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Surras mostram Lyoto Machida no caminho para o fim no UFC
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Jorge Corrêa


Na semana passada, escrevemos aqui um post falando os motivos que levaram Lyoto a nunca concretizar a “Era Machida” profetizada quando ele conquistou o cinturão dos meio-pesados do UFC em 2009. Parece que estávamos prevendo a tragédia que aconteceria em sua luta contra Yoel Romero, no último sábado.

MAIS: Lyoto é operado após fraturar o nariz em derrota no UFC

Pela segunda vez em pouco mais de 40 dias, o brasileiro acabou duramente nocauteado por um adversário. Antes, tinha sido vítima de Luke Rockhold, resultado que deu ao norte-americano a chance de disputar o cinturão dos meio-pesados. Mesmo tendo mais derrotas que vitórias desde que perdeu seu título, Lyoto nunca tinha sido surrado duas vezes consecutivas em sua carreira.

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Aos 37 anos, Machida dá sinais de que seu grande momento no maior evento de MMA do mundo chegou ao fim. Mais que isso, ele se encaminha a passos largos para o término de uma história que tinha tudo para ser gloriosa no UFC, mas pode ser muito mais lembrada pelo “quase” ou por um fim melancólico.

Lyoto nunca se reinventou de verdade dentro do Ultimate. Ele sempre foi muito bom em reinício. Mas seu estilo sempre esteve lá, sempre foi o mesmo. Se por um lado, seu caratê pegou muitos rivais desapercebidos, em golpes fulminantes que pareciam sair de filmes de ação, ele se tornou previsível em combates facilmente definidos como monótonos. Na mesma velocidade que ganhou fãs com sua técnica eficiente, ele os irritou em lutas que perdeu por pura falta de combatividade.

Seu melhor recomeço no UFC foi quando decidiu descer de categoria. Entre os médios, mostrou um frescor em seu trabalho que nunca tinha apresentado. Com isso, chegou a uma disputa de cinturão e, apesar da derrota, foi o rival mais duro que o campeão Chris Weidman já teve. Foram cinco rounds que deixaram o dono do cinturão machucado e torcendo para que a luta acabasse logo.

Mas essa derrota também acelerou o declínio do Dragão. Ele ganhou velocidade com a descida de peso, mas perdeu potência, punch. Não é sempre que vai tirar da cartola um chute perfeito, como fez com Mark Munoz ou CB Dollaway. Seu jogo ficou manjado e foi exatamente dessa maneira que Yoel Romero conseguiu encontrar sua vitória avassaladora, tanto que logo na primeira queda aplicada pelo medalhista olímpico de wrestling veio o nocaute.

Claro que Machida ainda pode ter alguns anos no octógono, lutando em bom nível. Mas ficou claro que ele não tem mais vez entre os tops da categoria. Acabou derrotado por todos que enfrentou. Os melhores pesos médios do Ultimate evoluíram em uma velocidade que o brasileiro não conseguiu acompanhar.

Lyoto tem espaço para fazer até algumas lutas principais no Brasil, sem almejar uma futura disputa de cinturão, mas ele precisa agora pensar em como terminar de maneira digna uma carreira que abriu muitas portas e trouxe muitos fãs para o MMA em uma época em que o esporte ainda não tinha os holofotes de agora.


Econômico e eficiente, Romero bateu mais em Lyoto a luta toda
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Maurício Dehò

Uma curiosidade na luta entre Lyoto Machida e Yoel Romero antes do combate era a semelhança no estilo deles para a trocação. Ambos gostam de contra-atacar e explodir para cima dos rivais. São econômicos, por assim dizer, mas precisos. Foi isso que se viu do cubano, mas – mais uma vez – não do brasileiro, que acabou nocauteado no terceiro assalto.

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Romero totalizou 42 de 70 golpes significativos em Lyoto, golpes de impacto, com aproveitamento de 60%. O brasileiro ficou com 31 de 64, tendo eficiência de 48%. Para efeito de comparação em relação à essa “economia”, essa luta teve um total de 73 golpes dados, enquanto Werdum x Velásquez somou 184.

Quebrando por rounds, toda a superioridade foi do cubano, que cresceu no momento do nocaute, no terceiro assalto: 15 x 12 no primeiro round, 17 x 16 no segundo e 10 a 3 no terceiro.

Apesar de ser mais velho que Lyoto, com 38 anos, um a mais que o brasileiro, Romero provou ter mais potência e nocauteou justamente quando conseguiu aplicar uma de suas especialidades, o wrestling. Foi com ele que derrubou Lyoto e, com poucas cotoveladas, quebrou o nariz do ex-campeão e garantiu o triunfo, seu sexto seguido no UFC.

Com o resultado, ele deve subir ao top 5 da categoria médio – atualmente é o sexto colocado -, aproximando-se do campeão Chris Weidman. Lyoto, que era quarto, perderá espaço, já que veio de um atropelo sofrido contra Luke Rockhold há poucos meses.


Lyoto: bater cubano para seguir no páreo ou perder e viver sua maior crise
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Maurício Dehò

UFC bagunçado tem Lyoto tentando manter respeito na categoria

Poucos lutadores sabem o que é cair e se levantar como Lyoto Machida. Desde faturou o cinturão em 2009, o brasileiro nunca deixou de figurar entre os melhores do UFC. Mas, neste sábado, é hora do Dragão ressurgir, de se reconstruir. Mais uma vez… Em Miami, o quarto do ranking dos médios enfrenta Yoel Romero, número 6 da lista, para tentar provar que se mantém no páreo pelo cinturão e fugir do que seria seu pior momento na organização.

Aos 37 anos, Lyoto sabe que cada luta pode representar uma chance derradeira nos seus planos. Até por isso a surra levada por Luke Rockhold deve ter sido uma das mais doídas da carreira, quando foi finalizado pelo norte-americano no segundo round e não teve chances em nenhum momento – ainda que reclame de um suposto golpe ilegal.

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No Ultimate desde 2007, o veterano já tem 20 combates pela organização, com 14 vitórias e seis derrotas. Só em uma ocasião tropeçou em duas lutas seguidas, ao ter tomado o cinturão por Shogun e em seguida perder por pontos uma luta muito discutível com Rampage. Agora, pode repetir essa marca, com o agravante de um novo revés jogá-lo ainda mais longe na fila pelo título.

“Minha luta contra Rockhold não foi boa para mim. Foi devastador perder da forma que foi. Mas, a única coisa que passou por minha cabeça foi que eu gostaria de lutar de novo e agora tenho outra chance”, afirmou Lyoto. “Aprendi muitas coisas nas artes marciais. Às vezes você tem obstáculos na vida que precisa saber como reverter. Eu tenho que vencer essa luta, porque quero voltar para a fila do cinturão. Se eu aplicar minha técnicas, meus socos, meus chutes, minha mão será levantada.”

O ponto positivo para Lyoto é que nas lutas por cinturão feitas contra Jon Jones e Chris Weidman, ele chegou a ter boas chances de vencer. Mesmo que Weidman se mantenha no topo dos médios, uma revanche entre eles ainda faria sentido.

Para isso, o brasileiro tem de voltar a acreditar no seu potencial e, principalmente, soltar seu jogo. Tudo bem que seu estilo é esse mesmo. Esperar, estudar e contragolpear. Ainda assim, muitas vezes em que ele aguardou demais seus rivais, acabou derrotado. Aos 37 anos, esperar uma reinvenção a Lyoto é algo improvável. Mas, como Demian Maia fez, focar nas suas armas e aprimorar seus pontos fortes pode ser o caminho. Potencial nunca faltou a Lyoto Machida.

O problema é que do outro lado está um Romero em alta e cotado como candidato a lutar por cinturão, atrás de Rockhold – próximo rival de Weidman – e de Ronaldo Jacaré. O cubano, medalhista olímpico no wrestling, em 2000, tem cinco lutas no UFC, com quatro nocautes e tem em Lyoto o maior adversário de uma carreira de 9 vitórias e uma derrota.

Romero tem um estilo semelhante, é elusivo, gosta de contra-atacar e tem bons socos, joelhadas e cotoveladas, então, a expectativa é de que a luta seja quente.

A favor de Lyoto, há de se lembrar que Tim Kennedy quase conseguiu um nocaute no fim do segundo round, na luta mais recente do cubano, que foi salvo pelo gongo e nocauteou o norte-americano na volta ao terceiro assalto. Contra, o problema é Romero tentar levar para o chão – e ele tem facilidade para isso -, o que geralmente complica o brasileiro.

Mais do card bagunçado

O UFC deste sábado, em Miami, seria inicialmente disputado em São Paulo e teria as finais do TUF. A mudança de cidade foi um pedido da organização brasileira, na tentativa de fortalecer o card, que ganhou a luta de Lyoto como principal. Já as decisões do reality caíram por problemas de visto – culpa de uma pane do consulado dos EUA – e foram adiadas para o UFC 190. Assim, serão apenas nove lutas.

No card principal, o argentino Santiago Ponzinibbio vem embalado por duas vitórias. O “Gente Boa” encara Lorenz Larkin, que só venceu uma das últimas quatro lutas. Outro ex-TUF em destaque é Antonio Cara de Sapato, campeão da última edição no peso pesado. Ele foi derrotado por Patrick Cummins em dezembro e tem como novidade descer para a categoria médio, para tentar dar uma chacoalhada na carreira. Pega Eddie Gordon, que perdeu seus dois últimos combates.

Além disso, os problemas no visto de entrada nos EUA fizeram o UFC chamar dois lutadores às pressas: Leandro Buscapé e Alex Cowboy, este último uma agradável surpresa com sua boa luta contra Gilbert Durinho (apesar de acabar derrotado) e a rápida finalização sobre K.J. Noons, ambas em lutas também aceitas em cima da hora.

Serviço – O UFC deste sábado acontece a partir das 21h, com o card preliminar. O card principal está marcado para as 23h. O canal combate transmite toda a noitada, e a Globo entra ao vivo com as lutas principais às 0h50. O Placar UOL acompanha todos os lances.

Card principal
Médio: Lyoto Machida x Yoel Romero
Meio-médio: Santiago Ponzinibbio x Lorenz Larkin
Médio: Antônio Cara de Sapato x Eddie Gordon
Médio: Thiago Santos x Steve Bossé
Pena: Hacran Dias x Levan Makashvili

Card preliminar
Meio-Médio:
Alex Cowboy x Joe Merritt
Meio-Médio: Leandro Buscapé x Lewis Gonzalez
Meio-Médio: Steve Montgomery x Tony Sims
Galo: Danny Martinez x Sirwan Kakai


Final do TUF muda para Miami. Lyoto faz luta principal contra 6º do ranking
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Jorge Corrêa


A final do TUF Brasil 4, que estava programada para acontecer em São Paulo, no dia 27 de junho, mudou de sede. Agora, é a cidade norte-americana de Miami – reduto de muitos brasileiros – que vai receber o card que conta com as finais do reality show do UFC. Outra alteração foi na luta principal, com Lyoto Machida passando ao papel de protagonista. A data segue a mesma.

O ginásio do Ibirapuera receberia o evento a princípio, com as finais das duas categorias do TUF e Erick Silva x Rick Story na luta principal. Agora, este combate é o segundo maior da noite, em Miami, com Lyoto Machida sendo colocado para enfrentar o sexto do ranking Yoel Romero. As informações foram inicialmente dadas pelo Combate.com e confirmadas pelo blog – e pouco antes das dez da manhã, pelo próprio UFC.

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“Estou animado para lutar em Miami, um lugar de que sempre gostei e que tem uma grande comunidade brasileira e latina, contra outro adversário de alto nível. Será uma grande luta”, disse Machida.

Lyoto Machida vem de derrota por finalização para Luke Rockhold e ocupa o quinto lugar no ranking do UFC. Romero, peso médio cubano, enfrentaria Ronaldo Jacaré na mesma noite do último compromisso de Lyoto, mas se lesionou. Agora, espera-se que retorne ao octógono pela primeira vez desde setembro, quando derrotou Tim Kennedy por nocaute.

Romero, medalhista olímpico na luta olímpica, tem 9 vitórias e só uma derrota no cartel e está invicto em cinco lutas no UFC – só uma não terminou por nocaute. Lyoto tem três vitórias e duas derrotas na categoria médio, uma delas para o campeão Chris Weidman em disputa de cinturão.

Miami não recebe uma edição do evento desde o UFC 42, em 2003 apesar de o estado da Flórida receber cards esporádicos.


Por onde passa o futuro de Lyoto Machida no UFC
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Jorge Corrêa

Perto de fazer 37 anos, Lyoto Machida ainda é um dos mais famosos e mais vendáveis lutadores brasileiros no UFC, mas sua derrota para Luke Rockhold o jogou em um limbo dentro dos pesos médios que dificilmente ele conseguirá sair – isso se sua meta sincera ainda for conquistar o título da categoria.

O ex-campeão dos meio-pesados se encontrou entre os médios. Mais que isso, vinha tendo atuações mais consistentes em seu novo peso do que na época em que deixou a categoria que teve o cinturão. Sua única derrota, até então, tinha sido em uma disputa de título muito parelha contra Chris Weidman.

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Então veio o atropelo de Luke Rockhold.

Vendo seu próprio algoz brilhar como nunca no UFC e outros dois brasileiros perto de disputar o cinturão – Vitor Belfort e Ronaldo Jacaré – ficou quase impossível de Lyoto ter um novo title shot. Ele precisaria de uma longa sequência de vitórias e contra rivais bem ranqueados e que ele ainda não tenha enfrentado.

Sobram poucos nomes nessa intersecção. Ronaldo Jacaré, Vitor Belfort e Yoel Romero seriam as alavancas perfeitas para ele se aproximar novamente pela cinta, mas eles devem “se matar” pelo caminho em busca pelo cinturão, principalmente quando colocamos nesta mistura Rockhold, Weidman e, quem sabe, até Anderson Silva.

Lyoto Machida pode vislumbrar um futuro interessante e rentável dentro do UFC, mas longe do cinturão. Ele ainda tem potencial para fazer a luta principal de qualquer Fight Night (cards menores) dentro do Brasil, ou quem sabe até um co-main event de um evento de numerado de pay-per-view.

O que ele não pode fazer é se rebaixar e passar a enfrentar rivais que estejam fora do top 15 dos médios. Ainda existem bons nomes para que ele brilhe no octógono. Tim Kennedy, Michael Bisping, Costas Philippou ou até mesmo Tim Boetsch seriam rivais interessantes para o brasileiro neste momento.

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Assista às finalizações de Rockhold sobre Lyoto e de Jacaré sobre Camozzi
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Maurício Dehò

O UFC de Nova Jersey tinha tudo para definir os rumos da categoria médio da organização, e, ao fim do evento, os bons combates fizeram Dana White evitar cravar quem será o próximo desafiante.

Com triunfos de Luke Rockhold sobre Lyoto Machida e do número 1 do ranking Ronaldo Jacaré sobre Chris Camozzi, os vencedores seguem em excelente fase e vão aguardar o campeão Chris Weidman enfrentar Vitor Belfort em maio para saberem quem vai ser o próximo a lutar pelo cinturão. Veja abaixo os desfechos das lutas.

Rockhold conseguiu sua vitória a partir do momento em que um golpe desequilibrou Machida e o levou ao chão. O brasileiro foi arrasado no solo, encerrou o primeiro round cambaleando, e foi finalizado no segundo com um mata-leão.

Já Jacaré mal teve tempo de suar. O amazonense precisou de apenas para conseguir uma chave de braço e vencer Camozzi pela segunda vez na carreira.

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Belfort recusou enfrentar Lyoto por cinturão interino dos médios
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Jorge Corrêa

Um dia depois de Chris Weidman ter quebrado uma costela e, com isso, a disputa de cinturão dos médios contra Vitor Belfort ter sido cancelada mais uma vez, Dana White confirmou que o brasileiro recusou uma disputa de título interino da categoria.

O presidente do Ultimate explicou que Belfort não aceitou enfrentar seu compatriota em 28 de fevereiro, salvando assim o card do UFC 184. Neste momento, o evento em Los Angeles terá como luta principal a disputa de cinturão feminino peso galo entre Ronda Rousey e Cat Zingano.

Quem deu essa informação em primeira mão foram os amigos do Combate.com, que publicaram a notícia no último sábado. Vitor não quis enfrentar Machida por não ter feito todo seu treinamento focado em um adversário canhoto, já que Weidman é destro.

“Essa é uma situação típica de Vitor Belfort. Ele ainda é o número 1 da categoria e o Weidman está machucado. Assim que ele soube, ficou me ligando, me enchendo o saco, me pedindo um cinturão interino um dia inteiro. Foi um dia muito difícil para mim. Então liguei para Lyoto e ele aceitou a luta. Quando liguei de volta para o Vitor, ele disse que iria esperar o Weidman. É assim a vida”, explicou Dana White.

O presidente do evento ainda disse que vai apresentar mais uma opção para Belfort, mas não quis revelar qual. Aposta do blogueiro: Luke Rockhold, que vem de três vitórias consecutivas depois de perder exatamente para Vitor. O problema é que ele tem um combate marcado com… Lyoto Machida.


Lyoto Machida e o golpe perfeito
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Jorge Corrêa

Uma das maiores críticas ao ex-campeão dos meio-pesados Lyoto Machida é seu estilo elusivo e exageradamente tático. E os maiores elogios que ele recebe são por conta de seu estilo elusivo e exageradamente tático.

Foi exatamente assim que o brasileiro conquistou fãs, detratores, o título do Ultimate e mais duas chances de disputar cinturões, usando sua base do caratê e esperando o momento certo de atacar. Isso faz com que a maior parte de seus combates variem entre grandes nocautes e lutas pouco movimentadas.

Para a sorte dos fãs de MMA que acompanharam o último evento do UFC neste ano, no último sábado, em Barueri, Machida apresentou a primeira opção: o golpe perfeito – como já tinha feito, no UFC, com Mark Munoz, Ryan Bader ou Randy Couture. E precisou de apenas 1min02 para isso.

Nos 62 segundos que durou a luta principal deste card derradeiro de 2014, o brasileiro controlou o centro do octógono, esquivou e fugiu bem dos golpes de CB Dollaway, mas, como sempre brilhou nas fintas de cintura. É uma marca registrada dele e que sempre funciona.

Seus adversários nunca sabem se ele vai chutar baixo, alto ou no corpo. E foi assim que ele conseguiu o golpe que lhe deu a vitória. “Achei que ele chutaria minha cabeça, mas passou por baixo do meu cotovelo. Imaginei que a área estava protegida. Dei um passo para trás para respirar, mas não consegui. Fiquei basicamente paralisado”, explicou o americano.

Os números do combate mostram o domínio de Lyoto. Dollaway só pode tentar dois golpes e não acertou nenhum. (Foi o sexto lutador a perder um combate sem ter atingido o rival na história do UFC.) Por sua vez, Machida tentou 19 golpes e acertou o rival 12 vezes, sendo todos de maneira significativa.

Com essa vitória, Lyoto Machida mostrou que continua como um dos principais nomes da categoria, mesmo após perder a disputa de cinturão para Chris Weidman em julho. Uma vitória sobre Luke Rockhold o deixa em situação muito confortável para voltar a tentar o título dos médios.


Lyoto brilha, mas segue atrás na fila. Agora, terá de torcer por Belfort
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Jorge Corrêa

Com José Ricardo Leite

A contundente vitória sobre CB Dollaway na madrugada deste domingo, no UFC Barueri, com um chute nas costelas com apenas 1min02 de lutas, fez Lyoto Machida fechar o ano com saldo positivo de duas vitórias e uma derrota e se fortalecer como um dos principais nomes dos médios. No entanto, deve se movimentar quase nada na fila da categoria e terá que ser paciente por numa nova disputa de cinturão.

O ex-campeão dos meio-pesados é hoje o atual quarto colocado do ranking dos médios, atrás de Anderson Silva, Vitor Belfort e Ronaldo Jacaré. O triunfo sobre Dollaway, apenas o décimo da lista, não deve fazê-lo ultrapassar o trio de brasileiros, mas apenas reforçá-lo como um nome dominante na categoria.

Suas chances de disputar um cinturão serão reduzidas se Weidman vencer Belfort no dia 21 de fevereiro, em Los Angeles, já que a organização não dará uma revanche a Machida tão rapidamente (perdeu para o americano em julho por decisão unânime). Já uma vitória de Belfort poderia render um atalho mais fácil a uma nova disputa. E, vamos combinar, uma luta entre Lyoto e Vitor venderia muito bem no Brasil e encheria qualquer estádio.

Mesmo com essa hipótese de ter caminho facilitado, Machida ainda dependerá das atuações de Anderson Silva e Ronaldo Jacaré no primeiro semestre para saber os rumos que os médios terão em relação aos potenciais desafiantes. Spider volta ao octógono no dia 31 de janeiro, contra Nick Diaz, enquanto Jacaré enfrentará o cubano Yoel Romero no fim de fevereiro.

Tudo dependerá da forma como ambos vencerem seus duelos (caso triunfem) e o apelo de público que terão para uma disputa com Weidman ou Belfort. No caso de vitória de tanto de Anderson como de Jacaré, a tendência é que Machida ainda faça pelo menos mais duas lutas no próximo anos até que possa pensar em nova oportunidade de um title shot.

Um potencial combate para Machida em 2015 é enfrentar Luke Rockhold, atual quinto colocado na categoria e que vem de boa sequência de vitórias. O norte-americano já pediu a luta para Dana White, o chefão gostou da ideia e o brasileiro também aceitou o desafio. Falta só marcar a data.


Superevento termina com ‘duelo’ Spider x Jones e chute de Lyoto em Dana
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Falou-se do calendário, das lutas já programadas, abriu-se espaço para os lutadores analisarem seus combates e o futuro em suas categorias… O superevento que o UFC realizou em Las Vegas tinha como intenção apresentar o ano de 2015 para a imprensa e para o público. Mas, bem mais legal que isso, ele chamou a atenção pela interação entre os astros.

Veja a seguir algumas das coisas que rolaram. Talvez a mais espetacular tenha sido anunciada no Instagram de Jon Jones. O campeão dos meio-pesados postou um vídeo ao lado de Anderson Silva e contou que eles fizeram uma sessão de duas horas de treino, com direito a sparring.

Nas imagens do vídeo, o Spider é só elogios a Jones. “Eu e o melhor lutador do mundo”, diz Anderson. Depois, Dana White ainda postou uma foto deste encontro, gerando curiosidade e atiçando a imaginação de quem aguarda por um combate entre eles – já negado por Jones.

Anderson Silva
Anderson Silva

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Outra imagem que chamou a atenção foi postada pelo chefão Dana White. Ele aparece dentro de um ringue na academia localizada dentro da sede do UFC, em Las Vegas. À sua frente, Lyoto Machida. No clique, um chute. O desfecho, só quem estava na academia pode contar… Será que o Dragão botou força nessa pernada?

E esta foto, hein? É um clique do ônibus “mais durão do mundo”, segundo o autor da selfie, Chris Weidman, que registrou Jon Jones, Alexander Gustafsson, Anderson Silva, Lyoto Machida e outros no mesmo veículo. Veja em seguida um vídeo de Jon Jones mostrando o mesmo ‘busão’.

E mais um pouquinho dos lutadores confraternizando: