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Os culpados pelo vexame de Renan Barão
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Jorge Corrêa

Renan Barão

Renan Barão

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Passado o turbilhão que foi a retirada de Renan Barão da disputa de cinturão peso galo do UFC no último sábado – quando deu lugar a Joe Soto, que acabou nocauteado pelo campeão TJ Dillashaw – precisamos analisar o ocorrido com mais calma, assim como falar sobre todos os envolvidos nesse vexame na carreira do lutador – vexame não pelo desmaio em si, mas pela situação deliciada que ele ficou com tudo isso.

1) Em entrevista aos amigos do Combate.com, o técnico e empresário de Renan Barão, Dedé Pederneiras, disse que agora vai pedir mais tempo entre as lutas de seu pupilo, para que ele possa descansar mais e se recuperar melhor. Para Dedé, a crise da última semana foi o corpo do lutador pedindo um tempo. Ele não assumiu literalmente, mas essa fala deixa clara [boa] parte da culpa por tudo que aconteceu.

Como treinador – apesar de Barão ser mais próximo de seu descobridor Jair Lourenço – e principalmente como empresário, Dedé é responsável direto, para não dizer único, pelas lutas que Barão aceita, assim como quando elas vão acontecer. Se ele lutaria três vezes em seis meses, é porque Dedé aceitou isso. Conhecendo Renan e sua personalidade, é bem difícil [ou quase impossível] de se imaginar que ele bateu de frente com sua equipe para aceitar esses combates.

O próprio Dedé admitiu, aqui no blog, que ele perdeu para TJ Dillashaw porque não conseguiu se recuperar completamente da luta anterior e, mesmo assim, aceitou a revanche em um espaço ainda menor de menor de tempo. A explicação: “é complicado deixar passar uma disputa de cinturão em um evento tão parelho e disputado como o Ultimate''. Isso leva ao próximo tópico.

2) Se por um lado Dedé tem sua parcela de culpa por ter aceitado esses combates em tão pouco tempo, do outro lado tem o UFC que os ofereceu. É sabido que um lutador precisa de pelo menos dois meses para fazer um treinamento completo, sem contar o tempo de recuperação depois do combate anterior.

Além disso, ficou ainda mais claro que Dana White pega no pé mais que o normal com o pessoal da Nova União. E Pederneiras sabe bem disso. As críticas são sempre mais pesadas, assim como as cobranças. Isso também colabora para o fato de o treinador ter dito que precisava aceitar essa revanche agora.

O peso dos ataques de Dana White a Barão depois do corte no UFC 177 também foi completamente desproporcional. Atacar sua preparação e ainda deixá-lo sem bolsa por um acidente que poderia ter acontecido com qualquer um soa descabido. Jon Jones já cancelou um evento inteiro estando saudável e bateu muito de frente com o Ultimate. Nem por isso teve uma punição ou uma bronca pública como essa. Em oito lutas no UFC, sendo cinco valendo cinturão, Renan nunca teve problema com peso e sempre agiu de maneira extremamente profissional.

3) O que aconteceu com Barão é um ótima oportunidade para que voltemos a debater o modus operandi da pesagem e os processos de corte de peso no MMA – assim como na maioria das modalidades de lutas. Ficou claro que os atletas de alto nível estão indo cada vez mais ao seus limites físicos. Eles podem até falar que estão acostumados, mas a violência quem praticam com seu próprio corpo vai deixando marcas cada vez mais indeléveis. O tempo é implacável.

A solução para isso é simples: mudar a pesagem para o dia dos eventos, algumas horas antes da luta. Dessa maneira, os lutadores não poderiam levar seus corpos à extrema falta de comida e desidratação. Eles não teriam tempo para recuperar as forças para a luta. A única solução para eles seria competir em categorias mais condizentes com seus pesos reais.


UFC tem ano para esquecer, crise institucional e disputa insólita de título
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

Casos e mais casos de doping, perda de astros, brigas entre atletas e lutas por cinturão sendo canceladas ou adiadas, uma atrás da outra. O corte de Renan Barão há poucas horas da pesagem para disputar o cinturão dos galos no UFC 177 oficializou a situação: 2014 é um ano para o UFC esquecer.

Se por um lado o Ultimate conseguiu consolidar sua expansão mundial, por outro Dana White e seus pares a cada dia equilibram mais pratos para manter e vender seus principais show, aqueles de número, com disputas de cinturão e que rendem muito dinheiro vendendo pacotes de pay-per-view.

Mas além de todo o prejuízo com a possível devolução de ingressos ou de PPV, o acidente com Renan Barão abre uma crise institucional dentro do UFC. Isso porque foi escolhido para ser seu substituto na luta contra o campeão TJ Dillashaw um atleta desconhecido e que fará sua estreia na franquia.

Mas quem é Joe Soto? Ele tem 27 anos e um cartel de 17 lutas e 15 vitórias, com alguns resultados bem interessantes na carreira. Já venceu o GP dos Penas do Bellator, mas perdeu a disputa de cinturão. Depois, se tornou campeão peso galo da pequena franquia Taichi Palace Fights.

Não é exatamente um novato e até tem boas vitórias para contar, mas está longe – MUITO LONGE – de ser um candidato a disputar o cinturão do maior evento de MMA do mundo. Soto foi o melhor paliativo para tapar esse buraco: já estava no card, já estava no peso e é melhor que seu rival original Anthony Birchak.

Nada contra casar assim, em cima da hora, a luta entra Joe Soto e TJ Dillashaw. Muita gente ainda quer ver um bom combate de MMA. Mas é nonsense ela valer o cinturão. Com essa decisão, o UFC diminui os méritos do campeão – seja ele qual for depois deste sábado – e ainda irrita e desmerece o trabalho de muita gente que tanto trabalha para chegar à uma disputa de título.

Foi imediata a reação de uma série de atletas que criticaram ou fizeram galhofa com o Ultimate depois deste anuncio. Ben Askren, ex-campeão dos meio-médios do Bellator, campeão do One FC e esnobado por Dana White puxou o coro. “Bem, se vocês agora estão dando disputas de cinturão para qualquer um, eu aceito uma”, debochou o norte-americano.

Mas quem realmente ficou chateado com tudo isso foi o brasileiro Raphael Assunção, que estaria nessa disputa de cinturão se não tivesse sido dada uma revanche imediata para Renan Barão. “Muito respeito e desejo melhoras ao Barão, MAS ESSA DEVERIA SER A MINHA DISPUTA DE CINTURÃO no UFC 177. Eu estava em forma, saudável e com seis vitórias seguidas”, disse o lutador.

Renan Barão

Renan Barão

Tags : ufc 177


A volta do mini Overeem
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Jorge Corrêa

ove

Esqueça o gigante Alistair Overeem. Aquele monstro que derrubou Brock Lesnar, mas caiu feio contra Antonio Pezão não existe mais. Pelo menos é isso que podemos ver nas imagens mais recentes do holandês durante seus treinamentos em Albuquerque com seus companheiros da equipe da Jackson’s MMA.

Ele assombrou os fãs do esporte ao aparecer nesta semana, em fotos publicadas por Donald Cerone, com uma silhueta muito mais esguia, lembrando seu começo de carreira no Pride, quando lutava nos pesos médios, categoria que no extinto torneio japonês era entre 83kg e 93kg.

E não é só impressão de que ele está menor. O próprio admitiu que tirou muito peso. Em sua última luta, quando venceu Frank Mir, ele bateu 257 libras (116 kg). Agora, ele admitiu que está com 210 libras (95 kg). Ou seja, ele está muito perto de conseguir lutar como meio-pesado no UFC (até 93kg).

Com um longo histórico de desconfiança de doping depois de ter deixado de ser um magrelo para se tornar um gigante de 120 kg, além de um flagrante em um exame antidoping surpresa, não dá para não pensar que ele mudou algo em sua preparação, ainda mais agora com o UFC apertando o cerco sobre quem usa substâncias proibidas. Daqui uma semana ele enfrenta o norte-americano Ben Rothwell entre os pesos pesados. Com certeza teremos um dos menores lutadores da categoria dentro do octógono. Veja o antes e depois de Overeem no Pride e já no UFC.

 

 

 

 



Bethe Correia de olho no cinturão da “antiética” Ronda Rousey
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Jorge Corrêa


Com uma voz suave e um belo sotaque de Natal, falar com Bethe Correia por telefone causa estranhamento. Isso porque ela é uma das mais duras e talentosas lutadoras do Brasil no UFC. Difícil imaginar que aquela moça vai sair na porrada com alguém dali alguns dias. Ela enfrenta neste sábado a norte-americana Shayna Baszler no card principal do UFC 177.

Ela chega a essa luta com a moral de estar invicta em oito lutas de sua carreira profissional no MMA, sendo dois combates já no UFC. Nessa situação, não tem como não pensar em cinturão. Bethe até tentou deixar a campeã Ronda Rousey fora do papo, mas não conseguiu. Foi apertar um pouco que ela falou tudo o que pensa da campeã. E não é pouca coisa.

Você sente uma pressão maior por estar invicta ou por ser a única brasileira do UFC que ainda não perdeu na carreira? Não muito. No Brasil o pessoal não liga muito para isso. São mais os americanos que gostam dessas estatísticas, que são muito competitivos e ficam atentos a essas coisas. Eu quero me manter invicta pela minha vaidade pessoal e porque sei que assim vou chegar ao cinturão.

Falando em cinturão, você acha que está perto dele? Acredita que precisa vencer mais uma ou duas lutas? O cinturão para mim é um sonho, estou sempre na expectativa. Sei que preciso vencer e convencer nessa luta, porque estou pronta para disputar o título. Se não for na próxima, não tem problema, pois sei que tenho o que é preciso para ser campeã. Será mais um passo para eu estar cada vez mais próxima disso.

Quando você for disputar o cinturão, pode ser contra qualquer rival ou você preferiria que fosse contra a Ronda? Eu nem ligo para Ronda, ela é só mais uma lutadora que está com algo que eu quero. Pessoalmente, estou nem aí para ela. O que me interessa é apenas o cinturão. Se estiver com ela, não tem problema. Não tenho uma rivalidade pessoal. Ela só é uma campeã que não gosto como atleta, ela tem uma postura muito antiética. Não tenho nenhuma simpatia por ele e nunca vou ter. Olho para ela apenas como profissional.

Bom, você disse que não se importa, mas falou que ela é antiética… Verdade. Acho que ela não tem profissionalismo, não tem respeito pelas adversárias, fala coisas muito pesadas e erradas também. Não cumprimentou a [Miesha] Tate depois que venceu, não me cumprimentou depois que venci a Jessamyn [Duke, pupila de ronda], diz coisas desmerecendo duas rivais. Isso para mim não é uma postura de esportista. Mas, sinceramente, isso pouco me importa.


Veja o UFC pela primeira vez no estádio do Maracanã
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UOL Esporte

Faz tempo – muito tempo – que os brasileiros querem assistir ao UFC em um grande estádio de futebol, com cadeiras no gramado e um clima totalmente novo para as lutas. Ainda não é desta vez, mas o Ultimate fez uma estreia diferente em uma arena boleira. Uma não, a principal. O Maracanã é palco de um evento promocional para o UFC 179, nesta terça-feira.

LEIA TAMBÉM: José Aldo empurra Mendes durante encadara 

Usar o Maracanã tem um motivo bem simples: o UFC 179 trocará a Arena HSBC, no Rio, pelo Maracanãzinho no próximo dia 25 de outubro. O ginásio receberá a disputa de cinturão entre José Aldo, campeão dos penas, e Chad Mendes, que busca uma revanche da derrota que teve contra o manauara em 2012.

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Além da presença dos dois principais astros da noite, o evento desta terça contou com os meio-pesados Glover Teixeira e  Phil Davis, que também se encaram nesta noitada.

Os telões do Maracanã exibiram vídeos com os melhores momentos e a imprensa teve momentos para falar com os lutadores, antes deles fazerem as primeiras encaradas pré-luta.

Imagine só a emoção de José Aldo em pisar no Macaranã como lutador, depois de tantos anos indo para o estádio como torcedor – e no meio da galera – do Flamengo? “Lutar em casa novamente, e agora no Maracanãzinho vai ser emocionante. É um ginásio histórico no esporte mundial e eu estou sempre lá acompanhando o Brasil em outros esportes. Espero a galera em peso me empurrando para manter esse cinturão no nosso país”, afirmou ele.

Ah, e tem mais. Veja só que beleza esse pôster que o UFC criou para o UFC 179:

UFC 179

UFC 179

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Para quem quiser comprar os ingressos, aqui vão as informações:

Os ingressos para o UFC 179 podem ser adquiridos a partir desta quarta-feira, dia 27, às 10h, pelo site www.ticketsforfun.com.br, em todos os Pontos de Venda credenciados, na Central de Relacionamento Tickets for Fun, pelo telefone 4003-5588 e na bilheteria oficial do evento, no Maracanãzinho, de 18 a 25 de outubro, das 10h às 20h. No dia do evento, a compra e retirada só poderão ser realizadas até 2h antes do início do evento.

Os bilhetes estarão disponíveis para os seguintes setores: Arquibancada (R$ 190,00 / R$ 95,00 – meia-entrada); Cadeira C (R$ 290,00 / R$ 145,00 – meia-entrada); Cadeira B (R$ 650,00 / R$ 325,00 – meia-entrada); Cadeira A (R$ 950,00 / R$ 475,00 – meia-entrada); Cadeira Premium (R$ 1.200,00 / R$ 600,00 – meia-entrada); Octógono Premium (R$ 1.600,00 / R$ 800,00 – meia-entrada); Portadores de Necessidades Especiais (R$ 95,00 – meia-entrada).


Rafael pula de 5º para 3º em ranking dos leves. Mas o cinturão está longe
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Jorge Corrêa

A grande atuação de Rafael dos Anjos no último sábado não passaria incólume. O primeiro reflexo direto dela foi o ranking dos pesos leves do UFC. Com seu nocaute ainda no primeiro round sobre o ex-campeão Benson Henderson, o brasileiro pulou do quinto para o terceiro lugar na categoria. Já o norte-americano despencou do primeiro para o quarto lugar.

Mas por mais esperançosa que seja essa ótima posição do brasileiro entre os leves, uma disputa de cinturão ainda está longe para ele. A derrota para o russo Khabib Nurmagomedov em abril atrasou seus planos e ele terá de fazer pelo menos mais duas lutas até disputar o título.

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O motivo é simples: tem pelo menos dois rivais na sua frente na fila, além de o título estar parado. O campeão Anthony Pettis colocará o cinturão em jogo apenas em dezembro, contra Gilbert Melendez. Depois, o próprio Nurmagomedov – que tem 22 lutas na carreira e está invicto, sendo seis combates no UFC – deve ter prioridade.

Além disso, Rafael tem um novo empecilho chamado Eddie Alvarez. O ex-campeão dos leves do Bellator chegou ao UFC com moral e uma vitória sobre Donald Cerone, no UFC 178, em sua estreia na franquia, pode deixá-lo muito bem nessa fila. O título no evento rival dá muito peso nessa disputa.

O melhor que Dos Anjos pode fazer agora é realmente tirar as férias que ele pediu depois de três lutas em quatro meses – algo quase desumano dentro dos padrões do Ultimate. Com tranquilidade, ele pode enfrentar mais dois top 10 da categoria e pensar nesse title shot no segundo semestre de 2015.

Thales Leites também se deu bem nessa nova edição do ranking oficial do UFC. O peso médio nocauteou Francis Carmont e, com isso, trocou de lugar com seu adversário entre os pesos médios. Agora, o brasileiro é o 12º colocado e o francês caiu para a 15ª colocação – com três derrotas seguidas, poderia até sido limado de lá.

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MMA brasileiro respira esperançoso. Culpa de Rafael e Thales no UFC
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Jorge Corrêa


O último sábado contou com uma rodada dupla de UFC que, no papel, pouco empolgava. Eventos pequenos e de lutas principais pouco vultosas. Mas essa maratona de lutas acabou como um enorme alento para o MMA nacional, um sopro de esperança. Culpa de Rafael dos Anjos e Thales Leites.

Há muito quem que o Brasil não tinha uma noite tão boa em um evento do Ultimate. Não falo nem em número de vitórias em um mesmo card, mas sim de atuações impressionantes e convincentes. A última vez que isso aconteceu foi no UFC 156, em fevereiro de 2013, quando José Aldo, Rogério Minotouro, Antonio Pezão e Demian Maia venceram.

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É claro que o Brasil está passando por um momento de entressafra no maior evento de MMA do mundo. Ter apenas um campeão, sendo que já tivemos quatro de uma vez, é um claro sinal disso. Mas o que era ainda mais preocupante era a falta de bons prospectos.

Em termos de cinturão, Rafael está muito mais perto de uma disputa pelos leves do que Thales entre os médios – ele já até chegou a disputar o título em 2009 contra Anderson, em sua primeira passagem pelo UFC. Mas mais que estar no topo da categoria, eles deram uma lição de como um lutador de MMA pode evoluir e chegar maduro à casa dos 30 anos.

Os dois tem algo em comum: ambos são provenientes do jiu-jítsu e sempre foram reconhecidos pela capacidade de conseguirem se impor no octógono pela arte suave. Mas de alguns anos para cá, cresceram assombrosamente na trocação, Dos Anjos com o técnico Rafael Cordeiro e Leites na equipe Nova União. As atuações dominantes e os nocautes que conseguiram no último sábado são a prova disso.

Mais que se imporem definitivamente dentro de suas categorias eles deixaram claro que é possível “jiu-jiuteros” baterem muito forte, dá para sair de sua zona de conforto, há espaço para se reinventar dentro do UFC. Que outros brasileiros usem esse novo momento de Rafael e Thales como inspiração.


Rafael surpreende e atropela ex-campeão; Thales também brilha com nocaute
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Jorge Corrêa


Nem o mais otimista torcedor de Rafael dos Anjos apostaria nesse resultado. Com uma atuação impecável, ele não tomou conhecimento do ex-campeão dos leves Benson Henderson e conseguiu um belo nocaute ainda no primeiro round, com apenas 2min31 de combate. Torcedores e adversário reclamaram da interrupção do combate.

Os dois partiram para a trocação logo no começo. Bendo nos chutes baixos, Rafael nas sequências de socos. O norte-americano ainda desequilibrou o brasileiro com um chute frontal no peito, mas ele ele se levantou e veio a pancadaria.

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Dos Anjos encurtou e atingiu o ex-campeão com uma joelhada voadora. Ele ficou grogue e acabou vítima de um direto. Henderson caiu com os olhos virados, praticamente desacordado. O árbitro Big John McCarty teve de entrar no meio para interromper o combate. Grande vitória para o brasileiro, a maior de sua carreira.

Nocautaço de Thales Leites

Esqueça o passado de simples lutador de jiu-jítsu no MMA. Thales Leites agora é um atleta completo, com uma trocação pesada. Foi isso que ele mostrou neste sábado, em sua vitória sobre o francês Francis Carmont, quando conseguiu um nocaute fulminante no card principal do UFC em Tulsa, com 20s do 2º round.

O primeiro round foi muito estudado, mas pouco movimentado. Carmont sabia que não podia deixar Thales encurtar para tentar derrubar. Para isso, mantinha a distância nas sequências de jabs e direto, além de brilhar nos chutes baixos, golpes que deixaram o francês à frente.

Mas nos primeiros segundos do período seguinte, quando todos achavam que ele tentaria levar o combate para o chão, ele acertou uma sequência de upper com cruzado, que colocou seu adversário desacordado no chão.

Essa é as segunda vitória consecutiva de Thales por nocaute, a quarta seguida desde que voltou ao UFC. Sim, o ex-adversário de Anderson Silva ainda está invicto nessa sua segunda passagem pelo Ultimate.

Todos os resultados

Rafael dos Anjos nocauteou Benson Henderson a 2min31 do 1º round
Jordan Mein nocauteou Mike Pyle a 1min12 do 1º round
Thales Leites nocauteou Francis Carmont a 20s do 2º round
Max Holloway nocauteou Clay Collard a 3min47 do 3º round
James Vick venceu Valmir Lazaro por pontos, em decisão unânime dos juízes
Chas Skelly finalizou Tom Niinimäki (mata-leão) a 2min35 do 1º round
Neil Magny venceu Alex Garcia por pontos, em decisão unânime dos juízes
Beneil Dariush finalizou Tony Martin (triângulo) a 3min38 do 2º round
Matt Hobar venceu Aaron Phillips por pontos, em decisão unânime dos juízes
Ben Saunders finalizou Chris Heatherly (omoplata) a 2min18 do 1º round
Wilson Reis venceu Joby Sanchez por pontos, em decisão unânime dos juízes


O “empurrão” de Aldo para Thales voltar ao UFC
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Jorge Corrêa


Para quem é fã recente de MMA e acompanha o UFC apenas desde o boom de 2011, Thales Leite é um rosto pouco conhecido. Mas ele já enfrentou Anderson Silva, em 2009, pelo cinturão dos médios, foi duramente derrotado e acabou demitido pouco depois. Agora, está de volta Ultimate e contou com a ajuda de outro campeão para isso.

Preste a fazer seu quarto combate nessa sua segunda passagem pelo UFC, vem de três vitórias seguidas, Thales explicou ao blog como seu companheiro de time e campeão dos penas José Aldo lhe deu um importante empurrão para esse retorno ao maior evento de MMA do mundo. Leia a entrevista e se prepare para a luta contra o duro Francis Carmont, neste sábado, em Tulsa.

Como foi a ajuda que o José Aldo te deu para retornar ao UFC? Eu estava negociando já. Vinha de boas vitórias fora do UFC e contra caras que já tinham estado no UFC. Em um momento as conversas travaram. Então o Aldo mandou um email para o Dana White pedindo para fecharmos o contrato. Resolveu na hora. Estava bem encaminhado, mas o Junior deu um grande empurrão. Também estou mostrando que merecia voltar, já estou com três vitórias seguidas.

Qual começo foi mais difícil para você no UFC, na primeira ou nessa segunda passagem? Os dois caminhos foram difíceis, mas lá naquela época foi um pouco mais por conta da minha imaturidade. Era novo, estava chegando em um evento grande, não treinava tão bem. Hoje eu sou melhor física e mentalmente. Hoje em dia treino muito melhor. Essa nova fase está sendo mais tranquila pela experiência que já tenho. Você chega mais tranquilo para as lutas.

Então essa falta de experiência pesou quando você enfrentou o Anderson pelo cinturão dos médios? Eu era bem mais novo e vinha de cinco vitórias. Me deram a chance de disputar o cinturão, treinei bastante, mas dei uma bloqueada na luta. Não estava com a cabeça para ser campeão, minha atuação não me agradou em nada, fiquei muito frustrado. O desafiante tem de mostrar porque está ali. Não fiz nada do que planejei e o Anderson me frustrou a luta inteira.

Sobre a luta deste sábado, é o rival mais bem ranqueado que você já teve nessa volta… Estou encarando essa luta da melhor maneira possível. É um rival mais bem ranqueado que eu, apesar de vir de duas derrotas, mas foram para caras duríssimos, do top 5. Isso para mim é excelente, para eu me testar, para eu chegar ao meu limite. Tenho certeza que vamos fazer um lutão.

Mas você pensa em ranking, em subir de posição, durante os treinos? É uma meta? Claro que pensamos e falamos da ranking, é assim que crescemos dentro do evento. Estou em 15º e ele em 12º, ou seja, foi uma luta bem casada. Uma vitória pode me colocar no top 10. Com mais duas ou três vitórias posso ser top 5. Estou chegando devagarinho, mas é assim que se faz, galgando degrau a degrau,


Lyoto Machida x Luke Rockhold
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Jorge Corrêa

Lyoto Machida

Lyoto Machida

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Recuperado da derrota para Chris Weidman em julho, na disputa do cinturão dos médios, Lyoto Machida já tem encaminhado seu futuro no UFC. Os dois lados gostam da ideia e já deixaram tudo acordado, falta apenas marcar quando e onde. O próximo rival do brasileiro deve ser Luke Rockhold.

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O ex-campeão dos médios do Strikeforce vem de duas vitórias consecutivas depois de ter estreado no UFC com derrota, em Jaraguá do Sul, para Vitor Belfort. Já Lyoto tinha dois resultados positivos desde que desceu dos meio-pesados para os médios, até ser derrotado pelo campeão no mês passado.

Além das conversas de bastidores, o desafiante pelo cinturão dos meio-pesados Daniel Cormier, amigo e parceiro de treino de Rockhold, revelou o acerto. “Essa luta está sendo debatida. Os dois caras querem esse combate. Já sabíamos que o Machida pediu essa luta antes e o Luke está bem aberto a ela. Internamente o debate está avançado.”

Mas tem uma novidade interessante, que foi dada no programa oficial do UFC na TV dos EUA na noite da última quarta-feira. Lyoto Machida x Luke Rockhold deve ser a luta principal de um dos cards do Ultimate no Brasil. Tudo indica que  seja do evento em Uberlândia, em 8 de novembro.