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Não é só Anderson. Veja mais 8 motivos (brasileiros) para ver o UFC 183
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UOL Esporte

John Lineker está a uma vitória de disputar o cinturão dos moscas

Fãs de MMA de longa data, recentes ou até mesmo eventuais já estão carecas de saber que no próximo sábado, 31 de janeiro, teremos a volta de Anderson Silva, contra Nick Diaz, mais de um ano depois de sua grave lesão. Mas o UFC 183 em Las Vegas terá uma série de atrações, principalmente para o Brasil. Serão mais oito (!!!) brasileiros no octógono. Veja o que está em jogo.

John Lineker – Sua eterna batalha contra a balança pode ter o capítulo final antes de disputar o cinturão dos moscas contra Demetrious Johnson. Para isso, precisa vencer seu recorrente drama do corte de peso e o norte-americano Ian McCall, que teria sido seu adversário no Uberlândia em 2014, se não tivesse passado mal.

Thales Leites – A demissão do UFC em 2009 fez muito bem ao niteroiense, que já soma quatro vitórias consecutivas desde que voltou ao Ultimate. Mas mais que comprovar sua boa fase, Thales quer, contra Tim Boetsch, corroborar que se tornou um lutador completo para entrar no top 10 dos médios.

Thiago Pitbull – Depois de dois anos longe do UFC por conta de lesões, o ex-desafiante pelo cinturão dos meio-médios voltou ano passado com uma boa vitória sobre Seth Baczynski. Agora, enfrenta Jordan Mein para se manter no caminho das vitórias – e longe das contusões.

Diego Brandão – Dono de uma carreira com muitos altos e baixos depois de se campeão do TUF nos EUA, o cearense precisa da vitória mais do que nunca contra Jimy Hettes, para se recuperar da série de duas derrotas consecutivas, ambas por nocaute no primeiro round, contra Dustin Poirier e Conor McGregor.

Rafael Sapo – Vindo de uma polêmica vitória sobre Chris Camozzi após duas derrotas consecutivas, o mineiro fará contra o inglês Tom “Kong” Watson sua 12a luta no maior evento de MMA do mundo. É mais um brasileiro de vai se mantendo por muito tempo no UFC entre altos e baixos.

Thiago Marreta – O ex-TUF Brasil ressuscitou no UFC depois de nocautear, de forma surpreendente, Ronny Markes em Natal no ano passado. Mas mesmo vindo de derrota, enfrenta Andy Enz em alta depois de ter dado trabalho e não ter sido nocauteado por Uriah Hall em julho passado.

Rick Monstro x Ildemar Marajó – O primeiro faz sua primeira luta no UFC em sua categoria de verdade, os médios, depois de ter sido nocauteado como peso pesado por Rogério Pezão na última final do TUF Brasil. Já Marajó faz sua primeira luta no Ultimate no peso em que foi campeão no Jungle Fight.

Bônus: Miesha Tate – A bela eterna rival de Ronda Rousey ainda não fez nenhuma luta de encher os olhos desde que estreou no UFC, mas pode, contra Sarah McMann, conseguir sua terceira vitória consecutiva.

Tags : ufc 183


Entenda por que Anderson está TÃO desapontado com Lyoto e Jacaré
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Jorge Corrêa

Uma declaração polêmica de Anderson Silva na última quinta-feira pode abalar a amizade entre três dos principais pesos médios do Brasil. Divulgando sua luta com Nick Diaz, que acontece no próximo dia 31, o ex-campeão disse estar muito desapontado com Lyoto Machida e Ronaldo Jacaré. Vamos às declarações.

“Se Dana [White, presidente do UFC] me der a chance de disputar o cinturão, eu vou disputá-lo. Mas eu não gosto de enfrentar brasileiros. Jacaré é meu amigo, Lyoto é meu amigo, mas eles não estão falando a mesma língua que eu.”

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“Quando falo com a imprensa, sempre digo que não vou lutar com o Lyoto porque ele é meu amigo e o mesmo para o Jacaré. Mas quando eles conversam com jornalistas, falam que me enfrentariam porque são lutadores. Eu não gosto desta posição do Lyoto e do Jacaré porque não faria essas lutas contra eles. Treinei muito tempo com os dois.”

“A grande questão é que quando trabalhei com eles, quando treino com eles, eu os ajudei muito. Eu deixo 50% de toda minha energia neles. Quando eles falam coisas assim, eu fico muito, muito, muito, muito desapontado.”

Tanto Lyoto quando Jacaré tem uma posição menos conservadora que a de Anderson. Eles simplesmente dizem que têm o sonho de serem campeões dos médios do maior evento de MMA do mundo e, se o Spider estiver com o cinturão, como esteve por tanto tempo, não teriam problema em enfrentá-lo.

Mas por que isso chateia tanto o Anderson?

(1) O ex-campeão dos médios tem um código interno de conduta muito rígido. Ele realmente prefere abrir mão do cinturão a enfrentar um amigo. Anderson treinou muito tempo com Ronaldo Jacaré na academia X-Gym, no Rio de Janeiro, e o ajudou quando ele estava despontando no MMA. Já Lyoto foi seu parceiro na Blackhouse, em Los Angeles, além de já terem até gravado um filme juntos. Essa proximidade transforma em crime, na cabeça do Spider, ter de enfrentar qualquer um dos dois.

(2) Anderson tem um retrospecto muito ruim quando enfrentou brasileiros no UFC. Não quanto a resultado, afinal venceu todos, mas sempre teve polêmicas fora do octógono. Contra Thales Leite, ele disse que tirou o pé porque já tinha trabalhado com ele. Foi achincalhado pela crítica especializada. Depois, humilhou Demian Maia, o chamou de playboy durante a luta e quase foi demitido. Teve de pedir desculpas públicas no Faustão. Depois, brigou e atacou muito Vitor Belfort, para se redimir após nocauteá-lo. Depois deste combate, não se cansa de falar que não gosta de enfrentar brasileiros.


Aldo finalmente aprendeu a se vender. Agora, prepara maior luta da carreira
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Jorge Corrêa

José Aldo chegou ao UFC como um jovem com capacidade de bater todos os recordes do evento e ficar o tempo que quisesse com o cinturão peso pena. Mas parece que apenas agora, aos 28 anos, ele chegou à maturidade. Não como lutador, pois dentro do octógono não tem nada mais a provar. O brasileiro finalmente aprendeu a se vender com campeão, como astro, como importante personagem da franquia.

Sua atuação no último fim de semana, antes, durante e depois da luta de Conor McGregor – seu próximo adversário – deixou claro que ele entendeu que precisava entrar no jogo do show business do UFC se quisesse ser reconhecido por um público ainda maior, não só os fãs fanáticos de lutas. Usou o personagem falastrão do irlandês para entrar de cabeça nesse mundo da autopromoção.

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Ele já vinha chamando Conor de “bobo da corte” desde sua vitória de Chad Mendes e, agora, vestiu literalmente a coroa de rei dos pesos penas. Rebateu as provocações e ainda deu um tapa com luva de pelica ao apenas rir sinceramente do ataque de McGregor, que pulou a grade do octógono e partiu para cima do campeão após nocautear Dennis Siver.

“Nada muda. Depois que eu vencer (McGregor), eu ainda serei o rei. Chad (Mendes) é o príncipe e ele ainda será o bobo da corte”, brincou o brasileiro.

Essa é a evolução de uma postura que já vinha mudando desde a promoção de sua revanche contra Mendes. O empurrão que ele deu no norte-americano em pleno estádio do Maracanã durante uma encarada causou enorme estranheza, afinal, aqui não era do seu feitio. Ele até assumiu depois que tinha premeditado a agressão para vender a luta, mas se arrependeu.

Aldo sempre foi um cara que preferiu falar dentro do octógono, batendo em um adversário atrás do outro. Foi assim que chegou a sete defesas consecutivas de cinturão. Mas ele, e sua equipe, perceberam que seu jeito caladão, de entrevistas curtas, declarações rasas, estavam o fazendo perder espaço com o grande público. Mais que isso, perder dinheiro. Com menos visibilidade, menos apelo, menos patrocínios…

Essa virada de jogo acontece em um momento importante para o próprio Ultimate, que tenta se reerguer depois de um ano muito ruim em 2014. Ele pode usar essa nova fase para surfar essa onda se tornar ainda maior dentro da franquia.

Mais que isso, ele prepara o terreno para transformar seu combate contra Conor McGregor – previamente marcado para maio em Las Vegas – no maior de sua carreira. Pelo menos em termos de visibilidade e promoção. Agora, é treinar para tentar calar o falastrão.

*Post livremente inspirado no texto do amigo Davi Correia, do UFC.com.br.

Tags : josé aldo


Mudança de postura faz Anderson Silva perder seu principal parceiro
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Jorge Corrêa

Quem apenas assistiu às lutas de Anderson Silva nos últimos cinco anos, ou viu suas aparições em todos os programas de TV de grande audiência, dificilmente sabe da existência de Hebert Mota. Mas quem acompanhou os bastidores da carreira do Spider, viu seu trabalho de perto, dificilmente consegue imaginar um sem ter o outro ao lado.

Mas agora essa cena será comum.

Hebert revelou ao blog que está encerrada uma das parcerias mais bem sucedidas no esporte brasileiro nos últimos anos, principalmente em termos de marketing. Os dois não trabalham mais juntos desde novembro passado, apesar de não ter acontecido nenhuma rescisão contratual oficial. Uma conversa foi o suficiente para dois caras que se consideram irmãos.

“Eu dei um tempo para ele depois da lesão, para ficar com a família, que era o que ele precisava. Ele começou a fazer coisas que eu não concordava, que não fazia sentido dentro do trabalho que tínhamos feito até aquele momento. Não posso ter um empresariado que fala uma coisa num dia e outra no dia seguinte. Os patrocinadores me ligavam cobrando e não sabia o que falar”, explica.

Mota é produtor musical e artístico, além de sócio de um importante estúdio musical em São Paulo. Conheceu Anderson sem querer, em 2009, na imigração de um aeroporto nos Estados Unidos. Uma troca de cartões virou um case de sucesso no esporte brasileiro. Uma conversa rápida mostrou a Anderson que Hebert poderia lhe ajudar no projeto de ter uma aposentadoria tranquila, afinal, já beirava os 40 anos.

O empresário nunca cuidou de marcar lutas (Ed Soares e Jorge Joinha eram os responsáveis), nem de treinamentos ou preparação. Seu projeto era transformar Anderson Silva em uma marca conhecida, não só dentro do esporte. Quando começaram o trabalho, por mais que ele já fosse campeão do UFC há muitos anos, era pouquíssimo conhecido em seu país. “Claro que tínhamos na mão um material humano incrível. O Anderson continuava vencendo, fazendo grandes lutas, mas ninguém sabia quem ele era. Mas vi o potencial que ele tinha.”

A parceria começou, de fato, em um momento de crise do Spider. Depois de vencer Demian Maia em 2010, mas ser muito criticado pela maneira com que tratou o rival, Hebert colocou Anderson para fazer um pedido de desculpas público no Domingão do Faustão. Foi a primeira grande aparição do lutador em rede nacional. Mas era apenas o começo.

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O grande pulo do gato aconteceu quando Mota alinhou o acerto de Silva com a 9ine, agência de marketing esportivo recém-criada por Ronaldo no início de 2011. O chute frontal que nocauteou Vitor Belfort foi a grande alavanca para o trabalho da empresa e do assessor. A partir daí, ele se tornou quase onipresente em todos os programas de alcance nacional e não só de esporte.

A meta de Hebert era transformá-lo em um ídolo acima do MMA ou do esporte. Queria vê-lo como um personagem do entretenimento, alguém que fosse ser lembrado não apenas pelo o que fez como lutador, que suas amizades, suas frases, as roupas e relógios que vestia, seus encontros sempre fossem manchetes. Ele criou o que chamou de “marca Anderson Silva” com a meta de imortalizar o nome do maior campeão do UFC em todos os tempos.

O fim da parceria

A relação entre o dois, que se consideravam irmãos, começou a se desgastar depois da grave lesão que Anderson Silva sofreu contra Chris Weidman. Hebert se afastou do Spider para que ele pudesse passar sua dolorosa recuperação ao lado de sua família. Mas o lutador passou a fazer aparições e dar entrevistas sem conversar com ele antes, passando ideias diferentes das que eles vinham trabalhando nos anos anteriores.

“Ele fala que seu foco vai ser a carreira de ator. Como que vou explicar para o patrocinador que assinou com o Anderson lutador, com o Anderson atleta? Ele falou que poderia se aposentar, sua família estava pedindo para ele parar. Depois, disse que não queria ser mais campeão, que seu tempo com o cinturão tinha passado. Uma semana depois, muda de ideia. Se eu sou o responsável pela imagem dele, não posso trabalhar desta maneira. Então foi o momento de me afastar e respeitar minha própria imagem”, explicou Hebert.

Mota não concorda com as atuais decisões do Spider, da maneira que ele está se colocando na mídia e nem mesmo com os novos patrocínios que seu novo estafe conseguiu. “Tínhamos um patamar muito alto. Tudo que ele fazia ganhava destaque em sites do mundo inteiro, era manchete do UOL, da Globo, do USA Today, do El Pais… Agora não passa da seção de esporte. Não posso aceitar esse passo para trás. Tínhamos contratos de R$ 1,5 milhão por ano. Agora, li que o patrocínio de Furnas será de R$ 420 mil. Como assim?”

Apesar deste término que, se não foi conflituoso, deixou o agora ex-gestor da imagem de Anderson Silva magoado, Hebert não descarta retomar a parceria no futuro. “Não quero um pedido de desculpas. Mas se ele perceber que o trabalho que eu estava fazendo era bom, admitir que suas mudanças não fizeram bem para sua carreira, voltaria a trabalhar com ele com certeza. Mas se ele achar que agora está melhor, sem problemas também.”

Novos projetos

Hebert Mota continua trabalhando firme em seu estúdio em São Paulo e produzindo projetos artísticos. Mas ele já tem um novo parceiro firme depois deste fim com Anderson Silva. Ele agora está focado em ampliar a imagem de Daniel Zukerman, comediante que ficou famoso por suas invasões no programa Pânico. “Vou transformá-lo em um Jimmy Fallon brasileiro”, projetou o assessor, em uma previsão ousada. Mas depois do que ele fez com Anderson, eu não duvidaria.


McGregor é um perigo real para José Aldo?
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Jorge Corrêa


A cena já entrou para a história do UFC. Ninguém nunca tinha feito nada parecido. Já tínhamos tido xingamentos, desafios no octógono, empurra-empurra… Mas ver Conor McGregor nocautear Denis Siver, pular a grade e partir para cima de José Aldo na plateia foi uma cena, no mínimo, curiosa.

O brasileiro teve uma única reação: riu muito olhando para a cara do irlandês. Pareceu uma risada sincera no meio da multidão no ginásio em Boston, não soou como um riso nervoso, de alguém está prestes a encarar um problema sério. Mas a questão que fica é: Conor Mcgregor seria um perigo real ao cinturão dos pesos pena de José Aldo?

Quem viu apenas a vitória do irlandês no último domingo até cravaria: sim, o brasileiro terá problemas. Ele acertou o alemão o dobro de vezes. Usando de maneira perfeita a distancia e os golpes longos, não deixou Siver se aproximar, onde levaria mais perigo. Suas sequências entravam na guarda do adversário como se fosse um profissional contra um amador.

McGregor dominou e brincou com Denis da mesma maneira que o fez contra todos os seus adversários desde que estreou no UFC. Mesmo quando venceu por pontos – como foi contra Max Holloway – foi imensamente dominante. Dentro destas circunstâncias, é difícil não dizer que ele será um dos maiores desafios da carreira de José Aldo.

Mas Conor se fez dentro do UFC mais falando do que necessariamente lutando. Claro que teve vitórias incríveis, mas sua retórica, a maneira inteligente de provocar, a forma com que se porta… O irlandês se tornou um personagem invejável. E amado por seus chefes. Ele se vende como ninguém no Ultimate. Ocupou perfeitamente uma lacuna deixada por Chael Sonnen.

E onde os fãs de José Aldo podem se apoiar para não ficarem tão preocupados? Simples. Conor McGregor chega à disputa de cinturão dos penas, em maio, em Las Vegas, sem ter enfrentado nenhum dos atuais top 5 da categoria. Siver, contra quem foi tão bem, é apenas o décimo. Por outro lado, o brasileiro já surrou os quatro primeiros – o número 1, Chad Mendes, duas vezes.

O irlandês não teve até agora nenhum adversário tão bom e tão rodado quanto José Aldo. E o campeão já mostrou que tem as armas para enfrentar qualquer rival com qualquer estilo, do wrestler ao trocador, do respeitoso ao provocador. Em alguns meses descobriremos o real potencial e Conor McGregor.

(Mas uma coisa não podemos negar: ele é tão falastrão quanto era Chael Sonnen, mas é muito, MUITO melhor lutador que o norte-americano.)


Pneumonia tira Jacaré do UFC 184
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Jorge Corrêa

Ronaldo Souza, o Jacaré

Ronaldo Souza, o Jacaré

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Uma das mais esperadas lutas entre grandes nomes dos pesos médios do UFC está adiada. O evento acabou de anunciar que uma pneumonia tirou Ronaldo Jacaré do UFC 184, onde enfrentaria Yoel Romero. O evento acontece em 28 de fevereiro, em Los Angeles.

O Ultimate não busca um novo adversário para o cubano, pois ainda espera remarcar o combate com o brasileiro para um evento próximo, mas mais a frente.

Essa doença pode atrasar, ainda mais, a vida de Jacaré em sua corrida por uma vaga na disputa do cinturão da categoria. Ele já era considerado o próximo desafiante, até que Dana White anunciou que Anderson Silva terá a chance de tentar se campeão mais uma vez se vencer Nick Diaz no fim do mês.

Apesar desta baixa, o UFC 184 ainda conta com duas disputas de cinturão. Chris Weidman defende o título dos médios contra Vitor Belfort, e Ronda Rousey terá pela frente Cat Zingano, valendo o cinturão peso galo feminino.


Anderson Silva nocauteou ou não um colega de treino?
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Jorge Corrêa


O que parecia ser uma simples reportagem sobre a preparação de Anderson Silva para seu retorno ao UFC mais de um ano depois de sua grave lesão na perna tomou contornos de crise. Quem assistiu ao Esporte Espetacular do último domingo pôde ver uma sessão de sparring de cinco rounds do ex-campeão dos médios. Em dado momento, ele aparentemente nocauteou seu parceiro de treino Douglas Moura.

Pelo menos foi essa a impressão que a edição da cena passou, assim como a narração feita pelo repórter Régis Roesing. No mundo das lutas, pega um pouco mal para um atleta nocautear um parceiro de treinamento. Por mais que um sparring seja uma simulação de combate, você não ataca seu rival com força o suficiente para nocautear.

Nesta quarta-feira, dois lados falaram sobre o ocorrido, para tentar diminuir a polêmica em torno de um lance que deve ter sido corriqueiro.

“Anderson não faria isso nunca, especialmente com um cara que ele se importa tanto. Douglas não estava completamente nocauteado. Anderson apenas o acertou, pois ele está se preparando para a luta”, minimizou Jorge Guimarães, o Joinha, um dos empresários do Spider, em entrevista ao site MMA Junkie.

“Ele está treinando um pouco mais intensamente do que antes. Ele está muito calmo, como sempre, mas com muita vontade de voltar ao octógono”, completou Joinha. “Talvez não tivessem de ter filmado um sparring. Eles pegam pesado nesses treinos.”`

Já o outro envolvido na história tem uma versão um pouco diferente. Em conversa com o MMA Fighting, Douglas Moura explicou que não foi nocauteado, apenas ficou zonzo com a joelhada de Anderson. “Eu não perdi a consciência, só estava tonto. Logo em seguida, me recuperei, me levantei e continuei treinando. Não foi nada de mais.”

“Eles não fizeram um bom trabalho de edição [do vídeo]. Nunca aconteceu um nocaute. Estávamos lutando e quando ele viu que eu estava zonzo, não me bateu de verdade. Estava me dando tempo de me recuperar. Da maneira que mostraram, pareceu que ele queria me machucar. A Globo fez um trabalho muito pobre de edição”, finalizou.


TJ Dillashaw já mira luta contra Aldo. Isso mesmo, contra Aldo!
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Jorge Corrêa


Não amigo internauta, você não leu errado o título acima. Se não bastasse TJ Dillashaw ter tirado o cinturão peso galo das mãos de Renan Barão, ele agora quer ficar com o último título que o Brasil tem no UFC.

Em entrevista ao site MMA Junkie, o norte-americano contou que pensa seriamente em se testar na categoria de cima e quer enfrentar José Aldo. Se isso acontecer e ele vencer, conseguiria um feito inédito: ter dois cinturões ao mesmo tempo.

Mas para que TJ tenha essa chance, ele precisa que Conor McGregor não vença Denis Siver no UFC deste domingo.

“Sei que ele [José Aldo] deve lutar contra o Conor McGregor, mas vou torcer para que o irlandês perca para Dennis Siver, e eu possa lutar contra o José Aldo. Seria muito bom ser o primeiro lutador a conseguir dois cinturões ao mesmo tempo'', explicou.

Apesar deste projeto ousado, TJ Dillashaw deve mesmo ter uma revanche para Renan Barão, já que Dominick Cruz e Raphael Assunção. No entanto, ele não parece estar muito preocupado com o brasileiro.

“Não achei o Barão tão bem em sua última vitória [sobre Mitch Gagnon, no UFC Barueri em dezembro]. Ele estava um pouco hesitante e lento, não estava tão agressivo como antes. Estou empolgado com essa revanche, acho que vai ser uma luta mais rápida'', disse o campeão.


Anderson já tem licença para lutar
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Jorge Corrêa


A luta já estava marcada, divulgada, ingressos vendidos, pay-per-view bombando. Mas ainda faltava um papel para Anderson Silva voltar a lutar. Agora não falta mais. Nesta segunda-feira, ele recebeu sua licença da Comissão Atlética do Estado de Nevada, que regulamenta os eventos que acontecem em Las Vegas.

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É um processo de praxe, mas no caso do brasileiro um pouco fora do comum por conta da grave lesão que ele sofreu no final de 2013, quando fraturou a perna no combate contra Chris Weidman.

Ele não pode estar presente ao local, mas respondeu aos questionamentos dos comissários por telefone. Perguntaram como está sua perna e seu treinamento e, com seu inglês sempre lacônico, disse que “está tudo bem'', que o local lesionado está completamente recuperado e ele está “feliz''.

Anderson conseguiu sua licença com aprovação unânime dos comissários.

O ex-campeão dos médios ainda soube quem serão os árbitros que comandarão sua luta contra Nick Diaz, no UFC 183, em 31 de janeiro. Como juiz principal ele terá o lendário Big John McCarty, principal nome na posição na história do Ultimate. Se a luta durar cinco rounds (o que duvido muito), os juízes de cadeira serão Sal D'Amato, Marcos Rosales and Glenn Trowbridge.


Dana revela que está negociando Ronda x Cyborg
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Jorge Corrêa

O presidente do UFC, Dana White, estava de bom humor nesta segunda-feira e resolveu tirar 10 minutos para responder perguntas de fãs no Twitter. As mais aleatórias possíveis. Separei três respostas interessantes que falam diretamente sobre lutadores brasileiros.

A que mais me chamou atenção foi quando ele disse que “está trabalhando'' para que aconteça a superluta entre a campeã peso galo Ronda Rousey e a brasileira Cris Cyborg, campeã peso pena do Invicta.

“Você faz as lutas que os fãs querem ver. Eu quero ver uma luta em peso combinado entre Ronda e Cyborg. Você fará isso acontecer?'', perguntou a fã. “Estou trabalhando nisso, mas não acredito que será em um peso combinado. Só que tudo pode acontecer'', respondeu Dana White.

As especulações sobre a luta entre as duas desafetas, que cansaram de se provocar e de xingar nos últimos anos, esfriaram no semestre passado, principalmente depois que Cris Cyborg anunciou que tinha desistido de descer dos pesos pena (até 66kg) para os pesos galo (até 61kg). Pelo visto, o chefão tem algo na manga.

O Presidente do Ultimate ainda falou duas vezes sobre o campeão dos pesos pena, José Aldo. Primeiro ele disse que “adoraria ver'' uma superluta entre ele e o dono do título dos leves Anthony Pettis. Depois, explicou que o brasileiro enfrentará Conor McGregor, se o irlandês vencer Denis Siver neste domingo, em Las Vegas ou no Croke Park, estádio em Dublin com capacidade para quase 90 mil pessoas.

Dana White ainda aproveitou para reiterar o quão feliz está em ver a volta de Anderson Silva ao octógono na luta contra Nick Diaz, em 31 de Janeiro, no UFC 183. “Estou muito empolgado, será uma luta muito interessante.''

O blogueiro ainda tentou uma respostinha do presidente. Perguntei se teremos um evento em um estádio de futebol aqui no Brasil neste ano, mais especificamente se será na nova arena do Palmeiras. Mas fiquei no vácuo desta vez.