Blog Na Grade do MMA

Veja o duplo-nocaute mais esquisito (e doloroso) da história
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UOL Esporte

Já mostramos alguns tipos de duplo-nocaute: há o em que os dois lutadores dormem para sempre, aquele em que um deles acorda rápido e herda a vitória e agora uma dupla de competidores levou este desfecho inusitado de combate ao seu ápice. Apresentamos a vocês o duplo-nocaute, com duplo-golpe baixo.

É isso mesmo. Durante o Christian MMA Fight – pois é, um evento cristão de MMA -, dois competidores amadores estava fazendo uma luta normal, um tentando botar pressão no outro, os técnicos gritando instruções… Até que o rapaz de vermelho armou uma joelhada no corpo do oponente e desferiu o golpe.

Ele só não contava que ia acertar o órgão genital do adversário. Contava muito menos que o lutador de calção preto ia revidar simultaneamente o movimento, talvez num instinto de defesa, e acertá-lo também na “zona do agrião”. O resultado foram dois lutadores na lona, gritando de dor…

Sobre o evento, um dos lutadores explica sua ligação entre MMA e cristianismo. “A razão para termos lutas aqui é fazer com que as pessoas tragam gente e falem para essas pessoas sobre Deus. E eu espero que pela luta eu possa criar uma ligação com a pessoa com quem estou lutando e estenda Cristo a ela.”


Futuro do Brasil no UFC passa pelas mulheres
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Jorge Corrêa


O MMA brasileiro não passa pelo melhor de seus momentos dentro do UFC. Se poucos anos atrás tínhamos quatro campeões ao mesmo tempo, agora contamos apenas com José Aldo, nos penas, e nossos principais nomes passam por altos e baixos. Mas a reação pode estar mais perto do que imaginamos.

A grande apresentação de Jéssica Andrade no último sábado, no UFC Brasília, sobre Larissa Pacheco, deixou o caminho ainda mais claro: o futuro do Brasil dentro do Ultimate passa diretamente pelas mulheres.

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O país está em grande fase nas categorias femininas, ainda mais se pensarmos na quantidade de lutadoras que temos nesse momento. Vou falar individualmente de cada uma delas para mostrar esse cenário positivo que deve culminar com uma disputa de cinturão muito em breve.

Amanda Nunes – Oitava do ranking peso galo feminino, é quem está mais próxima de disputar o título, resultado de duas vitórias em duas lutas no UFC, sendo ambas com nocautes no primeiro round. Aos 26 anos, deve conseguir seu title shot se vencer Cat Zingano, número 1 da categoria, no UFC 178 no final do mês. Isso se uma Gina Carano da vida não furar a fila.

Bethe Correia – Com boas atuações, uma carreira invicta no MMA em nove lutas – sendo três no UFC – ela conseguiu mexer com a campeã Ronda Rousey, ainda mais depois de vencer duas de suas pupilas. Ainda deve ter de fazer uma ou duas lutas até chegar ao cinturão, mas já ganhou a promessa de Rowdy de enfrentá-la no Brasil em um futuro próximo. Se ela ainda for a campeã, óbvio.

Jéssica Andrade – Estreou no UFC com derrota, mas contra a pedreira Liz Carmouche. Desde então, foram três vitórias seguidas, mas mais que os bons resultados, a paranaense está mostrando uma evolução impressionante. Ela própria assumiu que ainda não está pronta para lutar pelo título, mas já ficou claro que ela vem trilhando o caminho perfeito para isso acontecer.

Larissa Pacheco – Não se deixem enganar pela derrota do último sábado. Ela tem apenas 20 anos e era campeã do Jungle Fight. A estreia e contra uma rival muito rodada o maior evento do mundo deve ter pesado. Sem a pressão da estreia, tem potencial para superar a primeira derrota de sua carreira e brilhar no UFC.

Claudinha Gadelha – Primeira brasileira na recém-estreada categoria peso palha, já chegou ao UFC perto de uma disputa de cinturão. A dominante vitória em sua primeira luta deixou isso ainda mais claro. Agora, basta sair a primeira campeã do peso vindo do TUF 20 para saber o quão difícil deve ser o caminho da potiguar.

ADENDO: Cris Cyborg - Ex-campeã peso pena do Strikeforce, está em batalha aberta para chegar ao peso galo. Depois de dizer que morreria se tentasse esse corte, assumiu o desafio para finalmente ir para o UFC. Ela fica no final dessa lista por dois motivos: (1) Ninguém sabe quando ela vai conseguir descer de categoria e, em conseguindo essa façanha, (2) terá de superar as desavenças que teve com Dana White. Essa sua ida para o Ultimate é uma enorme incógnita.


A volta do Homem-Ambulância
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Jorge Corrêa

O jamaicano radicado nos Estados Unidos Uriah Hall ficou conhecido como Homem-Ambulância por mandar três rivais para o hospital durante o TUF, só que depois perdeu muito de seu ímpeto nas lutas no UFC. Mas parece que ele está volta a sua velha forma.

Vindo de suas boas vitórias, sobre Chris Leben e Thiago Marreta, o peso médio mostrou que pode continuar mandando seus adversários para a emergência. Mesmo que seja em um simples treino de sparring. Foi o que ele apresentou em um vídeo que publicou esta semana no Instagram.

Treinando, ele acertou seu colega de time com um chute rodado e o nocauteou. É raro ver isso acontecer em treinos e é claro que ele pediu desculpas em seguidas.

Tags : uriah hall


Brasil enfrenta seu maior desafio no UFC: ver seus astros perderem em casa
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Jorge Corrêa


Tendo apenas os Estados Unidos a sua frente, o Brasil está mais que consolidado como o segundo maior mercado do UFC, tanto em quantidade e qualidade de lutadores, quanto em atração e retorno de investimentos do maior evento de MMA do mundo. Mas agora, o país passa por seu maior desafio no Ultimate.

O que antes era raro, virou realidade no ano de 2014: os astros brasileiros começaram a perder em casa, diante de ginásios lotados, nas lutas principais.

Entre 2011 e o começo de 2014, o Brasil tinha perdido apenas duas vezes em casa em 11 eventos, com Wanderlei Silva e Demian Maia. Agora, soma três derrotas consecutivas em combates principais: Shogun, em Natal; Maldonado, em São Paulo; e Pezão, em Brasília, no último sábado.

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Claro que o muxoxo nos ginásios e um ou outro xingamento sempre vão acontecer. Mas essa situação vai além da frustração momentânea, ela coloca à prova o jovem amor da torcida brasileira pelo MMA e pelo UFC.

A regra é clara e a história mostra muito bem isso: o Brasil gosta de campeões, não gosta de esporte. Não são poucas as modalidades que por aqui, hoje, não superam o interesse de apaixonados e iniciados depois de terem atraído o grande público nos momentos em que tivemos campeões. Gustavo Kuerten e o tênis que o digam.

O UFC ainda tem bastante lenha para queimar nesse sentido. Temos um campeão e muitos lutadores em posição de disputar títulos em breve, além de jovens que podem deixar o futuro do MMA brasileiro bem encaminhado. Mas esses resultados atuais vão testar muito a maturidade de nossa torcida.

O que vai acontecer nos próximos três eventos que acontecerão no Brasil ainda este ano podem indicar bastante qual o caminho que a modalidade pode tomar. Material humano para se manter em alta por muitos anos o MMA tem, agora precisa saber como trabalhar esse potencial.

Aproveito para fazer o questionamento para você, amigo internauta: a torcida brasileira está pronta para ver seus ídolos perderem em casa?


Já viu um raríssimo nocaute duplo?
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Jorge Corrêa

Não é exatamente a primeira vez que acontece na história do MMA, mas é um lance muito, mas MUITO difícil de acontecer. O vídeo é do final do mês passado, mas ainda é muito válido pela curiosidade do ocorrido. Dalton Holverson e Alydn Ashcraft protagonizaram um raríssimo nocaute duplo e simultâneo no pequeno evento norte-americano The Clash 11.

Já vimos lances como desses nas últimas décadas e o script é sempre o mesmo. Luta pegada, os dois se entregando no ringue e cruzados ao mesmo tempo no queixo um do outro. Os dois caem desacordados. Normalmente, o resultado ser no-contest (sem vencedor), mas nessa luta Dalton conseguiu acordar rapidamente e foi declarado vencedor.

Tags : nocaute


Lesões e um bebê perdido. Os bastidores do 3º título do Brasil no Bellator
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UOL Esporte


O Brasil conquistou na última sexta-feira seu terceiro cinturão no Bellator, tornando-se o país mais vitorioso no segundo maior evento de MMA da atualidade, concorrente do UFC. Patrício Pitbull foi o responsável pela façanha, vencendo seu maior rival na organização, Pat Curran, em uma guerra vencida por pontos pelo potiguar. Mas, por trás da vitória, Patrício passou por muitos (MUITOS) problemas. Já podendo dormir ao lado do seu cinturão, ele abriu o jogo e revelou que sofreu com lesões durante sua preparação e, mais grave, sua mulher perdeu o bebê que o casal esperava.

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Pitbull conta que o primeiro problema veio com um mês antes do combate. Ele foi diagnosticado com overtraining, isto é, foi constatado que ele exagerou nos treinos.

“Estava doente e machucado. Treinava apenas uma vez na semana. Fiz exames e diagnosticaram que eu estava com overtraining e múltiplas lesões. Avisei o Bellator e sugeriram que eu descansasse. Foi quando fui a um médico especialista e adotei um treinamento diferenciado. Faltando uma semana para a luta, me senti renovado e optei por manter o confronto de pé'', explicou o lutador.

O início do descobrimento das lesões foi quando ele fez uma filmagem para divulgar a luta e, depois de uma joelhada voadora, sentiu um movimento estranho no joelho. Foi diagnosticada uma lesão no menisco, mas ele ainda enfrentou também um dedo do pé fraturado e o dedão do pé direito “fora do lugar”, dores no ombro, articulações inflamadas…

Patrício passou a apresentar febre e, quando percebeu o overtraining, resolveu cancelar a luta. A equipe então mudou seus procedimentos. Adotou maiores períodos de descanso, intensificou a fisioterapia e o lutador teve de ignorar dores para treinar. Uma semana antes da luta, um sparring fez o potiguar e seu time manterem o combate.

Não bastasse isso, uma notícia chocante acabou interferindo no seu treinamento, apesar de ele não desistir da luta, mais uma vez.

“Minha mulher estava grávida e perdeu o bebê. Tudo parecia dar errado na minha vida. Mas meus treinadores me motivaram e o final acabou sendo o melhor. Por tudo isso a vitória foi ainda mais especial'', revelou.

Sobre o combate, Pitbull admitiu que Curran é um osso duro de roer. “As duas lutas contra ele foram as mais difíceis. Ele foi o único que conseguiu me acertar tantas vezes. Esse último combate foi o principal, com muita técnica e tática. Eu consegui acertar os melhores golpes, quedas, e derrubei ele ao menos três vezes com socos. Tive uma performance para ser campeão e os juízes não tiveram dúvida dessa vez”. No primeiro encontro, em janeiro de 2013, Curran venceu por pontos.

Pitbull afirmou que com este triunfo sente que pode enfrentar “qualquer lutador”. Ele e Dudu Dantas, campeão peso galo do Bellator, são exemplos de lutadores que têm sucesso e nível para fazer frente aos top 5 do UFC, mas optam por construir suas carreiras vitoriosas no Bellator, mostrando que há vida no MMA fora do Ultimate. O terceiro campeão pelo Brasil é o peso meio-médio Douglas Lima, que faturou seu cinturão em abril.

Quem são os Pitbull?

Patrício Freire não está só em sua jornada no MMA. A “família Pitbull” inclui seu irmão, Patricky, e seus pupilos, como Bethe Correia, Fabio Maldonado, Rony Jason, entre outros.

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Patrício e Patricky tem uma trajetória à la irmãos Nogueira, mas no Nordeste. O primeiro, mais novo, é o mais vitorioso, com um cartel de 22 vitórias e duas derrotas.

Patricky também é do Bellator e está com 13 triunfos e cinco reveses, e tem grandes combates em sua conta, enfrentando nomes como Eddie Alvarez, Kurt Pellegrino e Michael Chandler. O mais velho volta a lutar no dia 26 de setembro, contra Marcin Held.

O campeão Patrício costuma contar que virou lutador para acabar com seu estigma de baixinho. Ele foi treinar jiu-jítsu aos 10 anos e depois passou a trabalhar com a Chute Boxe, junto a nomes como Wanderlei Silva e Maurício Shogun.


Jacaré passa Belfort e Machida e é o novo número 2 dos médios do UFC
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Jorge Corrêa

Ronaldo Souza, o Jacaré

Ronaldo Souza, o Jacaré

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Ronaldo Jacaré tem mais um bom motivo para cobrar de Dana White uma disputa de cinturão dos médios do UFC em breve. Depois de sua boa vitória sobre Gegard Mousasi no último sábado, o capixaba se tornou o número 2 da categoria, ficando atrás apenas do ex-campeão Anderson Silva.

Com a finalização sobre o armênio, o brasileiro subiu duas posições e passou outro dois compatriotas. Atual desafiante pelo cinturão, Vitor Belfort caiu para terceiro antes de enfrentar Chris Weidman em dezembro. Já Lyoto Machida, que perdeu para o campeão em julho, foi para a quarta colocação.

A outra categoria que deu uma boa mexida depois do último evento foi a dos pesos pesados. O holandês Alistair Overeem despencou três posições, indo para 10º com o nocaute sofrido, enquanto seu algoz Ben Rothwell  reapareceu no ranking já na nona colocação.

Vale lembrar que esse ranking é feito por um painel de mais de 90 jornalistas especializados em MMA em todo o mundo, incluindo este blogueiro que vos fala. No site oficial do UFC você pode ver a lista completa de todas as categorias, assim como os meus pitacos.

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Se Jacaré não disputa o cinturão agora, quem ele deve enfrentar?
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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Não há como negar que Ronaldo Jacaré é o lutador que está mais próximo de disputar o cinturão dos médios do UFC, ainda mais depois da impressionante vitória sobre Gegard Mousasi no último sábado. O problema é que ele esbarrou em um problema inexorável: o tempo.

Ele até saiu do octógono convicto de que sua próxima luta será pelo cinturão. Brigou e pediu pelo title shot. Mas Dana White não demorou para baixar o ímpeto do capixaba. Com a luta entre o campeão Chris Weidman e o desafiante Vitor Belfort acontecendo apenas em 6 de dezembro, Ronaldo deve fazer mais um combate sem valer a cinta. Seria muito tempo de inatividade.

Já que Jacaré deve fazer mais esse combate, vamos conjecturar quem deve ser seu adversário, quais são as melhores possibilidades que ele tem na categoria.

O rival perfeito seria Luke Rockhold. O norte-americano vem de duas vitórias e Jacaré sonha com uma revanche depois de ter perdido o cinturão dos médios do extinto Strikeforce para ele. Mas com fogo no rabo e empolgado com as provocações entre eles, o UFC acabou casando a luta entre Luke e Michael Bisping, para 8 de novembro, nas Austrália.

Então, olhando o ranking dos médios, restam apenas um ou dois adversários bem colocado e em bom momento – enfrentar alguém fora do Top 10 ou vindo de derrota seria um passo para trás para Jacaré.

A melhor opção no momento é o vencedor de Tim Kennedy x Yoel Romero, que acontece no final deste mês no UFC 178, em Las Vegas. O falastrão dos EUA, 6º na categoria, tem quatro vitórias seguidas, sendo três desde que chegou ao UFC – além de já ter perdido para Jacaré no Strikeforce. Já o judoca cubano tem a mesma sequência do rival, mas é só 10o do ranking.

Correndo por fora temos CB Dollaway, que adora vencer um brasileiro (Daniel Sarafian e Cezar Mutante que o digam). É 9º entre os médios, vem de duas vitórias seguidas e está sem luta marcada, foi apenas sondado para ser rival de Lyoto Machida. [Não, pessoal. Lyoto não é um rival em potencial para o Ronaldo. Acabou de vir de disputa de cinturão, precisa de alguém menos complicado.]

Mas minha aposta é que o UFC vai segurar um pouco para marcar a próxima luta de Ronaldo Jacaré. Isso porque ele seria o substituto perfeito e natural para a luta de cinturão de dezembro. Muitos apostam que algo pode acontecer com Vitor Belfort antes de ele enfrentar Chris Weidman.


Jacaré finaliza Mousasi e se credencia para disputar cinturão do UFC
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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Em uma atuação de gala e sem preocupações, Ronaldo Jacaré reencontrou seu amigo Gegard Mousasi e conseguiu a sua mais importante vitória dentro do UFC. Depois de dominar o adversário, o brasileiro encaixou uma bela guilhotina no final do terceiro round e se credenciou para disputar o cinturão dos médios.

“Quem duvida que eu estou perto de disputar o cinturão está errado'', resumiu o capixaba, ainda no octógono. “Eu peguei os rivais mais duros da divisão. Consegui finalizar esse cara no terceiro round e o Lyoto [que acabou de enfrentar o Weidman]. precisou de cinco rounds. Com certeza estou perto de pegar esse título.''

Depois do combate, Dana White explicou que, apesar da boa situação do capixaba entre os médios, ele pode fazer mais uma luta antes de disputar o cinturão. Isso porque a próxima luta pelo título, entre Chris Weidman e Vitor Belfort, acontecerá apenas daqui três meses, em dezembro, então ele teria de esperar muito.

[Nota do blogueiro: Ele pode até fazer uma outra luta, mas Jacaré seria um substituto perfeito se acontecer algo com Belfort no meio do caminho, algo que muitos detratores do veterano preveem para um futuro próximo.]

O primeiro round começou estudado e com muito clinch, mas sempre com o brasileiro em posição dominante. Jacaré então conseguiu uma boa queda e trabalhou as posições no chão, sempre por cima. Ronaldo então resolveu surpreender no período seguinte, partindo para uma trocação eficiente. Mousasi balançou com as sequências do brasileiro. Ainda deu tempo para uma tentativa de finalização com chave de braço.

Com o adversário mais desgastado, Jacaré preferiu jogar fácil. Se aproximava na trocação e colocava para baixo sem maiores problemas. Com essa tática, conseguiu pegar o pescoço de Mousasi e o finalizou com uma guilhotina.

Nocautes de gigantes

As lutas de pesos pesados do card foram lutas… de pesos pesados. Dois nocautes e combates que, somados, duraram 3min. Overeem até começou bem usando sua trocação, principalmente nas joelhadas e nos chutes na linha de cintura. Mas Ben Rothwell pouco se abalou e esperou o momento certo para atacar. Em um cruzadão, acertou o topo da cabeça e nocauteou o holandês. Na luta anterior, Matt Mitrione acertou um direto de encontro no queixo de Derrick Lewis com apenas 41s de combate.

Sapo vence com polêmica e Damm é nocauteado

Com direito a entrada com o hino nacional brasileiro – algo que nunca tinha acontecido no UFC – Rafael Sapo entrou pressionado pela série de duas derrotas seguidas e não conseguiu colocar no octógono seu melhor MMA. Foi dominado por Chris Camozzi em pelo menos dois rounds, mas saiu com uma polêmica vitória por pontos, em decisão divida.

Segundo brasileiro a lutar neste evento, Rodrigo Damm teve uma atuação ainda mais sofrível. Sem tentar colocar seu jogo de quedas e ground and pound, foi vítima fácil para a trocação de Al Iaquinta, colega de treino do campeão dos médios Chris Weidman. O final não poderia ser outro: acabou nocauteado no terceiro round.

Guerra de pesos leves

Como já era esperado, Joe Lauzon e Michael Chiesa mostraram rapidamente porque fariam uma das lutas mais esperadas do evento. Famosos por sua entrega no octógono, fizeram uma luta muito movimentada, primeiro com quedas e jogo de chão, depois na trocação aberta. Com isso, Lauzon abriu um enorme corte no supercílio de Chiesa e venceu a luta por nocaute técnico. Os médicos não deixaram o combate continuar.

Recorde e exaustão

Chas Skelly conseguiu uma impressionante marca neste evento. Conseguiu sua segunda vitória no UFC no espaço de 13 dias, um recorde desde que o Ultimate parou com as disputas de GPs com várias lutas na mesma noite. Depois de ter batido Tom Niinimäki, venceu Sean Soriano. Claro que deixou o octógono exausto, principalmente por conta dos cortes de peso.

Todos os resultados
Ronaldo Souza finalizou Gegard Mousasi (guilhotina) a 4min30 do 3º round
Ben Rothwell nocauteou Alistair Overeem a 2min19 do 2º round
Matt Mitrione nocauteou Derrick Lewis a 41s do 1º round
Joe Lauzon nocauteou Michael Chiesa a 2min14 do 2º round
John Moraga finalizou Justin Scoggins (guilhotina) a 47s do 2º round
Al Iaquinta nocauteou Rodrigo Damm a 2min41 do 3º round
Rafael Natal venceu Chris Camozzi por pontos, em decisão dividida dos juízes
Chris Beal venceu Tateki Matsuda por pontos, em decisão unânime dos juízes
Chas Skelly venceu Sean Soriano por pontos, em decisão unânime dos juízes


Cinco perguntas para Rodrigo Damm
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Por Maurício Dehò

Uma fera no jiu-jítsu, um veterano no MMA e, aos 34 anos, um lutador que ainda busca provar seu espaço na categoria leve do UFC. Rodrigo Damm passou pelo TUF, já tem cinco lutas na organização e nesta sexta-feira tenta voltar a vencer, no card preliminar de Jacaré x Mousasi, em Connecticut.

Damm vinha de uma sequência de duas vitórias nada espetaculares contra Mizuto Hirota (esta bastante polêmica, por pontos) e contra Ivan Batman. Ao encarar o forte russo Rashid Magomedov, achou que poderia ganhar quando queria com seu wrestling e seu jogo de chão. Mas não foi bem assim.

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Agora é hora de recomeçar Al Iaquinta, de 27 anos, que tem o mesmo cartel de Damm no UFC, com 3 vitórias e duas derrotas e vem de um revés para Mitch Clarke. Veja o que ele tem a dizer sobre esta luta e o que aprendeu da derrota passada.

Damm, você vinha embalado, mas não conseguiu vencer o Magomedov. O que aconteceu naquela luta?
Rapaz, para a minha luta com Magomedov eu foquei muito na trocação. Acho que fui meio arrogante, não sei se é essa a palavra, mas confiante demais achando que poderia derrubar e pegar quando eu queria. E não funcionou. Quando eu precisei derrubar e pegar, não consegui, e acabei perdendo a luta.

Para este combate você acha que tem alguma pressão?
Eu tenho uma carreira com muitas lutas, já estou com muitas lutas no UFC também, vou para a sexta, e estou tranquilo com isso. Meu trabalho é muito bem feito. Faço com amor. Mas, se vou ganhar ou perder, depende de Deus.

Como você se sente para pegar o Iaquinta, e o que será preciso para vencê-lo?
Eu estou bastante focado para esta luta, treinei bastante e dei atenção especial para o meu wrestling e para o meu jiu-jítsu, para desta vez se precisar eles não falharem. Mas o que vai acontecer é só com o decorrer da luta para saber.

O que você almeja vencendo o Iaquinta? Você já consegue pensar em entrar no ranking?
Eu não estou nesse ritmo de ficar sonhando com cinturão, querendo ser campeão. Eu quero agora é vencer a minha luta e é pra isso que estou trabalhando.

Falando um pouco do seu passado, quais são suas principais lembranças do jiu-jítsu?
Eu comecei a fazer jiu-jítsu por causa da minha irmã, Carina Damm (também lutadora de MMA). A gente brigava muito, ela começou a fazer jiu-jítsu e eu acabei indo fazer também. Na época e por muito tempo ela pagou para eu treinar. Pagou competições e inclusive o Mundial que venci foi ela quem bancou. Foi ela quem me levou ao jiu-jítsu e também ao MMA. O legal é que eu peguei a faixa preta antes dela, na época me esforcei mais para isso, e depois fui eu quem a graduei com a preta.