da equipe dos EUA, meu sutiã e calcinha, caminhei até a balança e pisei nela completamente nua. Sessenta e três quilogramas exatos. Uma funcionária com uma prancheta registrou o peso, então me deu um aceno de cabeça”, conta ela, no livro biográfico “Minhas Luta/Sua Luta”.

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‘Peitinhos e passaportes’

Assim, também aconteceu em 2007, no Reino Unido. O torneio, de nível menor, era mais caótico, com todas as categorias pesando no mesmo dia. “Isso significa dezenas de garotas famintas, querendo se pesar de uma só vez. Eu estava de pé, em uma sala aberta, cheia de garotas se cobrindo com nada além de seus passaportes. E não há decoro. A funcionária declarou a abertura (da pesagem). Cada garota nua na sala correu para a balança. Eram só peitinhos e passaportes para todo lado.”

A campeã do UFC se acostumou com o perrengue. “Eu costumava ficar tímida quanto a ficar nua em público, mas em situações como essa você perde qualquer insegurança. Quando você passa fome por uma semana, fica desidratada e a única coisa que está entre você e uma garrafa d’água é um bando de vadias nuas, você vai esfregar os peitinhos com qualquer país do mundo para subir na balança primeiro.”

Era assim, sem cerimônias. Peso batido, roupas no corpo, água para hidratar e “simbora” competir.

Para saber se até hoje é esse o clima da pesagem do judô, conversei com a Maria Portela, principal candidata a representar o Brasil na Rio-2016 na categoria até 70 kg. “Hoje a pesagem é no dia anterior, mas na da Ronda era no mesmo dia. Então, nos eventos maiores, eles separam as categorias, geralmente são duas por dia, e fazem uma pesagem masculina e uma feminina, com todos os países juntos. E fica uma olhando para a outra mesmo, todo mundo ali, e você pode se pesar pelada, de calcinha, top, depende do que você precisa para bater o peso.”


Maria nunca teve grandes perrengues para bater seu peso, mas diz que é comum algumas peladas na balança. “Rola bastante, sim, é normal as meninas estarem no limite, então a maioria pesa só de calcinha.”

Só de toalha no saguão, no Rio

Apesar da normalidade, às vezes as coisas não davam tão certo assim. Em outro caso que conta no livro, Ronda teve de atravessar o saguão de seu hotel vestindo só uma toalha.

No Mundial de 2007 – que ela venceu, no Rio de Janeiro -, Ronda teve problemas antes da pesagem. Ela subiu numa balança descalibrada em relação à oficial, precisava perder 400 gramas e preferiu correr de um hotel para o da pesagem. Ainda lutando para cortar o peso, ela saiu mais uma vez para correr, no sol. Na volta, tirou toda a roupa e se pesou de novo em uma balança não oficial: 70 kg.

A lutadora já estava impaciente por conta do problema com a balança e por estar descontente com a federação de judô dos EUA. Então, em vez de por toda a roupa de plástico, usada para o corte de peso, ela simplesmente colocou uma toalha e atravessou o saguão do hotel em direção ao salão da pesagem.

“Olhei para minhas roupas plásticas no chão. Não tinha jeito de colocar de novo. Eu me enrolei na toalha e marchei para o saguão. Estava cheio (…) todas as cabeças se viraram quando passei. Eu segurava a toalha com uma mão e olhava para a frente. Se eu pudesse ter passado por ali com meu dedo do meio no ar, eu o teria feito”, diz Ronda, no livro.

Dramas do peso: bulimia

Apesar de encarar com tranquilidade essa questão da nudez nos eventos de judô, Ronda teve muitos problemas sua vida inteira com o peso. Desde cedo tinha de cortar grandes quantidades e ficar fininha para competir. No início, no judô, era da categoria até 63 kg. Foi nessa época que passou a vomitar depois das refeições.

Ronda precisou de muito esforço e informação para se livrar da bulimia. Só ficou mais confortável quando passou a lutar com 70 kg, apesar de enfrentar rivais com porte físico maior que o dela. No MMA, Ronda já era acompanhada profissionalmente foi baixando de peso novamente.

Na sua estreia amadora, o combate era até 68 kg. Na estreia profissional, lutou como pena, até 66 kg. Mais tarde, se adequou ao peso galo, de 61 kg, onde é campeã no UFC. Ela já ter aceito anteriormente lutar acima é uma das críticas que a campeã enfrenta por não aceitar enfrentar a brasileira Cris Cyborg num peso ligeiramente acima do galo.

AGRESSIVA TAMBÉM NO VISUAL, RONDA SE VESTE BEM?

UFC 193 – 14/11 – Melbourne (AUS)
14 de novembro, em Melbourne (AUS)

Card principal
Galo:
Ronda Rousey x Holly Holm, pelo cinturão
Palha: Joanna Jedrzejczyk x Valerie Letourneau, pelo cinturão
Pesado: Mark Hunt x Antônio Pezão
Médio: Uriah Hall x Robert Whittaker
Pesado: Stefan Struve x Jared Rosholt

Card preliminar
Leve: Jake Matthews x Akbarh Arreola
Meio-médio: Kyle Noke x Peter Sobotta
Meio-pesado: Anthony Perosh x Gian Villante
Mosca: Richie Vaculik x Danny Martinez
Meio-médio: Brendan O’Reilly x James Moontasri
Médio: Daniel Kelly x Steve Montgomery
Meio-médio: Richard Walsh x Steven Kennedy
Mosca: Ben Nguyen x Ryan Benoit


Exagerou? Explosão de Ronda na mídia e polêmicas testam foco da campeã
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TVs, revistas, ensaios, presenças, gravações… O pós-UFC 190 de Ronda Rousey foi o momento de maior estouro midiático já vivido pela norte-americana. Mas, tudo tem um preço, e ela precisará mostrar sábado, contra Holly Holm, o quanto será cobrada. Nos últimos meses, a campeã atendeu a todos esses compromissos e viveu duas polêmicas: o namoro com Travis Browne e o racha de sua mãe e seu técnico, que brigaram publicamente. Ah, antes que me esqueça, ela também teve que fazer outra coisa: treinar…

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Algo fundamental na chegada do UFC 193 é lembrar que Ronda deveria ter mais tempo de descanso, mas foi chamada para salvar o card da Austrália. Robbie Lawler enfrentaria Carlos Condit na luta principal, mas uma lesão o tirou de ação. Assim, o Ultimate a convocou, com apenas três meses de distância de seu combate com Bethe Correia.

Ainda assim, embalada pelo nocaute-relâmpago no Rio, Ronda não recusou o combate e não tinha como fugir dos compromissos que pintaram.

Desde agosto, ela:

– Foi ao programa de Jimmy Fallon
– Foi ao programa de Ellen Degeneres
– Participou, na bancada, do Sportscenter, jornal da ESPN nos EUA
– Fez um ensaio para a revista Self
– Viajou à Austrália para evento promocional da abertura da venda de ingressos do UFC 193
– Recebeu a imprensa em sua academia para mais uma coletiva em promoção ao UFC 193
– Treinou vestida de Pikachu para a ESPN
– Deu entrevistas a jornais e revistas – com direito a dicas de sexo polêmicas à Maxim
– Virou capa da The Ring Magazine, maior revista de boxe no mundo – para desgosto de alguns fãs da nobre arte
– Virou esse especial bacanudo do UOL Esporte (tudo bem, isso não gastou o tempo da Ronda, mas valeria os minutos de leitura =] )

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(Getty Images)

Essa lista é das coisas positivas, mas que ainda podem mexer com a cabeça de um atleta, que, é claro, precisa focar em treinar, se preparar, fazer um camp perfeito para seu próximo desafio.

Mas ainda houve os fatos negativos. Um – talvez positivo para ela, mas encarado com ceticismo por muitos – foi o começo do namoro com Travis Browne. Ele é acusado de ter agredido sua ex-namorada e chegou a ser suspenso pelo UFC. Ronda é uma feminista do tipo que faz ativismo, e essa combinação gerou polêmica.

O outro foi a lavação de roupa suja de sua mãe, AnnMaria De Mars e seu técnico, Edmond Tarverdyan. AnnMaria foi a público dizer que odeia Edmond e que passaria por cima dele, alegando que ele trata mal mulheres e lembrando que, nos primeiros meses de Ronda na academia, ele simplesmente se recusava a treiná-la. Ronda e o treinador silenciaram sobre o tema.

AGRESSIVA TAMBÉM NO VISUAL, RONDA SE VESTE BEM?


Salientando, novamente, tudo isso acontece num intervalo de menos de dois meses. Um ser humano normal provavelmente estaria com a cabeça bagunçada e zunindo diante de tanta coisa. Ronda é diferente.

É natural questionar: “mas será que ela não exagerou? Será que no meio de tudo isso ela está de fato treinando e focando na sua próxima rival?”. Talvez por isso mesmo Ronda tenha começado a cerca de um mês a postar vídeos e fotos de seus treinos – wrestling, boxe, judô, natação e até subidas de escadas para forçar o aeróbico.

Por enquanto, parece que as coisas estão sob controle. Ronda é experiente nessa posição de ser estrela. Desde que entrou no UFC, o burburinho em volta de si é enorme. Agora, apenas subiu a novos patamares. E olha que desta vez ela nem precisou se dedicar à sua segunda profissão, como atriz, já que os projetos no cinema ficaram engavetados para depois do UFC 193. Neste ano, ela já figurou em “Entourage” e “Velozes e Furiosos 7″.

Se Ronda voou alto, quem ficou rasante, quase fora do radar, foi a desafiante Holly Holm. Ela, que foi uma estrela do boxe, agora tem posição mais humilde no MMA. Para Ronda, “Holm vai aproveitar muito mais sua vida se não tiver o cinturão. A vida de campeã não é para todo mundo”. Sábado veremos se a vida de campeã afetou Ronda, ou se ela seguirá como a lutadora mais dominante da atualidade.


UFC 193 – 14/11 – Melbourne (AUS)
14 de novembro, em Melbourne (AUS)

Card principal
Galo: Ronda Rousey x Holly Holm, pelo cinturão
Palha: Joanna Jedrzejczyk x Valerie Letourneau, pelo cinturão
Pesado: Mark Hunt x Antônio Pezão
Médio: Uriah Hall x Robert Whittaker
Pesado: Stefan Struve x Jared Rosholt

Card preliminar
Leve: Jake Matthews x Akbarh Arreola
Meio-médio: Kyle Noke x Peter Sobotta
Meio-pesado: Anthony Perosh x Gian Villante
Mosca: Richie Vaculik x Danny Martinez
Meio-médio: Brendan O’Reilly x James Moontasri
Médio: Daniel Kelly x Steve Montgomery
Meio-médio: Richard Walsh x Steven Kennedy
Mosca: Ben Nguyen x Ryan Benoit


Ronda prevê luta mais longa do que suas quatro últimas (somadas!)
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UOL Esporte

Parte do fascínio sobre Ronda Rousey está no seu talento de decidir combates rapidamente. Foi com vitórias relâmpago que ela bateu suas últimas quatro rivais. Mas, neste sábado, na Austrália, ela prevê durar mais tempo dentro do octógono, na defesa de cinturão contra a também norte-americana Holly Holm.

Ronda vem de vitórias sobre Bethe Correia (34 segundos), Cat Zingano (14s), Alexis Davis (16s) e Sara McMann (66s). Somados, são dois minutos e dez segundos de ação. Agora, a previsão é bem diferente.

“Acredito em uma luta de dois rounds. Holm é mais preparada que a Beth. Tem uma trocação melhor que ela. Será bem diferente’, disse Rousey, ao site do UFC.

Não pense, no entanto, que ela não quer seguir chocando o mundo. Desta vez, segundo a campeã, será apenas diferente. “Eu surpreendo as pessoas o todo tempo. E vou fazer isso de novo.”

Ronda e Holm já estão em Melbourne, e desta vez o clima é mais tranquilo, comparado à rivalidade quente que foi nutrida com Bethe Correia antes do UFC 190.

“É bom poder só se concentrar na luta e saber que tem uma adversária também só focada nisso. Que existe respeito. No começo é necessário um pouco de rivalidade, mas depois, quando chegamos à essa altura do evento, não faz mais sentido”, afirmou a campeã.

Holm também mostrou confiança em suas armas. Afirmou que não conta com Ronda apostando apenas em derrubá-la e as pessoas também não devem considerá-la perigosa apenas em pé.

“Sou uma lutadora diferente hoje. Eu sei que ela melhorou sua trocação. Mas acho que as pessoas ainda subestimam o fato de eu também ter crescido como lutadora de MMA, em geral. Não sou só uma boxeadora. Se eu planejasse só boxear, teria ficado no boxe.”