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UFC vende uniformes ‘suados’ nas lutas. Roupa de Ronda vale um carro zero
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Maurício Dehò

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Já imaginou ter em suas mãos as roupas que Ronda Rousey vestia na noite em que nocauteou Bethe Correia no UFC 190? Ou as luvas com que seu lutador preferido nocauteou um rival? Se você tiver dinheiro o suficiente, essa chance é real. A loja online do UFC está vendendo itens usados – e suados – durante seus combates. E, como era de se esperar, a “campeã'' do preço mais elevado é Ronda.

Uma busca rápida na UFC Store mostra mais de 80 resultados para esta novidade – que vem junto com a implantação do primeiro uniforme do UFC, fruto do compromisso da organização com a Reebok. Agora, além de os lutadores ganharem uma “comissão'' pela venda dos produtos com seu nome, o UFC também vende material usado na semana de luta.

No caso de Ronda Rousey o item à venda é uma blusa usada pela lutadora durante a promoção do UFC 190 Bethe Correia. Apesar de não ser o top com que ela, de fato, lutou, este é disparado o item mais caro, valendo US$ 10 mil, o equivalente a mais de R$ 35 mil. (Se este é o valor de um item fora de combate, imagine quanto valeria o top…)

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Sunga de Maurício Shogun vale 3 mil dólares

Em seguida aparece o calção que Luke Rockhold de fato foi para o octógono vencer Lyoto Machida. Ele vale US$ 5 mil. O calção – mais estilo sunga – de Maurício Shogun é um dos itens mais caros. É preciso desembolsar US$ 3 mil para embolsar o uniforme de sua vitória contra Minotouro no UFC 190.

A lista é extensa e variada. Há luvas de combate, como a de Miesha Tate, boné autografado, uniforme usado em eventos promocionais e até tênis.

Outros itens bem pessoais que aparecem são o calção de Michelle Waterson com que ela venceu Angela Magana (US$ 1 mil) e o top que “sustentava'' Joanne Calderwood na vitória contra Cortney Casey (US$ 1.250).

Não há informações sobre em que estado os produtos são entregues – imagine o fedor o cheiro de alguns depois de lutas sanguinárias… o.O

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Top de Calderwood é um dos itens mais pessoais da lista e vale US$ 1.250

Em semana no Brasil, Ronda encanta torcidas e deixa presente especial


Ex-UFC mostra o que acontece quando uma mão quebra durante a luta
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Maurício Dehò

O ex-UFC Melvin Guillard não lamentou apenas a derrota em sua estreia no Bellator, na sexta-feira. Ele ainda levou um problemão para casa: uma mão quebrada que “inflou'', de tão inchada, e que deve obrigá-lo a passar por cirurgia.

Na imagem postada no Instagram de Din Thomas, um de seus técnicos, vê o tamanho que ficou a mão do norte-americano. “Cara mão de Melvin Guillard. Você com certeza escolheu uma hora terrível para quebrar'', brincou ele.

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Guillard enfrentou Brandon Girtz, na sexta-feira, e perdeu por pontos. Sua atuação acabou prejudicada pela lesão. Apesar de quase conseguiu fechar a luta no terceiro round, ele ficou claramente minado na trocação, já que a lesão aconteceu no início do segundo round.

Melvin Guillard agora soma 34 vitórias, 14 empates e dois empates no seu cartel de MMA.


Ronda Rousey é chamada para salvar card em estádio de futebol
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Maurício Dehò

O combate entre Ronda Rousey e Holly Holm foi antecipado. As lutadoras se enfrentariam pelo cinturão dos galos da primeira em 2 de janeiro (UFC 195), mas a campeã e sua desafiante foram escaladas para salvar o UFC que será realizado na Austrália, no dia 14 de novembro (UFC 193). Dana White fez o anúncio no começo da madrugada, na ESPN.

O chamado veio por conta de um problema com a luta principal do evento. O campeão dos meio-médios Robbie Lawler machucou seu dedão e terá de passar por cirurgia; portanto, não conseguiria se preparar a tempo para defender o cinturão contra Carlos Condit. Assim, a luta deles foi adiada, e a de Ronda foi puxada para tapar o buraco.

Assim, o UFC “caiu para cima'' e ganhou, na verdade, um enorme reforço para tentar bater seu recorde de público, já que o card acontece no Etihad Stadium, estádio de futebol que pode receber até 70 mil pessoas. O recorde de público do Ultimate é no Canadá, com 55 mil pessoas em 2011.

“Ronda Rousey foi gigante no Brasil . Ela foi muito bem recebida e foi um evento fenomenal. Isso foi muito bem aceito pelo pay-per-view aqui nos EUA e ela é uma grande estrela para nós. A Austrália é um importante mercado, então vamos levá-la para lá para nosso primeiro grande show em um estádio, e sabemos que ela vai quebrar o recorde”.

Depois de bater Bethe Correia em 34 segundos, Ronda Rousey faz sua sétima defesa de cinturão contra uma ex-campeã mundial de boxe. Holly Holm deteve cinturões em três categorias, antes de partir para o MMA. Invicta em nove lutas, ela disputou dois combates no UFC e venceu ambos por pontos, e espera ser um risco na trocação para a campeã.

Outros combates marcados para a data são a segunda luta entre Mark Hunt e Antonio Pezão e o duelo de pesos médios entre Michael Bisping e Robert Whittaker.

O UFC ainda não anunciou se terá uma nova luta principal para o UFC 195. O card já tinha marcada uma outra disputa de cinturão feminina, na divisão palha. A brasileira Claudia Gadelha desafia a campeã Joanna Jedrzejczyk.


Evento de MMA gera revolta por surras e disparidade entre lutadoras
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Maurício Dehò

MMA: nocaute brutal nos EUA gera polêmica

Um evento de MMA realizado nos Estados Unidos viu uma de suas lutas viralizarem na web, devido a um nocaute brutal. Mas, o resultado não foi nada positivo. Comparando as lutadoras, a disparidade técnica e até física entre elas é gritante, e isso gerou revolta na comunidade das lutas.

O Xplode Fight Series é realizado na Califórnia há cerca de quatro anos, sem sanção de órgãos oficiais, e dá espaço para lutadores em início de carreira. O problema é quando um verdadeiro talento encontra um rival sem qualquer condição de luta.

O caso mais emblemático aconteceu em janeiro deste ano. A estreante Ilima Macfarlane enfrentou Katie Castro, que já tinha duas derrotas no cartel, todas em menos de 30 segundos. O resultado é assustador. Castro – sem qualquer postura de lutadora -, toma um soco forte e, já caída, leva outro golpe devastador, caindo nocauteada.

Outro combate no mesmo estilo envolveu Alexis Dufresne, hoje do UFC e à época com duas vitórias, e Kathlina Brown, estreante. Brown, mais gordinha, mostra que sequer uma divisão de peso foi seguida. Ainda assim, perdeu rapidamente, desistindo após alguns golpes muito fortes no rosto.

Estreante no MMA toma surra e desiste de combate

A disparidade de nível técnico das lutadoras fez o site MMA Fighting escrever uma matéria especial sobre o evento. Nela, o promotor nega que escolha lutadoras inadequadas para as lutas, e afirma ter todo o aparato médico e de segurança para evitar problemas – apesar de admitir que Castro nunca mais lutará no Xplode.

Sobre aquele primeiro combate que viralizou, o organizador Gregg Sharp afirma: “A qualidade da luta acabou sendo pobre, e agora nos vemos nessa posição. Se a luta acabasse em uma mata-leão, não seria assim. Katie não é uma grande atleta, mas é uma lugadora de rua. Ela não é uma dona de casa. O vídeo viralizou porque a chamaram de 'soccer mom''', alegou ele, referindo-se a uma expressão para mães que acompanham seus filhos nos treinos de futebol.

A vencedora Ilima Macfarlane não se arrepende. “Essas garotas que enfrentamos são duronas. Elas podem não ser treinadas, mas entram para tentar me matar. O MMA não é assim, não importa quem está à sua frente, qualquer um pode vencer'', defendeu ela.

Além destes combates em questão, o Xplode conta com diversos duelos em que lutadores com cartel sem vitórias ou com apenas um triunfo entram no octógono, alimentando a acusação de que muitos são usados como escadas para outros atletas.

A Comissão Atlética da Califórnia prometeu analisar os casos e estuda punir lutadores que participarem do evento, que funciona sem a liberação da entidade, por ser feito em uma reserva indígena.

Em tempo, tudo bem achar que tudo pode acontecer no MMA. No entanto, o desfecho dos polêmicos combates só comprova que não se trata de um preconceito por conta do físico ou postura das derrotadas. Elas realmente não tinham condições de estar ali, diante das rivais designadas a elas.


Ex-campeão do UFC: Ronda torna meu trabalho como pai mais difícil
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Maurício Dehò

Com um blog alimentando por dois caras que, quando não estão escrevendo sobre MMA, estão em seus respectivos lares “trabalhando” como pais de meninas, essa frase de Frank Mir não podia passar batida. O ex-campeão dos pesados do UFC mostrou uma visão curiosa do sucesso de Ronda Rousey. E concluiu que as conquistas da campeã dos galos do Ultimate estão dificultando seu trabalho… como pai.

Mir está um bocado incomodado que Ronda virou influência para diversas garotas pensarem em seguir carreira como lutadoras. Isso inclui sua filha, Bella. Mir até aceita que ela siga seus passos, mas quer garantir um nível de estudo superior ao seu. Só então ela pode pensar em ser lutadora

O interesse de Bella é até de mais longa data, antes mesmo de Ronda abrir a porta para as mulheres, em 2013. O argumento de que não havia garotas no UFC foi por água abaixo. E mais, Ronda agora já aparece até na lista das 10 atletas mais bem pagas da Forbes, então a parte financeira também não pode ser alegada pelo pai-protetor.

Mir gosta de treinar seus filhos, para que eles desfrutem dos ensinamentos nobres das artes marciais, para que construam sua autoconfiança e se mantenham saudáveis.

Mas, nada pode ficar no caminho dos estudos de Bella e de seu outro filho, Cage, que também gosta de lutas. Mir, por exemplo, era segurança de uma boate até entrar no UFC.

“Eu deixei bem claro que eles precisam estudar. Eu faço questão que eles avancem mais nos estudos do que eu fui. Acho que qualquer pai quer ver seus filhos melhores do que eles. Eu fui até o Ensino Médio, mas não fiz faculdade. Então, algo que defendo é que eles passem pelos quatro anos de uma universidade e que eles tenham uma experiência de mundo em suas vidas.”

“Contanto que eles sigam as regras que tenho sobre escola e colégio, eu os ajudo com o resto. Estarei no corner deles. Mas, se eles mergulharem no mundo das lutas e acharem que vão largar seus estudos, então teremos um problema”, explicou Mir, que defende que seus filhos trabalhem e lutem de fim de semana, mas não larguem suas outras obrigações.

Faz sentido, ou Mir está dando valor exagerado à formação estritamente acadêmica? Como Ronda Rousey mostra, nem sempre é um diploma que faz uma carreira…

PS: Além de tentar passar seu talento aos filhos (o MMAJunkie tem um vídeo legal disso), Mir está se preparando para entrar no octógono no UFC 191. Ele encara Andrei Arlovski no próximo dia 5 de setembro.


Ronda está namorando lutador acusado de violência doméstica, diz a ex dele
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Maurício Dehò

A vida pessoal de Ronda Rousey atrai muita curiosidade e a última atualização da campeã do UFC sobre seus status amoroso dizia que ela estava tão solteira, que só trocava carinhos com seu cão. Parece que ela mudou esse status. Mas, com uma polêmica no ar. A ex-judoca estaria namorando Travis Browne, colega de UFC. O detalhe é que ele é investigado por violência doméstica.

Travis Browne (Foto: Getty Images)

Quem deu a “notícia” do namoro é a ex-mulher de Browne, que o acusa de agressão. A modelo Jenna Renee Webb, em julho, postou fotos de hematomas e denunciou que vinha sendo agredida por Browne. O UFC o afastou dos combates e até de eventos promocionais para aguardar a investigação do caso – mostrando a seriedade com que encarou a acusação.

Hoje afastada dele, ela fez as revelações no Twitter. Questionado por um seguidor, ela afirmou, uma série de mensagens (Jenna não cita o nome de Ronda, apenas os seguidores, mas ela fala afirmativamente do tema):

“Estou enojada. Mais por parte dela. Mas eu sabia disso há um tempo”

“Eu esperava mais dela. Ela devia se envergonhar de si mesmo”

“Honestamente, é só uma questão de tempo até que ela enxergue suas reais cores”

“Vamos torcer para que não chegue a tanto, mas, se ela decidir casar com ele, estará casando com um cara investigado por violência doméstica. Eu fiz minha parte”

“Quem é a #DNB agora, saindo com um homem casado que batia na mulher”

Jenna Reneé Webb mostra marcas que seriam de agressões de Travis Browne, em seu Instagram

Jenna Reneé Webb mostra marcas que seriam de agressões de Travis Browne, em seu Instagram

A sigla é da expressão “don’t be a DNB” (DNB = do nothing bitch) e significa não seja uma mulher que não faz nada.

Ronda Rousey é uma grande defensora da causa feminista. Seu histórico remete a isso, já que foi criada por uma mãe campeã de judô, seguiu seus passos e até hoje, já no MMA, busca a igualidade e luta contra estereótipos – como os de quem teima em dizer que ela luta como homem. Por conta de tudo isso, é difícil crer no romance, ainda que seja uma fonte próxima do mundo de ambos que deu corda aos boatos.

Para completar, há uma foto circulando de Browne e Ronda juntos. Mas ela faz pouco para “incriminar” o casal – não há nada de romântico na imagem.

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Ronda Rousey anunciou na última sexta-feira seu próximo combate. Ela enfrenta, no dia 2 de janeiro, a ex-campeã mundial de boxe Holly Holm, em sua sétima defesa de cinturão peso galo do UFC.

Em semana no Brasil, Ronda encanta torcidas e deixa presente especial


Pelo fim da zica. UFC monta maior fim de ano de sua história
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Jorge Corrêa

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Estamos apenas nos derradeiros dias de agosto, mas já podemos falar a plenos pulmões sobre o final de ano do UFC. Com um adiantamento difícil de se ver, a franquia já está deixando em ordem os cards que fecham a temporada 2015 e o que podemos ver é que Dana White e seus pares não estão poupando esforços para terem o melhor fim de ano da história do Ultimate.

Como falamos muito ano aqui no ano passado, 2014 foi o verdadeiro ano da zica, com astros fora de combate, casos de doping, lesões que destruíam eventos gigante. Mas, como também apresentamos no blog nas últimas semanas, o UFC conseguiu se reconstruir neste ano, usando como base novas estrelas, principalmente Conor McGregor e Ronda Rousey.

Então, qual é a melhor maneira de celebrar esse novo momento? Colocando todo esse pessoal para lutar em menos de um mês!

Se formos pragmáticos, esses grandes eventos começam em 15 de novembro, quando o UFC estreará em um gigantesco estádio de futebol. A cidade australiana de Melbourne receberá a disputa de cinturão dos meio-médios entre Robbie Lawler e Carlos Condit, além da reedição do épico empate entre Antonio Pezão e Mark Hunt. Se tudo correr como Dana White espera, serão 70 mil pessoas no local, recorde para a franquia.

Mas vamos para o fim de ano propriamente dito. Depois das muitas idas e vindas, José Aldo e Conor McGregor unificam o cinturão dos penas em 12 de dezembro, abrindo essa maratona de grandes eventos, no UFC 194. E, vejam só, esse mesmo card em Las Vegas terá a disputa de cinturão dos médios entre Chris Weidman e Luke Rockhold. Yoel Romero x Ronaldo Jacaré também definem na mesma noite quem será o próximo desafiante pelo título que por muito tempo foi de Anderson Silva. Um dia antes, na final do TUF 22, Frankie Edgar encara Chad Mendes – numa luta que deve valer disputa de cinturão dos penas para o vencedor.

Uma semana depois, em Orlando, é a vez de o brasileiro Rafael dos Anjos defender pela primeira vez o cinturão do leves contra o caubói Donald Cerone. No co-main event, teremos a tão aguardada luta entre os pesos pesados Junior Cigano e Alistair Overeem, que era para ter acontecido em 2012. O vencedor ficará em situação MUITO boa para conseguir um title shot.

E fechando a temporada 2015, mesmo já sendo nos primeiros dias de 2016, a estrela ascendente Ronda Rousey coloca à prova em 2 de janeiro seu status contra a ex-campeã mundial de boxe Holly Holm, O outro cinturão feminino também estará em jogo neste UFC 195, com a revanche entre Joanna Jędrzejczyk e Claudia Gadelha.

Com todos esses combates, não há como fãs fanáticos ou casuais do MMA não se empolgarem. Mas agora é cruzar os dedos para quem nenhum desses grandes nomes se machuquem ou caiam em exames antidoping.


Charles do Bronx recebe alta após lesão no esôfago
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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Não passou de um susto. Dois dias depois de desistir da luta contra Max Holloway por conta de uma estranha lesão no esôfago com poucos minutos de combate, o brasileiro Charles do Bronx recebeu alta e foi liberado do hospital no Canadá, onde estava internado em observação desde o último domingo.

A liberação do lutador foi confirmada pelo próprio UFC em comunicado publicado em seu site oficial:

“O lutador peso-pena do UFC Charles Oliveira foi liberado hoje dos cuidados médicos, em Saskatoon, Canadá, e viajará para o Brasil, amanhã. Exames preliminares apresentaram resultados negativos para grandes lesões no tórax, pescoço e garganta, e Oliveira terá uma consulta de acompanhamento com seu médico local, assim que retornar para casa. Charles passa bem e agradece o apoio que recebeu de seus fãs, durante estes dias”.

Charles tinha sofrido uma lesão no pescoço durante os treinamentos para a luta principal do card em Saskatoon no domingo passado, contra Max Holloway. Mas com fisioterapia e medicação prescrita pelo próprio médico do UFC, se recuperou e foi liberado para fazer o combate. Logo em seu primeiro ataque contra o norte-americano, acabou chocando o local lesionado contra a grade e desistiu da luta.

Já no hospital, depois do susto de ter ficado muito tempo em atendimento ainda no chão do octógono, foi detectada uma microrruptura no esôfago do lutador. Ele revelou que chegou a ficar sem sentir o corpo no momento.


Internado, Charles do Bronx explica lesão e susto: “Não sentia meu corpo”
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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Charles do Bronx e Max Holloway fariam uma das lutas mais esperadas entre os pesos pena do UFC nos últimos tempos neste domingo, mas tudo acabou de maneira muito frustrante. O brasileiro sentiu uma lesão no pescoço com poucos minutos de combate e acabou desistindo da luta. A vitória fácil foi para o norte-americano.

A situação virou um enorme susto, já que Charles ficou muito tempo sendo socorrido no chão do octógono no Canadá e deixou o local de maca. Algumas horas depois, ele explicou o que aconteceu, ainda internado na cidade de Saskatoon.

“Machuquei meu pescoço no treinamento, mas fiz fisioterapia e ficou tudo bem. Só que eu senti algo quando me choquei contra a grade e tudo ficou nebuloso. Não conseguia sentir meu corpo. Estou ainda fazendo um monte de exames aqui no hospital'', disse o lutador em entrevista ao site MMA Fighting. “Eu treinei realmente duro para essa luta. Eu gostaria de uma revanche porque não teve luta. Eu realmente me machuquei no meu primeiro ataque.''

Nesta segunda-feira, o UFC revelou, em um comunicado oficial, que o lutador sofreu uma microrruptura no esôfago e ficará no hospital em observação até pelo menos esta terça-feira.


Sertanejo já imitou rival em treino. Agora, tem de vencê-lo em ‘reestreia’
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Maurício Dehò

UFC: Do Bronx e Erick lutam para provar ser mais que 'eternas revelações'

No mundo das lutas, não é raro um atleta ter de assumir o papel de outro nos treinos. O papel dos sparrings, muitas vezes é exatamente esse: simular um rival, para que seu companheiro de time se prepare enfrentando as armas que terá na hora do combate. Felipe Sertanejo fez isso para Thomas Almeida. Imitou em detalhes o jogo de Yves Jabouin. Ele só não esperava que o mesmo Jabouin, aquele que Sertanejo “foi” em tantas oportunidades, virasse seu oponente logo depois.

Neste domingo, no Canadá, Sertanejo terá de provar que é tão bom sparring que, ao imitar Jabouin, aprendeu, também, a neutralizar e jogar nos erros que o canadense/haitiano apresenta. Teoricamente, ele estudou tanto rival, que está em ótima posição para seu recomeço no Ultimate. Esta será a primeira luta do paulistano baixando do peso pena (66 kg) para o galo (61 kg).

Com tudo o que sabe do oponente, o paulistano de 27 anos teve atenção redobrada no jiu-jítsu, já que Jabouin é bom em levar os rivais ao solo.

“Eu simulava ele para o Thomas, é algo que sempre fazemos, treinando o mais próximo possível do estilo do rival. Então eu já tinha estudado muito o jogo dele. O Yves Jabouin tem golpes rodados fortes, wrestling bom, mas não é tão bom no jiu-jítsu. Então, não estou tão preocupado em cair, treinei bastante jiu-jítsu para tentar finalizar, mas também vou atrás do nocaute com meu muay-thai”, analisou Sertanejo.

Como Thomas, a expectativa é de liquidar a fatura antes do fim do terceiro round; “Eu acredito que vai terminar como a do Thomas: vai ser nocaute. Vou para cima o tempo todo”, promete Sertanejo. “Mas, não dá para comparar as lutas. O Thomas vai mais pra dentro, eu gosto de lutar mais na distância.”

A novidade vem em boa hora para Sertanejo. O lutador nunca teve dificuldades para ficar com 66 kg. A comodidade tinha um lado negativo, já que ele acabava sendo pequeno para o peso pena. Agora, ele apertou a dieta e espera chegar mais veloz e maior que seus adversários, para melhorar sua performance no UFC: desde 2011, foram oito lutas, com três vitórias, um empate e quatro derrotas.

“Eu nunca lutei no 61 kg. Na verdade, acho que não peso isso desde meus 14 anos”, contou o lutador. Seu peso natural costuma ser de 74 kg. Para o novo desafio, baixou esse número para 70 kg. A principal diferença é na recuperação. Enquanto ele retornava de 66 kg para cerca de 72 kg, seus rivais surgiam com quase 80 kg no dia seguinte à pesagem.

“Resolvi criar coragem, porque nunca gostei de dieta, gosto muito de comer. Eu comia de tudo, não ligava para isso. Mas agora percebi que ajuda muito, até no rendimento dos treinos. Não foi por causa da derrota, desceria de qualquer forma. Faltava essa coragem, meu técnico até queria me manter no 66 kg, porque sou preguiçoso com dieta, mas foi melhor mudar”, explicou.

Outra estreia de Sertanejo é lutando no exterior. Ainda que tenha feito lutas nos Estados Unidos, o fato é inédito para ele no Ultimate. “Não vejo muita diferença de lutar fora. O vantajoso é o pessoal de lá passar a te conhecer mais. Mas não muda muito. Quando fecha o octógono, o pau come de qualquer jeito”, concluiu.