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Arquivo : setembro 2016

Quem salvará o UFC Nova York? McGregor, mais uma vez, aparece como solução
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Será que Dana White já está ligando para McGregor? | Crédito: Steve Marcus/Getty

Será que Dana White já está ligando para McGregor? | Crédito: Steve Marcus/Getty

Por Guilherme Dorini

Como já falamos nesta segunda-feira, apesar de começar a ganhar corpo, o UFC 205, em Nova York, ainda deixa a desejar. Faltando menos de dois meses para o tão esperado evento, a maioria das lutas anunciadas agradam um público muito específico, ficando longe do que os fãs globais esperavam para o grande retorno da organização ao estado. Mas para tudo há um jeito. Na sequência, tentamos mostrar quais são as opções de Dana White para não decepcionar os torcedores.

Futuro de Ronda no UFC ainda é incerto | Crédito: David Becker/Getty

Futuro de Ronda no UFC ainda é incerto | Crédito: David Becker/Getty

Existem grandes nomes do UFC que, independentemente da nacionalidade, são capazes de transformar um simples card em um grande evento para o mundo todo. São eles: Ronda Rousey, Jon Jones, Anderson Silva e Conor McGregor.

Os dois primeiros estão praticamente descartados. Apesar de muito especular-se que a ex-campeã dos galos poderia retornar ao UFC em Nova York, Dana White fez questão de negar a presença dela na edição de número 205. Jones é outro que está com o futuro indefinido após ser flagrado em um exame antidoping momentos antes do UFC 200, o que manchou (ainda mais) sua imagem com a organização.

Anderson Silva? Fez sua última luta justamente no lugar de Jon Jones, em julho deste ano, e seria um ótimo nome, mas, se olharmos para o histórico do brasileiro, nada leva a crer que aceitará mais uma luta em 2016 (ele também lutou, e perdeu, para Bisping em fevereiro). Spider já possui uma idade avançada – está com 41 – e não sabe o que é fazer mais de duas lutas no mesmo ano desde 2008, quando venceu Dan Henderson, James Irvin e Patrick Côté.

Histórico mostra que Spider não deve voltar ao octógono em 2016 | Crédito: Rey Del Rio/Getty

Histórico mostra que Spider não deve voltar ao octógono em 2016 | Crédito: Rey Del Rio/Getty

Então, como já perceberam, caímos mais uma vez nele: Conor McGregor. Além de ser um campeão europeu, o que aumenta o interesse dos torcedores do Velho Continente, o irlandês falastrão (e muito bom dentro do octógono) é um dos lutadores mais populares da atualidade e, apesar de ter lutado no final de agosto, deve estar disposto a fazer mais uma grana caso receba um convite de Dana White – para quem já deixou claro que poderia fazer quatro lutas por ano (fez apenas duas em 2016).

Uma das vantagens de escolher por McGregor é que ele pode flutuar pelas divisões, podendo defender seu cinturão contra José Aldo nos penas (mais difícil de acontecer, mas que agregaria muito público, inclusive o brasileiro), ou até mesmo uma superluta contra Eddie Alvarez, campeão dos leves.

Uma última opção, mas mais complicada, seria o retorno de Georges St-Pierre ao UFC. Além de ser canadense (novamente, traz um público diferente do norte-americano), foi um supercampeão da organização e não luta desde 2013, quando se afastou dos octógonos após uma vitória muito contestada sobre Johny Hendricks, o que despertaria muito mais curiosidade em uma possível volta. GSP já admitiu estar negociando seu retorno, e até reclamou da demora para isso acontecer, mas, infelizmente, não parece que esse acerto sairá a tempo de acontecer em Nova York.

GSP poderia ser solução para Nova York | Crédito: Rey Del Rio/Getty

GSP poderia ser solução para Nova York | Crédito: Rey Del Rio/Getty


UFC Nova York ganha corpo, mas agrada mais americanos do que público global
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Reprodução / UFC

Reprodução / UFC

Por Guilherme Dorini

O UFC começou a desenhar nesta última semana um dos cards mais importantes da história da organização. Após 21 anos, uma grande queda de braço e muito dinheiro envolvido, o evento voltará ao estado de Nova York, desta vez no famoso Madison Square Garden, no dia 12 de novembro. No entanto, faltando menos de dois meses para a edição 205, as lutas anunciadas ainda agradam muito mais torcedores norte-americanos do que o público global.

Tyron Woodley vs. Stephen Thompson

Steve Marcus/Getty

Woodley fará sua primeira defesa de cinturão | Crédito: Steve Marcus/Getty

Apesar de valer o cinturão dos meio-médios, a primeira defesa de título de Tyron Woodley, contra Stephen Thompson, não tem força para ser um main event. Deve ser um co-main e olhe lá. Os dois lutadores até que são conhecidos nos Estados Unidos, mas ainda são “novos”, não possuem muito apelo quando o assunto é venda de pay-per-view e, fora dos EUA, estão longe de ter a popularidade de outros ídolos do esporte.

Chris Weidman vs. Yoel Romero

LAS VEGAS, NV - DECEMBER 12: Chris Weidman prepares for the start of his middleweight title fight against Luke Rockhold during UFC 194 at MGM Grand Garden Arena on December 12, 2015 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Steve Marcus/Getty Images)

Weidman voltará ao octógono em Nova York | Crédito: Steve Marcus/Getty

Weidman vs. Romero é um combate importante dos médios, categoria de Anderson Silva, Vitor Belfort e Ronaldo Jacaré, podendo definir o próximo desafiante ao cinturão da divisão, que pertence a Michael Bisping. Weidman até tem algum apelo fora dos EUA, principalmente no Brasil, depois de varrer os desafiantes ao título enquanto era campeão, mas, apesar de ter passado um bom tempo com a cinta, não se consolidou como um dos grandes nomes (e imagens) do UFC. Romero, nem se fale. Além da polêmica vitória sobre Jacaré, quando foi acusado de ser “trapaceiro”, ainda se envolveu em um recente problema de doping que complicou sua situação na organização.

Veteranos em ação

Kevin C. Cox/Getty

Rashad Evans já é um veterano do UFC | Crédito: Kevin C. Cox/Getty

Outras duas lutas já pré-definidas são boas apostas (mais uma vez para o público norte-americano), mas devem passar longe do card principal: Rashad Evans vs. Tim Kennedy e Frankie Edgar vs. Jeremy Stephens. Evans e Edgar são veteranos com muito apelo nos EUA e até podem agregar público, mas devem parar por aí. Evans, 36, vem de duas derrotas nos pesos-meio-pesados, e Edgar, 34, acabou de perder a chance de crescer na categoria ao ser derrotado por José Aldo na disputa do cinturão interino dos penas.

Luta “remendada”, e brasileiros sem prestígio

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Cerrone teve seu adversário alterado no UFC 205 | Crédito: Steve Marcus/Getty

Outras três lutas ainda valem ser comentadas. A primeira, envolvendo Donald Cerrone e Kelvin Gastelum já não era a principal opção do UFC. A ideia inicial era que o “Cowboy” enfrentasse Robbie Lawler, o que despertaria mais interesse nos torcedores. No entanto, o ex-campeão dos meio-médios alegou não estar recuperado da última derrota e logo foi substituído. A luta tem tudo para ser boa, mas não muda em nada a situação da categoria, que, inclusive, já tem Demian Maia na fila pelo cinturão.

Dois brasileiros também já estão pré-escalados para o UFC 205: Thiago “Pitbull” Alves, que vem de derrota para Carlos Condit, enfrentaria Al Iaquinta, que desistiu do combate nesta segunda-feira por não aceitar os termos de pagamento. Por enquanto, Pitbull está mantido no card, mas sem adversário. Já Marcos “Pezão” subirá no octógono contra Gian Villante. Os dois, no entanto, são pouco conhecidos no Brasil e não devem trazer nenhum público especial ao evento.

Thiago Alves não é muito conhecido no Brasil | Crédito: Steve Marcus/Getty

Thiago Alves não é muito conhecido no Brasil | Crédito: Steve Marcus/Getty

Tags : UFC 205


Duelo contra Dos Anjos é perigoso para McGregor e também para o UFC
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Crédito: John Locher/AP Photo

Conor McGregor é a nova “galinha dos ovos de ouro” do UFC (Crédito: John Locher/AP Photo)

Logo após o confronto entre José Aldo e Conor McGregor, que terminou de forma inesperada, Dana White já havia ventilado a possibilidade de o irlandês subir de categoria para disputar o cinturão dos leves, que atualmente pertence ao brasileiro Rafael dos Anjos. Aproveitando a dificuldade do irlandês em bater o peso dos penas e a troca de farpas que já havia rolado entre ele e o campeão dos leves, o mandatário do UFC decidiu realizar o confronto.

Apesar disso, o anuncio oficial surpreende por dois aspectos: a complacência do UFC em relação ao irlandês, que terá a oportunidade de conquistar dois cinturões, algo nunca permitido antes na história da organização, e a realização da primeira “superluta”, algo cobiçado por Dana White desde os tempos em que Anderson Silva era campeão dos médios e Jon Jones dos meio pesados.

Conor McGregor ascendeu ao posto que ocupa atualmente após ver grandes campeões da organização, como Anderson Silva, Georges St-Pierre, Jon Jones e Ronda Rousey perderem seus postos. Soma-se a isso o interesse do público, que gosta de ver o falastrão irlandês tentar cumprir as provocações que faz enquanto promove os duelos que irá realizar, o que alavanca as vendas de pacotes de pay-per-view, e também a estratégia de avançar mais no mercado europeu.

No entanto, a inédita decisão de colocar Conor McGregor para enfrentar Rafael dos Anjos tão pouco tempo após o irlandês ter conquistado o cinturão dos penas pode ser perigosa para o UFC. Afinal, uma possível derrota de McGregor acabaria muito rapidamente com a aura que foi criada em torno do campeão. Seria muito pouco tempo para a organização colher os frutos do agora grande personagem.

O interesse das pessoas em McGregor existe, principalmente, pelo fato de o irlandês saber vender bem suas lutas, colocando-se como um atleta imbatível e capaz de realizar feitos que outros lutadores não conseguem. Por isso, sempre existe a expectativa de o atleta acabar fracassando ou então comprovando o que diz, atraindo atenção do público independentemente do que aconteça.

Porém, para disputar o cinturão dos leves, McGregor entrará em um terreno totalmente desconhecido. Desde que chegou à organização, o irlandês não lutou entre os leves, atuando sempre entre os penas, categoria que lhe dá vantagem de envergadura e tamanho perante outros adversários. José Aldo, por exemplo, mede 1,70 cm, enquanto McGregor tem cinco centímetros a mais. Frankie Edgar e Chad Mendes, outros atletas tops da categoria dos penas, possuem 1,67 cm.

Nos leves, sua principal vantagem será anulada. Rafael dos Anjos, campeão e seu próximo adversário, tem os mesmos 1,75 cm, enquanto atletas considerados tops como Anthony Pettis, Donald Cerrone e Khabib Nurmagomedov são todos mais altos que o irlandês. Além disso, Rafael dos Anjos está mais acostumado a enfrentar atletas canhotos e com envergadura maior, algo que não era habitual a José Aldo.

Rafael dos Anjos enfrenta Donald Cerrone, adversário 10 cm mais alto. (Crédito: Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Rafael dos Anjos enfrenta Donald Cerrone, adversário 10 cm mais alto. (Crédito: Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Até mesmo uma vitória poderia ser prejudicial para Conor McGregor. Dana White já declarou, em diversas oportunidades, que gostaria que seus campeões lutassem pelo menos duas vezes por ano. Por isso, o mandatário do UFC sempre barrou a possibilidade de um lutador manter dois cinturões ao mesmo tempo, pois seria inviável manter o fluxo de lutas.

Apostando que o irlandês é capaz de cumprir a “exigência”, Dana White permitiu que ele tentasse manter os dois cinturões. Mas, com isso, McGregor acabaria fazendo quatro lutas por ano, média superior a maior parte dos atletas do UFC. Com tantas lutas, aumenta a chance de o lutador acabar realizando algum confronto sem estar 100% apto e terminar derrotado, perdendo sua aura imbatível.

Por isso, o UFC acerta ao tentar fazer a primeira superluta de sua história, oportunidade que foi desperdiçada em outros momentos, mas corre o risco de perder a principal “galinha dos ovos de ouro” da organização caso algo dê errado. E Rafael dos Anjos tem muito potencial para acabar com a festa do irlandês.

Por Rodrigo Garcia


Possível doping de cubano pode abrir rota pra Jacaré e atrapalhar Belfort
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Ronaldo_Jaca
O possível doping do cubano Yoel Romero, divulgado na noite de terça-feira pelo UFC, pode até ter um efeito positivo ao resolver um problema para a organização: definir quem será o próximo desafiante ao cinturão dos médios contra Luke Rockhold.

Isso porque, em tese, este posto seria ocupado pelo vencedor do duelo entre o possível dopado Romero contra o brasileiro Ronaldo Jacaré, que era a grande aposta para vencer aquela luta no UFC 194 que antecedeu o título de Rockhold. Mas Jacaré perdeu de forma polêmica, e a vitória do cubano, antes mesmo da notícia desta semana, já fora bem contestada.

Romero saiu vaiado da decisão dividida dos árbitros por ter feito uma trapaça no segundo round ao segurar ilegalmente a grade por duas vezes e assim evitar duas quedas de Jacaré. A ação acabou sendo decisiva, já que o round em questão foi dado ao cubano por dois dos árbitros laterais, e caso Jacaré concretizasse seu take-down, teria perfeitas condições para dominar o cubano no chão com seu jiu-jitsu e ser declarado vencedor daquele round e consequentemente da luta. Mesmo com o árbitro não retirando pontos pela ilegalidade do “Soldado de Deus” (apelido que Romero deu a si), um dos juízes laterais ainda deu o equilibrado round a Jacaré.

A promessa da entidade era o vencedor daquela luta ser o próximo desafiante, mas Romero venceu de forma questionada e não convenceu. Isso fez com que o UFC fosse reticente em cravá-lo como próximo oponente de Rockhold. Agora, caso seja comprovado o uso de substâncias ilegais, certamente o cubano perderá o direito de lutar pela cinta. Jacaré, assim, pode novamente entrar na rota e ser o próximo desafiante por ser considerado o vencedor “moral” de um combate em que seu oponente pode ter cometido duas trapaças.

Luke deve colocar o cinturão em jogo ainda no primeiro semestre, e por isso dificilmente o UFC vai realizar um combate para definir o desafiante, que já será nomeado de forma direta. Jacaré passará a ser grande aposta.

Caso esse cenário se concretize, fica a dúvida sobre o 2016 de Vitor Belfort. Mediante ao não convincente triunfo de Romero e à sua rivalidade com Rokchold, o carioca passou a ser visto como uma boa opção para novamente ter uma chance pelo cinturão. Vitor, de forma inteligente, já havia respondido às provocações do americano antes mesmo de ele se tornar o campeão.

Depois de vencer Dan Henderson, em novembro de 2015, o brasileiro falou que desejaria encarar o falastrão, que ainda desafaria o então o campeão Chris Weidman. Belfort sabia que uma chance de revanche contra o último era muito mais difícil, e já passou a partir dali a fazer seu lobby pra lutar contra Rockhold, sempre sedento por uma revanche pela inesquecível derrota para o carioca com um chute na cabeça em Jaraguá do Sul, em 2013. Tão logo se tornou campeão em dezembro passado, Luke já atendeu aos pedidos de Belfort para a luta, o que deixou o UFC na dúvida sobre o que fazer.

Mas, caso Jacaré seja definido como próximo desafiante, qual será o combate de Vitor Belfort? Essa é uma grande dúvida. Em situações semelhantes a essa, ele se recusou a fazer outros combates antes de ter a disputa do cinturão, quando seus desafios com Weidman foram cancelados por contusão do americano. Mas digo semelhantes porque naquelas oportunidades, ao contrário de agora, Vitor tinha sido anunciado oficialmente como desafiante. Usou do seu direito para dizer que preferia esperar.

Agora, ele é apenas um postulante ao cinturão, e não goza do direito de poder abdicar de combates à espera do que não lhe fora prometido. Nesse cenário, Tim Kennedy, Gegard Mousasi podem ser seus adversários, já que ambos pediram essa luta. Nem mesmo uma revanche com Weidman é de se descartar. Um combate contra Lyoto Machida tem chances remotas de ocorrer, não por conta do carateca, que já pediu essa luta, mas porque Belfort declarou que só enfrenta brasileiros se for pelo cinturão.

Vamos ver o que o UFC decidirá com seu matchmaker Joe Silva. Mas a categoria dos médios tem um ponto de interrogação e alguns caminhos possíveis enquanto não sair a definição do doping de Romero.

Por José Ricardo Leite


‘Monstro’ do jiu-jítsu que perdeu 60 kg estreia no MMA em evento com Fedor
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Enfim a gigante – literalmente – do jiu-jítsu Gabi Garcia fará sua estreia no MMA. Com seu 1,87 m de altura e um cartel grandioso na arte suave, ela há algum tempo já vem afiando outras modalidades e, depois de um bom tempo negociando sua primeira luta, a gaúcha luta neste dia 31, no Rizin Fighting.

O evento é organizado pelo mesmo chefe do Pride – e vem até sendo chamado, com exagero, de Novo Pride. Então, a estreia de Gabi é com pompa, até porque o astro principal da noitada é o russo Fedor Emelianenko.

Foto: Instagram

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Gabi enfrentará outra estreante no MMA, Seini Draughn, mais conhecida por Lei’D Tapa, que vem da luta livre encenada. Ela treina na American Top Team, casa de astros como Robbie Lawler. O combate será em peso até 93 kg, e a norte-americana é 7 centímetros mais baixa que a brasileira.

O combate marca um ponto interessante na trajetória do MMA feminino. Já uma realidade por tudo o que Ronda Rousey fez, o setor feminino da modalidade ainda busca consistência em pesos maiores. A própria Cris Cyborg, que luta com 66 kg, tem dificuldades, imagine então alguém que não pesará menos que 90 kg… Ainda assim, se as lutadoras mostrarem ser tecnicamente boas, pode ser um início de algo maior.

A trajetória de Gabi

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Foto: Instagram

Curioso e legal de conhecer, mesmo, é a história de Gabrielle Garcia, que sempre foi uma garota corpulenta. Algumas vezes, isso virou problema. Ela chegou a ficar muito acima do peso, mas conseguiu cortar cerca de 60 kg. De gordinha, hoje posta fotos com o corpo escultural – com direito a próteses de silicone – e posa como exemplo para quem quer mudar de vida.

Dona de nove medalhas em mundiais de jiu-jítsu, Gabi cresceu em Porto Alegre e depois foi para São Paulo. Quando era criança, sofria por conta do tamanho.

“Eu sofria o tal do bullying, que nem se chamava assim, por ser maior que as outras crianças. Na verdade, eu sempre encarei bem, nunca tive problema com o meu tamanho e o esporte me ajudou a aceitar isso. Mas crianças são terríveis, então me provocavam e eu batia nelas”, contou a lutadora.

Ela chegou a praticar hóquei, profissionalmente, mas se achou no jiu-jítsu, a convite de um tio. Treinando principalmente com homens, passou a dominar os quadros de medalhas no jiu-jítsu. O peso, no entanto, era um problema.

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Foto: Instagram

Há cerca de seis anos, Gabi chegou a pesar perto de 150kg. E viu isso atrapalhar seus resultados.“Perdi a primeira vez no Mundial e não conseguia mais ganhar. As pessoas me julgavam. E eu resolvi baixar”, explica ela, que à época conseguiu evoluir sua condição física e começar sua série vitoriosa, interrompida apenas por outra subida na balança, quando ficou fora do esporte para se recuperar de uma troca nas próteses de silicone. Depois disso, passou a cortar quilos e quilos, até chegar à versão sarada de hoje.

Recentemente, Gabi partiu para os Estados Unidos para treinar. Amiga de gente como o campeão do UFC Fabrício Werdum, afiou a trocação com Rafael Cordeiro, responsável por transformar o gaúcho, um ás do jiu-jítsu, em um excelente lutador em pé.

Toda a jornada é registrada nas redes sociais. Gabi é ativa no Instagram e no Snapchat, sempre postando “antes e depois” de seu corpo, detalhando a rotina pesada de dietas e treinos e também deixando transparecer seu lado feminino, algo que a gaúcha não larga mão, mas que ficará de lado nos minutos em que estiver em cima do ringue no Japão, nesta quinta-feira.

*O Rizin deve começar por volta das 4h da manhã no Brasil e deve ter suas lutas principais a partir das 11h, também de Brasília. O Fox Sports deve passar o evento, mas em VT, após sua realização, a partir de 13h. Gabi fará a sétima luta da noite (por lá).


As vantagens e desvantagens de Anderson retornar ao UFC em Londres
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Você estava esperando ver Anderson Silva voltar ao UFC com uma megaluta no Brasil? Talvez num estádio, ou no UFC Rio, marcado para março? Ou algo mais tradicional, em Las Vegas, mesmo? Pode ter se surpreendido, então, com o anúncio de que a volta do Spider será em Londres.

Lutar na casa do rival, o inglês Michael Bisping, parece surgir como um obstáculo grande para o ex-campeão neste retorno de suspensão por doping. Mas nem tudo surge como problema na decisão do UFC de levar o confronto à O2 Arena, famoso ginásio que pode receber cerca de 20 mil pessoas.

O primeiro “pró” da escolha do local é para o próprio UFC. Este será o maior evento da organização em Londres. E é algo muito necessário, já que o MMA nunca explodiu nas terras da Rainha. Conor McGregor já brilha na vizinha Irlanda, mas Bisping, sozinho, não conseguiu virar uma estrela absoluta entre os ingleses. Receber Anderson no seu quintal, e vindo de duas vitórias seguidas, faz do combate grandioso para Bisping, que já tem 36 anos.

E o principal aqui é que, para Anderson, é possível ver vantagem em estar longe de seus palcos tradicionais. Há um desvio de foco importante e uma pressão menor da torcida. É claro que ele vai ouvir muita provocação e brincadeiras dos ingleses, mas isso ficará na parte da rivalidade – no apoio dos torcedores a Bisping e não necessariamente num ataque à sua figura.

Caso lutasse nos Estados Unidos e, principalmente, no Brasil, Anderson não teria moleza. Você consegue imaginar, em um combate por aqui, o veterano evitando as questões e piadas sobre o doping? Quase impossível. Imprensa e torcida cairiam matando, e ele teria mais um fator extrarringue para lidar.

O fator “casa”, sendo visitante desta vez, é a pequena desvantagem, mas não é algo necessariamente para Anderson se preocupar, até porque ele está acostumado a lutar em qualquer lugar.

Bom, Londres não era a opção na cabeça da maioria das pessoas – até porque este card inglês já tinha Michael Bisping contra Gegard Mousasi como luta principal anunciada -, mas será uma experiência interessante de se ver, em mais um capítulo da expansão (na marra) do UFC pela Europa.

Independentemente do local, o mais importante é que um duelo Anderson x Bisping era esperado há anos, e realmente deve ser empolgante no octógono, principalmente para responder se Anderson ainda tem fôlego para chegar ao cinturão ou se Bisping enfim pode vencer alguém de renome e deixar de ser um figurante no Ultimate.


Holm já chocou o mundo antes. E chute contra Ronda nem foi o mais bonito
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Veja o nocaute de Holm contra Allana Jones

Holly Holm já vinha avisando e deixando claro o quanto gosta de jogar como a zebra. Diante de Ronda Rousey, poucos apostavam em sua vitória, diante de uma campeã tão dominante. Mas, acostumada a chocar o mundo, ela o fez mais uma vez, repetindo uma marca de sua carreira no boxe.

Há dez anos, a jovem Holm tinha apenas 13 lutas como profissional e encarou a sensação do momento Christy Martin. Um fenômeno de popularidade, Martin também era favoritíssima, mas sentiu na pele o poder da então pugilista.

“Eu tinha 13 lutas e Christy tinha mais de 50 lutas. Ela tinha lutado no card do Mike Tyson, esteve na capa da revista Sports Illustrated e foi condecorada – ela era uma espécie de pioneira do boxe feminino”. No ringue, Holm passou o carro e embalou em uma carreira longa no pugilismo, sendo duas vezes eleita melhor lutadora do ano.

Após bater Martin, ela só teve uma derrota no cartel, antes de desistir do boxe e partir para o mais rico MMA.

Essa ida para as artes marciais mistas também reserva um pedaço fundamental da história de Holm, que está no fato de ela não ser apenas uma pugilista, mas ter se criado no kickboxing. Então, ao mudar de modalidade, ela voltou a aperfeiçoar uma arma que já tinha guardada: o chute.

E essa era uma preocupação que se tinha com o jogo de Holm em relação a Ronda, já que a (agora) ex-campeã admite que não gosta de chutar e sequer treina o golpe.

Holm já tinha mostrado o poder que tem com as pernas em diversas oportunidades antes de entrar no UFC. A primeira vitória da lutadora no MMA, por exemplo, foi um nocaute técnico gerado por seus chutes, em março de 2011. Na segunda, uma pernada no corpo de Jan Finney arrasou a rival.

A vitória mais bonita veio contra Allanna Jones. Um chute alto perfeito, limpo, acertou em cheio a rival – que só teve uma queda menos humilhante que a de Ronda. Por fim, Nikki Knudsen sucumbiu com um chute no corpo e joelhadas e a brasileira Julie Werner foi derrotada também por nocaute, com um soco alto e chutes.

Holm vence a brasileira Julie Werner (1min30s)

Depois disso, a norte-americana chegou de forma meio discreta ao UFC, com duas vitórias apenas por pontos, mas a chance de logo em sua terceira luta encarar Ronda Rousey. A estratégia, a confiança e o plano de luta falaram mais alto e coroaram uma nova campeã.

Tags : HOLL


Ronda estreou no MMA com vitória relâmpago e no peso de Cyborg; assista
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Ronda Rousey não foi rapidinha só nas últimas quatro lutas, que somaram apenas 2 minutos e dez segundos de ação no octógono do UFC. A estreia da lutadora no MMA, ainda como amadora, também teve vitória relâmpago. O combate, que marcou seu adeus definitivo ao judô, acabou em apenas 23 segundos e tem como curiosidade o peso da lutadora – que enfrenta Holly Holm na categoria galo no UFC 193, neste sábado.

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Em 6 de agosto de 2010, a norte-americana venceu a compatriota Hayden Munoz, em um evento amador, chamado “Combat Fight League: Ground Zero”. Ronda fez três lutas amadoras antes de ir para o profissional, e venceu todas.

Na biografia “Minha Luta, Sua Luta”, Ronda conta que teve que lutar com 68kg (atualmente, ela é do de até 61kg) por exigência de Munoz. A rival sequer conseguiu bater o peso, mas a ex-judoca aceitou o desafio, ainda que estivesse abaixo daquele limite, com cerca de 66 kg.

Curiosamente, isso mostra que Ronda já fez combates acima da categoria galo diversas vezes, ainda que se recuse a aceitar um combate contra Cris Cyborg, uma peso pena (justamente de 66kg) que tem tentado incessantemente descer para a categoria galo para encarar a norte-americana.

Para aquele combate, Edmond Tarverdyan, técnico de Ronda, foi certeiro na previsão: “Olhe, esta garota faz kickboxing. Ela vai tentar chutá-la imediatamente. Entre, pegue a perna e derrube-a. Use seu judô, nada mais. Apenas seu judô”, falou o treinador para a norte-americana, de acordo com a biografia.

E foi isso que aconteceu. Em 23 segundos, já estava com a chave de braço que a tornou famosa apertada.

Blogueiros analisam a disputa de cinturão


Pesagem no UFC é tranquila para Ronda. No judô, ela ficava pelada
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O UFC fez de suas pesagens mais um espetáculo para os fãs e, antes do acordo com a Reebok, garotas caprichavam nos biquínis e rapazes faziam até graça com suas cuecas. Poucas vezes alguém precisa pedir um pano em volta de si para subir na balança nu e atingir o limite de sua categoria. Para Ronda Rousey, até se necessitar da “cabaninha”, o evento é bem mais tranquilo do que ela vivia no judô. Por lá, ela diversas vezes passou pelo ritual como veio ao mundo.

ESPECIAL: Como as mulheres foram do desdém ao topo no UFC

No judô, não há toda essa cerimônia para os atletas provarem que estão no peso. O evento é fechado, geralmente em salões no hotel em que os lutadores estão hospedados e, sem a presença do público, os pudores também ficam do outro lado da porta. Ir para a balança de calcinha e top, só de calcinha ou simplesmente sem nada são decisões normais.

Em 2004, Ronda competiu nos Jogos Olímpicos de Atenas. À época, a pesagem era no dia da competição e neste caso só havia garotas de sua categoria na sala. “Tirei meu moletom da equipe dos EUA, meu sutiã e calcinha, caminhei até a balança e pisei nela completamente nua. Sessenta e três quilogramas exatos. Uma funcionária com uma prancheta registrou o peso, então me deu um aceno de cabeça”, conta ela, no livro biográfico “Minhas Luta/Sua Luta”.

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‘Peitinhos e passaportes’

Assim, também aconteceu em 2007, no Reino Unido. O torneio, de nível menor, era mais caótico, com todas as categorias pesando no mesmo dia. “Isso significa dezenas de garotas famintas, querendo se pesar de uma só vez. Eu estava de pé, em uma sala aberta, cheia de garotas se cobrindo com nada além de seus passaportes. E não há decoro. A funcionária declarou a abertura (da pesagem). Cada garota nua na sala correu para a balança. Eram só peitinhos e passaportes para todo lado.”

A campeã do UFC se acostumou com o perrengue. “Eu costumava ficar tímida quanto a ficar nua em público, mas em situações como essa você perde qualquer insegurança. Quando você passa fome por uma semana, fica desidratada e a única coisa que está entre você e uma garrafa d’água é um bando de vadias nuas, você vai esfregar os peitinhos com qualquer país do mundo para subir na balança primeiro.”

Era assim, sem cerimônias. Peso batido, roupas no corpo, água para hidratar e “simbora” competir.

Para saber se até hoje é esse o clima da pesagem do judô, conversei com a Maria Portela, principal candidata a representar o Brasil na Rio-2016 na categoria até 70 kg. “Hoje a pesagem é no dia anterior, mas na da Ronda era no mesmo dia. Então, nos eventos maiores, eles separam as categorias, geralmente são duas por dia, e fazem uma pesagem masculina e uma feminina, com todos os países juntos. E fica uma olhando para a outra mesmo, todo mundo ali, e você pode se pesar pelada, de calcinha, top, depende do que você precisa para bater o peso.”


Maria nunca teve grandes perrengues para bater seu peso, mas diz que é comum algumas peladas na balança. “Rola bastante, sim, é normal as meninas estarem no limite, então a maioria pesa só de calcinha.”

Só de toalha no saguão, no Rio

Apesar da normalidade, às vezes as coisas não davam tão certo assim. Em outro caso que conta no livro, Ronda teve de atravessar o saguão de seu hotel vestindo só uma toalha.

No Mundial de 2007 – que ela venceu, no Rio de Janeiro -, Ronda teve problemas antes da pesagem. Ela subiu numa balança descalibrada em relação à oficial, precisava perder 400 gramas e preferiu correr de um hotel para o da pesagem. Ainda lutando para cortar o peso, ela saiu mais uma vez para correr, no sol. Na volta, tirou toda a roupa e se pesou de novo em uma balança não oficial: 70 kg.

A lutadora já estava impaciente por conta do problema com a balança e por estar descontente com a federação de judô dos EUA. Então, em vez de por toda a roupa de plástico, usada para o corte de peso, ela simplesmente colocou uma toalha e atravessou o saguão do hotel em direção ao salão da pesagem.

“Olhei para minhas roupas plásticas no chão. Não tinha jeito de colocar de novo. Eu me enrolei na toalha e marchei para o saguão. Estava cheio (…) todas as cabeças se viraram quando passei. Eu segurava a toalha com uma mão e olhava para a frente. Se eu pudesse ter passado por ali com meu dedo do meio no ar, eu o teria feito”, diz Ronda, no livro.

Dramas do peso: bulimia

Apesar de encarar com tranquilidade essa questão da nudez nos eventos de judô, Ronda teve muitos problemas sua vida inteira com o peso. Desde cedo tinha de cortar grandes quantidades e ficar fininha para competir. No início, no judô, era da categoria até 63 kg. Foi nessa época que passou a vomitar depois das refeições.

Ronda precisou de muito esforço e informação para se livrar da bulimia. Só ficou mais confortável quando passou a lutar com 70 kg, apesar de enfrentar rivais com porte físico maior que o dela. No MMA, Ronda já era acompanhada profissionalmente foi baixando de peso novamente.

Na sua estreia amadora, o combate era até 68 kg. Na estreia profissional, lutou como pena, até 66 kg. Mais tarde, se adequou ao peso galo, de 61 kg, onde é campeã no UFC. Ela já ter aceito anteriormente lutar acima é uma das críticas que a campeã enfrenta por não aceitar enfrentar a brasileira Cris Cyborg num peso ligeiramente acima do galo.

AGRESSIVA TAMBÉM NO VISUAL, RONDA SE VESTE BEM?

UFC 193 – 14/11 – Melbourne (AUS)
14 de novembro, em Melbourne (AUS)

Card principal
Galo:
Ronda Rousey x Holly Holm, pelo cinturão
Palha: Joanna Jedrzejczyk x Valerie Letourneau, pelo cinturão
Pesado: Mark Hunt x Antônio Pezão
Médio: Uriah Hall x Robert Whittaker
Pesado: Stefan Struve x Jared Rosholt

Card preliminar
Leve: Jake Matthews x Akbarh Arreola
Meio-médio: Kyle Noke x Peter Sobotta
Meio-pesado: Anthony Perosh x Gian Villante
Mosca: Richie Vaculik x Danny Martinez
Meio-médio: Brendan O’Reilly x James Moontasri
Médio: Daniel Kelly x Steve Montgomery
Meio-médio: Richard Walsh x Steven Kennedy
Mosca: Ben Nguyen x Ryan Benoit


Exagerou? Explosão de Ronda na mídia e polêmicas testam foco da campeã
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UOL Esporte

TVs, revistas, ensaios, presenças, gravações… O pós-UFC 190 de Ronda Rousey foi o momento de maior estouro midiático já vivido pela norte-americana. Mas, tudo tem um preço, e ela precisará mostrar sábado, contra Holly Holm, o quanto será cobrada. Nos últimos meses, a campeã atendeu a todos esses compromissos e viveu duas polêmicas: o namoro com Travis Browne e o racha de sua mãe e seu técnico, que brigaram publicamente. Ah, antes que me esqueça, ela também teve que fazer outra coisa: treinar…

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Algo fundamental na chegada do UFC 193 é lembrar que Ronda deveria ter mais tempo de descanso, mas foi chamada para salvar o card da Austrália. Robbie Lawler enfrentaria Carlos Condit na luta principal, mas uma lesão o tirou de ação. Assim, o Ultimate a convocou, com apenas três meses de distância de seu combate com Bethe Correia.

Ainda assim, embalada pelo nocaute-relâmpago no Rio, Ronda não recusou o combate e não tinha como fugir dos compromissos que pintaram.

Desde agosto, ela:

– Foi ao programa de Jimmy Fallon
– Foi ao programa de Ellen Degeneres
– Participou, na bancada, do Sportscenter, jornal da ESPN nos EUA
– Fez um ensaio para a revista Self
– Viajou à Austrália para evento promocional da abertura da venda de ingressos do UFC 193
– Recebeu a imprensa em sua academia para mais uma coletiva em promoção ao UFC 193
– Treinou vestida de Pikachu para a ESPN
– Deu entrevistas a jornais e revistas – com direito a dicas de sexo polêmicas à Maxim
– Virou capa da The Ring Magazine, maior revista de boxe no mundo – para desgosto de alguns fãs da nobre arte
– Virou esse especial bacanudo do UOL Esporte (tudo bem, isso não gastou o tempo da Ronda, mas valeria os minutos de leitura =] )

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(Getty Images)

Essa lista é das coisas positivas, mas que ainda podem mexer com a cabeça de um atleta, que, é claro, precisa focar em treinar, se preparar, fazer um camp perfeito para seu próximo desafio.

Mas ainda houve os fatos negativos. Um – talvez positivo para ela, mas encarado com ceticismo por muitos – foi o começo do namoro com Travis Browne. Ele é acusado de ter agredido sua ex-namorada e chegou a ser suspenso pelo UFC. Ronda é uma feminista do tipo que faz ativismo, e essa combinação gerou polêmica.

O outro foi a lavação de roupa suja de sua mãe, AnnMaria De Mars e seu técnico, Edmond Tarverdyan. AnnMaria foi a público dizer que odeia Edmond e que passaria por cima dele, alegando que ele trata mal mulheres e lembrando que, nos primeiros meses de Ronda na academia, ele simplesmente se recusava a treiná-la. Ronda e o treinador silenciaram sobre o tema.

AGRESSIVA TAMBÉM NO VISUAL, RONDA SE VESTE BEM?


Salientando, novamente, tudo isso acontece num intervalo de menos de dois meses. Um ser humano normal provavelmente estaria com a cabeça bagunçada e zunindo diante de tanta coisa. Ronda é diferente.

É natural questionar: “mas será que ela não exagerou? Será que no meio de tudo isso ela está de fato treinando e focando na sua próxima rival?”. Talvez por isso mesmo Ronda tenha começado a cerca de um mês a postar vídeos e fotos de seus treinos – wrestling, boxe, judô, natação e até subidas de escadas para forçar o aeróbico.

Por enquanto, parece que as coisas estão sob controle. Ronda é experiente nessa posição de ser estrela. Desde que entrou no UFC, o burburinho em volta de si é enorme. Agora, apenas subiu a novos patamares. E olha que desta vez ela nem precisou se dedicar à sua segunda profissão, como atriz, já que os projetos no cinema ficaram engavetados para depois do UFC 193. Neste ano, ela já figurou em “Entourage” e “Velozes e Furiosos 7″.

Se Ronda voou alto, quem ficou rasante, quase fora do radar, foi a desafiante Holly Holm. Ela, que foi uma estrela do boxe, agora tem posição mais humilde no MMA. Para Ronda, “Holm vai aproveitar muito mais sua vida se não tiver o cinturão. A vida de campeã não é para todo mundo”. Sábado veremos se a vida de campeã afetou Ronda, ou se ela seguirá como a lutadora mais dominante da atualidade.


UFC 193 – 14/11 – Melbourne (AUS)
14 de novembro, em Melbourne (AUS)

Card principal
Galo: Ronda Rousey x Holly Holm, pelo cinturão
Palha: Joanna Jedrzejczyk x Valerie Letourneau, pelo cinturão
Pesado: Mark Hunt x Antônio Pezão
Médio: Uriah Hall x Robert Whittaker
Pesado: Stefan Struve x Jared Rosholt

Card preliminar
Leve: Jake Matthews x Akbarh Arreola
Meio-médio: Kyle Noke x Peter Sobotta
Meio-pesado: Anthony Perosh x Gian Villante
Mosca: Richie Vaculik x Danny Martinez
Meio-médio: Brendan O’Reilly x James Moontasri
Médio: Daniel Kelly x Steve Montgomery
Meio-médio: Richard Walsh x Steven Kennedy
Mosca: Ben Nguyen x Ryan Benoit