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Arquivo : junho 2015

Top 5: Os mais velhos lutadores do UFC
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UOL Esporte

Damos seguimento à série de “Top 5″s do blog. E, para pegar carona no assunto do próximo fim de semana, com o UFC desembarcando em Nova Orleans, é hora de falar dos vovôs da organização.

Se nas listas anteriores prezamos por dar opinião e classificar melhores nocauteadores, finalizadores, chutadores e outros aspectos, desta vez a coisa é simplesmente matemática. Você sabe quem são os cinco mais velhos lutadores em atividade? Aí abaixo vai a lista.

E o líder é justamente o protagonista deste UFC: Dan Henderson. O vovô – que vem em uma fase tenebrosa que mostra que ele realmente NÃO envelheceu como um bom vinho – pega Tim Boetsch.

Levantar estes dados também foi legal para poder registrar alguns recordes:

Randy Couture foi o campeão mais velho do UFC. Aos 43 anos, ele conquistou o cinturão dos pesados, vencendo Tim Sylvia no UFC 68; aos 44 anos, defendeu o título; e, já sem o status de campeão, foi o mais velhos a vencer uma luta na organização, aos 47 anos.

Untitled– O lutador mais velho a pisar no UFC tinha 51 anos quando o fez. Ele é Ron Van Clief e seu combate foi em dezembro de 1994, na quarta edição do evento. É a única luta de MMA no cartel do artista marcial e ator, e ele durou 3min49s antes de cair num mata-leão de Royce Gracie.

Agora sim, a lista:


5. Quem: Mirko Cro Cop
Idade:
40 (nascimento: 10/09/1974)
A quantas anda: Um dos retornos mais estranhos de um veterano ao UFC, Cro Cop pavimentou sua volta à organização pela necessidade de ídolos europeus. O Ultimate estreou na Polônia em abril e ele protagonizou a noitada numa revanche contra Gabriel Napão. E se deu bem. Depois de apanhar por dois rounds, virou a luta e nocauteou. De desacreditado, passou a ser um lutador com três vitórias seguidas, todas por nocaute, e certamente será usado em grandes eventos, ganhando fôlego para lutar por um bom tempo.

4. Quem: Anderson Silva
Idade: 40 anos (nascimento: 14/04/1975)
A quantas anda: Nem a primeira derrota, nem a fratura na perna contra Weidman pararam Anderson Silva. E, pelo jeito, nem uma suspensão por doping o forçará a se aposentar. O Spider não só quer voltar a lutar, como pediu para enfrentar de novo Nick Diaz – o rival que teria vencido, não fosse o caso de doping alterar o resultado – e ainda está tentando voar fora do UFC, com seu projeto de lutar taekwondo nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Pelo jeito, ainda teremos Anderson por um bom tempo no Ultimate.


3. Quem: Mark Hunt
Idade:
41 anos (nascimento: 23/03/1974)
A quantas anda: O neozelandês viveu um “conto de fadas” muito tarde na carreira. Considerado velho e derrotado no Pride, acabou exigindo do UFC que cumprisse seu contrato após a compra do evento japonês e embalou. Virou um grande nome dos pesados e até disputou o cinturão interino com Werdum. Mas, a fase já não é tão boa, já que perdeu sua segunda seguida, por nocaute, para Stipe Miocic.

2. Quem: Anthony Perosh
Idade:
42 anos (nascimento: 05/10/1972)
A quantas anda: Mais desconhecido da lista, Perosh está na cota dos australianos – e deveria ser um ídolo para chamar atenção da torcida nos eventos por lá. Mas, falta talento. Ele perdeu três das suas últimas cinco lutas, sendo a última para o zé-ninguém Sean O’Connell. Apesar de ser o segundo desta nossa lista, não deve durar muito mais tempo nela.


1. Quem: Dan Henderson
Idade:
44 anos (nascimento: 24/08/1970)
A quantas anda: É sempre complicado ver um lutador com o talento de Dan Henderson envelhecer e, aos poucos, definhar. O cara que já nocauteou Michael Bisping com um dos socos mais brutais do UFC, que bateu Fedor Emelianenko, que disputou cinturão com Anderson e que teve grandes combates no Pride já não é o mesmo. Henderson ainda tem lampejos de brilho, como em sua vitória de virada contra Maurício Shogun. Mas desde fevereiro de 2013, essa foi a exceção. Fora este triunfo, perdeu para Lyoto Machida, Rashad Evans, Vitor Belfort, Daniel Cormier e Gegard Mousasi. Para sábado, em luta de pesos médios contra Tim Boestch, ele não fala em parar. Mira uma vitória e o retorno à fila do cinturão. A tarefa é dura, mas o vovô não quer perder o título que ele já tem: o de lutador mais velho em atividade no UFC. Para isso, melhor vencer, para não perdê-lo à força…

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Campeão de GPs do UFC, Mark Kerr admite uso pesado de doping
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“Na minha primeira luta, no Brasil (em 1997), eu usava um pouco de anabolizantes. Quando entrei no UFC, eu pensei em subir mais um degrau. Eu estava pesando, provavelmente, 125 kg, com 5% de gordura corporal. Eu poderia levantar um pequeno carro com as pernas e fazer agachamentos com uma pequena casa. Era um total exagero”.

É assim que Mark Kerr fala de seu abuso de anabolizantes. O norte-americano, hoje com 46 anos, foi astro no Pride e venceu GPs dos pesos pesados do UFC duas vezes, em 1997. Aposentado, agora ele admite ter feito uso pesado de doping na carreira, com as organizações para quem trabalhou fazendo vistas grossas a este fato.

Este é Mark Kerr hoje. Ele está aposentado desde 2009 e atualmente vende carros

Este é Mark Kerr hoje. Ele está aposentado desde 2009 e atualmente vende carros, mas passou por maus bocados por conta do vício e chegou a ficar duas semanas morando em um carro quando deixou a reabilitação

Kerr começou sua carreira no wrestling (luta olímpica) e diz que sempre competiu limpo. Quando mudou para o vale-tudo, acabou caindo para o lado das trapaças.

“Eu acho que parte de mim estava com um pouco de medo por não saber o que aconteceria (no MMA)”.

Os relatos impressionantes de Kerr – que fazem coro a outras acusações do tipo – são em relação ao Pride. No vídeo, ele também falou do uso de cocaína e de medicamentos como Vicodin, que levaram sua carreira a acabar em 2009, com cinco derrotas seguidas e um total de 15 triunfos, 11 reveses e um no contest.

“Eu acho que o Pride só queria o produto finalizado. Eles nunca ligaram para como acontecia. Só ligavam para você parecer bem. Eles queriam que você atuasse bem, mas não ligavam se você tomava X, Y ou Z para entrar no ringue. Nunca me perguntaram por que minha pressão sanguínea era tão alta. Eles queriam o produto final. Era isso”.


Anderson nega ter provocado Vitor Belfort e diz que torceu por brasileiro
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anderson

Anderson Silva explicou neste domingo (24) uma polêmica que surgiu após uma postagem dele no Instagram. Poucos minutos após Vitor Belfort ter sido dominado no chão por Chris Weidman e acabar nocauteado, Anderson publicou na rede social um vídeo treinando jiu-jítsu com Ramon Lemos, com ele estando por baixo.

O ex-campeão dos médios não citou Belfort na postagem, mas muitos internautas especularam que o vídeo fosse uma provocação a Belfort. Na tarde deste domingo, porém, Anderson garantiu não ter feito a postagem de propósito e afirmou que sequer assistiu à disputa de cinturão entre Weidman e Belfort.

“Não to [sic] fazendo mal e nem falando de ninguém, eu posso postar o que eu quiser na minha rede social, pra [sic] falar a verdade eu nem assisto as lutas do UFC exceto quando estou me preparando para lutar ou quando algum irmão de treino vai lutar”, esclareceu Anderson.

“Acho que tem muito equivocado falando besteira, garanto que a maioria que vem aqui criticar nunca foi bem sucedido em nada na vida e se foi não é feliz. Nunca falei nada mas tem uma minoria que acusa, crítica [sic] e que talvez não tenha noção do que é o esporte MMA. Se os entendidos que tão falando um monte de bobagem fizerem uma busca rápida em minhas entrevistas, vão ver que sempre falei que o cinturão era um patrimônio brasileiro e que independe [sic] de com quem estivesse, estando aqui no Brasil eu estaria feliz”, escreveu.

Anderson Silva afirmou ainda que torceu por Belfort, e comentou seu caso após ter sido flagrado em exames antidoping. “Vou repetir, eu não vi a luta e se vocês querem saber se eu estava torcendo para o Vitor é claro que sim, pois ele estava la [sic] representando o Brasil, então por favor parem de falar besteira. Quanto ao meu caso de doping estou aguardando a comissão e meus advogados. Não sou trapaceiro e nunca tive corpo de bombado [sic]”.


Game simula lutas de cinturão do UFC 187. Veja o que ele espera de Belfort
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Enquanto o UFC 187 não acontece, uma das formas de aquecer os motores é no videogame. E, como é tradicional, a organização fez uma simulação das principais lutas da noitada deste sábado, em Las Vegas. Para o computador, as coisas não vão acabar bem para Vitor Belfort.

A simulação (veja no vídeo acima) foi feita no “EA Sports UFC”, jogo lançado em 2014 e o primeiro do evento de MMA em parceria com a marca, famosa pelos games esportivos.

É claro que o game leva em conta as habilidades de cada lutador – como a força de Vitor na trocação ou o talento de Weidman no wrestling. Na hora da simulação, o campeão, que é favorito nas casas de apostas dos EUA, leva a melhor, com um nocaute. Há também o combate entre Anthony Johnson e Daniel Cormier (veja no vídeo quem leva a melhor).

Serviço – O UFC 187, com suas duas disputas de cinturão em Las Vegas, começa às 19h30 (de Brasília), com as sete lutas do card preliminar. O card principal está marcado para as 23h, com cinco lutas, sendo Chris Weidman x Vitor Belfort a penúltima, seguida por Anthony Johnson x Daniel Cormier. O Placar UOL acompanha todos os momentos do evento. O canal pago Combate faz a transmissão ao vivo, e a Rede Globo terá as principais lutas em VT, com o habitual atraso, previsto no contrato com o UFC.

Card principal
Meio-pesado (cinturão): Anthony Johnson x Daniel Cormier
Médio (cinturão): Chris Weidman x Vitor Belfort
Leve: Donald Cerrone x John Makdessi
Pesado: Travis Browne x Andrei Arlovski
Mosca: Joseph Benavidez x John Moraga

Card preliminar:
Mosca: John Dodson x Zach Makovsky
Meio-médio: Dong Hyun Kim x Josh Burkman
Médio: Uriah Hall x Rafael Natal
Palha feminino: Rose Namajunas x Nina Ansaroff
Meio-médio: Mike Pyle x Colby Covington
Leve: Islam Makhachev x Leo Kuntz
Mosca: Justin Scoggins x Josh Sampo


Outra zebra! Brasileira finaliza campeã e país fatura 3º cinturão feminino
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UOL Esporte

O Brasil consolidou sua posição de maior campeão do evento Invicta FC, exclusivamente de MMA feminino, com mais uma vitória surpreendente nesta sexta-feira. Depois de Herica Tibúrcio ter se sagrado campeã peso átomo, em dezembro, agora foi Livia Renata Souza quem surpreendeu. Azarão contra a campeã Katja Kankaanpaa, ela conseguiu uma finalização no quarto assalto para tomar seu título da categoria palha.11160620_849764678449574_1664352946949541075_o

Com o resultado, Livia se junta a Hérica e a Cris Cyborg (peso pena). O Brasil tem três dos cinco cinturões do Invicta. Um está vago, no peso galo, e o outro é de Barb Honchak na divisão das moscas.

A brasileira precisou se superar para conseguir o triunfo e manter sua carreira invicta no MMA, chegando agora a oito vitórias. Katja, finlandesa, estava melhor no combate em todas as áreas, inclusive conseguindo montadas para castigar a brasileira.

Lívia mostrou cansaço, mas ainda oferecia perigo no chão, mesmo com as costas na lona. Foi com a oportunidade de encaixar um triângulo e ajeitar com paciência que ela construiu sua vitória, forçando a finlandesa a bater.

Como Herica Tibúrcio, Livia fez sua estreia no evento nesta sexta-feira, enquanto Katja já tinha três vitórias em quatro lutas pela organização.

A nerd Roxanne Modafferi, de quem falamos em outro post, acabou perdendo a revanche para Vanessa Porto. A brasileira venceu por pontos.

Conheça a campeã peso átomo Herica Tiburcio

Veja Álbum de fotos

Tags : invicta fc


Rafael dos Anjos dormiu no banheiro e matou aula para ser lutador
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Rafael dos Anjos pode chegar ao ápice de sua carreira neste sábado. Está em suas mãos – pés, joelhos e cotovelos – a chance de tomar o cinturão de Anthony Pettis e ser o primeiro brasileiro campeão dos leves do UFC. A jornada do lutador de Niterói é marcada pela determinação e a paciência. De um garoto apaixonado pelo jiu-jítsu a uma jornada de 17 lutas no UFC, até chegar ao cinturão, o desafiante teve altos e baixos – sendo o mais baixo deles dormir em um banheiro, quando ainda sonhava ser um lutador de sucesso.

Rodrigo de Souza, primo de Rafael, acompanhou de perto toda essa jornada. Rafael dos Anjos conheceu o jiu-jítsu pela proximidade com os netos de Orlando Barradas, um nome famoso na arte suave. Como havia um tatame na casa dos garotos, aprender os movimentos foi algo natural, e rapidamente o viciou.

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“O Rafael sempre foi uma criança agitada, cheia de energia. Às vezes ele dizia que ia para a escola, mas ia treinar. Minha tia achava que ele estava indo estudar, mas ele não tinha muito compromisso com isso. Já no jiu-jítsu, se tivesse uma placa de funcionário do mês, ele estaria todo mês nela”, conta Rodrigo.

Às vezes o garoto ia a pé para os treinos, e quando chegava lá ainda tinha de medir forças com caras mais fortes e mais graduados. Os combates dentro da academia incluíam jiu-jítsu e tapas, e “a porrada comia”. Mesmo mais novo, magrinho, ele já acumulava suas vitórias.

O jiu-jítsu foi só sua introdução ao mundo das lutas, chegando ao MMA e estreando em 2004. E com derrota. Precisando ainda achar um sustento mais rentável, Rafael aceitou um convite para dar aulas da arte suave na Alemanha. Só não imaginava a roubada em que se meteria.

“Ele já era faixa preta e recebeu essa proposta. Chegou lá, mandou bem em um campeonato, mas na hora de se estabelecer, não era nada daquilo que falaram, o cara meio que enganou ele. Aí ele passou um perrengue lá, dormiu em banheiro de rodoviária e tudo”, relata o primo. “Depois que foi para Hamburgo melhorou um pouco, e ele juntou dinheiro para voltar ao Brasil, que foi quando começou a treinar com o Gordo (Roberto Corrêa de Lima).”

Essa fase marcou uma evolução importante tecnicamente e em termos de resultados. A deslanchada permitiu assinar contrato com o UFC, mas o começo não foi dos esperados – mais uma prova de que ele não teria nada fácil na vida. Rafael perdeu suas duas primeiras lutas, uma por nocaute, e só na terceira venceu.

O momento irregular durou até 2012, ano em que se mudou para os Estados Unidos. Sua melhor série no Ultimate tem 8 vitórias em nove lutas, e boa parte do crescimento do niteroiense vem da parceria com o técnico Rafael Cordeiro, que afiou sua trocação, acrescentando o muay thai como uma arma com que o lutador poderia, de fato contar. Os triunfos sobre Donald Cerrone, Nate Diaz e o nocaute no ex-campeão Ben Henderson comprovaram que ele estava pronto para a disputa de cinturão.

Agora, Rafael conta em entrevistas que fez uma de suas melhores preparações e mostra confiança em desafiar Pettis em todas as áreas, mesmo que o campeão seja um dos lutadores mais técnicos em pé.

A ‘chave mestra’

aaaRodrigo diz que a “chave mestra” que abriu as portas para o sonho de Rafael virar realidade foi conhecer Cristiane, sua mulher.

Em vídeo do UFC, Rafael conta que a primeira aproximação entre eles foi um tanto vexatória. Para ela. Cristiane estava trabalhando em um evento de MMA e, ao chamar os lutadores, ficou gritando por um tal de “Rafael dos Santos”. O erro acabou virando piada, e permitiu que eles se conhecessem.

“Ele tinha talento para ser lutador, e encontrou a chave mestra em quem poderia fazer isso acontecer”, explica o primo, sobre Cristiane ter ajudado também financeiramente e na ida da família para os Estados Unidos, em 2012. O casal tem um filho, que já vai ao tatame com o pai e sonha ser um policial ou um lutador do UFC.


Acha CR7 vaidoso? Campeão do UFC corta o cabelo três vezes por semana
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Anthony Pettis é um dos lutadores mais técnicos do UFC. E o campeão dos leves sabe que sua imagem não pode ser caprichada apenas no octógono. Em entrevista ao UFC, ele falou de sua vaidade, que chega a “níveis Cristiano Ronaldo” de manifestação. Dúvida? Bom, ele corta o cabelo três vezes por semana, para se ter uma ideia.

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O norte-americano tem um visual bem próprio e aposta em um corte bem curto, com algumas linhas e detalhes, digamos, estilosos. Mas, para manter o penteado em dia, ele precisa voltar à cadeira da barbearia bem mais do que o comum.

“Eu costumo dar um tapa no meu cabelo três ou quatro vezes na semana. São geralmente dois cortes e um ‘alinhamento'”, detalhou ele, que em entrevista ao UOL Esporte mostrou estar um tanto de “salto alto” antes de colocar seu cinturão em jogo contra Rafael dos Anjos, neste sábado.

“Você tem que se manter bonitão”, completou o vaidoso lutador. Vale lembrar que ele não é o único marmanjo do MMA que gosta de cuidar da beleza. Anderson Silva sempre foi um defensor de “creminhos” para se manter cheiroso, mesmo em meio ao ambiente de suor da academia.

O UFC 185 será realizado em Dallas, e tem início às 19h30 deste sábado. O card principal está marcado para a meia-noite, e ainda tem outra disputa de cinturão. No peso mosca feminino, a campeã Carla Esparza encara a polonesa Juliana Joanna Jedrzejczyk.


UFC reserva data para evento de gala em NY. Qual superluta você pediria?
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Sonho antigo do UFC, entrar em Nova York parece estar mais perto do que nunca. Nesta semana, o presidente da organização, Dana White, mostrou confiança que o estado vai derrubar o veto para eventos profissionais de MMA e confirmou que já há uma data reservada no fim de 2015 no tradicionalíssimo Madison Square Garden para receber uma noitada.

Uma das notícias animadoras para o UFC foi que o principal opositor à retirada do veto foi preso nos Estados Unidos. Sheldon Silver é acusado de corrupção e foi detido e, sem sua presença, o Ultimate vê maiores chances de conseguir vitória em sua causa.

A disputa é de longa data, porque Silver e um grupo de investidores é adversário comercial dos irmãos Fertitta, donos do UFC e também de uma série de cassinos. “Agora ele tem maiores problemas que o UFC. Espero que possamos passar. Não quero parecer arrogante, mas estamos confiantes, muito confiantes que vai acontecer”, disse Dana White.
Se o Ultimate conseguir fazer sua estreia no Madison Square Garden, é de se esperar que uma superluta – ou até mais de uma sejam colocadas como atrações principais em Nova York. Aproveitamos então para viajar no assunto e imaginar: quais dessas lutas você gostaria de ver num evento deste porte?

Jon Jones x Cain Velásquez:
O campeão dos meio-pesados, Jon Jones, é um cara grande para sua categoria e a cada luta deixa mais certa sua intenção de ir para a divisão de cima ou fazer superlutas. Neste momento, isso significaria pegar o campeão dos pesos pesados, Cain Velásquez, que tem poucos rivais pela frente. No momento, Jones tem compromisso com Anthony Johnson, em maio, e Velásquez unifica cinturões com Fabricio Werdum em junho.

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Anthony Pettis x José Aldo:
Esta luta já poderia ter saído, mas Pettis se machucou e não pôde lutar no Rio. Agora, com os dois com cinturões de suas categorias, o apelo é ainda maior. Isso, claro, desde que Aldo vença em julho a sensação Conor McGregor, e que Pettis defende seu título contra Rafael dos Anjos, neste sábado.

Ronda Rousey x Cris Cyborg:
Essa superluta feminina só não sai – de acordo com lutadoras e UFC – por conta do peso. Cyborg não consegue descer à categoria de Ronda. Mas será que a campeã peso galo do Ultimate não aceitaria, enfim, encarar a brasileira uns poucos quilinhos acima se o apelo fosse o de lutar no Madison Square Garden, em um palco dos sonhos para a organização?

Brock Lesnar x Frank Mir:
Não chega a ser uma superluta, em termos de categorias, mas sim no tamanho da rivalidade. Esses caras se enfrentaram duas vezes. Na primeira deu Mir, em 2008. Na segunda, Lesnar nocauteou no UFC 100, valendo o cinturão. O problema é que a volta de Lesnar ao MMA – deixando de lado o telequete -, é uma novela. O UFC sonha em voltar a contar com ele e, em NY, teria dinheiro e exposição para atrair o gigante.

Jon Jones x Chris Weidman:
Não parece uma luta provável, certo? Mas Weidman e Jones são dois caras que representam Nova York, e quer propaganda melhor que os lutadores da casa se enfrentando? Caso passe por Vitor Belfort, Weidman terá provado mais uma vez seu potencial, enquanto Jones está sempre buscando novos desafios, já que no meio-pesado ele bateu todo mundo que teve pela frente como campeão.

Demetrious Johnson x TJ Dillashaw:
Esta é entre os levinhos. Demetrious é campeão peso mosca e é totalmente dominante com seu cinturão. Não há rivais para batê-lo e ele praticamente varreu a categoria. Então, o campeão dos galos, TJ Dillashaw, está se oferecendo para descer e fazer uma superluta com o “Mighty Mouse”. Dillashaw, no entanto, precisa se medir com Renan Barão, em revanche que vale o cinturão, marcada para o UFC 186, em abril.


Erick Silva ganha rival de última hora e pega veterano polêmico no UFC Rio
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O brasileiro Erick Silva quase ficou sem luta, mas o UFC conseguiu encontrar um rival de última hora e salvou uma das principais lutas da edição que acontece no Rio de Janeiro no próximo dia 21 de março. E ele encara um veterano de “firma”: Josh Koscheck. O norte-americano lutou no último dia 28, mas aceitou o sacrifício – ainda que o ex-campeão dos leves, Benson Henderson, tenha se oferecido ao Ultimate no sábado, via Twitter.

A luta faz parte do card principal da noitada que acontecerá no ginásio do Maracanãzinho e será a penúltima da noite, antes do veterano Demian Maia encarar Ryan LaFlare. Ambos os combates são da categoria meio-médio, sendo que Erick tinha como rival original Ben Saunders.

Erick Silva vem em momento de recuperação no UFC. Aos 30 anos, ele foi cotado como uma das principais revelações do Brasil nos últimos anos, mas perdeu importantes combates contra Dong Hyun Kim e Matt Brown. Em seu último combate, bateu Mike Rhodes, por finalização.

Já Koscheck é um velho conhecido do público de MMA. Participante do primeiro The Ultimate Fighter, nos EUA, ele foi um dos lutadores mais polêmicos do reality show e, em sua longa carreira no UFC, é bastante irregular.

O norte-americano fez lutas contra grandes nomes e chegou a ser desafiante ao cinturão, mas perdeu para Georges St-Pierre. Agora, a fase é terrível: são quatro derrotas seguidas, para Johny Hendricks, Robbie Lawler, Tyron Woodley e Jake Ellenberger. Em sua defesa, Koscheck pode alegar que todos esses quatro rivais são do mais alto escalão da organização.

Na luta contra Ellenberger, há poucos dias, no UFC 184, Koscheck perdeu em uma finalização assustadora, em que começou a espumar pela boca antes de a luta ser encerrada.

O UFC Rio 6 sofreu com diversas lesões, e perdeu até sua luta principal nas últimas semanas. Raphael Assunção ia encarar Urijah Faber, mas teve de ser tirado do card por conta de uma lesão, e o UFC decidiu cortar Faber totalmente de uma luta no Brasil.


Lutador mostra por que nunca se deve desistir no MMA
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UOL Esporte

Lutadores, empresários e dirigentes gostam de dizer que “tudo pode acontecer” numa luta de MMA. E não é à toa. O francês Bandy Casimir mostra que, mesmo que você esteja sofrendo aquele atraso e apanhando à beça, um único golpe pode mudar tudo. (veja no vídeo em 1:25)

Este combate aconteceu no finzinho de janeiro, mas só seu vídeo apareceu. Casimir encarou Curtis Demarce pelo HKFC – School Of Hard Knocks 41 -, realizado no Canadá.

Demarce, lutador canadense, aplicava um longo castigo no começo do segundo round. Socos de todos os lados, com o rival francês só se defendendo. Golpes no corpo, na cabeça, e Casimir já parecendo se desequilibrar.

O fim pareceu próximo, Casimir chegou a ficar de lado, quase de costas. Mas surpreendeu: atacou o canadense com um soco rodado, de costas, e o único golpe potente que acertou levou Demarce a nocaute.

Ah, vale citar que quando falamos em não desistir, podemos falar também da carreira do francês. Ele vinha de SEIS derrotas consecutivas, e agora tem 20 vitórias e 11 derrotas.

Tags : nocaute