Blog Na Grade do MMA

Arquivo : janeiro 2017

Podcast #41 – Jacaré chama Bisping de ‘galinha’ e o futuro de Anderson
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UOL Esporte

Ronaldo Jacaré tem luta nova marcada para fevereiro, contra Tim Boetsch, e falou ao podcast Na Grade do MMA sobre sua decisão de se manter ativo, além de dar uma cutucada forte em Michael Bisping, atual campeão de sua categoria, os médios.

O lutador oriundo do jiu-jítsu  disse que Bisping está apenas “chocando seu cinturão, igual uma galinha” e deixou claro o motivo de decidir não ficar parado, esperando uma chance pelo cinturão, e assumir os riscos diante do nocauteador Boetsch. O programa ainda fala da volta vexatória de BJ Penn e o que esperar de Anderson Silva contra Derek Bruson, que estarão no mesmo card de Jacaré.

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Podcast #40 – Por que e como Ronda Rousey deve voltar ao UFC
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UOL Esporte

Na primeira edição de 2017, o podcast fala da nova derrota de Ronda Rousey, explicando os motivos para a queda da ex-campeã frente a Amanda Nunes e debatendo qual deve ser o futuro das lutadoras.

Junto com Fernanda Prates, correspondente do site MMAJunkie, falamos sobre os motivos para Ronda não largar o UFC e sobre o que ela precisa mudar para se reinventar dentro do octógono. Também abordamos a polêmica com a atriz Meryl Streep e Demian Maia vendo Tyron Woodley ter confirmada a revanche com Stephen Thompson – afastando mais uma vez sua chance de disputar o cinturão.

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Campeão do UFC pode ser o “novo McGregor”. E já quer bater irlandês e Aldo
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UOL Esporte

CODYGARBRANDT

Por Rodrigo Garcia

O UFC 207, realizado na última sexta-feira (30), em Las Vegas, consagrou Cody Garbrandt como o novo campeão peso galo do UFC. Contudo, o desfecho da luta vai além do fato do norte-americano ter conquistado o cinturão da organização. Com uma atuação de gala, o atleta mostrou que pode ser o novo “Conor McGregor” da organização.

Membro da Team Alpha Male, o lutador “vingou” seus colegas de equipe ao massacrar Dominick Cruz na disputa pelo título. Mas alguns fatores apresentados no combate exaltam o potencial de Garbrandt para ser a nova estrela da organização.

Confira alguns pontos que podem ajudar Garbrandt a se tornar uma estrela:

Invicto em lutas profissionais de MMA

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Ao contrário de McGregor, que ganhou destaque por suas atuações, mas já tinha duas derrotas na carreira, o norte-americano nunca sofreu um revés em suas 11 apresentações. No UFC desde janeiro de 2015, o atleta foi acumulando vitórias convincentes até obter a chance de disputar o título de Dominick.

Provocações para conseguir seus objetivos

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Após nocautear Thomas Almeida, principal nome brasileiro na divisão dos galos e uma das esperanças de título para o Brasil, Garbrandt começou a provocar Dominick Cruz em busca de uma chance pelo cinturão.

Enquanto trocava farpas com o ex-campeão via imprensa, que dizia não conhece-lo, Garbrandt acumulou mais uma vitória na organização (nocauteando Takeya Mizugaki em menos de um minuto) e assegurou a chance de desafiar o rival.

Após intensas provocações, que chegaram até a envolver a namorada de Garbrandt, o duelo finalmente foi agendado. Mas havia uma dúvida: seria Garbrandt capaz de parar Cruz, o maior nome da história da divisão: em oito anos de invencibilidade, o ex-campeão havia acumulado 11 vitórias seguidas.

Lado “showman” coincidiu com desempenho dominante

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Já dentro do octógono, onde as provocações costumam dar lugar à seriedade, o norte-americano não se escondeu e manteve o estilo ousado. Desde o início, Garbrandt mostrou que a ideia de tentar desestabilizar mentalmente o campeão teria resultado: Cruz foi cometendo erros incomuns para um atleta do seu nível e começou a sofrer com a mão pesada do desafiante.

O show foi se tornando maior a cada round: Garbrandt chegou a ter várias oportunidades para nocautear o rival e acabar com a luta, mas optou por provocar e ironizar Cruz ao invés de conectar golpes. Com isso, foi conquistando os torcedores presentes na T-Mobile Arena.

Ao término do confronto, Garbrandt passou de desafiante falastrão para uma potencial estrela dentro da organização. O lutador ainda teve tempo para fazer uma emocionante homenagem a Maddux Maple, um garoto de 11 anos que se recuperou de uma grave doença.

Lutador entende “nova filosofia” do UFC e já desafia Aldo e McGregor

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Garbrandt mal conquistou seu cinturão e já pensa em grandes desafios: o campeão peso pena, José Aldo, e o campeão peso leve, Conor McGregor. Em entrevista ao site “MMA Fighting”, o campeão peso galo já afirmou ter planos de realizar lutas que lhe tragam “dinheiro e visibilidade”.

“Eu poderia subir de categoria para enfrentar o José Aldo. Ele tem vitórias sobre os meus companheiros de time, é uma lenda, e eu gostaria de testar o seu queixo. Eu sei que bato duro e estou apenas começando”, declarou o campeão.

Já com relação a McGregor, a tensão criada no TUF pode ajudar a promover o confronto. Em uma das discussões ocorridas no programa, Garbrandt chegou a empurrar McGregor, elevando a tensão entre eles.

“Também gostaria de ter uma luta contra Conor McGregor. Eu conseguiria subir de peso facilmente. Meu amigo Nate Diaz o finalizou, e não consigo acreditar que ele é o segundo peso-por-peso da lista, mesmo depois de ter sido finalizado”, provocou Garbrandt.

Resta saber qual será o próximo passo da organização para o novo campeão. Mas uma coisa é certa: Cody Garbrandt está no caminho certo para se tornar uma das maiores estrelas do UFC.


Por que devemos agradecer e não apenas criticar Ronda Rousey
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UOL Esporte

RONDA1

Por Rodrigo Garcia

O UFC 207, realizado na última sexta-feira (30), em Las Vegas, consagrou Amanda Nunes como uma das promissoras estrelas da organização após a contundente vitória sobre Ronda Rousey. Contudo, se a brasileira saiu fortalecida do combate, o mesmo não pode ser dito da norte-americana.

Após ser nocauteada em apenas 48 segundos, Ronda sofreu uma avalanche de críticas, sendo a maior parte de fãs do esporte. Mas por que devemos agradece-la ao invés de apenas critica-la por ter sofrido somente a segunda derrota de sua carreira?

Veja alguns motivos para “aliviar” nas críticas feitas a Ronda:

Abriu as portas do UFC para o MMA feminino

RONDA3

Parte da “revolta” contra Ronda surgiu por conta dos privilégios dados por Dana White à lutadora, em atitude que foi vista como uma forma de beneficiar a lutadora em sua tentativa de retomar o cinturão.

Mas, o que muitos viram como um “empurrãozinho” do chefão para Ronda, também pode ser encarado como um reconhecimento por todos os serviços prestados pela norte-americana ao evento.

Dana já havia declarado em diversas oportunidades que o UFC nunca teria espaço para lutas femininas. Mas ao ver o sucesso estrondoso da norte-americana no Strikeforce, extinto evento de MMA em que ela conquistou seu 1º cinturão, o executivo deu o braço a torcer e resolveu apostar na criação de uma categoria feminina, trazendo Ronda como campeã. A decisão rendeu frutos e Ronda comprovou que existe, sim, muito interesse dos fãs em lutas femininas.

Assumiu status de estrela da organização e elevou patamar do evento

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Em pouco tempo, Ronda passou de aposta para certeza: suas atuações, somadas ao interesse do público, atraíram grande atenção para o MMA feminino. Com isso, o passo seguinte acabou sendo natural.

Enquanto apenas Anderson Silva dava espetáculos dentro da organização, Ronda foi ganhando espaço como uma das maiores estrelas da companhia. Eventos em que a norte-americana fosse se apresentar rapidamente tornavam-se um sucesso de vendas de pay-per-view, para alegria de Dana. Ao alavancar o interesse pelo MMA feminino, Ronda também, indiretamente, ajudou a aumentar a popularidade do UFC, algo bem visto pelos executivos da organização.

Com o sucesso, Ronda passou a ser presença constante em programas televisivos, eventos de marketing e até mesmo filmes de Hollywood. Se Anderson era o exemplo por seu desempenho como lutador, Ronda era tudo que Dana queria: uma boa lutadora e excelente na promoção dos eventos.

Foi imbatível, mas o esporte evoluiu enquanto Ronda parou

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Questionar a qualidade de Ronda como lutadora após a derrota para Amanda Nunes é esquecer tudo que a norte-americana já conquistou no esporte. Desde 2011, quando estreou no Strikeforce, a atleta foi completamente dominante em sua divisão de peso, até que encontrou sua “ruína” após ser batida por Holly Holm.

Em apenas cinco anos, Ronda tornou-se a 1ª campeã da maior organização de MMA, fez sete defesas de cinturão (bem-sucedidas), conquistou prêmios de melhor finalização (1), luta da noite (2) e performance (4).

A atleta ainda foi a primeira medalhista olímpica a conquistar um título do UFC. Para completar a lista de feitos, Ronda é a lutadora que mais vezes finalizou rivais com chaves de braço e ocupa o 2º e 3º posto na lista de finalizações mais rápidas da organização.

Mas, após perder o cinturão com um brutal nocaute para Holly Holm, em novembro de 2015, Ronda resolveu tirar um período sabático. E, enquanto recuperava as energias, viu outras lutadoras ocuparem o posto de campeã.

O maior erro de Ronda foi ter pensado que, enquanto tirava seu período de descanso, outras lutadoras não estariam se aprimorando para ocupar o lugar que um dia foi dela. Aos poucos, as mulheres foram acompanhando a evolução do esporte e atingindo patamares mais altos, enquanto Ronda “parou no tempo”.

Ao voltar, Ronda resolveu apostar em seu passado dominante ao aceitar direto uma disputa de cinturão, mas o antídoto contra a ex-campeã já estava pronto. Como sabemos, a história terminou com um desfecho surpreendente, mas não inesperado. Agora, resta saber o que será do futuro da ex-campeã: a redenção ou a aposentadoria.


Podcast #39 – Quais são os desafios de Amanda Nunes contra Ronda
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UOL Esporte


Depois de uma temporada de estreia, o podcast encerra o ano de 2016 com uma das lutas mais importantes do ano: a volta da ex-campeã Ronda Rousey contra a brasileira Amanda Nunes, que fará a primeira defesa de cinturão peso galo feminino. Esse será com combate principal do UFC 207, que acontece dia 30 de dezembro, sexta-feira, em Las Vegas.

Com Davi Correia, do site do UFC.com.br, ainda falamos sobre os  outros brasileiros do card (Alex Cowboy, Antonio Cara de Sapato, John Lineker e Fabrício Werdum), além do primeiro evento do Brasil em 2017, em Fortaleza, que terá Vitor Belfort na luta principal.

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UFC Sacramento terá queridinha, duelo entre descobertas de Dana e despedida
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UOL Esporte

Paige VanZant enfrenta Michelle Waterson no UFC Sacramento | Divulgação/UFC

Paige VanZant enfrenta Michelle Waterson no UFC Sacramento | Divulgação/UFC

Por Guilherme Dorini

A princípio, você pode não se interessar tanto pelo UFC Sacramento, que será realizado no próximo sábado, nos Estados Unidos. Além de não ter nenhuma disputa de cinturão, será difícil repetir a mesma dose de adrenalina da edição 206, que contou com lutas e nocautes eletrizantes no último sábado, em Toronto, no Canadá. No entanto, se olhar com mais atenção para os três últimos combates, verá que o evento tem o seu valor.

Na luta principal, Paige VanZant, “queridinha” do UFC, será mais uma vez protagonista de um evento não numerado da organização. Desta vez, ela tentará manter a boa fase contra Michelle Waterson. No segundo combate mais importante da noite, duas revelações vão medir forças dentro do octógono. Revelados em um reality show produzido por Dana White, Sage Northcutt e Mickey Gall prometem um duelo interessante em Sacramento.

Por último, mas não menos importante, Urijah Faber fará sua despedida das artes marciais mistas em casa. Conhecido como California Kid, o veterano de 37 anos já revelou que o combate contra Brad Pickett será o último de sua carreira.

Paige VanZant (#8) vs. Michelle Waterson (#12)
Luta válida pelo peso-palha (até 52 kg)

VanZant é uma das "queridinhas" do UFC / Crédito: AP/Rich Pedroncelli

VanZant é uma das “queridinhas” do UFC / Crédito: AP/Rich Pedroncelli

VanZant vive um bom momento no UFC, mas vamos com calma, né? Recentemente, a lutadora parece ter se empolgado com seu retorno à organização e até chegou a comentar um possível combate contra Ronda Rousey, em peso casado. O momento, no entanto, é de focar na luta de sábado, que não deve ser fácil.

Nocaute valeu prêmio de performance da noite | Anne-Marie Sorvin/USA TODAY

Nocaute valeu prêmio de performance da noite | Anne-Marie Sorvin/USA TODAY

Depois de três vitórias seguidas na organização, Paige foi derrotada por Rose Namajunas, seu primeiro desafio de peso no UFC. Então, tirou um período sábatico, foi vice-campeã do Dancing with the Stars, uma espécie de Dança dos Famosos dos Estados Unidos, e voltou de forma triunfal. Contra a australiana Bec Rawlings, ganhou o prêmio de performance da noite ao nocautear a adversária com um chute cinematográfico.

Agora, porém, o desafio será um pouco maior. Diferentemente de Rawlings, Waterson é muito mais experiente que a australiana. Aos 30 anos – contra 22 de VanZant -, a norte-americana possui 17 lutas em seu cartel de MMA, sendo 13 vitórias e apenas quatro derrotas. Além disso, foi campeã do peso-átomo (até 48 kg) do Invicta FC. Canhota, suas especialidas são o caratê, esporte no qual pratica desde seus 10 anos, muay thai e jiu-jítsu.

Sage Northcutt vs. Mickey Gall
Luta válida pelos meio-médios (até 77kg)

Sage Northcutt e Mickey Gall farão segunda luta principal | Divulgação/UFC

Sage Northcutt e Mickey Gall farão segunda luta principal | Divulgação/UFC

O duelo entre Northcutt e Gall será um encontro de novas gerações do UFC. Descobertos no reality show Dana White: Looking for a fight, atração em que o chefão da organização viajava os Estados Unidos atrás de novos lutadores para o evento, os atletas podem dar um passo a mais na organização em caso de vitória.

Sage Northcutt| Ethan Miller/Getty Images

Sage Northcutt| Ethan Miller/Getty Images

Sage foi a estrela do primeiro episódio do programa. A princípio, Dana duvidou de seu potencial, muito por conta de sua pouca idade (hoje com 20 anos) e seu penteado à la Johnny Bravo. No entanto, após ver sua performance dentro de cage em Houston – quando finalizou Rocky Long com uma guilhotina – resolveu contratar o jovem talento.

De lá para cá, Northcutt fez quatro lutas no UFC. Estreou com duas vitórias seguidas – um nocaute técnico e outra guilhotina -, mas acabou finalizado de forma infantil por Bryan Barberena (katagatame), esfriando seu começo promissor. No UFC 200, Dana White deu mais uma chance ao seu pupilo, que voltou a vencer ao derrotar o espanhol Enrique Marín por decisão unânime.

Gall, apesar de mais velho (24 anos), tem muito menos experiência que Northcutt. Depois de três lutas como amador, decidiu virar profissional exatamente no mesmo evento em que Dana White decidiu assistir durante seu reality show, na Filadélfia, nos EUA. O mata-leão antes dos três minutos do primeiro round agradou, mas o que realmente despertou a atenção do chefão do UFC foi a atitude do garoto, que não pensou duas vezes antes de pegar o microfono e pedir por um combate com CM Punk, então sem adversário na organização.

Gall bateu CM Punk | Rey Del Rio/Getty

Gall bateu CM Punk | Rey Del Rio/Getty

A atitude lhe garantiu um contrato. No entanto, antes de CM Punk, o UFC deu Mike Jackson como um pequeno teste para Gall. O jovem talento não tomou conhecimento do rival e, com outro mata-leão, desta vez com apenas 45 segundos, ganhou a tão esperada luta contra o astro do WWE.

No UFC 203, outra atuação impecável. Como um déjà vu, usou o mesmo golpe para finalizar Punk com apenas dois minutos. É bom Northcutt ter treinado como escapar de um mata-leão…

Urijah Faber (#7) vs. Brad Pickett
Luta válida pelo peso-galo (até 61,2 kg)

Urijah Faber encara Brad Brad Pickett em sua última luta | Divulgação/UFC

Urijah Faber encara Brad Brad Pickett em sua última luta | Divulgação/UFC

Depois de duas derrotas seguidas e mais uma frustrada tentiva de ser tornar campeão do UFC, Urijah Faber decidiu pendurar as luvas. Aos 37 anos, o California Kid, como é conhecido, possui até o momento 43 lutas profissionais de MMA, sendo 33 vitórias e 10 derrotas.

Seu maior feito no esporte foi ser campeão dos penas (até 65,8 kg) do extinto WEC há dez anos. Ele ainda defendeu com sucesso seu cinturão em cinco oportunidades, sendo uma delas contra Dominick Cruz, atual campeão da divisão dos galos do UFC.

Urijah Faber conquistou o cinturão do WEC em 2006 | Crédito: Reprodução

Urijah Faber conquistou o cinturão do WEC em 2006 | Crédito: Reprodução

De lá para cá, Faber se manteve entre os tops da organização, mas nunca mais conseguiu ser campeão. Quando foi contratado pelo UFC, decidiu descer para os galos, mas, mesmo assim, não alcançou o título. E não foi por falta de oportunidades. Em cinco anos, teve quatro chances de conquistar o cinturão, mas fracassou em todas elas: duas para Dominick Cruz e duas para Renan Barão.

O adversário de sua despedida será Brad Pickett, inglês de 38 anos que sequer aparece entre os 15 melhores da categoria. Faber quer se despedir em alto estilo, mas sabe que não será fácil.

“É difícil aproveitar o momento, porque é uma briga contra um cara que quer acabar comigo. Estou me preparando para uma batalha violenta. Mas estou tentando aproveitar o processo e perceber quão sortudo fui de viver esse sonho. Não é como se eu tivesse feito uma enorme fortuna como lutador, porque não havia muito dinheiro no começo. Mas consegui fazer uma ótima vida, e isso me deu a chance de viver sem precisar lutar. Quero focar nisso antes de chegar na zona perigosa como lutador. Tive minhas oportunidades de conquistar o cinturão, mas agora, estou pronto para passar a tocha adiante”, disse nesta última semana.


Duelo entre Pettis e Holloway vale “meio cinturão” e futuro de José Aldo
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UOL Esporte

Max Holloway (esq.) enfrenta Anthony Pettis no UFC 206; cinturão interino só vale para havaiano | Crédito: Brandon Magnus/Zuffa LLC

Holloway encara Pettis no UFC 206; cinturão interino só vale para havaiano | Crédito: Brandon Magnus/Zuffa LLC

O fracasso de Anthony Pettis na balança pode deixar a organização em uma saia justa após a disputa do UFC 206. E isto envolve diretamente o futuro de José Aldo. Neste sábado, em Toronto, no Canadá, Showtime e Max Holloway tinham tudo para definir os novos rumos dos penas, mas como o ex-campeão dos leves não conseguiu bater o peso, um ponto de interrogação pode tomar conta da categoria que tem o brasileiro como campeão absoluto.

A princípio, o combate principal do evento seria válido pelo cinturão interino da divisão até 65,8 kg. Agora, mesmo pesando 67,1 kg, Pettis poderá subir no octógono, mas uma vitória não lhe dará o título provisório. A cinta só poderá ser dada ao seu rival. Se vencer, será apenas mais uma vitória em seu cartel. O problema é que a organização não terá muito o que fazer com esse resultado.

Pettis falhou na balança na última sexta | Crédito: Reprodução/Twitter

Pettis falhou na balança na última sexta | Crédito: Reprodução/Twitter

A lógica natural seria dar a oportunidade de o vencedor enfrentar José Aldo para tentar unificar os títulos. Mas como fazer isso com um cara que não conseguiu bater o peso, uma das principais obrigações dos lutadores profissionais? Pettis tem mais nome, já foi campeão e seria uma luta que agradaria aos fãs. Mas aceitar essa situação seria assumir (ainda mais) que o cinturão interino não vale nada para a organização e deixar claro que, desta vez, estava em jogo só para salvar um evento pay-per-view.

Por isso, a situação mais confortável seria torcer por uma vitória de Max Holloway, o que manteria a divisão “organizada”. O havaiano conquistaria o título interino e, automaticamente, já estaria na rota de José Aldo, evitando qualquer saia justa em uma decisão que certamente seria contestada por muita gente (seja lá qual fosse).

Max Holloway está com nove vitórias seguidas no UFC | Crédito: Gary A. Vasquez/USA TODAY Sports

Max Holloway está com nove vitórias seguidas no UFC | Crédito: Gary A. Vasquez/USA TODAY Sports

Com nove vitórias seguidas, Holloway não só é merecedor como também é o lutador com a maior sequência de triunfos na organização sem uma oportunidade de disputar um cinturão. O havaiano, no entanto, teve paciência, soube esperar sua vez e evitou criticar a organização por essa demora.

“É uma situação um pouco estranha, mas eu sou um lutador e pago apenas para lutar. Agora vou ter minha oportunidade de lutar pelo título, poder conquistar meu cinturão e, então, irão me olhar com outros olhos. Meu trabalho é apenas lutar e tento manter meu foco nisso. É isso que tenho feito nos últimos anos”, disse em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

E, por pouco, o havaiano não precisou esperar mais um tempo. A princípio, o combate entre Pettis e Holloway seria apenas o segundo mais importante da noite, mas uma lesão fez tudo mudar. E a culpa foi toda de Daniel Cormier. Não entendeu? Nós explicamos.

Cormier abandonou UFC 206 | Ethan Miller/Getty Images

Cormier abandonou UFC 206 | Ethan Miller/Getty Images

O atual campeão dos meio-pesados estava escalado para defender seu cinturão contra Anthony Johnson. Porém, faltando 15 dias para o evento, Cormier revelou uma lesão e foi retirado do card. O UFC, então, ficou em uma sinuca de bico. Como a edição é numerada, ou seja, com vendas de pay-per-view, era preciso que a principal luta da noite fosse de cinturão.

Nesta altura, não existiam muitas opções. E a organização optou pela mais “fácil”. Como já havia prometido, tiraram o cinturão dos penas de Conor McGregor, que hoje é apenas campeão dos leves (até 70,3 kg), e declararam José Aldo como campeão absoluto. Assim, deixaram vago o título interino para colocar em jogo neste sábado, na disputa entre Pettis e Holloway, mas que agora só vale para o segundo.

Pettis, ao contrário de Holloway, vive um de seus piores momentos no UFC. Depois de perder o título dos leves para Rafael dos Anjos, Showtime ainda foi derrotado por Eddie Alvarez e Edson Barboza. Com uma inédita série de três fracassos seguidos na carreira, ele decidiu descer de categoria, onde estreou com uma vitória por finalização sobre Charles do Bronx – a última vez em que subiu em um octógono.

Quando perguntado se achava justa a decisão tomada de já dar uma nova chance de cinturão a Pettis, Holloway demonstrou um certo incomodo, mas entendeu a posição do UFC. “Sabe… São assim que as coisas são… Eu só posso dizer que estou agradecido pela oportunidade. Ele é um ex-campeão e é uma coisa que faz sentido (dar essa oportunidade). Estou feliz e não vejo a hora de entrar no octógono e mostrar ao mundo quem é Max Holloway”, opinou antes de saber que Pettis não bateria o peso.

Anthony Pettis venceu Charles do Bronx em sua última luta | Crédito: Darryl Dyck/The Canadian Press

Anthony Pettis venceu Charles do Bronx em sua última luta | Crédito: Darryl Dyck/The Canadian Press

Confira o card completo do UFC 206:

CARD PRINCIPAL
Max Holloway x Anthony Pettis (peso-pena)
Donald Cerrone x Matt Brown (peso-meio-médio)
Cub Swanson x Doo Ho Choi (peso-pena)
Tim Kennedy x Kelvin Gastelum (peso-médio)
Jordan Mein x Emil Meek (peso-meio-médio)

CARD PRELIMINAR
Nikita Krylov x Misha Cirkunov (peso-meio-pesado)
Olivier Aubin-Mercier x Drew Dober (peso-leve)
Valerie Letourneau x Viviane Sucuri (peso-palha)
Mitch Gagnon x Matthew Lopez (peso-galo)
John Makdessi x Lando Vannata (peso-leve)
Jason Saggo x Rustam Khabilov (peso-leve)
Zach Makovsky x Dustin Ortiz (peso-mosca)

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Como fica a vida dos brasileiros após o UFC Nova York
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UOL Esporte

UFC 205: Weigh-ins

Por Rodrigo Garcia

O UFC 205 entrará para a história da organização como um dos principais eventos já realizados por Dana White e sua equipe. O fato de ser o primeiro evento em Nova York após anos de proibição, além de ter como sede o lendário Madison Square Garden, já dava pinta de que a noite de 12 de novembro seria especial e ficaria na memória dos fãs de MMA.

Entretanto, se o show proporcionado pelo UFC agradou público e a própria organização, o sentimento foi proporcionalmente inverso para os principais brasileiros com chance de disputarem (ou confirmarem, no caso de Aldo) cinturões da organização. Além do manauara, Ronaldo Jacaré e Demian Maia acabaram ficando mais distantes do título com os resultados da noite.

José Aldo

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O caso de José Aldo é o mais enigmático. Após pedir aposentadoria e ver Dana White recusar seu pedido, o brasileiro voltou a treinar e, ao que tudo indica, apenas aguardava o desfecho de Eddie Alvarez X Conor McGregor para saber seu futuro. Se o irlandês tivesse sido derrotado, a tendência seria a revanche entre ele e o brasileiro para unificar o cinturão dos penas.

Após a contundente vitória de McGregor sobre Alvarez, o irlandês não anunciou o que faria de seu destino, apenas limitando-se a dizer que gostaria de descansar, já que será pai de seu primeiro filho. Dana White também não fez o lutador abdicar de um dos títulos como havia prometido, sob pretexto de deixar o campeão “curtir o momento”.

Com isso, resta aguardar para ver se McGregor finalmente defenderá seu cinturão do peso pena contra o brasileiro ou se preferirá continuar competindo entre os leves, travando ainda mais uma divisão que já tem Aldo como interino.

Ronaldo Jacaré

UFC Fight Night: Jacare v Camozzi

Ao aplicar uma excelente joelhada de encontro em Chris Weidman, Yoel Romero faturou não só o prêmio de melhor performance da noite, mas também a preferência em disputar o cinturão dos pesos médios contra Michael Bisping. Pelo menos quem indicou isso foi Dana White.

“Essa é a luta que faz sentido. Ele venceu o Chris Weidman hoje. Eu não sei quando esta luta vai acontecer, mas é a luta”, declarou o mandatário, em entrevista coletiva após o evento.

Com isso, resta a Jacaré decidir seu futuro. Apesar da declaração de Dana, e das provocações trocadas por Michael Bisping e Yoel Romero após a luta, o britânico não parece muito disposto a dar uma chance para o cubano após o postulante ao título ter sido flagrado em um exame antidoping.

Com Rockhold lesionado e Weidman vindo de derrota, restam poucos nomes na divisão para Bisping. Caso o britânico tenha que lutar contra Romero, Jacaré terá que aceitar uma luta de menos apelo ou aguardar até a recuperação de Rockhold para reeditar o duelo cancelado. A esperança é que Bisping consiga impor sua vontade mais uma vez e escolha o brasileiro como rival, por quem vem sendo constantemente provocado.

Demian Maia

UFC 194: Maia vs. Nelson

Por fim, Demian Maia tem mais motivos para lamentar do que Jacaré. Após ver Thompson receber o title shot, o brasileiro esperava ser o próximo a enfrentar o vencedor da batalha contra Tyron Woodley. Contudo, o empate majoritário que decretou o destino do cinturão fez com que o brasileiro fosse atingido por um daqueles raros golpes do destino.

“(Os juízes) Tentaram deixar os resultados totalmente certos. Você não quer estragar tudo. Olhe aquela luta, eu achei ela parelha até o final do quinto round. Acho que a revanche (é o que acontecerá). Foi um empate, a luta foi ridícula, a melhor da noite. Vamos fazê-la de novo” afirmou Dana.

Porém, o mandatário não esqueceu da situação do brasileiro. Ao ser questionado sobre o veterano, Dana ressaltou ele estava presente no ginásio e que poderia decidir o que fazer em relação ao seu futuro.

“Demian estava aqui, ele poderá decidir se aguardará o próximo title shot ou se lutará com alguém.”

Agora, Demian precisará tomar uma decisão importante: aguardar e correr o risco de ver Conor McGregor desafiar Woodley, algo que já tem sido ventilado, ou enfrentar outro lutador da divisão para manter-se ativo. Um nome interessante seria Robbie Lawler, que desistiu da revanche contra Woodley para descansar após perder o título da divisão, e atualmente está sem nenhuma luta prevista. Uma vitória sobre o ex-campeão poderia credenciar, de vez, Demian como favorito ao posto tão desejado.


McGregor aposta alto em NY em última queda de braço com o UFC
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UOL Esporte

Eddie Alvarez pode acabar com reinado de McGregor | Crédito: Michael Reaves/Getty Images

Eddie Alvarez pode acabar com reinado de McGregor | Crédito: Michael Reaves/Getty Images

Por Guilherme Dorini

Depois de muita polêmica (e trash talk), Conor McGregor conseguiu o que queria. Mesmo contra a vontade de Dana White, que havia declarado que gostaria de ver uma revanche entre ele e José Aldo na época, o irlandês falastrão decidiu apostar alto e, mais uma vez, ganhou a queda de braço com a organização. A alta aposta no UFC Nova York, que acontece neste sábado, no entanto, pode ter sido a última vez que o atual campeão dos penas deu as cartas no UFC.

Não que Nate Diaz não seja um bom lutador, mas, desta vez, a pedreira será bem maior para McGregor. O irlandês tentará algo inédito no UFC: ser o campeão linear simultaneamente de duas categorias diferentes da organização. Para isso, terá que superar o experiente Eddie Alvarez, que conquistou o cinturão dos leves (até 70,3 kg) após surpreender o mundo com um rápido nocaute sobre o brasileiro Rafael dos Anjos.

Alvarez é muito mais atlético que Diaz, e isso pode ser um problema para McGregor. Repetir a queda de ritmo e desempenho durante o combate, o que aconteceu em suas duas últimas lutas, pode ser fatal ao irlandês.

Alvarez e McGregor farão luta principal em Nova York | Michael Reaves/Getty Images

Alvarez e McGregor farão luta principal em Nova York | Michael Reaves/Getty Images

Apesar de concentrar grande parte de seu jogo em pé – é especialista em boxe, abusa da trocação na curta distância e tem um queixo duro -, Alvarez também tem seus truques no chão. Não é tão conceituado quanto Diaz neste quesito, mas, por exemplo, enquanto estava no Bellator (onde também foi campeão dos leves), venceu por finalização em cinco de dez lutas, variando entre mata-leão e guilhotina.

E por que essa pode ter sido a última queda de braço vencida por McGregor? Simples. Após apresentar este cenário, percebemos que uma derrota do irlandês pode ser considerada completamente normal. E, com um revés, ele ficará (quase) sem escolhas no UFC.

Em caso de derrota, Conor não terá mais argumentos para fugir da revanche com José Aldo e terá que voltar ao penas, categoria que “paralisou” ao se aventurar em outras divisões (lutou nos meio-médios com Diaz e agora está nos leves). Uma última opção seria abandonar o cinturão e começar um novo caminho em uma nova categoria, o que daria muito mais trabalho ao irlandês.

CONFUSÃO EM ÚLTIMA ENTREVISTA

McGregor tenta acertar cadeira em Alvarez | Crédito: Michael Reaves/Getty Images/AFP

McGregor tenta acertar cadeira em Alvarez | Crédito: Michael Reaves/Getty Images/AFP

Na quinta-feira (10), na última entrevista coletiva do evento, McGregor deu mais um show. Além de chegar (mais uma vez) atrasado, “roubou” o cinturão de Eddie Alvarez, que havia se retirado até o irlandês aparecer, e até tentou jogar uma cadeira no norte-americano – só não conseguiu porque foi contido por seguranças e Dana White.

McGregor após "roubar" cinturão de Alvarez | Crédito: AP/Julio Cortez

McGregor após “roubar” cinturão de Alvarez | Crédito: AP/Julio Cortez

“Ei, cadê o meu adversário? Cadê ele? Honestamente, eu sou metade irlandês. Então, estou desapontado pelos irlandeses nesse momento pelo seu representante. Onde está ele? Eu não sei o que vou fazer. Eu nem tenho um oponente. Quer saber, quando ele vier, vocês podem me ligar”, afirmou Alvarez, filho de mãe irlandesa, antes de abandonar o salão.

“Eu não ligo para p*** nenhuma que o Alvarez falou. Quem liga? Nós irlandeses estamos de volta. Sem eu nada disso acontece. Quero todos os cinturões”, gritou para o público McGregor ao chegar na entrevista coletiva.

Perguntado sobre sua expectativa para a luta, McGregor deu uma resposta típica. “Minha expectativa é que vou reconfigurar a cara dele. Ele é facilmente atingido, especialmente por alguém com a minha precisão. Talvez ele sobreviva, mas a cara dele vai ser reconfigurada”.

COMO ASSISTIR?

Por conta do fuso horário, o evento começará a partir de 22h (de Brasília), sendo seis lutas no card preliminar. O card principal, com os melhores duelos da noite, começa mais tarde do que o usual, 1h já de domingo, com cinco confrontos de tirar o fôlego, sendo três disputas de cinturão. No Brasil, o UFC 205 só poderá ser visto pelos assinantes do canal Combate, ou para que adquirir o pay-per-view da atração. Você também pode acompanhar todos os lances no Placar UOL Esporte.

Confira todas as lutas do UFC 205, em Nova York:

CARD PRINCIPAL
Eddie Alvarez x Conor McGregor (cinturão dos pesos-leves, até 70,3 kg)
Tyron Woodley x Stephen Thompson (cinturão do peso-meio-médio, até 77,1 kg)
Joanna Jedrzejczyk x Karolina Kowalkiewicz (cinturão do peso-palha, até 52 kg)
Chris Weidman x Yoel Romero (peso-médio, até 83,9 kg)
Miesha Tate x Raquel Pennington (peso-galo, até 61,2 kg)

CARD PRELIMINAR
Frankie Edgar x Jeremy Stephens (peso-pena, até 65,8kg)
Khabib Nurmagomedov x Michael Johnson (peso-leve, até 70,3 kg)
Rafael Sapo x Tim Boetsch (peso-médio, até 83,9 kg)
Vicente Luque x Belal Muhammad (peso-meio-médio, até 77,1 kg)
Thiago Pitbull x Jim Miller (peso-casado, até 73,9kg)
Liz Carmouche x Katlyn Chookagian (peso-galo, até 61,2 kg)

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Como card principal do UFC NY deve definir futuro de brasileiros
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UOL Esporte

MONTAGEM2

Demian, Jacaré e Aldo terão seus futuros definidos após o UFC 205

Por Rodrigo Garcia

O UFC 205, que acontece neste sábado (12), no Madison Square Garden, em Nova York, promete ser um dos maiores eventos do ano por uma série de fatores: o retorno do MMA ao estado norte-americano após anos de proibição e três disputas de cinturão, sendo uma delas a chance de um atleta tornar-se o primeiro campeão em duas divisões diferentes.

E apesar de ter três brasileiros escalados para o card (Vicente Luque, Rafael Natal e Thiago “Pitbull” Alves), os atletas nacionais mais interessados no evento não se apresentarão. Com diversas lutas por cinturão e atletas bem ranqueados se apresentando, a tendência é que os rumos de diversas divisões sejam definidos neste sábado, e isso afetará diretamente alguns brasileiros.

Eddie Alvarez X Conor McGregor

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A principal luta da noite é também a mais aguardada por lutadores dos pesos pena e leve. Com a controversa decisão do UFC de permitir que Conor McGregor tentasse conquistar o cinturão da divisão dos leves mesmo sem ter defendido o título dos penas, ambas as divisões ficaram em uma espécie de limbo até a definição do confronto.

Nos penas, José Aldo, que detém o cinturão interino da divisão, aguarda o desfecho do confronto para decidir seu futuro. Mesmo após anunciar sua aposentadoria, em um claro protesto à decisão do UFC, o atleta voltou atrás e cogita voltar a competir pela organização. Após uma reunião com Dana White e os novos donos da organização, Dedé Pederneiras, treinador do brasileiro, indicou que o plano de aposentadoria foi abandonado. O próprio Aldo indicou que poderia voltar a lutar, mas apenas por “muito dinheiro”.

Já na divisão dos leves, a luta perdeu um pouco do apelo para os brasileiros após a derrota de Rafael dos Anjos para Tony Ferguson. O ex-campeão apostava em um triunfo sobre o norte-americano para ter a oportunidade de retomar seu título contra o vencedor do confronto. Mas, com a derrota por decisão unânime, o brasileiro acabou vendo seu algoz passar à frente na fila pelo title-shot.

Khabib Nurmagomedov, que havia sido cogitado como adversário de Eddie Alvarez antes da entrada de McGregor no card, também se apresentará na noite, contra Michael Johnson, e buscará uma vitória para tentar “furar a fila” da divisão e enfrentar o vencedor do principal duelo da noite.

Tyron Woodley X Stephen Thompson

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A disputa de cinturão do peso meio-médio afeta diretamente o destino de Demian Maia. O veterano brasileiro acumula sequência de seis vitórias e era o mais cotado para disputar o cinturão de Woodley. Entretanto, Thompson também tinha bom histórico na organização e acabou escolhido para tentar o título.

Agora, Demian aguarda o vencedor do confronto para saber se receberá a tão sonhada chance de conquistar um título do UFC. Como não atua desde agosto deste ano, o brasileiro poderá ter que fazer mais uma luta antes de receber o title-shot, especialmente se o vencedor do duelo deste sábado acabar recebendo uma longa suspensão médica.

Chris Weidman X Yoel Romero

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A luta entre Chris Weidman e Yoel Romero não vale cinturão, mas está diretamente ligada ao título dos médios. O embate seria a primeira “semifinal” planejada pelo UFC para definir o próximo desafiante do campeão Michael Bisping. A outra semifinal, que seria entre Luke Rockhold e Ronaldo Jacaré, acabou cancelada após o norte-americano sofrer uma lesão.

Com isso, o duelo deste sábado passa a ser de suma-importância para Jacaré. Caso Weidman tenha uma atuação de destaque contra Romero, existe a possibilidade de o UFC dar ao ex-campeão a chance de retomar seu cinturão. Desta forma, Jacaré precisaria aguardar mais um tempo pela oportunidade de conquistar o título.

No entanto, uma derrota de Weidman poderia colocar o brasileiro na disputa de cinturão, já que Bisping indicou não querer enfrentar Romero por conta de seu histórico envolvendo uso de substâncias ilícitas.

Uma terceira possibilidade, mais remota, seria o UFC agendar diretamente o duelo entre Jacaré e Bisping. Contudo, o britânico tem evitado enfrentar o brasileiro, já que Jacaré é o atleta mais dominante da divisão e merecedor da disputa de cinturão há tempos. Após anos buscando o título, Bisping tem tentado escolher as lutas que lhe seriam mais fáceis e poderiam render bons pagamentos. ​