Blog Na Grade do MMA

Arquivo : maio 2013

Diretora mostra astros do MMA em clima de descontração, com Anderson dançarino e Aldo boleiro
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Se em cima do ringue os lutadores são sérios, sisudos e não tem tempo para brincadeiras, fora dele as “fanfarronices” é que mandam. E a diretora Camila Rizzo – não estranhe o sobrenome, ela é irmã do ex-UFC Pedro Rizzo – fez um vídeo que mostra os bastidores e como são os momentos de descontração de alguns dos principais astros do MMA nacional. Destaque sempre para Anderson Silva, o dançarino.

A motivação em fazer o vídeo não foi em clima tão alegre. Camila passou seu último aniversário de modo nada agradável: dopada depois de ser obrigada a passar por uma cirurgia. Ela foi atropelada, fraturou a perna e com uma longa recuperação pela frente, aproveitou para “brincar” com imagens que tinha em arquivo, fruto de outros trabalhos com MMA.

“Eu tenho esse material que juntei durante dois anos com filmagens que fiz para os meus vídeos anteriores e material que nem cheguei a usar”, conta ela. “Sofri um acidente há 1 mês e meio, fui atropelada. Como quebrei a perna e passei por cirurgia, fiquei de molho um mês em casa. Aproveitei esse tempo pra organizar esse material e surgiu a ideia de fazer o clipe.”

Confira o vídeo:

Camila explica sua motivação em mostrar o “lado B” dos atletas. “Cresci vendo o meu irmão lutar em um esporte que, na época, era pouco popular no Brasil. Acabei conhecendo um lado muito bacana desconhecido pelo público: o que está por trás do resultado final. Ou seja, a dedicação, disciplina, lealdade com os companheiros de equipe… Queria poder divulgar esse outro lado do dia a dia do lutador para que valorizassem mais o esporte e os atletas”, contou ela.

Há dois anos Camila Rizzo abriu uma produtora para realizar seus trabalhos e para o futuro já há planos mais ambiciosos, com a realização até de documentários sobre MMA.


Rashad vira 1ª opção para disputar cinturão de Anderson se vencer Minotouro no UFC 156
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UOL Esporte

Direto de Las Vegas

Parece que mais uma vez Chris Weidman deve ser preterido para disputar o cinturão dos médios do UFC. Durante entrevista coletiva em Las Vegas, Dana White se mostrou empolgado com a possibilidade de colocar Anderson Silva para defender seu título contra o ex-campeão dos meio-pesados Rashad Evans, que luta neste sábado, no UFC 156.

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Essa luta já vinha sendo especulada nos últimos meses, mas ganhou força nesta semana, antes de o norte-americano enfrentar Rogério Minotouro. Quando foi questionado sobre a chance de ela acontecer, o presidente do UFC abriu um grande sorriso no rosto. Preferiu não confirmar, mas disse que deve oferecer esse combate a Rashad caso ele vença Nogueira.

Rashad Evans pode ser o próximo rival de Anderson

“Estou considerando o Rashad, sim. Se ele vencer no sábado a noite e quiser descer para os médios, vamos considerar fazer esse convite. Se eu gosto dessa luta? Estou a considerando”, disse o dirigente, entre muitos sorrisos. Conhecendo Dana White e vendo sua reação, ele já está com esse plano pronto para sábado, apenas esperando o resultado dessa luta.

Evans prefere manter a cautela, mas não esconde sua vontade de enfrentar Anderson Silva. Ele prefere focar a luta contra Minotouro, só que não se esquivou de falar sobre seu futuro. Quando questionado pelo blog sobre quem ele preferia enfrentar, se pudesse escolher, disse Jon Jones.

“Se pudesse ter essa escolha, eu enfrentaria o Jon Jones. É o cara que eu perdi minha última luta e daquela maneira que todo mundo viu. Mas é claro que seria uma honra lutar com o Anderson. Acho que vou fazer um dia. O UFC trabalha muito bem para casar as lutas que os fãs querem ver, e sei que essa é uma delas”, disse o norte-americano.

Mas por mais que Rashad esteja querendo a revanche contra Jones, ela está longe de acontecer. Ele acabou de perder para o campeão dos meio-pesados e de maneira muito contundente, foi dominado por cinco rounds. Anderson Silva está muito mais próximo, o americano apenas precisa fazer esse esforço de descer de categoria.

“Não faria sentido colocá-los para lutar nos meio-pesados, por mais que ache incrível ver o Anderson lutando nessa categoria. Não teria como eu oferecer essa luta para o Rashad sem valer um cinturão, não seria justo com ele”, completou Dana White sobre a ideia.


Dana e agente de Anderson encaminham luta com Weidman, mas campeão quer fazê-la no Brasil
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UOL Esporte

Direto da Las Vegas (EUA)

Mesmo depois de o lutador e sua equipe terem batido o pé, está cada vez mais próximo de acontecer o combate entre o campeão dos médios Anderson Silva e Chris Weidman. O brasileiro e seus empresários vinham dizendo que o norte-americano tem pouca experiência, mas Dana White e sua turma estão apertando para que essa luta aconteça.

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Durante o programa UFC Tonight desta terça-feira, o presidente da franquia não quis cravar o combate, mas deixou no ar: “Essa luta está mais próxima de acontecer do que as pessoas pensam. Weidman vai voltar a treinar nos próximos meses, estamos pensando em algumas coisas para ele, e Anderson é uma das possibilidades.”

O blog então conversou em Las Vegas com Ed Soares, empresário de Anderson Silva, sobre o assunto. Ele não escondeu sua irritação com o assunto. Preferiu assumir, mas deixou nas entrelinhas que quem quer essa luta é o UFC e Dana White, não ele, nem o campeão.

“O Anderson nunca recusou nenhuma luta. Se colocá-lo para enfrentar o Diabo, ele vai cair para dentro. Por que ele recusaria o Weidman? Simplesmente achamos que ele não é ninguém ainda para disputar o cinturão. Não tenho nada contra o Chris, acho ele ótima pessoa, mas se perguntar para qualquer um, ninguém sabe quem ele é. Vão ter que gastar um baita dinheiro promovendo essa luta. Anderson tem mais defesas de título do que ele tem de combates como profissional.”

Já ciente que essa luta, de uma forma ou de outra, deve acontecer, Ed Soares aproveitou para mandar um recado: Anderson Silva quer fazer sua próxima luta no Brasil e acha que, se forem casar mesmo esse combate, ele tem de ser na casa do Spider. “O Anderson já me falou que quer muito lutar no Brasil novamente. O próprio Weidman me disse uma vez que acharia interessante fazer essa luta por lá. Então acho que isso é o que deveria acontecer.”

O jornal Folha de S. Paulo publicou que Anderson iria voltar a lutar no início de julho e apontou Las Vegas como palco de sua defesa de cinturão. De acordo com o empresário, a data pode até ser essa, mas o local não está compatível com a vontade do campeão dos médios.


Dúvida para o UFC SP, Dana White passa bem após cirurgia e publica foto com curativos
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UOL Esporte


Tentando se livrar dos sintomas da doença de Meniere, o presidente do UFC, Dana White, passou por uma cirurgia na cidade californiana de Los Angeles na noite da última terça-feira. Após pouco mais de duas horas de operação, o dirigente passa bem e já voltou a um de seus maiores hoobies: postar no Twitter.

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Dessa vez, ele usou um mensageiro. Para tranquilizar os fãs, ele postou um vídeo e uma foto por meio de seus amigo de infância Nick Gullo, que o acompanhou no hospital.

“Acabou. Já acabou agora. Estou em recuperação nesse momento.” Isso foi o que Dana conseguiu falar, nitidamente afetado ainda pelos sedativos da operação.

Nesse procedimento, os médicos tiraram sua orelha esquerda e colocaram um tubo em seu ouvido para tentar reduzir os sintomas, como vertigem, zumbido no ouvido, pressão e dor no local, além de perda de audição. Não há garantia de sucesso da operação, que ainda experimental.

Com essa cirurgia, segue em dúvida a presença do presidente do Ultimate no UFC São Paulo, que acontece neste sábado, no ginásio do Ibirapuera. Ele deve passar os próximos dias em repouso, se recuperando, e deve vir apenas na sexta-feira, ou até mesmo no próprio sábado, para acompanhar de perto o evento.

http://esporte.uol.com.br/album/lutas/2013/01/16/treino-aberto—ufc-sp.htm


Roy Nelson diz ter feito as pazes com Dana e sonha em revanche com Cigano por cinturão
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UOL Esporte

Campeão da 10ª edição do reality show The Ultimate Fighter, a de maior audiência até hoje, o gordinho carisma do UFC Roy Nelson passou para o outro lado nesse semestre, quando comandou uma das equipes do TUF 16, programa que chega ao final neste sábado. Ele enfrentaria o outro treinador, mas Shane Carwin acabou se lesionado e ele agora vai lutar com Matt Mitrione no TUF 16 Finale.

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Homem de poucas palavras, mas um dos mais queridos lutadores da torcida norte-americana – e provavelmente de todos os fãs de MMA ao redor do mundo – Roy Nelson teve uma breve conversa com o blog. Digamos que ela durou o tempo que seu humor permitiu. Não que ele seja chato, longe disso, mas sua inquietude não deixou o papo ser mais longo.

Ele falou sobre como foi ser técnico e não participante, contou que fez as pazes com o presidente do UFC Dana White – depois de os dois terem brigado antes e durante as gravações do TUF 16 –, explanou brevemente sobre doping e revelou que ainda sonha com uma possível revanche contra o campeão Junior Cigano, mas só se o brasileiro for o detentor do cinturão ainda.

Sua experiência como participante ajudou em algo como treinador? Qual a principal diferença? Foi uma experiência muito diferente. Como treinador, você tem de se preocupar com oito lutadores que estão disputando uma única meta e é isso que precisam para vencer. Minha experiência como participante mostrou para eles que você precisa querer ser um Ultimate Fighter ou então você não vai chegar nem perto disso.

E está tudo bem entre você e Dana White agora, depois de tantas discussões nos últimos tempos? Dana White me ama como se eu fosse um filho dele. Ele quer o melhor para mim, ao mesmo tempo em que ele me ensina muitas lições.

Você vem falando muito sobre o doping no UFC. Esse é um problema real no evento e no esporte? Doping no MMA e no UFC vem sendo um grande problema e eu estou tentando purificar o esporte que eu tanto amo.

E o Junior Cigano? Pensa em enfrentá-lo novamente? Você quer essa revanche? Eu não penso exatamente em revanche. Eu acho que se Junior estiver com o cinturão quando for a minha vez de disputá-lo, eu sei que estarei de frente com um dos melhores do mundo e daremos um show para os fãs.

Sangue, suor e… ‘porrada’

Sangue, suor e… ‘porrada’

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Toquinho revê seu eterno desafio de não repetir erros do passado e se manter concentrado
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UOL Esporte

Uma vitória, uma derrota. Três vitórias, uma derrota. Três vitórias, uma derrota. Esse é o cartel de Rousimar Palhares, o Toquinho, no UFC e ele demonstra bem a inconstância do lutador em sua passagem pelo evento. Quando ele está sendo apontado como top contender dos médios, acaba sofrendo uma derrota e sempre pelo mesmo motivo: a nítida falta de concentração.

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Pois o mineiro terá mais uma chance de provar que pode subir na categoria nesta sexta-feira quando terá um complicado desafio contra o cubano Hector Lombardi, no UFC on FX 6, nas Austrália, no evento que também marca a final do reality show TUF Reino Unido x Austrália.

“A lição que ficou é que não se pode bobear um segundo quando você está lá em cima do octógono. Contra o Alan Belcher, tive um segundo de desconcentração quando estava de costas no chão, pensando em como sair dali, e ele acertou uma cotovelada que me tirou do jogo. Teve seus méritos. Mas eu sei que errei e aprendi com isso. Amadureci. Jamais acontecerá de novo”, explicou o lutador ao site oficial do UFC.

Toquinho é um exímio lutador no chão, todos sabem de sua enorme habilidade no jiu-jítsu, principalmente nas chaves de tornozelo, golpe com que já venceu quatro lutas no UFC. No entanto, quando ele perde a posição dessa chave, quase sempre perde a concentração, o foco no combate, e vira alvo fácil para seus adversários.

Para que isso não volte a acontecer, além de um trabalho psicológico, ele também apostou em uma preparação reforçada. “Para o Lombard a preparação foi ótima. Melhor impossível! Tive ótimos sparrings e estou muito confiante. Me empenhei em todas as modalidades, tanto em pé quanto no chão, para estar pronto para qualquer situação que possa aparecer.”

Ao site oficial do UFC, ainda explicou qual será sua tática para enfrentar o cubano, que vem de derrota para Tim Boetsch em sua estreia no evento. “Ele é um cara técnico, já foi atleta olímpico de judô, e sabemos que isso não é para qualquer um. Apesar de ser oriundo do judô, ele gosta da trocação também. Já estudei bastante dele e estou ciente do que devo fazer.”

A título de curiosidade, o Toquinho ainda teve de enfrentar outro adversário, além da longa viagem do Brasil para a Austrália. Suas malas com seus suplementos alimentares acabaram sendo extraviadas e ele as recebeu apenas um dias depois de sua chegada.


UFC faz propaganda até no metrô para tentar lotar ginásio do Ibirapuera em São Paulo
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UOL Esporte


Por Maurício Dehò

Ainda falta mais de um mês para o retorno do UFC a São Paulo, após 15 anos longe da cidade. Mas lentamente o evento começa a achar seu espaço na capital paulista. Os ingressos começaram a ser vendidos na última quinta-feira, dia 6, e as primeiras propagandas do card liderado por Vitor Belfort já são exibidas, na tentativa de atrair os fãs a adquirirem suas entradas.

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O metrô, que atende 4 milhões de usuários por dia, foi uma das escolhas para divulgar a noitada de lutas do dia 19 de janeiro. Um grande cartaz é exibido em vagões da Linha Verde – uma das que mais recebe executivos e é considerada uma das mais “nobres” da cidade, por ter o trecho da Avenida Paulista em seu trajeto.

De acordo com o site da Tickets For Fun, ainda há ingressos em todos os setores para o evento – o preço das entradas varia de R$ 400 a R$ 1.800, todos com direito a meia-entrada. Vale lembrar que na primeira edição do Rio, as entradas se esgotaram em questão de minutos. Nas outras, novamente no Rio e em Belo Horizonte, a procura foi menor, e em São Paulo o ingresso mais barato teve aumento de 45% no seu valor.

Na luta principal no ginásio do Ibirapuera, o peso médio Belfort encara o inglês Michael Bisping, num duelo cotado para definir o próximo rival de Anderson Silva.

Card principal

Vitor Belfort vs Michael Bisping
C.B. Dollaway vs Daniel Sarafian
Ben Rothwell vs Gabriel Napão
Khabib Nurmagomedov vs Thiago Tavares

Card preliminar

Godofredo Pepey vs Miltinho Vieira
Andrew Craig vs Ronny Markes
Nik Lentz vs Diego Nunes
Justin Salas vs Edson Barboza
Michael Kuiper vs Caio Monstro
George Roop vs Iuri Marajó
Roger Hollett vs Wagner Caldeirão
C.J. Keith vs Francisco Massaranduba

 

UFC São Paulo

UFC São Paulo

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Lutador-empresário, Belfort transforma entrevista em palestra e filosofa sobre religião, esporte e negócios
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

O veterano Vitor Belfort fez sua carreira colocando os punhos em ação, mas nos últimos anos, seu comportamento fora dos ringues também passou a ser parte fundamental de sua imagem. E não por polêmicas ou confusões. Desenvolto para falar, ele gosta de fazer de suas entrevistas oportunidades para filosofar, citar ditados, dar exemplos e falar de seus negócios extra-ringue. E foi isso que ele fez na quarta-feira, em São Paulo, transformando uma coletiva de imprensa do UFC São Paulo em uma palestra não só sobre esportes, mas também religião, política e business.

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Como é notável, Belfort é religioso – virou evangélico há alguns anos – e gosta de falar sobre suas crenças e, principalmente, sua família. Mas não só. Fora do ringue, o carioca se considera um homem de negócios. Já criou uma espécie de luva de dedo para o manuseio de tablets e apareceu à coletiva na capital paulista com uma capa de celular em forma de soco inglês. “Vou ver se faço um desse para vender”, anunciou ele, empolgado.

Em uma das rodadas de perguntas, cerca de 15 jornalistas se reuniram em uma grande mesa com o lutador. O papo foi de 40 minutos, mas diferentemente do que se poderia esperar, foram poucas as perguntas, já que Belfort dominou o tempo com sua habilidade de transformar as questões relacionadas ao MMA em “discursos” sobre assuntos diversos.

O lutador é capaz de fazer propaganda do cabelereiro que lhe modelou um moicano e, em poucos segundos, trocar de assunto para comentar a diretoria do Flamengo ou falar de temas motivacionais. “A gente tem que sorrir mais, amar mais, superar as dores com mais alegria. Falar: ‘que bom que tá sol’, ‘que bom que tá chuva’, ‘que bom que está vento (sic)’. É dessa maneira que vivo”, prega ele.

Belfort define o MMA como sua prioridade e vê como uma vida paralela o business. “Os meus negócios são hobby: (dou) palestras, tenho percentual em algumas empresas como investidor e também invisto em atletas”, afirma ele, que tem Cesar Mutante, campeão do TUF, como principal pupilo.

O lutador ainda aproveita para fazer um “merchan” de um dos patrocinadores, e promover sua academia, que é voltada ao MMA para a família. “Terá o sistema Belfort Kids, o Belfort Fitness, será para a família. Quem quiser doar dinheiro para a obra… Como tudo no Brasil é caro… Vamos baratear, pessoal!”, reclama ele, depois voltando atrás e dizendo que estava apenas brincando sobre o pedido de doações.

“O problema é talco na bunda”

Belfort diz que adora ler e recita uma frase antiga de Senna, falando sobre a busca não por vitórias nas pistas, mas pela perfeição. E filosofa: “A diferença do Zico para os outros é que ele acabava o treino e ia cobrar faltas. O Michael Jordan ia cobrar fundamentos. O problema para mim, hoje, é “talco na bunda”. O que é talco na bunda? Hoje está todo mundo querendo chegar lá sem conquistar. Estão mimados. E o mimo vem quando você acha que é alguma coisa. Então você não tem que achar, tem que buscar o que é perfeito.”

Seu filho, apesar de viver com o luxo que a vida de lutador ofereceu à família, não tem esse mimo todo. Belfort conta histórias que mais parecem inventadas com o intuito de demonstrar o que pontua: o herdeiro David, de sete anos, disse ao pai que quer ser milionário, para ter diversas Ferraris em sua garagem. Vitor, no entanto, ensinou que é egoísmo ostentar desta forma. “O milionário bom é o que consegue ajudar”, explicou Vitor, trocando o sonho original de David por menos Ferraris e mais ações de caridade. “Ele falou: ‘quero ajudar as pessoas, alimentar as crianças na África’.”

A “consciência social e mundial” volta ao assunto ao Vitor perguntar aos jornalistas se eles sabem a posição do Brasil em um recente ranking de educação. “Penúltimo”, exclama ele, em um país com a sexta economia global. “Sabe o que vai acontecer nos próximos 20 anos? O Brasil vai ser ‘estrupado’ (sic) pelo mundo. E ninguém faz passeata sobre isso. Ninguém mais pinta a cara. Tem passeata para a maconha, para tudo. Mas ninguém sai para defender a família”, brada.

Aqui e ali, ele volta a comentar sua luta. Fala das mudanças do vale-tudo após 15 anos de sua última luta em São Paulo – aproveita para exaltar as mudanças pessoais neste período e falar da esposa, Joana Prado e dos três filhos – e foge veementemente de comentar outros rivais que não Bisping. “Eu quero saber de inglês (Bisping)”. Comenta o tamanho do ginásio do Ibirapuera, dizendo que poderia lutar até dentro de uma quitinete, e destaca que sua estratégia é apenas estar pronto para a guerra, comparando-se a um oficial da Marinha dos EUA, metáfora de mais um livro que leu.

A inteligência de Belfort é que ele aprendeu a falar de suas crenças sem apelar para pregações baratas ou discursos religiosos. “Um dia, vai estar alguém no nosso velório. Anteontem perdi meu padrinho, recebi a ligação tomando café da manhã. Depois de jogar beach tennis, ele teve um ataque cardíaco. Um dia você vai estar num caixão, ou cremado, e o que fica é o que você deixou para o próximo. Por isso eu preparo meus filhos não só para a vida, mas para a sociedade”, diz ele.

Em outro momento, completa: “Quando puxa a ficha lá em cima, meu amigo, se prepare para apertarem a tecla ‘delete’. Eu não quero ser deletado pelo homem lá de cima, não. Eu quero que ele aperte enter.”

Vitor é assim: um lutador em primeiro plano, mas, colada à essa imagem, está seu lado de homem de negócios e “conselheiro profissional”. O encerramento da entrevista é sintomático: “E aí, pessoal? Estou eleito?”, pergunta, para depois negar que tenha intenção em mudar de carreira do esporte para a política. Será?

UFC São Paulo

UFC São Paulo

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Primeiro encontro de Vitor Belfort e Michael Bisping em São Paulo tem clima de descontração
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Estão oficialmente abertas as movimentações para a volta do UFC à cidade de São Paulo, depois de seu primeiro evento em 1998, ainda sob o comando da antiga diretoria. O Ultimate desembarca na capital paulista para um show no dia 19 de janeiro de 2013 e esta quarta-feira terá o primeiro evento oficial de divulgação. Nele, estarão presentes os principais astros do card.

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Protagonistas da luta principal da noite, o brasileiro Vitor Belfort e o inglês Michael Bisping se encontraram pela primeira vez nesta manhã para uma sessão de fotos de divulgação. O carioca postou algumas imagens dos bastidores, que mostraram um clima de muita descontração entre os dois, com direito a encarada em frente ao Monumento às Bandeiras, famosa escultura de São Paulo fica ao lado do parque e do ginásio do Ibirapuera, local onde será realizado o show.

UFC São Paulo

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Shogun leiloa luvas de sua última vitória no UFC para ajudar hospitais de Curitiba
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Vamos dar uma pausa nas lutas para fazer um registro importante. Preparando-se para lutar no UFC on Fox 6 contra o sueco Alexander Gustafsson no dia 8 de dezembro, o meio-pesado Maurício Shogun fará um ato de caridade em prol de hospitais paranaenses. Ele vai leiloar as luvas de sua vitória sobre Brandon Vera, em agosto, e doar o dinheiro para Irmandade da Santa Casa de Curitiba. Confira abaixo o comunicado.

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As luvas oficiais usadas na última luta do Campeão Mundial Meio-Pesado do UFC Maurício “Shogun” Rua serão leiloadas em prol da Irmandade da Santa Casa de Curitiba. As luvas autografadas foram usadas na vitória de Shogun contra o norte-americano Brandon Vera. Depois de uma batalha de 4 rounds, o curitibano venceu por nocaute, o 18º de sua carreira. A abertura oficial do Leilão acontece dia 20 de novembro. Os lances poderão ser feitos até o dia 20 de dezembro pelo site www.doesantacasa.org.br/shogun.

Natural de Curitiba, o lutador de 30 anos é reconhecido pela crítica especializada como um dos maiores lutadores a competir em eventos de MMA na história do esporte. Fora dos ringues e octógonos, Shogun está sempre disposto a ajudar. “O crescimento do esporte fez a gente se aproximar do público de todas as idades. Eu me sinto muito bem em ajudar através da minha imagem porque pra mim não custa nada. Se todos ajudarem um pouquinho, muito pode ser melhorado”, defende Shogun.

Todo o valor arrecadado com o leilão das luvas será destinado aos hospitais que integram a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba: Hospital Santa Casa de Curitiba, Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz e Hospital e Maternidade Alto Maracanã.

Leilão – O leilão das luvas autografadas do lutador Maurício “Shogun” Rua começa no dia 20 de novembro e segue até 20 de dezembro. Os lances serão feitos através do hotsite www.doesantacasa.org.br/shogun. Os interessados deverão realizar um cadastro com o valor do lance, nome, RG, CPF, telefone e e-mail. Os valores serão atualizados diariamente.

Mauricio Shogun Rua

Mauricio Shogun Rua

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