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7 motivos mostram por que Rockhold passou Jacaré na fila pelo cinturão
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Maurício Dehò

Por mais que o ranking dos médios do UFC – que será atualizado no fim da tarde desta segunda-feira – ainda mostre e possa até manter Ronaldo Souza, o Jacaré, como número 1 da categoria, o UFC de sábado, em Nova Jersey, acabou com Luke Rockhold roubando a cena e, muito provavelmente, ele também tomará a vaga como próximo desafiante ao cinturão.

Dana White foi político. Disse que não cravará o nome de quem vai encarar o vencedor de Chris Weidman, campeão dos médios, contra Vitor Belfort, duelo que acontece em maio. Mas diversos fatores fazem com que Rockhold ganhe o protagonismo e, se tudo der certo, seja confirmado nesta posição. Desde que, é claro, o vencedor da luta saia com a saúde pouco ou nada comprometida e que não seja concedida uma revanche imediata a um deles.

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Mas, vamos ao motivos, incidentes e fatos que mostram como o que era até improvável há alguns meses virou o grande momento da carreira de Rockhold:

1. Nenhum peso médio venceu Lyoto assim. Nem Weidman.
O que Luke Rockhold fez com Lyoto Machida não se vê todo dia. E, por sinal, nunca havia sido visto na categoria médio, em que o Dragão começou a lutar em outubro de 2013. Depois de encontrar seu peso, Lyoto teve grandes atuações, mas perdeu para Chris Weidman a disputa de cinturão, em julho do ano passado. Aquela luta, no entanto, foi dura, teve grandes momentos dos dois lutadores e a derrota veio por pontos. Luke, portanto, fez muito mais que o atual campeão dos médios conseguiu contra Lyoto há menos de um ano e, assim, mostra que pode fazer frente a Weidman. A derrota de Lyoto, por sinal, foi a pior desde que ele encarou Jon Jones, em dezembro de 2011, quando foi finalizado.

2. O fator TV aberta
Luke Rockhold não apenas tratorizou Lyoto em um grande evento do UFC. Ele o fez na TV aberta dos Estados Unidos. O card deste sábado foi transmitido pela FOX e, portanto, passa de graça para o país, ficando disponível para um público mais distante e que precisa de um empurrãozinho para virar fã definitivamente. Faça as contas: o público dos EUA ver o galã Rockhold arrasar uma “lenda”, um ex-campeão de uma categoria acima, em apenas dois rounds, é ou não é um enorme atrativo, mesmo diante da boa fase de Jacaré?

3. Luke já venceu Jacaré
Se houvesse um critério de desempate que garantisse o title shot baseado no confronto direto, Luke bateria Jacaré. Afinal, no encontro entre eles no Strikeforce, em setembro de 2011, o norte-americano levou a melhor, por pontos. A luta valeu o cinturão do evento, que era do amazonense. O critério de desempate não existe, mas, este é mais um ponto a favor do algoz de Machida.

4. Norte-americano venceu melhores rivais
Ter Lyoto Machida como rival enquanto Jacaré teve de se contentar com o substituto Chris Camozzi, um lutador a quem já havia vencido e que fora até demitido pelo UFC, foi uma vantagem gigante para Luke. Com Luke e Jacaré lutando na mesma noite, o evento do Ultimate fez um registro simultâneo do momento de ambos. A dupla, é claro, saiu em alta, mas a diferença de nível de rivais é gritante demais para não ser levada em consideração. Antes disso, eles tiveram um conjunto de rivais bem equilibrado nas lutas anteriores: Luke venceu Phillippou, Boetsch e Bisping, enquanto Jacaré passou por Okami, Carmont e Mousasi.

5. A zica de Jacaré
Azar. Isso define o que fez Jacaré ainda não ter sua chance pelo cinturão. Lesões mexeram muito com sua trajetória no UFC, e principalmente sua rivalidade com Yoel Romero ficou comprometida por isso. Primeiro foi o amazonense que precisou deixar um card por conta de lesão. Agora, foi Romero. O duelo seria entre dois lutadores invictos e com vitórias arrasadoras nas últimas lutas, mas deu lugar a uma luta dada como vencida antes mesmo de Jacaré entrar no octógono contra Camozzi.

6. Duelo americano em NY e a arte de vender lutas
O UFC sonha com seu evento no Madison Square Garden, em Nova York. Se a proibição no estado cair este ano, Dana White já confirmou que há uma data reservada, e fala-se que seria em dezembro. Rockhold se apressou em pedir esta luta e em “exigir” que Weidman faça seu trabalho e bata Vitor. Um combate entre dois norte-americanos seria ainda mais interessante para o público, incluindo aí a habilidade de Rockhold de vender seus combates, uma característica em que ele manda bem melhor que o mais reservado Jacaré.

7. Jacaré sequer foi entrevistado
Voltando a falar de TV, ao final da luta e de sua vitória arrasadora, Jacaré não teve espaço no microfone para pedir uma disputa de cinturão – algo bem comum aos fins de combate do Ultimate. Tudo bem, pode ter sido uma questão apenas de transmissão da FOX, TV dos EUA. Mas, sem poder desafiar o campeão ali, no calor do momento, Jacaré perdeu uma baita chance de fazer um marketing pessoal.

Para encerrar, vale dizer que, com a boa fase tanto de Rockhold quanto a de Jacaré, não seria nada mal guardar para depois uma revanche entre eles. Isso, é claro, pensando na possibilidade de Rockhold tomar o cinturão de Weidman. Jacaré pode enfrentar outros bons nomes, aguardar um pouquinho, manter seu nome em alta e aí fazer a revanche com Rockhold valendo cinturão. Seria um lutaço, com muitos atrativos.


Assista às finalizações de Rockhold sobre Lyoto e de Jacaré sobre Camozzi
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Maurício Dehò

O UFC de Nova Jersey tinha tudo para definir os rumos da categoria médio da organização, e, ao fim do evento, os bons combates fizeram Dana White evitar cravar quem será o próximo desafiante.

Com triunfos de Luke Rockhold sobre Lyoto Machida e do número 1 do ranking Ronaldo Jacaré sobre Chris Camozzi, os vencedores seguem em excelente fase e vão aguardar o campeão Chris Weidman enfrentar Vitor Belfort em maio para saberem quem vai ser o próximo a lutar pelo cinturão. Veja abaixo os desfechos das lutas.

Rockhold conseguiu sua vitória a partir do momento em que um golpe desequilibrou Machida e o levou ao chão. O brasileiro foi arrasado no solo, encerrou o primeiro round cambaleando, e foi finalizado no segundo com um mata-leão.

Já Jacaré mal teve tempo de suar. O amazonense precisou de apenas para conseguir uma chave de braço e vencer Camozzi pela segunda vez na carreira.

Leia também:
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Conselheiro de Lyoto, Steven Seagal já deu uma lição indigesta a Rockhold
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Maurício Dehò

Steven Seagal, o mito dos filmes de ação, eventualmente gosta de mostrar suas habilidades nas artes marciais para os lutadores do UFC. Que o digam Lyoto Machida e Anderson Silva, que já conseguiram nocautes cinematográficos com algumas dicas do faixa-preta de aikido (7º dan). Luke Rockhold, rival de Lyoto neste sábado, já sentiu o gostinho de experimentar o “toque mortal” de Seagal. Mas não do jeito que ele gostaria.

Em um encontro em janeiro, em Las Vegas, Rockhold acabou tomando uma imobilização de Seagal, e o movimento do ator foi registrado em uma foto no mínimo curiosa, que mostra como o lutador do UFC foi dominado com um gesto simples.

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Nesta semana, Rockhold relembrou a cena, em entrevista ao TMZ. O mais engraçado é que ele não escondeu nas expressões faciais e na voz que o episódio foi bem desagradável.

Questionado sobre que ator gostaria de enfrentar, ele afirmou: “Seagal é um cara que seria legal enfrentar, os estilos combinariam”.

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Mas, quando foi perguntado se já havia encontrado com o ator, veio a lembrança. “Já, você pode procurar a foto… (risos) Eu já o encontrei uma vez e ele me mostrou o seu 'toque mortal', me deu um pequeno seminário em Las Vegas, uma vez. O que posso dizer é: não deixe Seagal pegar na sua mão”, contou, visivelmente envergonhado.

Rockhold ainda deu uma explicação inusitada para sua decisão de virar lutador, ao comentar quem é seu ator preferido nos filmes de ação. “Van Damme sempre foi meu cara. Ele provou que um cara branco, bonitão, pode chutar a bunda de outro cara e ainda ficar com uma garota. Isso é o que me levou a ser lutador”, afirmou.

A luta de Lyoto e Rockhold neste sábado pode valer a vaga de desafiante ao cinturão dos médios, título que Chris Weidman coloca em jogo contra Vitor Belfort em maio. Ronaldo Jacaré faz a segunda luta mais importante da noite, contra Chris Camozzi. Primeiro do ranking, o amazonense sonha roubar os holofotes da luta principal e conquistar o title shot.


Na base da beleza, duelo de promessas ganha destaque discutível no UFC
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Maurício Dehò

Conheça Felice Herrig

Veja Álbum de fotos

Não é novidade que os “duelos de musas” são um atrativo forte para as lutas de mulheres do UFC, mesmo que o MMA feminino esteja produzindo grandes combates sem precisar se apoiar no quesito beleza. Neste sábado, o UFC volta a fazer uso deste tipo de marketing: as loirinhas Paige Vanzant e Felice Herrig se enfrentam com todo o papo de “musas” ganhando atenção e com o detalhe extra de a vencedora já ser cotada como próxima desafiante do cinturão peso palha. Mas, peraí. Parando para analisar friamente, esse “hype” todo não está exagerado?

Não é preciso ir muito longe para mostrar que sim. O ranking do UFC já diz tudo. Ambas as lutadoras têm apenas uma luta na liga – lembrando que a categoria foi criada muito recentemente, em 2014 – e não são sequer do top 5 da divisão palha. Mas, usar seus belos rostos acaba virando uma união do útil ao agradável para a organização, que as colocou em um destaque maior do se poderia esperar, abrindo o card principal.

Felice Herrig é a oitava colocada no ranking. Ela disputou o TUF que criou esta categoria, perdeu antes da final, mas se recuperou vencendo por finalização a fraca Lisa Ellis em sua estreia no UFC. Agora tem um cartel de 10 vitórias e cinco derrotas.

Paige Vanzant chegou ao Ultimate com apenas quatro lutas no cartel. Sua vitória foi arrasadora contra Kailin Curran, com um nocaute no terceiro round, mas ainda assim ela é muito jovem, com 21 anos e tem pouca experiência. Uma das mostras da “febre” em torno do seu nome foi ela ter conseguido um contrato com a Reebok, a nova patrocinadora oficial do UFC, antes mesmo da campeã de seu peso ter essa oportunidade.

A luta é sim empolgante, e foi colocada para abrir a programação do UFC na FOX, TV aberta dos EUA – enquanto a maioria dos combates deste nível, com este histórico de lutadoras, permaneceria na sessão preliminar. Até encarada intensa já houve (veja o vídeo no fim do post). São garotas com foco na trocação e, como temos visto nas lutas femininas, a porrada deve comer solta, sem muito estudo. Mas ainda é cedo para colocar a dupla numa posição tão elevada na fila pelo cinturão.

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O peso palha tem como dona do cinturão Joanna Jedrzejczyk, polonesa que tirou o título de Carla Esparza – e logo na primeira defesa da campeã inaugural desta divisão. E a lista de possíveis desafiantes começa na sua primeira rival no UFC, que foi Claudia Gadelha. Até hoje a brasileira não engole a derrota por pontos e contesta o resultado das papeletas. Uma revanche entre Claudinha e a polonesa tiraria a limpo a história.

Acima delas no ranking, ainda há como bons nomes Jessica Penne, com 12 vitórias e duas derrotas, bem mais experiente, semifinalista do TUF e ex-campeã do Invicta e Tecia Torres, que nunca perdeu e já bateu Herrig. Joanne Calderwood era outra favorita ao posto de desafiante, mas perdeu a invencibilidade no último sábado tomando uma surra de Maryna Moroz, que agora também se apresenta com potencial para lutar por título em breve.

Um facilitador para qualquer das lutadoras é esse pouco tempo de vida do peso palha. Qualquer lutadora com dois bons triunfos e uma boa imagem para vender lutas pode conquistar facilmente sua posição frente a frente com a campeã. É exatamente o que estamos vendo neste caso.

Resumindo, é claro que Herrig ou Vanzant podem ter resultados arrasadores e provarem que merecem o posto de desafiante, mas ainda é cedo para dar isso como certo, tantas são as opções do UFC. Agora é aguardar para ver quem vai manter o “hype” e a que ponto ele será elevado.

Conheça as musas

Tanto Felice quanto Vanzant tem histórias curiosas, e ganharam muita atenção nos últimos meses. A primeira causou polêmica até com um game: segundo Felice, o Mortal Kombat X, lançado nesta semana, usou suas feições para criar a personagem Cassie Cage. Uma montagem postada no Instagram mostra a semelhança.

Felice Herrig acusou o game Mortal Kombat de usar suas feições em uma personagem

Felice Herrig acusou o game Mortal Kombat de usar suas feições em uma personagem

Felice, de 30 anos, também é muito conhecida pelas fotos nas redes sociais, sempre abusando da sensualidade. E ela chamou a atenção com um hábito peculiar: ela gosta de compartilhar mensagens de seus seguidores. Mas não mensagens quaisquer. Ela expõe os tarados e mostra o que eles falam, até como forma de combater o machismo.

“Eu acho que esta luta é melhor para mim em qualquer aspecto. Posso levar a luta para onde quiser e vencer. Não vou deixar uma garota como a Page acabar com os meus planos”, disse Felice Herrig, ao Bleacher Report, sobre o combate.

Já Vanzant tem um histórico de dançarina e cheerleader, com passagem até pelo Portland Trail Blazers, da NBA. Ela sempre foi pequena e magra, e sofreu bullying, principalmente no seu período de líder de torcida. Nas lutas, ela encontrou um caminho para enfrentar esse sofrimento, e acabou achando também uma profissão.

Ela ainda tem o exótico apelido “Calibre 12”, por gostar de caçar e pescar. Vanzant não pôde participar do TUF 20 por ser muito jovem, mas provou ter potencial por conta de sua estreia com nocaute no UFC.

“Acho que minha vantagem é ser muito completa. E eu treino direto com caras. Felice tem um perfil de durona, mas também sou forte, estou treinando duro e com muitos homens que lutam no mesmo estilo que ela”, disse Vanzant.

Veja a encarada tensa entre elas:


Revanche ninja? Anderson imita Diaz e mostra habilidade com armas
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Maurício Dehò

Anderson Silva pediu nesta semana que Dana White e o UFC concedam a ele e Nick Diaz uma revanche, para desfazer a confusão do doping na edição 183, quando o Spider ganhou por pontos, mas caiu no antidoping. Se a organização não quiser, eles podem ter um duelo ninja diferenciado.

Uma das habilidades muito conhecidas de Nick Diaz – além de fumar maconha e ser pego no antidoping – é no manuseio de nunchakus, aquele objeto que consiste em dois bastões ligados por uma corrente e muito comum em filmes de ninjas. E não é que Anderson resolveu mostrar que também manja da coisa?

O ex-campeão dos médios do UFC postou alguns vídeos manuseando os nunchakus (que também são chamados de matracas no Brasil) e, entre acertos e erros, parece que já manda bem com as armas.

VALE A PENA LER:
Anderson era chorão no taekwondo e idade é empecilho para 2016, diz mestre

Leia também:
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Anderson posta 1ª foto treinando TKD, mas ainda quer revanche com Nick Diaz
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Maurício Dehò

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A notícia do desejo de Anderson Silva de disputar os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, foi dada pela Conderação Brasileira de Taekwondo. Se alguém tinha dúvidas da veracidade desta nova meta para o ex-campeão do UFC, a resposta veio no Twitter do lutador, com uma foto de treino. Mas não parou por aí, no Instagram, ele deixou claro que ainda tem planos no MMA e pediu uma revanche contra Nick Diaz.

O Spider postou pela primeira vez desde o anúncio uma foto treinando a arte marcial, com direito a quimono e faixa-preta. O taekwondo foi a segunda luta desenvolvida pelo astro, com cerca de dez anos – antes disso ele fez capoeira. “Treino de taekwondo na MTC (Muay Thai College'', diz a legenda da imagem.

Saiba mais sobre o sonho de Anderson no taekwondo:
Atletas comemoram visibilidade com Anderson, mas duvidam de vaga na Rio-16
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Confederação diz que Anderson Silva pediu para lutar taekwondo na Rio-2016

O curioso é que Anderson não se limitou a falar de taekwondo nas redes sociais nesta madrugada/manhã. Ele também postou uma foto no Instagram deixando claro que seus planos no UFC seguem vivos e apontou quem quer como próximo rival: o mesmo de sua última luta.

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“Eu acredito que há algo inacabado entre mim e Nick Diaz, e agora eu espero que você, Dana White, possa aceitar meu pedido e marcar uma revanche possível em meu país, o Brasil”, afirmou Anderson.

Anderson segue afastado do MMA após testar positivo em antidopings realizados antes do UFC 183. Na ocasião, ele venceu Nick Diaz por pontos, mas um julgamento em maio deve anular o resultado e pode lhe render um gancho de nove a 18 meses.


Pupilo de Anderson só viu lutador ‘perder a linha’ pela TV
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Maurício Dehò

Em meio a dois episódios sem grandes histórias e com boa, mas pouco memoráveis, o início do TUF Brasil 4 teve como um dos destaques o nervosismo de Anderson Silva vendo um de seus pupilos disputar as eliminatórias para conseguir uma vaga na casa do reality show. André “Dedé” Santos foi o responsável por, nas palavras do próprio Spider, fazer o ex-campeão “perder a linha” na torcida. O detalhe é que Dedé não fazia a menor ideia de tudo o que aconteceu ali, fora do octógono, até assistir ao programa na TV.

A ligação de Dedé e Anderson vem de cerca de sete anos atrás, quando um jovem curitibano de 16 anos entrou na academia Killer Bees, liderada pelo ex-campeão do UFC na capital paranaense. Dedé teve de se liberar das proibições da mãe, que mais jovem o impediu de treinar lutas, e acabou começando a treinar muay thai justamente no espaço em que um dos maiores nomes do MMA dava aulas.

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Anderson aparecia eventualmente e, ainda que o garoto fosse iniciante, sempre deu dicas e conselhos. “Com o passar do tempo, os treinamentos com ele viraram rotina. Em todas as vezes em que ele ia se preparar para seus combates, eu participava do camp, ajudando no muay thai. Desde então, estamos sempre juntos, e nos ajudamos nas preparações para os combates”, explica o jovem de 23 anos, que tem cartel profissional de três vitórias e uma derrota no MMA.

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Foi a convite de Anderson que Dedé virou lutador de MMA. Há cerca de três anos, ele foi chamado para treinar com o mestre e amigo no Corinthians, em São Paulo. Passou a morar nos dias de semana com cerca de 20 lutadores em um alojamento no clube paulista, retornando a Curitiba nos fins de semana. E iniciou o trabalho em outras artes marciais, como boxe, jiu-jítsu e luta olímpica. Era hora de viver do esporte.

O ápice pode vir agora, com a oportunidade de se destacar no reality show do UFC e buscar o título da quarta edição do TUF Brasil. A primeira vitória foi promissora, com um nocaute técnico sobre Jefferson Batata. O paranaense venceu com estilo, na base de uma combinação de golpes na linha de cintura.

Do lado de fora do octógono Anderson gesticulou, respirou fundo, levantou-se da cadeira, fez cara de desespero… Dedé nem notou.

“Na verdade, eu fiquei até impressionado, foi muito bacana. Eu não tinha visto, eu não tava vendo a reação dele, por conta da luta, claro. E ele Ele não me contou nada disso, não falou nada. Quando vi a reação na TV, achei muito bacana, vi que é uma parada recíproca, que eu gosto dele e ele tem um carinho especial por mim”, conta o lutador da categoria leve.

É claro que, além de comemorar a vitória, Anderson ainda chamou de primeira Dedé para seu time. O problema é que, devido ao doping, o Spider deixará o programa, um grande baque para o pupilo. “Foi uma coisa bem difícil, eu senti bastante. Além de ser parceiro somos amigos, no episódio que ele sai fiquei muito triste, não só pelo lado professor, mas por estar tanto tempo junto.”

Anderson: amigo e mestre

Dentro e fora do octógono, Dedé é parceiro de Anderson em todas as horas. Para o jovem lutador, o ex-campeão do UFC tem qualidade para ser um ótimo professor, e leva a sério esse lado.

André Dedé foi escolhido por Anderson, e teve Minotauro como técnico após a exclusão do ex-campeão, devido ao caso de doping

André Dedé foi escolhido por Anderson, e teve Minotauro como técnico após a exclusão do ex-campeão, devido ao caso de doping

“Ele é uma pessoa que leva arte marcial muito a sério. Não gosta de brincar nos treinos, tem um lado que gosta de ensinar, corrigir os erros. Por mais que ele próprio esteja treinando, ele também cobra e dá conselhos para os outros. É muito atencioso”, relata Dedé.

“Comecei a fazer os camps dele há uns cinco anos e, fora do tatame, a gente também tem uma relação muito boa. Ele é um mestre e também um amigo. Convida para churrasco na casa dele, para passear no shopping, jogar videogame, nós nos damos superbem”, concluiu.


Maior do MMA, Anderson faz 40 anos longe dos holofotes e no limbo do doping
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò

Nocaute de Anderson sobre Belfort - aqui em arte de André Gorobetz - é um dos mais importantes da história do UFC

Nocaute de Anderson sobre Belfort – aqui em arte de André Gorobets – é um dos mais importantes da história do UFC

É muito difícil de se ver um atleta chegar aos 40 anos competindo em alto nível. Anderson Silva tinha tudo para conseguir esse feito, mas Chris Weidman, fratura e doping fizeram com que aquele que é apontado como o maior de todos os tempos no MMA completasse quatro décadas, nesta terça-feira, bem longe dos holofotes e em um “limbo'' pelo longo período até que o futuro de sua carreira seja definido.

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Independente do que aconteça no julgamento dos seus flagrantes de doping do começo deste ano, quando olharmos no futuro o que o Spider já fez no MMA, dificilmente ele não será apontado como um dos maiores de todos os tempos, ou pelo menos o maior que já passou pelo UFC. Suas marcas, seus recordes, suas lutas e seu estilo deixam isso bem claro.

Mas soa quase melancólica a maneira com que ele chega aos 40 anos. O grande – para não falar o único – responsável pela explosão do MMA no Brasil está distante, praticamente fugindo, dos holofotes, focado em sua defesa no caso de doping e pensando em como retomar sua carreira de forma digna depois do que aconteceu nos últimos dois anos. Em paralelo, segue trabalhando para ser um ator e chegar a ponto de estrelas filmes de ação em Hollywood.


A base para ele tem sido sua família, o que já havia ocorrido durante a lesão, e um número mais restrito de treinadores e amigos. Diferentemente do batalhão de gente que o cercava antes de suas lutas, o doping diminuiu a lista de amigos mais íntimos, até pela estado delicado de seu momento.

Os posts filosóficos nas redes sociais, com frases na linha auto-ajuda também mostram uma tentativa de enfrentar todo o drama que viveu, mostrando inclusive que Anderson afasta a imagem de “herói”, aproximando-se do lado mais humano, que também erra.

Antes dos exames antidoping positivos, o brasileiro já tinha enfrentado os dois maiores rivais de sua carreira: Chris Weidman, o único a derrotá-lo no Ultimate, e a uma gravíssima fratura em sua perna, única lesão de grande impacto em sua carreira e que deve ser apontada por ele como motivo para seu caso de doping.

Mesmo com tudo isso e com o que os 40 anos de idade significam na vida de um atleta, Anderson dá todas as mostras de que vai ser um quarentão lutador, buscando defender seu legado e retomar a imagem que tinha deixado após sair do Nick Diaz com o anúncio da vitória. A imagem de um Anderson longe do auge físico e técnico, talvez ainda removendo as teias de aranha na volta de letão, mas ainda com traços de seus velhos tempos.

No MMA, Anderson já falou quando pretende lutar, em 2016, e demonstrou aceitar que terá um gancho que dure todo o ano de 2015. Seu julgamento está previsto para acontecer em maio, e a pena deve ter prazo de 9 meses a 1 ano e meio de suspensão. Qualquer coisa superior a isso seria surpreendente, e poderia significar o fim destes planos.

Mas não acaba por aí. Além de prometer lutar no UFC por mais dois anos, pelo menos, ele surpreendeu ao inventar de querer disputar as Olimpíadas do Rio, em 2016, no taekwondo. Faixa-preta na arte, ele tem um caminho difícil e improvável de ter sucesso na empreitada. Mas, é mais uma forma de preparar o terreno para garantir que um fim de carreira que tinha tudo para ser glorioso não se torne um pesadelo para o agora quarentão Spider.

Abaixo, veja as homenagens que Spider ganhou no seu aniversário

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Ex-campeão do UFC detona Ronda: ‘Cale a boca e enfrente Cris Cyborg’
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Maurício Dehò

“Oh, meu Deus, isso é tão estúpido! Do que ela está reclamando? De que mulher ela fica toda hora falando? Cyborg. Lute contra Cyborg! Diga a ela (Ronda) para calar a boca. Eu não quero ouvi-la falando sobre lutar contra homens antes que vença Cyborg

Na posição em que está, Ronda Rousey está à mercê dos detratores. Ainda assim, o jeito ríspido com que o ex-campeão de dois GPs do UFC Don Frye falou sobre a melhor peso galo do UFC surpreendeu. Em entrevista à Submission Radio, o hoje aposentado lutador não mediu as palavras e pediu para que a norte-americana deixe de “mimimi'' e aceite enfrentar Cris Cyborg.

A rivalidade de Ronda e Cyborg segue quente, e agora elas estão mais próximas. O UFC confirmou que tem acordo com a brasileira, um pré-contrato que traz exigências e, se elas forem atingidas, Cyborg poderá ser integrada ao plantel da organização e enfim enfrentar a campeã. O que o UFC pede, prioritariamente, é que ela prove que pode lutar no peso galo.

Para Frye, todas as polêmicas falas envolvendo Ronda e se ela venceria ou não homens no octógono são besteira – e, em defesa de Ronda, é bom deixar claro que ela já disse que poderia vencer homens, mas nunca se colocou de verdade à disposição de um combate misto.

“(Ronda,) não insista que ela seja testada no antidoping para qualquer coisa, não insista que ela bata o peso. Cale a porcaria da boca  e lute com a mulher, como um lutador de verdade faz. Não se preocupe com regras, com isso ou aquilo''

Don Frye, norte-americano hoje com 49 anos, lutou MMA entre 1996 e 2011, totalizando 20 vitórias, nove derrotas um empate e um no contest. Entre Pride, UFC e eventos menores, seus maiores resultados foram as vitórias em dois GPs do UFC: na edição número 8 e no torneio do “Ultimate Ultimate 1996″ – neste último vencendo Tank Abbott na final.


TUF ganha acabamento de luxo em Las Vegas, mas promete descambar para ‘BBB’
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò

Nas "cenas dos próximos  capítulos", o reality show promete até pegação após uma festa de lutadores num cassino de Las Vegas

O reality show promete até pegação após uma festa de lutadores num cassino de Las Vegas

Tentando acabar com polêmicas e edições duvidosas, o UFC resolveu levar o TUF Brasil para Las Vegas nesta quarta temporada. E o que pudemos ver nestes dois primeiros episódios, com as 16 lutas preliminares, é um acabamento mais bonito é um trabalho mais cuidadoso de edição. Tanto em formato quanto na qualidade de imagens, a edição brasileira se aproximou da matriz americana, ainda mais do que no programa anterior, liderado por Wanderlei Silva e Chael Sonnen.

No entanto, a pegada com cara de Brasil de todo o projeto estará lá, repetindo, principalmente, o pezinho que o TUF Brasil teve no Big Brother na última temporada. Pelo menos foi isso que vimos naquele clipe com cenas dos próximos capítulos que passou ao final deste segundo episódio. Até pegação teve.

A totalidade dos dois primeiros programas foi focada no MMA, nas lutas valendo uma vaga na casa do TUF e com muito pouco espaço para o lado mais reality show. A maior parte do tempo foi dedicada aos resultados no octógono, com lutas boas, mas poucas delas memoráveis, e às análises dos técnicos e de Dana White, enquanto as histórias de vida foram apresentadas de forma resumida – até demais, perdendo um pouco a chance de mostrar mais do lado humano dos lutadores.

Mesmo com tudo o que envolve a presença de Anderson Silva, sua futura exclusão, por conta do caso de doping em que se envolveu, e as chamadas elusivas a essa polêmica, isso foi jogado de escanteio nos primeiros episódios. Ainda assim, Anderson Silva se destacou duas vezes: ao pedir para os lutadores evitarem “vandalismo”, baderna e brigas, e ao torcer abertamente para André Dedé, seu pupilo, admitindo depois ter “perdido a linha”.

Com 16 lutas que precisam ser espremidas em dois programas, o TUF parece se obrigar a abrir mão de seu lado mais BBB neste começo. Então, foi ao final do segundo episódio que deu para notar que a levada dos primeiros episódios não vai durar. O compacto de melhores momentos do restante da temporada deu o tom.

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Nessas “cenas dos próximos capítulos”, pingaram atrações que retornam e alguns acontecimentos que vão causar. Entre os primeiros, estão de volta o concurso de ring girls e as provas no maior estilo gincana entre equipes, duas coisas que pouco acrescentam a um reality de lutadores.

Uma das expectativas fica por conta do anúncio do doping do Anderson e seu desligamento. Ele aparece falando no celular: “Que? Eu tô falando que não, cara!”. E ainda tem mais. Shogun aparece anunciando uma festa em um cassino em Las Vegas e pipocam flashes de beldades interagindo com lutadores, com direito a beijos e amassos na cama de cima de um dos beliches. Mais BBB que isso, é difícil, não?

Depois de dois episódios, é possível concluir que o TUF Brasil 4 começou de mansinho, até mais frio do que se poderia esperar. Mesmo com um bom nocaute de Bruno Korea e de mostrar que há gente com qualidade técnica para ir longe, quase não houve acontecimentos memoráveis. Apesar de alardear nas chamadas quanto ao doping, o programa não se apoiou nisso durante as eliminatórias, deixando tudo o que vem junto a esse drama para as “cenas dos próximos capítulos”. Cenas, que, como falamos ali acima, devem esquentar a trama muito mais pelo lado reality, do que pelo lado MMA, e muito provavelmente gerar novas críticas dos seguidores mais radicais do UFC.