Blog Na Grade do MMA http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br Sabia o que acontece dentro e fora do octógono Tue, 27 Jun 2017 07:00:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Bellator aposta em estratégias diferentes e brecha deixada pelo UFC para crescer http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/bellator-aposta-em-estrategias-diferentes-e-brecha-deixada-pelo-ufc-para-crescer/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/bellator-aposta-em-estrategias-diferentes-e-brecha-deixada-pelo-ufc-para-crescer/#respond Tue, 27 Jun 2017 07:00:21 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21125

Divulgação/Bellator

Ainda falta muito para o Bellator superar o UFC – e é bem provável que isso nunca aconteça –, mas não tem como fechar o olho para o crescimento da companhia comandada por Scott Coker. No último sábado (24), a organização deu mais um grande passo: fez o maior evento de sua história, o primeiro com venda de pay-per-view e, ainda por cima, realizado no lendário Madison Square Garden, em Nova York, nos Estados Unidos.

Mesmo ainda sem os resultados de venda, a expectativa é a melhor. O card tinha de tudo: grandes nomes para atrair público, veteranos, rivalidades, ex-UFCs e três disputas de cinturão. E entregou o prometido.

Apesar de Bellator e UFC se tratarem de eventos de MMA, algumas diferenças são claras, principalmente nas estratégias utilizadas por Dana White e Scott Coker. Enquanto o Ultimate segue a fórmula que vem dando certo por anos, o maior rival da atualidade aproveita algumas brechas do rival, como forma de pagamento e lutadores “esquecidos”, para ir, aos poucos, se destacando no cenário mundial.

ESPAÇO PARA VETERANOS

Cada vez mais sem espaço no UFC, os veteranos possuem um lugar especial no Bellator. Sejam eles dispensados ou que gostariam de retornar de aposentadoria, os lutadores mais velhos estão no mesmo patamar dos campeões da organização – em alguns eventos são até mais importantes, como no último fim de semana.

Veteranos seguem em alta no Bellator

Apesar de já utilizar atletas mais experientes nos últimos anos, foi em fevereiro do ano passado que a ideia da organização ficou mais clara. No Bellator 149, realizado em Houston, Scott Coker (presidente do evento) apostou na trilogia envolvendo Royce Gracie e Ken Shamrock, ambos na casa dos 50 anos, e Dada 5000 e Kimbo Slice como lutas principais. E deu certo. Para se ter uma ideia, o evento bateu recorde de audiência na Spike TV, nos EUA, alcançando 2,4 milhões de telespectadores.

Ao perceber que a fórmula deu certo, o Bellator, aos poucos, utiliza essa estratégia. Depois de Chael Sonnen e Tito Ortiz em janeiro deste ano, ousaram no último fim de semana, colocando o falastrão norte-americano e Wanderlei Silva como luta principal, e Fedor Emilianenko (contratado em novembro de 2016) para desafiar o ex-UFC Matt Mitrione. Ainda não foram divulgados números oficiais de vendas de pay-per-view, mas já se sabe que o nome do evento foi o termo mais pesquisado no Google na noite de sábado nos Estados Unidos.

“EX-PORTEIROS” DO UFC

Divulgação/UFC

Outra estratégia utilizada pelo Bellator é a de contratar os famosos “porteiros” do UFC. O termo é utilizado para lutadores que têm um bom desempenho dentro do octógono, mas, por algum motivo, não conseguem atingir o cinturão da categoria. Ou seja, se um atleta se destaca na divisão, coloque-o para lutar com um “porteiro”. Se vencer, estará pronto para ir adiante em uma possível busca pelo título. Os “porteiros” são a “nota de corte” das categorias.

Dois bons exemplos disso são Ryan Bader e Phil Davis, que se enfrentaram no último fim de semana pelo cinturão dos meio-médios do Bellator. Ambos estariam facilmente entre os cinco melhores da mesma categoria do UFC, mas, por mais dinheiro e uma chance de conquistar um título, optaram por deixar Dana White e tentar carreira no evento de Scott Coker. Quem também fez caminho parecido foi Rory MacDonald, canadense com grande potencial.

PATROCÍNIOS E BOLSA FIXA

Diferente do UFC, os patrocínios pessoais ainda estão liberados dentro do Bellator. Ou seja, na semana da luta, e até mesmo dentro do cage, os lutadores estão livres para usarem as roupas que quiserem e, o melhor de tudo, escolherem quais marcar querem estampar em seus uniformes.

Henderson, ex-campeão do UFC, com patrocínios no Bellator

O UFC funcionava da mesma maneira até 2014, quando a organização assinou um acordo milionário com a Reebok, para que a marca passasse a vestir oficialmente os lutadores do evento. Assim, os patrocínios pessoais sumiram na semana da luta, e, no lugar disso, começou a ser pago uma quantia a mais para os atletas. A mudança gerou muita revolta entre os contratados de Dana White, que recebiam muito mais com os acordos individuais do que com a fornecedora de material esportivo.

Junto com os patrocínios, outra mudança que agrada os lutadores que migram do UFC para o Bellator são as bolsas fixas. No Ultimate, a maioria dos atletas recebe um valor pela luta, podendo aumentar em caso de vitória. Na organização comandada por Coker é diferente, principalmente para os lutadores que decidiram trocar de evento. A bolsa fixa é algo que os atrai, deixando uma preocupação a menos para trás. Esses foram os casos de Ryan Bader, Benson Henderson, Roy Nelson, Lorenz Larkin, entre outros.

Roy Nelson foi o último a trocar UFC por Bellaotr

SEPARAÇÃO ENTRE SHOW E ESPORTE

Uma das maiores críticas que o UFC vem sofrendo é de focar apenas no show, no entretenimento, e deixar de lado a parte esportiva da organização. Por exemplo, deixar Conor McGregor escolher suas lutas é bom para o evento, traz dinheiro, mas e para o fã que ainda se importa com a competição? Conor já foi campeão de duas categorias, mas nunca fez uma defesa de cinturão. E agora? Ele vai lutar boxe… Como fica a divisão dos leves?

No Bellator, é inegável que muitas lutas aconteçam apenas pela parte do entretenimento. A grande diferença, no entanto, é a forma como isso é feito. Com Coker no comando, as coisas não se misturam. Sonnen x Ortiz, Royce x Shamrock, Kimbo x Dada, Fedor x Mitrione, Sonnen x Wanderlei são duelos casados somente pela parte do show, mas não interferem em nada na parte esportiva, em disputas de cinturão, por exemplo.

No Bellator 180, realizado no último sábado no Madison Square Garden, em Nova York (EUA), as lutas principais foram puramente entretenimento, mas o card ainda contou com três disputas de cinturão, com Ryan Bader x Phil Davis (meio-pesados), Michael Chandler x Brent Primus (leves) e Douglas Lima x Lorenz Larkin (meio-médios). Ou seja, todo mundo fica feliz.

]]>
0
Wanderlei erra em lado mais previsível de Sonnen e dá chilique sem motivo http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/26/wanderlei-erra-em-lado-mais-previsivel-de-sonnen-e-da-chilique-sem-motivo/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/26/wanderlei-erra-em-lado-mais-previsivel-de-sonnen-e-da-chilique-sem-motivo/#respond Mon, 26 Jun 2017 16:05:08 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21119

Depois de quatro anos longe dos ringues, Wanderlei Silva finalmente fez o aguardado duelo contra seu arquirrival Chael Sonnen no último sábado, na luta principal do Bellator em Nova York, no mítico ginásio Madison Square Garden. Mas se não foi aquela luta aberta e cheia de possibilidades que muitos esperavam, corroborou os principais prognósticos para esse combate.

Ninguém sabia exatamente o que esperar do brasileiro depois de tanto tempo parado, se ele estaria com o mesmo punch que o fez famoso durante a carreira, se sentiria o ritmo de luta ou se morreria no gás logo no início da luta.

Já Sonnen foi exatamente o que todos esperavam. E isso dá ainda mais peso para a derrota acachapante que Wanderlei sofreu no evento rival do UFC.


O norte-americano veio para fazer o que sempre fez: por para baixo para trabalhar no ground-and-pound e amarrar o combate o máximo possível. Foi exatamente dessa maneira que ele chegou a três disputas de cinturão Ultimate. Ele não se reinventou de maneira alguma.

Por ser tão previsível, a lição de casa de Wand era muito simples: defender de queda. E claramente ele não o fez. Parecia uma criança lutando contra um adulto quando Chael tentava derrubar. Ele conseguiu praticamente todas as vezes que tentou.

Outra grande diferença entre os dois era que Sonnen estava claramente mais bem preparado fisicamente que Silva. Isso fez uma enorme diferença no final, quando a luta estava chegando perto dos 15 minutos.

Em tempo: Wanderlei teve um grande momento no combate, quando conseguiu um knockdown, mas que não soube aproveitar o tempo em que ficou por cima do americano no chão.

No final do combate, Silva ainda deu um chilique e empurrou Chael enquanto ele dava sua entrevista no cage circular do Bellator. Em um post no Instagram, também reclamou que o adversário amarrou muito a luta, falando que ele teve o melhor momento na luta, além de ter feito uma mea-culpa, dizendo que vai treinar mais Wrestling e Jiu-Jítsu.

Ora só, será que ele não sabia que tudo isso iria acontecer? Será que ele não teria de ter feito esse intensivo de Wrestling para essa luta agora? Toda reclamação do brasileiro é completamente descabida nesse sentido. Ele sabia muito bem o que iria encontrar e mesmo assim não fez nada.

Duvido que tivesse uma cláusula no contrato dessa luta que obrigassem os dois a ficarem apenas na trocação aberta.

]]>
0
Sonnen x Wanderlei: Bellator brilha com luta que o UFC não conseguiu fazer http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/sonnen-x-wanderlei-bellator-brilha-com-luta-que-o-ufc-nao-conseguiu-fazer/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/sonnen-x-wanderlei-bellator-brilha-com-luta-que-o-ufc-nao-conseguiu-fazer/#respond Sat, 24 Jun 2017 07:00:23 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21102

Divulgação/Bellator

Por Guilherme Dorini

Digamos que você é dono de um evento de MMA. Já imaginou conseguir fazer a maior luta da história da sua organização sem precisar gastar muito dinheiro com promoção? Impensável não é mesmo? Afinal, para que você tenha uma casa lotada, interesse dos fãs e sucesso em vendas de pay-per-view, é necessário um investimento em divulgação. Não para o Bellator, que viu o combate entre Chael Sonnen e Wanderlei Silva “cair no colo” após anos de desentendimentos entre os dois, agências antidoping e o UFC.

Neste sábado (24), os dois se enfrentarão no Madison Square Garden, em Nova York, no que é tratado como o maior evento da história do Bellator. Sonnen e Wanderlei serão os protagonistas da edição 180 da organização, a primeira que será transmitida no esquema de pay-per-view, e que ainda terá Fedor Emilianenko, a lenda russa, contra Matt Mitrione de “co-main event” (luta secundária).

Para melhorar o cenário que vive a organização, o combate, que certamente terá todos os lugares ocupados no templo do esporte norte-americano, caiu no colo do Bellator. O UFC, organização que possuía contrato com os dois lutadores, fez tudo certo: os colocou treinadores da terceira edição do The Ultimate Fighter Brasil 3, criou uma rivalidade entre os dois e instigou e despertou um interesse grande dos fãs pelo combate. O problema é que nem tudo saiu como Dana White planejava.

No reality show transmitido pela Rede Globo, Wanderlei Silva e Chael Sonnen se envolveram em diversas polêmicas, inclusive em uma briga fora do octógono, durante uma discussão entre os dois em um dos episódios. O capítulo ficou marcado por ter sido incentivado pela produção (palavras do próprio brasileiro), com o intuito de aumentar a rivalidade e instigar ainda mais os fãs para a grande luta.

Reprodução/TV Globo

A princípio, o duelo estava programado para 31 de maio de 2015, quando seria realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, as decisões das duas categorias do reality show. Faltando dois meses para o duelo, Dana White anunciou mudanças na programação, transferindo o duelo entre Sonnen e Wanderlei para julho, em Las Vegas, e colocando Júnior Cigano contra Stipe Miocic como confronto principal do card na capital paulista – Fábio Maldonado acabou entrando no lugar do brasileiro por conta de uma lesão na mão.

Então, na semana do evento, Wanderlei e Sonnen estavam escalados para prestigiarem seus finalistas na grande decisão do programa. No entanto, apenas o norte-americano apareceu em São Paulo. Mais do que isso, a luta entre os dois, marcada para o UFC 175, havia sido cancelada após o brasileiro fugir “pelas portas do fundo” de um exame antidoping – palavras do próprio Dana White.

Sem Wand, que assumiu ter feito uso de uma substância proibida, Vitor Belfort foi escalado para subir ao octógono contra Sonnen no evento. No entanto, alguns dias depois, foi a vez do norte-americano ser flagrado em um exame antidoping. Afetado com a notícia, o antigo desafeto de Anderson Silva, então, decidiu se aposentar, frustrando de vez com os planos do UFC.

Após Sonnen, foi a vez de Wanderlei Silva se aposentar. Revoltado com a postura de Dana White, o “Cachorro Louco” entrou em guerra com o UFC e ainda acabou banido pela Comissão Atlética de Nevada de lutar no estado norte-americano, ou seja, trabalhar em Las Vegas.

Depois de quase dois anos, já em 2016, Wand se desculpou com o UFC, conseguindo, assim, a liberação de seu contato. Dois meses depois, em março, assinou contrato com o Bellator. Sonnen, ainda aposentado, foi se “libertar” de Dana White apenas em setembro, quando também virou lutador da organização rival, fazendo crescer a especulação de que os dois finalmente se enfrentariam.

Divulgação/Bellator

Para especulação virar realidade, foi um pulo. O que o Bellator perderia? A maior preocupação em entidades que organizam luta é: gastar dinheiro com promoção, eventos com os lutadores e, por algum motivo, a luta cair. Neste caso, não havia problema, afinal, o UFC já havia deixado tudo pronto para eles – como já explicamos. Só precisavam marcar a data e pronto. E foi o que aconteceu. Em março deste ano, Scott Coker, presidente da organização, anunciou que os dois encabeçariam o card principal da estreia do evento em Nova York, no lendário Madison Square Garden.

O duelo entre os veteranos tem tudo para explodir de audiência – pelo menos para os parâmetros da organização. Além dos dois, Fedor Emilianenko também volta aos cages, e o evento ainda conta com três disputas de cinturão. Para se ter uma ideia, no ano passado, a disputa que fechou a trilogia entre Royce Gracie e Ken Shamrock, 49 e 52 anos, respectivamente, bateu recorde de audiência na Spike TV, nos EUA, alcançando 2,4 milhões de telespectadores.

O evento será transmitido ao vivo, a partir das 21h (de Brasília), pelo canal Fox Sports. E você também poderá acompanhar todas as lutas pelo Placar UOL Esporte.

]]>
0
UFC repara seu próprio erro ao colocar Cris Cyborg para disputar cinturão http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/ufc-repara-seu-proprio-erro-ao-colocar-cris-cyborg-para-disputar-cinturao/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/ufc-repara-seu-proprio-erro-ao-colocar-cris-cyborg-para-disputar-cinturao/#respond Wed, 21 Jun 2017 16:27:07 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21097

Por Rodrigo Garcia

O UFC oficializou neste mês a tão aguardada chance de Cris Cyborg disputar o cinturão da organização em sua divisão de origem, o peso pena (até 66 quilos). Com confronto marcado para o UFC 214, que acontecerá em Anaheim, na California, a brasileira precisará superar Megan Anderson para corrigir um erro cometido pela organização.

Nunca foi segredo para ninguém que Cyborg sempre sonhou com a chance de tornar-se campeã do maior evento de MMA do planeta. Desde o tempo em que Ronda Rousey ainda ostentava o título da divisão dos galos (até 61 quilos), a brasileira vem flertando com a possibilidade. Contudo, Cris nunca conseguiu chegar ao peso limite da divisão e precisou aceitar fazer algumas lutas em peso casado (até 63,5 quilos) para conseguir ter espaço no UFC.

Depois de cobrar, em diversas oportunidades, a criação de sua divisão, Cris Cyborg viu o UFC deixa-la para trás justamente no momento em que mais havia se sacrificado pela organização. Após sofrer bastante durante o corte de peso para a luta contra Lina Lansberg, em setembro de 2016, a brasileira precisou fazer um delicado tratamento. Como consequência disso, acabou notificada pela USADA por uma possível violação na política antidoping da organização.

Em meio ao processo para avaliar o caso de Cyborg, o UFC resolveu criar a divisão dos penas. Em um primeiro momento, a organização quis casar a luta entre a brasileira e Holly Holm, mas o problema com a USADA e o tratamento médico impediram Cyborg de aceitar a luta. Com isso, o UFC resolveu escalar Germaine de Randamie para a disputa inédita de cinturão.

A situação revoltou Cyborg, que se sentiu desprestigiada pela organização. Após a realização da luta, que terminou com Germaine como vencedora, a brasileira começou a fazer lobby por uma luta contra a holandesa. Mal sabia ela que começaria outra batalha, desta vez nos bastidores.

Germaine, ciente da dificuldade que enfrentaria contra a brasileira, que está invicta há 12 anos, começou a criar empecilhos para o duelo. Primeiro, a holandesa argumentou ter uma lesão na mão e que talvez precisasse passar por uma cirurgia. Posteriormente, declarou não ter interesse em enfrentar a brasileira pelo fato dela já ter sido flagrada em um exame antidoping.

A situação foi se tornando insustentável até que o UFC resolveu fazer justiça: a organização retirou o título de Germaine de Randamie e resolveu fazer uma nova disputa, desta vez escalando Cris Cyborg para enfrentar a atual campeã do Invicta FC, Megan Anderson.

A talentosa brasileira terá pela frente uma rival em ascensão e embalada por 4 vitórias (Megan tem 8 triunfos e 2 derrotas em seu cartel). Contudo, o estilo de luta de Megan, predominantemente striker, favorece Cris, que é considerada uma das atletas mais técnicas dentre todos os lutadores do UFC.

Desta vez, Cyborg tem tudo a seu favor para conquistar seu tão sonhado cinturão do UFC e colocar-se ao lado de Amanda Nunes como as campeãs brasileiras da organização.

]]>
0
Como fica a divisão dos leves do UFC após o anúncio de McGregor X Mayweather http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/como-fica-a-divisao-dos-leves-do-ufc-apos-o-anuncio-de-mcgregor-x-mayweather/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/como-fica-a-divisao-dos-leves-do-ufc-apos-o-anuncio-de-mcgregor-x-mayweather/#respond Tue, 20 Jun 2017 15:39:07 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21091

Por Rodrigo Garcia

A oficialização da luta de boxe entre Conor McGregor e Floyd Mayweather colocou fim a uma das maiores novelas da história do mundo das lutas. Contudo, se uma situação complexa envolvendo o UFC chegou ao fim, outro problema deverá surgir em breve: o que fazer com a divisão dos leves.

Desde novembro de 2016, quando McGregor nocauteou Eddie Alvarez e conquistou seu segundo cinturão da organização, o título da divisão dos leves tem sido uma incógnita. A primeira dúvida surgiu logo após o irlandês garantir o triunfo: ele ficaria como campeão dos leves, dos penas ou de ambas as divisões? Dana White, contudo, logo resolveu este dilema e chegou a um acordo para que o atleta abrisse mão do título da divisão até 66 quilos.

E se a decisão de Dana parecia colocar luz sobre a divisão, logo McGregor voltou a mergulhar a categoria em um limbo de dúvidas. Após dizer que tiraria um período sabático para curtir o nascimento do filho, que o deixaria afastado do octógono ao menos até maio de 2017, o falastrão irlandês resolveu fazer uma superluta de boxe contra Mayweather. Após meses de longa negociação, o evento finalmente foi confirmado e será realizado em 26 de agosto, em Las Vegas.

Com isso, a divisão dos leves ficará sem seu campeão durante praticamente todo o ano de 2017. A situação levou alguns dos principais nomes da categoria a protestarem contra o UFC. Tony Ferguson, que ocupa a 2ª colocação do ranking da divisão e acumula 9 vitórias em sequência, já se manifestou exigindo a criação de um título interino.

Khabib Nurmagomedov, russo que ocupa a primeira colocação da divisão, também já havia exigido que a divisão tivesse um novo campeão enquanto McGregor não volta a atuar pela companhia.

O caminho mais natural (e mais justo) para resolver o problema será tentar casar novamente a luta entre Ferguson e Nurmagomedov. Já prevendo a longa ausência de McGregor, o UFC tentou casar uma luta pelo título interino entre os atletas para o UFC 209, que aconteceu em março, mas o russo passou mal durante o processo de corte de peso e precisou deixar o duelo. Com o período do Ramadã terminando no final de junho, Nurmagomedov poderá voltar a treinar adequadamente e o duelo terá chance de acontecer.

E se o atleta russo precisar de mais tempo, outros nomes despontam como possíveis adversários para Ferguson, cada um tendo um tipo diferente de apelo para defender sua chance pelo título interino.

Se o ranking do UFC for levado em conta na hora de casar o duelo, algo que sabemos que nem sempre acontece, o norte-americano Eddie Alvarez largará na frente. Por ser um ex-campeão da divisão, o atleta larga na frente no quesito popularidade e poderia trazer interesse do público. Porém, o atleta perdeu seu posto justamente ao ser nocauteado por McGregor e vem de um no-contest na luta contra Dustin Poirier, fatores que podem pesar na decisão.

Já no quesito merecimento, quem vem logo após Nurmagomedov na fila pelo cinturão é o brasileiro Edson Barboza. Quarto colocado no ranking da divisão, o brasileiro vem de três vitórias em sequência, sendo duas delas contra ex-campeões: Anthony Pettis e Gilbert Melendez (no extinto Strikeforce).

Por fim, a luta mais vantajosa do ponto de vista financeiro seria entre Ferguson e Nate Diaz. O polêmico lutador norte-americano vem trocando farpas com seu possível rival desde que ele passou a ser cogitado para o duelo. Contudo, Diaz não parece disposto a voltar ao octógono tão cedo. Sua última aparição pelo UFC aconteceu em 20 de agosto de 2016, quando foi derrotado por decisão unânime (mas polêmica) por Conor McGregor.

Resta saber qual caminho o UFC escolherá para voltar a movimentar a divisão: a popularidade, a justiça ou o retorno financeiro.

]]>
0
Mayweather x McGregor é um circo, mas todo mundo pode sair ganhando com luta http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/mayweather-x-mcgregor-e-um-circo-mas-todo-mundo-pode-sair-ganhando-com-luta/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/mayweather-x-mcgregor-e-um-circo-mas-todo-mundo-pode-sair-ganhando-com-luta/#respond Thu, 15 Jun 2017 07:00:35 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21089

Depois de uma das mais chatas e enroladas da história das lutas, finalmente está no papel o confronto de boxe entre Floyd Mayweather Jr, um dos maiores pugilistas de todos os tempos, contra Conor McGregor, maior nome do MMA mundial da atualidade.

Os puristas dos dois lados, tanto do boxe quanto das artes marciais mistas, torceram o nariz desde o começo das tratativas deste combate. De fato, desportivamente, ele faz bem pouco sentido.

O norte-americano é detentor de um sem-número de cinturões e tinha encerrado – até então – sua carreira com 49 vitórias e NENHUMA derrota. Ele não tem mais nada a provar e volta para a luta por um simples motivo: dinheiro.

Já McGregor nunca fez uma luta profissional no pugilismo. Terá sua estreia no esporte em 26 de agosto. Mesmo com sua grande fase no UFC, onde ficou ao mesmo tempo com dois cinturões, ele não é uma unanimidade técnica. É um grande lutador, com certeza, mas está longe de ser o mais virtuoso que já vimos, inclusive na luta em pé.

A luta, por si só, é bizarra. Ou como os americanos estão falando, é um verdadeiro circo. Mas será um dos circos mais lucrativos da história dos esportes de combate.

Veremos em Las Vegas, pela primeira vez, o encontro dos maiores mundos das lutas, a junção do boxe com o MMA/UFC em alto nível. Duas grandes estrelas das modalidades que mais atraíram público e torcida nas últimas décadas. É algo sem precedentes e que fica até difícil de fazer uma previsão do tamanho dos lucros envolvidos no evento.

De um lado, o boxe poderá encontrar um público rejuvenescido e empolgado com o UFC. É a chance de arrebanhar novos fãs. Já o MMA terá toda a pompa, dinheiro e história que o pugilismo tem há mais de cem anos.

Chegou o momento de acabar o mimimi, as briguinhas e birras entre os fãs dos dois lados, principalmente no Brasil, onde essa rusga é maior. Nos EUA, a intersecção de fãs das duas modalidades é bem maior. Mas agora, todos precisam entender que esse encontro, por mais bizarro que possa parecer, pode ajudar a todos.

Tanto o boxe quanto o MMA sairão fortalecidos desse encontro.

]]>
0
Esta luta terminou de forma dramática para um dos lutadores e durou poucos segundos http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/12/esta-luta-terminou-de-forma-dramatica-para-um-dos-lutadores-e-durou-poucos-segundos/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/12/esta-luta-terminou-de-forma-dramatica-para-um-dos-lutadores-e-durou-poucos-segundos/#respond Mon, 12 Jun 2017 19:43:35 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21085

Uma luta pelo Road FC 39, na Coreia do Sul, no final de semana, acabou de forma muito dramática para um dos lutadores do duelo. O chute “certeiro” aconteceu com apenas 7 segundos.

Myung Hyun-Man e Aorigele estavam no octógono para uma luta comum…mas o combate propriamente dito durou muito pouco e terminou com muita dor para Aorigele.

Com menos de 10 segundos de luta, MyungHyun-Man acertou seu adversário bem na região íntima. Aorigele cai no chão como se tivesse realmente sido nocauteado. Os médicos entram em ação imediatamente e a luta termina sem um ganhador por causa do incidente.

]]>
0
Problema com voo no Rio faz locutor do UFC brincar: “It’s not time” http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/problema-com-voo-no-rio-faz-locutor-do-ufc-brincar-its-not-time/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/problema-com-voo-no-rio-faz-locutor-do-ufc-brincar-its-not-time/#respond Mon, 05 Jun 2017 19:49:08 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21079

O locutor oficial do UFC Bruce Buffer não está feliz. Conhecido no mundo todo pelo famoso bordão “It’s time” (Está na hora) antes das lutas do Ultimate, o locutor brincou com a própria frase ao ter seu voo de retorno aos Estados Unidos cancelado, tudo em “tom de UFC”.

“Não é a hora (It’s not time) de voar para casa do Rio já que meu voo foi cancelado. Eu terei que ficar aqui até segunda-feira e só depois seguir meu caminho para casa. América Airlines e outra aventura  “não desejada” em viagens internacionais. Mas como dizia Jogn Lennon, na vida só tem que sorrir e ficar positivo. Não há problemas, apenas soluções. #ITSNOTTIMETOFLY #UFC #BUFFLIFE”, escreveu em seu Instagram para contar sobre seu voo cancelado junto a um vídeo, no qual narra a história para a alegria dos fãs

Bruce Buffer esteve no Rio de Janeiro no final de semana para participar do UFC 212, que teve as lutas dos brasileiros José Aldo, Vitor Belfort e Cláudia Gadelha.

Nesta segunda, já em seu caminho de volta para casa, Bruce Buffer contou mais um pouco sobre sua saga para retornar aos Estados Unidos. “Atualização: voo cancelado no Rio, marquei novos voos e agora estou em Bogotá, a aventura continua”, contou.

]]>
0
UFC Rio coloca futuro de José Aldo em xeque e vê renascimento de Belfort http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/ufc-rio-coloca-futuro-de-jose-aldo-em-cheque-e-ve-renascimento-de-belfort/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/ufc-rio-coloca-futuro-de-jose-aldo-em-cheque-e-ve-renascimento-de-belfort/#respond Mon, 05 Jun 2017 07:00:16 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21060 Por Guilherme Dorini
Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o UFC 212, realizado no último sábado (3), no Rio de Janeiro, foi recheado de emoção. Mesmo com poucos nomes de peso, o card teve pouquíssimas lutas mornas, alguns nocautes, diversas finalizações e até mesmo um novo campeão. No entanto, o grande destaque do evento ficou por conta de José Aldo, que depois da derrota está com o futuro ainda mais aberto na organização, e Vitor Belfort, que foi da “aposentadoria” ao renascimento.

José Aldo estava muito confiante sobre uma vitória sobre Max Holloway. Durante a semana que antecedeu o evento, e até alguns meses atrás, o brasileiro já fazia planos para qual seria seu futuro dentro do UFC. Para ele, a vitória era certa e isso lhe daria muita força para começar “dar as cartas” na organização, como ele mesmo classificou.

Marcelo de Jesus/UOL

Com uma vitória, Aldo teria consolidado seu domínio nos penas, tendo vencido praticamente todos os rivais de peso da divisão, o que lhe deixaria em ótima posição para fazer pedidos mais ousados para Dana White, como, por exemplo, subir de divisão e até mesmo ir atrás de superlutas dentro da organização. O brasileiro, inclusive, já tinha até mesmo alguns nomes na sua cabeça para sugerir para o chefão do evento – como ele mesmo revelou.

O problema é que nada disso foi combinado com Max Holloway. O havaiano até ficou com alguma fama de falastrão por causa das provocações para Aldo, mas, assim como Conor McGregor, provocou (dentro e fora do octógono), irritou e cumpriu sua palavra. Nocauteou o brasileiro no terceiro round, unificou o cinturão dos penas e jogou um balde de água fria nos planos do ex-campeão.

Agora, é difícil saber o que vai acontecer. Por mais que Max Holloway tenha deixado abertura uma possível revanche com o brasileiro no Havaí, está clara que essa não é a intenção do UFC, que deve colocá-lo no caminho do novo campeão linear Frankie Edgar, já duas vezes derrotado por Aldo, e que estava presente no Brasil para acompanhar o evento realizado no Rio de Janeiro.

Sem um cinturão, Aldo perde força para barganhar superlutas. Pode ser que seu futuro seja realmente subir aos leves, categoria que tem McGregor como campeão, mas, agora, a caminhada deve ser maior até uma possível luta pelo título.

DA “APOSENTADORIA” AO RENASCIMENTO

Se para José Aldo o UFC Rio foi considerado uma catástrofe, para Vitor Belfort não poderia ter sido melhor. É claro que a vitória – a primeira desde 2015 – poderia ter vindo com o tão esperado nocaute, mas o triunfo por decisão unânime sobre o veterano Nate Marquardt, seu primeiro desta maneira na organização, serviu para apresentar um novo Fenômeno aos torcedores e deu uma motivação extra ao brasileiro, que chegou ao Rio falando em aposentadoria, mas deixou o octógono com a promessa de fazer pelo menos mais cinco lutas.

Há um mês, Belfort havia anunciado sua luta como a última da carreira. Depois, afirmou que era apenas a derradeira dentro do UFC, mas que ele continuaria lutando. Por fim, após a publicação de que ele teria mais um combate por contrato com a organização, disse que esperava seguir trabalhando para Dana White e se empolgou após a vitória sobre o norte-americano, afirmando que possui a intenção de subir pelo menos mais cinco vezes dentro de um cage.

A mudança de postura tem muito a ver com o novo Belfort que os torcedores assistiram já na madrugada do último domingo (4). O brasileiro, que era conhecido por sua explosão no primeiro round e nocautes marcantes dentro do octógono, fez uma luta mais estratégica, pensada, sem correr muitos riscos e dar alguma brecha ao rival. Méritos de Firas Zahabi, treinador da Tristar Gym, academia canadense onde Vitor fez sua preparação para o UFC Rio – é a mesma onde treina a lenda Georges St-Pierre.

“A palavra que o Firas Zahabi falou comigo foi “paciência”. O objetivo era deixar o Fenômeno lutar e o Vitor Belfort ficar assistindo, e foi mais ou menos isso que aconteceu. A torcida gritando e eu pensava: “Nossa, agora vou para cima”. E falava comigo: “Não, isso é tudo que ele quer”. Tive calma, paciência, curti”, disse Belfort durante a coletiva.

Apesar da vitória e do renascimento na organização, seu futuro, assim como o de José Aldo, também é recheado de incertezas. Belfort, no entanto, está aberto para diversas situações, como ele mesmo destacou durante a semana do evento.

Além das cinco lutas prometidas, que ninguém sabe se serão no UFC ou em alguma outra organização, Belfort voltou a falar sobre a criação da “Liga das Lendas”, um de seus sonhos, e até mesmo de trabalhar como um executivo da companhia, ajudando ainda mais no desenvolvimento da modalidade, melhorando a parte de segurança dos atletas dentro do octógono.

“Estou muito feliz com o UFC. É onde quero estar. Sobre contrato, tenho uma equipe muito boa que trabalha para mim. Tenho certeza que meu desejo é fazer com que o UFC se torne não só um grande entretenimento, mas se torne um grande esporte. Que os lutadores possam entender isso, precisamos que os dois cresçam, os lutadores e o UFC”, acrescentou o Fenômeno, antes de finalizar.

“Pretendo lutar, pretendo ganhar muito dinheiro. Tenho que cuidar do meu treinamento, estar mais preparado para a próxima luta. Estou pensando já onde a gente vai, o que temos que fazer, estava no vestiário conversando sobre algumas coisas que temos que adaptar. Meu trabalho é esse”, finalizou após o combate.”

]]>
0
Americano usa música de Apollo Creed, mas leva nocaute de russo em 25 segundos http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/03/americano-usa-musica-de-apollo-creed-mas-leva-nocaute-de-russo-em-25-segundos/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2017/06/03/americano-usa-musica-de-apollo-creed-mas-leva-nocaute-de-russo-em-25-segundos/#respond Sat, 03 Jun 2017 23:34:10 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21058

O americano Brandon Halsey pagou a língua e acabou nocauteado em poucos segundos pelo veterano Alexander Shlemenko neste sábado (03). Em solo russo, o lutador dos EUA resolveu provocar o lutador da casa e homenagear Apollo Creed, boxeador famoso dos cinemas, e se deu mal.

Halsey escolheu a música “Living in America”, de James Brown, para entrar no octógono — a mesma que inspirou Apollo Creed no clássico filme Rocky IV. Nas telonas, porém, Apollo foi morto no ringue pelo russo Ivan Drago. Na vida real, Halsey também apanhou bastante de Shlemenko.

Logo no início o russo acertou chute preciso nas costelas do americano, que caiu e se recolheu em posição fetal. Já aí o árbitro poderia ter interrompido a luta, mas Shlemenko seguiu castigando Halsey por mais alguns segundos. O embate terminou em menos de um minuto.

A luta valeu pelo M1 Challenge 79, disputado na cidade russa de St. Petersburg. Halsey tinha vencido Shlemenko em 35 segundos em setembro de 2014, mas a vingança do russo foi ainda em menos tempo.

]]>
0