Blog Na Grade do MMA http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br Sabia o que acontece dentro e fora do octógono Sun, 19 May 2019 07:00:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Brasil pode ganhar mais dois títulos do UFC até o fim do primeiro semestre http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/brasil-pode-ganhar-mais-dois-titulos-do-ufc-ate-o-fim-do-primeiro-semestre/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/brasil-pode-ganhar-mais-dois-titulos-do-ufc-ate-o-fim-do-primeiro-semestre/#respond Sun, 19 May 2019 07:00:22 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21610

Thiago Marreta e Marlon Moraes podem ser os próximos brasileiros campeões do UFC

Por Rodrigo Garcia

A vitória de Jéssica Bate-Estaca no UFC Rio garantiu mais um cinturão do UFC para um atleta brasileiro. No entanto, o saldo pode ser ainda melhor ao final do primeiro semestre deste ano, já que dois lutadores terão a chance conquistarem os títulos de suas respectivas divisões.

A primeira oportunidade será de Marlon Moraes, que luta pelo título dos galos do UFC contra Henry Cejudo. Depois, será a vez de Thiago Marreta buscar a glória contra o rei dos meio-pesados, Jon Jones. De quebra, ainda teremos Amanda Nunes defendendo seu posto de campeão contra Holly Holm.

Veja abaixo quais são os destaques dos eventos que acontecerão até o fim do primeiro semestre.

UFC 238 – 8 de junho, em Chicago

Um dos cards mais promissores do ano, com duas disputas de cinturão e vários duelos que podem render title-shots. Marlon Moraes enfrenta Henry Cejudo, norte-americano que é o atual campeão dos moscas da organização e fará sua segunda luta consecutiva na divisão até 61 quilos, que está com o título vago desde que TJ Dillashaw abdicou do posto após ser flagrado em exame antidoping.

No mesmo card, Valentina Shevchenko defende o título do peso mosca feminino contra Jessica Eye e Tony Ferguson volta ao octógono contra Donald Cerrone, em luta que pode colocar o vencedor na rota do cinturão dos leves.

Tatiana Suárez e Nina Ansaroff vivem a mesma situação e quem terminar com o braço levantado pode ser a próxima rival de Jéssica Bate-Estaca. O último destaque é o confronto entre Aljamain Sterling e Pedro Munhoz, que pode definir o próximo rival do campeão dos galos, que será definido mais tarde no mesmo evento.

UFC 239 – 6 de julho, em Las Vegas

Arte promove o UFC 239, que terá Amanda Nunes e Thiago Marreta em lutas de cinturão

Para finalizar, a primeira semana de julho já traz mais um card com duas disputas de título envolvendo brasileiros. Após uma sequência de boas vitórias desde que mudou de divisão, Thiago Marreta vai desafiar o reinado de Jon Jones no meio-pesado. Já Amanda Nunes colocará seu cinturão do peso galo em disputa contra a ex-campeã da divisão, Holly Holm.

Outros confrontos merecem destaque: Junior dos Santos encara Francis Ngannou para se aproximar do título dos pesados, Jorge Masvidal medirá forças contra Bem Askren, ex-campeão do Bellator e do One FC, em luta que pode coloca-los na rota de um title-shot entre os meio-médios, e Luke Rockhold, ex-campeão dos médios, faz sua estreia no meio-pesado contra Jan Blachowicz.

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Brasileiro vira Thor em nocaute sobre “novo Anderson Silva”; assista http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/16/brasileiro-vira-thor-em-nocaute-sobre-novo-anderson-silva-assista/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/16/brasileiro-vira-thor-em-nocaute-sobre-novo-anderson-silva-assista/#respond Thu, 16 May 2019 21:06:33 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21606

Douglas Lima “ganha”martelo do Thor em montagem feita por internauta (Crédito: Reprodução/Instagram:rayrod747)

O filme “Vingadores: Ultimato” estreou há quase um mês, mas muitos fãs ainda estão empolgados com a história e os personagens do filme. E o artista “Ray Rod” aproveitou o belo nocaute aplicado pelo brasileiro Douglas Lima sobre Michael Page, apontado como “novo Anderson Silva”, no Bellator, para fazer uma montagem unindo lutador e o Mjolnir, martelo utilizado pelo personagem Thor no filme da Marvel.

Na luta, Douglas Lima derrubou seu rival com um potente chute na coxa. Então, conectou um cruzado de direita para deixa-lo zonzo e apenas finalizar a luta no ground and pound. Foi neste momento que entrou em ação o martelo lendário do Deus do Trovão.

Apesar de tirar onda com o derrotado, Ray Rod faz questão de ressaltar que é fã do norte-americano e que está ansioso por uma revanche.

Com a vitória, Lima, que é ex-campeão meio-médio do Bellator, se classificou para a final do GP de sua categoria e poderá reconquistar o título que já foi seu.

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UFC Rio vira velório de geração de ouro do MMA brasileiro. Mas há esperança http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/13/ufc-rio-vira-velorio-de-geracao-de-ouro-do-mma-brasileiro-mas-ha-esperanca/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/13/ufc-rio-vira-velorio-de-geracao-de-ouro-do-mma-brasileiro-mas-ha-esperanca/#respond Mon, 13 May 2019 07:00:44 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21599

Anderson Silva, caído após derrota no RJ (Crédito: Leandro Bernardes)

Desde os tempos do vale-tudo, o Rio de Janeiro sempre foi a casa do Brasil em termos de paixão pelas lutas. Até por isso, foi por lá que o MMA brasileiro teve alguns dos momentos mais memoráveis de sua história dentro do UFC. Mas o que vimos no último sábado, na décima passagem o Ultimate pela cidade, foi um triste epílogo da maior geração do Brasil nas artes marciais mistas.

Esqueça o público em chamas do início dessa década, levando a arena abaixo com atuações épicas de Anderson Silva, José Aldo ou Minotouro. O que vimos foi uma geração envelhecida, que não está sabendo a hora de parar ou ainda não assumiu que falta a motivação necessária para continuar lutando.

É importante deixar claro: o que fizeram no último sábado em nada apaga o legado que deixarão para o esporte nacional. Anderson Silva continuará sendo o maior de todos os tempos, José Aldo seguirá como um dos maiores nomes do MMA brasileiro, assim como Rogério Minotouro. Mas eles precisarão pensar com muito carinho seu próximo passo depois do que aconteceu no Rio de Janeiro.

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Ficou claro que o corpo do Spider já não aguenta mais o que precisa para ele seguir lutando com dignidade. José Aldo, por sua vez, entrou sem gana. Parecia estar cumprindo aviso prévio para o final de seu contrato com o Ultimate. Minotouro, nocauteado de forma avassaladora, foi um arremedo do que já apresentou nos ringues pelo mundo. Thiago Pitbull, com 13 anos de UFC, foi outro que escancarou que, com uma atuação sofrível, a nova geração está pedindo passagem.

Reitero: sem Anderson Silva e José Aldo, nada disso teria acontecido. Não teríamos um ginásio lotado no décimo evento do UFC no Rio de Janeiro em oito anos. Se chegamos até aqui, muito – mas muito mesmo – é por conta do espetáculo que eles nos proporcionaram nos últimos anos.

Mas nem tudo é lamento para o MMA brasileiro o final desse evento. Sim, a nova geração do país se mostrou presente, principalmente com Jessica Bate-Estaca, que nocauteou a americana Rose Namajunas e conquistou o cinturão peso palha do UFC. O Brasil agora tem três dos quatro títulos femininos.

Além disso, tivemos boas atuações de Viviane Araújo, Luana Carolina, Thiago Moises e Raoni Barcellos, assim como a vitória do jovem, mas um pouco mais rodado Warlley Alves, que nocauteou o veterano sorridente Serginho Moraes. Ou seja, há esperança. Não é terra arrasada o MMA brasileiro. E não só por esses nomes que citei nesse parágrafo. Mas chegou o momento de a geração de ouro passar o bastão de vez.

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UFC flertou com a tragédia em nocaute que deu título a Jessica http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/12/ufc-flertou-com-a-tragedia-em-nocaute-que-deu-titulo-a-jessica/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/05/12/ufc-flertou-com-a-tragedia-em-nocaute-que-deu-titulo-a-jessica/#respond Sun, 12 May 2019 16:56:24 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21589

Jessica aplica o golpe em Rose (Photo by Buda Mendes/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Os detratores do MMA enchem a boca para falar sobre a contundência dos golpes que podem gerar consequências irreversíveis aos atletas. E ano após ano, o esporte vem adequando suas regras, visando à integridade dos lutadores.

Mas no último sábado, na luta principal do UFC 237, no Rio de Janeiro, o esporte flertou com uma tragédia. Jessica Bate-Estaca aplicou o golpe que lhe dá o apelido na americana Rose Namajumas e conseguiu o nocaute que lhe deu o cinturão peso palha do Ultimate.

O que é um bate-estaca? A brasileira agarrou a rival pela perna, a levantou sobre a cabeça e a arremessou com a nuca no chão, provocando uma torção assustadora em Rose, que ficou desacordada na hora, assustando a todos. Até mesmo Jessica, como podemos ver na fala abaixo:

“A gente treina para chegar ali, fazer uma boa luta e todo mundo sair bem. No momento não tinha visto o que tinha acontecido. Eu vi que ela tinha caído e desmaiado, mas não tinha entendido a proporção do que tinha feito. Porém, logo em seguida quando percebi, fiquei preocupada, mas depois ela acordou, vi que não matei ela e ela estava viva (risos). Mas no começo fiquei bem preocupada”

Com quase 10 anos acompanhando MMA, admito que esse foi um dos golpes mais assustadores e brutais que já vi. Temi pelo pior ao ver a forma como Namajunas caiu e ficou desmaiada. Em frações de segundo passou pela minha cabeça desde uma tetraplegia até a morte da americana. Mas poucos minutos depois ela estava em pé, para alívio de todos.

O golpe de Jessica não é ilegal, mas deveria ser coibido. Se não se pode dar socos na nuca do adversário, não faz sentido ser liberado que alguém seja arremessado dessa forma. Talvez o nocaute da brasileira possa ser usado como ponto de partida para mais essa adequação da regra para que algo irreversível não aconteça dentro do octógono no futuro.

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Supereventos podem devolver o Brasil à era de ouro no UFC http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/03/29/supereventos-podem-devolver-o-brasil-a-era-de-ouro-no-ufc/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/03/29/supereventos-podem-devolver-o-brasil-a-era-de-ouro-no-ufc/#respond Fri, 29 Mar 2019 07:00:08 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21577

Amanda Nunes é a única lutadora do Brasil dona de cinturão no UFC atualmente. Foto: Buda Mendes/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

O ano era 2013. O MMA era assunto em qualquer roda de bar e o Brasil ocupava o posto de superpotência do esporte com quatro cinturões do UFC, o principal evento da modalidade. Passados seis anos, o país tem uma nova chance de figurar entre os maiores do Ultimate com uma safra de lutadores.

No auge, o Brasil tinha Junior Cigano campeão dos pesados, Anderson Silva campeão dos médios, José Aldo campeão dos penas e Renan Barão campeão interino dos galos (ele seria promovido a campeão linear no ano seguinte).

No momento, o país conta com dois cinturões, mas apenas uma campeã. Amanda Nunes é dominante entre as mulheres e detém os títulos dos penas e dos galos do Ultimate. Essa lista pode aumentar já em 11 de maio, quando Jéssica Bate-Estaca tentará tirar o cinturão dos palhas de Rose Namajunas.

Se no feminino o Brasil ainda consegue ser relevante, no masculino a dificuldade é maior. O país não tem um campeão desde junho de 2017, quando José Aldo perdeu o cinturão dos penas para Max Holloway.

Agora, Marlon Moraes e Thiago Marreta aparecem como as esperanças nos eventos que se aproximam. O primeiro deve enfrentar Henry Cejudo, campeão dos moscas, no UFC 238, marcado para o dia 28 de junho. Já o segundo tem o desafio mais complicado: encarar o dominante Jon Jones, pelo cinturão dos meio-pesados, em 6 de julho.

Soma-se a isso um novo desafio de Amanda Nunes. No mesmo dia do duelo entre Jones e Marreta, a baiana colocará o cinturão dos galos em disputa contra Holly Holm, a primeira mulher a vencer Ronda Rousey no MMA.

Brasil, por muito tempo, dominou a lista de campeões do UFC. Na foto, Anderson Silva, José Aldo e Maurício Shogun acumulavam três cinturões para o país em 2011. Foto: Fernando Soutello/AGIF/Folhapress)

Se tudo caminhar bem e os quatro brasileiros conquistarem o cinturão, o país completará uma dolorosa reformulação no MMA. Vale lembrar que Anderson Silva não é campeão há seis anos, assim como Junior Cigano já foi derrotado duas vezes em disputa de título após perder seu cinturão para Cain Velásquez, no distante ano de 2012.

Brunno Carvalho
Do UOL, em São Paulo

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Meme de Spider x Spider viraliza após Anderson Silva enfrentar “clone” http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/02/10/meme-de-spider-x-spider-viraliza-apos-anderson-silva-enfrentar-clone/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/02/10/meme-de-spider-x-spider-viraliza-apos-anderson-silva-enfrentar-clone/#respond Sun, 10 Feb 2019 13:07:17 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21564

What is currently happening. #ufc234 pic.twitter.com/H4QOwmqS1s

— The Mane Event™ (@EliasTheodorou) 10 de fevereiro de 2019

A luta entre Anderson Silva e Israel Adesanya no UFC 234, vencida pelo nigeriano na madrugada deste domingo (10), marcou o encontro de gerações: de um lado, o brasileiro de 43 anos, uma das lendas do MMA, que voltava ao octógono após dois anos; de outro, um lutador de 29 que bateu o ídolo e “clone” em Melbourne, na Austrália.

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Como mostrou a reportagem do UOL Esporte na última semana, Adesanya é famoso por se assemelhar ao brasileiro – e é, inclusive, apontado por muitos como sucessor de Silva no esporte. Este fato, claro, tomou a internet e acabou virando meme (veja acima).

“O que está acontecendo hoje no UFC 234”, diz a publicação em que dois homens aranha se enfrentam. O meme surgiu pelo fato de o brasileiro ser conhecido mundialmente pelo apelido de Spider (aranha, em inglês).

]]> 0 Com dois cinturões, o que falta para Amanda ter a mesma atenção de Ronda? http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/01/01/com-dois-cinturoes-o-que-falta-para-amanda-ter-a-mesma-atencao-de-ronda/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2019/01/01/com-dois-cinturoes-o-que-falta-para-amanda-ter-a-mesma-atencao-de-ronda/#respond Tue, 01 Jan 2019 06:01:35 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21558

Não há mais como tirar o lugar de Amanda Nunes do panteão dos maiores da história do MMA. Com o nocaute sobre a até então invencível Cris Cyborg, no UFC 232 no último sábado, ela se tornou a primeira mulher a deter ao mesmo tempo dois cinturões do maior evento do mundo – apenas Conor McGregor e Daniel Comier tinham conseguido essa mesma façanha.

Mas então, por que da brasileira tão menos do que se falava de Ronda Rousey, quando a norte-americana reinava como campeã peso galo do Ultimate?

São várias as explicações, que passam tanto pela organização do UFC, quanto pela falta de autopromoção da própria lutadora, sem contar com o preconceito estrutural. Vou tentar dissecar abaixo essas situações.

O primeiro motivo é muito simples: Ronda Rousey é americana, loira, bonita e desde sempre se vendeu como um grande personagem, mesmo quando ainda era lutadora de judô apenas. Ela construiu toda sua carreira no bussiness do mundo das lutas e caiu como uma luva quando resolveu migrar para o MMA. Era o rosto perfeito para a introdução das mulheres no UFC.

Já Amanda é brasileira, baiana, lésbica, imigrante, até fala bem inglês, mas não é fluente. Ou seja, é uma personagem muito mais difícil de vender para o grande público do MMA, principalmente o norte-americano. E para ser um sucesso completo, qualquer lutador precisa se fazer na casa do Ultimate.

Brasileiros em geral tem mais dificuldade para se venderem como grandes personagens. Os americanos (e Conor McGregor, claro) parecem ter isso no sangue, na educação deles. Os grandes astros dos EUA têm sempre um pé no WWE (não por coincidência, para onde Ronda migrou após deixar o MMA), criam histórias, fabricam narrativas, constroem grandes adversários.

Os lutadores do Brasil de sucesso no UFC normalmente baseiam sua subida ao estrelato basicamente por seu desempenho dentro do octógono. Dou como exemplo José Aldo, que foi o mais dominante campeão dos penas e nunca falou em inglês no UFC. Isso prejudicou muito a construção de sua imagem como grande nome do evento. Amanda tem muito dessa linha. Ela é focada exclusivamente no seu desempenho e nas suas lutas.

Mesmo Anderson Silva demorou muito a encarnar um personagem de herói brasileiro, apesar de por muitos anos ter sido invencível no Ultimate. Mas ele é o exemplo perfeito de que é possível conciliar um grande desempenho no octógono com uma promoção de luta interessante para os fãs.

O UFC também tem de fazer a sua parte. Amanda Nunes precisa ser vendida pelo evento com um tamanho proporcional as suas conquistas. Chegou o momento de ela estar nas lutas principais de grandes cards, ter adversárias competentes e que vendam bem seus combates, colocar a brasileira em grandes programas de televisão no Brasil e nos Estados Unidos, contar a história de superação da baiana para o grande público. Ou seja, fazer com ela o pacote Ronda Rousey.

Por sua vez, Amanda Nunes também tem de fazer sua lição de casa. Ela precisa se mostrar mais aberta a trabalhar sua própria imagem com a mídia. É sabido que ela não é a pessoa mais fácil de se promover porque ela própria se recusa a fazer muito trabalho de base nesse sentido. Chegou o momento de ela perceber que ela é o maior nome do MMA brasileiro da atualidade e isso lhe traz uma enorme responsabilidade com o legado do esporte no país.

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UFC desrespeita fãs e atletas com mudança de local de card http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/12/24/ufc-desrespeita-fas-e-atletas-com-mudanca-de-local-de-card/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/12/24/ufc-desrespeita-fas-e-atletas-com-mudanca-de-local-de-card/#respond Mon, 24 Dec 2018 17:34:51 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21552

Imagine você planejar por meses toda uma viagem de fim de ano para Las Vegas. Além do turismo na cidade, poderia ver um dos melhores eventos do UFC do ano. Muita gente fez esse plano, milhares de pessoas. Agora, a poucos dias de embarcar, você descobre que o card que tem Jon Jones x Alexander Gustafsson, além de Cris Cyborg x Amanda Nunes, foi mudado de mala e cuia para Los Angeles.

Foi isso que Dana White e seus pares aprontaram com fãs e lutadores depois que a comissão atlética de Nevada decidiu não dar a licença para Jon Jones lutar no estado, já que ainda encontraram traços do anabólico que ele foi flagrado em um antidoping anos atrás.

Para a comissão da Califórnia e para Usada, está tudo certo. Então, por que não transferir todo o card para lá?

O UFC tem um longo histórico de passar por cima do bom senso e favorecer alguns atletas; Jon Jones é um caso claro disso. Cards inteiros já foram cancelados de véspera, lutas bisonhas fecharam eventos e desconhecidos ou estreantes disputaram cinturão. Mas dessa vez o evento se superou.

Atletas e suas famílias já começaram a reclamar da mudança, que, envolve, por exemplo, pagar mais impostos no novo local do card. É claro que há uma revolta com os privilégios dados para Jon Jones.

Amanda Nunes: “Bom, não esperava pagar as taxas do Estado da Califórnia nesta temporada de festas.”
Nina Ansaroff: “Lá se vai meu novo carro…”
Amanda Nunes: “Perdão, amor”

No final, o Ultimate está mais pensando nas vendas de pay-per-view em todo o mundo que em quem ia assistir ao card em Vegas. O prejuízo, para eles, seria muito maior se derrubassem o evento inteiro ou tirassem Jon Jones dele.

Basicamente Dana White foi egoísta, pensou apenas em seu negócio, mas com essa decisão, vai deixar um enorme rastro de infelicidade e reclamação.

Por Jorge Corrêa
Do UOL, em São Paulo (SP)

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Por que luta que pode deixar Anderson na rota do título é “all-in” do astro http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/por-que-luta-que-pode-deixar-anderson-na-rota-do-titulo-e-all-in-do-astro/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/por-que-luta-que-pode-deixar-anderson-na-rota-do-titulo-e-all-in-do-astro/#respond Thu, 06 Dec 2018 06:00:58 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21546

Anderson Silva pode voltar a disputar cinturão do UFC

Por Rodrigo Garcia

Uma notícia pegou os fãs de MMA de surpresa nesta semana. Em entrevista coletiva após o TUF 28 Finale, Dana White revelou seus planos para o ex-campeão da organização, Anderson Silva. E eles são bem ambiciosos.

“Eu não via o Anderson há algum tempo. Eu voei a Los Angeles, sentamos e conversamos. Eu falei a ele que queria a luta contra Adesanya e ele disse: ‘Estou voltando. De que maneira isso faz sentido para mim?’ Eu disse: ‘Faz sentido para você porque, se você vencer, eu vou te dar o title shot’. Ele disse: ‘Agora, sim, estamos conversando, cara. Gosto da maneira que você está pensando’”.

No entanto, vários aspectos podem ser levados em consideração na hora de se analisar por que Dana tomou tal decisão.

Velho Anderson X “Novo Anderson”

O duelo promete ser a verdadeira definição de “choque de gerações”. De um lado, temos um dos lutadores mais talentosos que já pisaram no octógono, que defendeu seu título por vários anos e é visto por muitos como o maior nome da história do esporte.

Do outro, temos aquele que é apontado como o sucessor do brasileiro. Invicto em 15 lutas na carreira, o Israel Adesanya vem chamando atenção por seu estilo arrojado e por suas impressionantes performances, que já lhe renderam três bônus do UFC em suas quatro apresentações pela organização.

Brasileiro dá “all-in” ao topar encarar pedreira

A aspa que abre o texto mostra bem o momento de Anderson Silva. Sem entrar no octógono há quase dois anos, o brasileiro aceitou o desafio de encarar um dos nomes mais promissores do MMA. Se um lado da moeda mostra que o psicológico e a confiança de Anderson estão mais elevados do que nunca com a luta que pode coloca-lo nas cabeças da divisão, o outro mostra o aspecto negativo dessa decisão, já que uma derrota poderia acabar de vez com os sonhos do atleta e suas pretensões de ser novamente campeão.

Divisão “sem dono”

Cinco anos após “Spider” encerrar seu legado como campeão dos médios, ninguém conseguiu se firmar como o “dono” da divisão. O título dos médios já passou pelas mãos de Chris Weidman, Luke Rockhold, Michael Bisping, Robert Whittaker e até mesmo Georges St-Pierre, ex-campeão da categoria até 77 quilos.

Histórico de Anderson Silva

Pesa a favor do brasileiro o seu histórico impecável dentro dos médios. No período em que foi campeão, Anderson defendeu seu título com sucesso em 10 oportunidades, o que o coloca como o segundo maior da história no quesito, com apenas uma luta a menos que Demetrious Johnson (que, cá entre nós, atua em uma divisão bem menos desafiadora que o “Spider”). Além disso, o ex-campeão também é o detentor da maior sequência de vitórias no UFC (16).

Astro da companhia

Desde que o UFC foi comprado pela WME-IMG, a organização tem focado em promover duelos que despertem o interesse do público, mesmo que isso represente não ser tão coerente em relação aos aspectos esportivos. Dentro desta linha, a escolha de Dana White é coerente: caso Anderson reconquiste o título, ele terá um grande nome para promover a divisão e um lutador que é um sucesso na hora de vender pay-per-views.

Possibilidade de superlutas

Outro aspecto interessa ao UFC na hora de apostar em Anderson: confrontos com atletas de outras divisões. Dentro da nova cultura da empresa, que tem apostado em duelos deste tipo, a movimentação pode fazer sentido. Não é segredo para ninguém que o brasileiro já demonstrou interesse em duelar contra St-Pierre (naturalmente atleta dos meio-médios) e até mesmo com a estrela da companhia, Conor McGregor. Um possível duelo contra esses nomes poderia bater o recorde de vendas de pay-per-view, já que todos são conhecidos por despertarem bastante atenção entre os fãs de luta.

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UFC precisa combater a cultura do bullying. Mas isso não deve acontecer http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/ufc-precisa-combater-a-cultura-do-bullying-mas-isso-nao-deve-acontecer/ http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/ufc-precisa-combater-a-cultura-do-bullying-mas-isso-nao-deve-acontecer/#respond Tue, 09 Oct 2018 07:00:41 +0000 http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/?p=21531

Seguranças e policiais tiveram dificuldade para conter a briga generalizada no UFC 229 (Crédito: Reprodução)

Por Rodrigo Garcia

O duelo entre Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor, que definiu o campeão peso leve do UFC, continua dando mais o que falar por conta da briga generalizada que ocorreu na T-Mobile Arena, após o fim do duelo, do que pelo que aconteceu durante os quatro rounds em si.

Contudo, a excelente performance de Khabib quase foi deixada de lado após as cenas lamentáveis que ocorreram em Las Vegas, que me lembraram aquelas que estamos acostumados a ver nos campos de futebol pelo Brasil.

Assim como abordado pelo colega Jorge Corrêa em seu post da última segunda-feira (08), a parcela de culpa do UFC neste episódio não pode ser minimizada. Só que, ao que tudo indica, o evento não mudará sua postura diante desta crise em sua imagem.

Ao invés de focar seus esforços no enorme potencial que existia no duelo, a organização adotou outra estratégia. Além do já conhecido “trash-talking” do irlandês, que atacou a religião, a nacionalidade e até mesmo o pai de Khabib, o UFC usou o vídeo do ataque de McGregor ao ônibus. Ou seja: foram usadas imagens de um crime, uma vez que o próprio irlandês admitiu culpa no episódio e cumpre pena determinada pela Justiça norte-americana, para aumentar o interesse do público no confronto.

Dana, quando questionado em entrevista à ESPN norte-americana sobre a questão, minimizou a relação entre os fatos: “O jeito que nós promovemos essa luta é exatamente a forma que as coisas se desenrolaram. Tudo isso faz parte da história (até este duelo).”

O episódio do ônibus também foi citado durante a coletiva de imprensa realizada após o UFC 229. Questionado se uma punição a McGregor teria amenizado o incômodo de Khabib e diminuído o clima tenso que estava se desenrolando para esse confronto, Dana preferiu se esquivar a, mais uma vez, bater de frente com seu atleta mais rentável.

“Nós não demos (nenhuma punição), então não sei (dizer se seria diferente), mas eu diria que não. Se a gente o suspendesse, isso não teria mudado o ódio entre essas equipes. Eles não dão a mínima pra isso, é muito maior que isso. Isso é briga de rua, não é o esporte, é completamente diferente. Isso talvez os irritasse mais, o Khabib queria lutar o mais rápido possível. Suspender o Conor poderia piorar isso.”

Ainda dentro deste contexto, Dana também mostra que não pretende mudar a forma que os lutadores têm utilizado para promover seus duelos. Para isso, ele usa como argumento o passado para defender que o episódio da madrugada de domingo (07) foi algo “casual”.

“Esta não é a primeira vez que dirão coisas ruins neste esporte. Nós não vamos dizer para ninguém o que eles podem ou não podem dizer. É como o esporte funciona. As pessoas dizem coisas absurdas no UFC há 18 anos e isso nunca aconteceu”, argumentou o executivo ainda na madrugada de domingo.

Khabib repudia bullying e quer mudar a “regra do jogo”

Khabib Nurmagomedov ataca trash-talking e promete “mudar o jogo” no UFC após confusão (Crédito: Reprodução/MMA Fighting)

Após todo o tumulto, Khabib abriu seu pronunciamento na coletiva de imprensa pedindo desculpas por suas atitudes. Porém, durante os cerca de três minutos que falou, foi enfático ao dizer que pretende “mudar a regra do jogo”.

“Eu sou humano e não entendo como as pessoas podem falar sobre eu pular do octógono, quando ele fala da minha religião, do meu país, do meu pai. Ele veio para o Brooklyn e quebrou um ônibus, quase matou pessoas. Por que não falam disso?”, questionou Khabib.

O atleta ainda fez questão de citar seu pai, que foi chamado de covarde por Conor durante uma “rodada de insultos” tradicional do irlandês: “meu pai me ensinou que devo sempre ser respeitoso. (…) Isso é um esporte de respeito. Não é trash-talking. Quero mudar este jogo. Não quero pessoas falando besteira sobre oponentes, sobre parentes, sobre religião. Você não pode falar de religião, de nação, isso para mim é muito importante.”

As palavras de Khabib sobre o impacto deste tipo de postura para promoção de lutas podem ser comprovadas dentro do UFC e na vida real. Rose Namajunas, campeã peso palha da organização que já havia sofrido com as intensas provocações de sua ex-rival, Joanna Jedrzejczyk, a ponto de ter desabafado sobre os comentários da rival ainda no octógono após sua vitória, estava no ônibus que foi atacado por Conor.

Segundo seu treinador, Trevor Wittman, a situação afetou sua atleta, que tem histórico de violência familiar, a ponto de ela ficar afastada por um tempo dos treinos mesmo que ela não tenha ficado ferida pelos estilhaços de vidro da janela que quebrou.

Além disso, há de se levar em conta o reflexo destas atitudes na esfera social. Como um evento esportivo, é importante que o UFC estimule o respeito entre os atletas, uma vez que o bullying e o discurso de ódio estão ganhando cada vez mais força fora do âmbito esportivo.

Atletas muitas vezes são vistos por crianças, e até por adultos, como modelos a serem seguidos. E posturas como essa podem agravar, e muito, um problema que já é corriqueiro em todo o mundo. No Brasil, o presidente Michel Temer sancionou em maio uma alteração na lei para acrescentar o combate ao bullying nas escolas, evidenciando a preocupação com a questão.

Segundo dados do relatório elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 150 milhões de estudantes entre 13 e 15 anos já foram vítimas de violência dentro ou fora do ambiente escolar. Ainda dentro deste recorte, pouco mais de um em cada três alunos já foi vítima de bullying no colégio, sendo que esta mesma proporção esteve envolvida em brigas corporais. Como registro, vale destacar que meninos e meninas têm a mesma chance de sofrer bullying, mas as meninas são mais propensas a serem vítimas de ofensas psicológicas, enquanto meninos sofrem violência física e ameaças.

Ainda segundo o estudo, as redes sociais complicam ainda mais o resultado de práticas como essa por conta da disseminação de conteúdo violento, ofensivo e humilhante. Se isso impacta dentro de redes sociais, imagine sendo transmitido ao vivo para todo o mundo e com ampla divulgação.

De acordo com o site norte-americano MMA Fighting, o UFC arrecadou US$ 17,2 milhões apenas com a bilheteria do evento, que ainda pode ser confirmado como o maior em número de vendas de pay-per-view na história da organização. Se parte da imprensa e do público repudia a forma que as lutas vêm sendo divulgadas, Dana White deve estar sorrindo de alegria com os resultados. Mesmo que eles tenham causado danos à imagem da empresa e do esporte.

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