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Imagem mostra estrago causado no carro de Jones em acidente
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UOL Esporte

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Surgiu a primeira imagem que mostra o estrago feito por Jon Jones no acidente em Albuquerque, na manhã do último domingo. É o que uma foto enviada por um leitor da TV local KOB mostra. E, pelo que foi possível checar, não há dúvidas de sua veracidade.

A foto mostra o local do acidente, com dois veículos batidos – pelo resultado do choque, a velocidade e o impacto mostram ser fortes. j1

Em primeiro plano, há um SUV Buick prateado, conforme foi relatado pela polícia de Albuquerque como sendo o carro alugado dirigido por Jones no acidente. Ao fundo, vê-se um carro de cor vinho. Os outros dois no acidente eram um Honda vinho e um Toyota Camry bege.

O blog checou os dados do relatório policial refentes à batida, e local e carros batem com as descrições. Além disso, em uma consulta no Google Earth, a imagem do usuário e a que se vê do cruzamento das ruas Southern e Juan Tabo, em que aconteceu a batida, são idênticos (veja imagem mais abaixo).


O acidente com Jones terminou com uma grávida sendo levada ao hospital, com um braço quebrado. Ele teria avançado um semáforo vermelho. O campeão dos meio-pesados do UFC fugiu da cena sem prestar socorro, mas foi reconhecido quando retornou ao carro para buscar dinheiro. Foi encontrada maconha no veículo.

Jones se entregou na segunda-feira, depois de 24h sendo procurado pela polícia, ficou detido por 3 horas e deixou o centro de detenção após pagar fiança de US$ 2.500. O lutador não deu entrevistas – deixou o local cobrindo o rosto com um papel -, e seu advogado afirmou: “Ele quer voltar aos treinos para essa grande luta que ele tem. Obviamente ele não queria estar lidando com isso agora. Mas Jones é um grande cara. E está lidando com isso com muita seriedade''. (Imagem: Reprodução/KOB)

Imagem do Google Maps do local do acidente e a do usuário do Reddit

Imagem do Google Maps do local do acidente e a do usuário do Reddit

Tags : jon jones


UFC tem como melhor caminho tirar o cinturão de Jon Jones
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Jorge Corrêa


Era uma galhofa rotineira de Anderson Silva, nos tempos áureos de invencibilidade, dizer que gostaria de enfrentar um clone seu, como única chance de ser derrotado. Agora, estamos muito perto de ver outro astro do UFC perder para si mesmo. Jon Jones entrou em um caminho que deve lhe levar para a destituição de seu cinturão dos meio-pesados.

Apesar de Dana White e seus pares terem um histórico de aliviar a barra de seus principais nomes, enquanto podem ser muito rígidos com peixes menores, “Bones” parece ter gasto todos os seus créditos com o acidente do último fim de semana, quando bateu seu carro contra o de uma grávida, não prestou socorro à mulher que quebrou braço, fugiu do local e ainda teve maconha encontrada em seu veículo abandonado.

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(Seu “azar” foi ter voltado para buscar dinheiro no carro e ter sido reconhecido por um policial a paisana que passava pelo local e é muito fã de UFC.)

Este não é nem de longe o primeiro problema causado por Jon Jones que reverberou dentro do UFC. Em 2012, foi detido por bater o carro enquanto dirigia bêbado. Levou uma bronca dos chefes e ficou “em observação”. Já no final do ano passado, foi flagrado em um exame antidoping surpresa com cocaína. O resultado veio a público em janeiro e ele passou por uma reabilitação. DE UM DIA. Mesmo assim, foi alçado a exemplo de superação, apesar de pagar uma multa.

Agora, será difícil alguém passar a mão na cabeça do campeão. As testemunhas foram muito enfáticas e ele já foi detido para prestar esclarecimentos. Com uma fiança de apenas US$ 2.500, não passou muito tempo preso, mas o estrago já está feito. Dificilmente o Ultimate encontrará uma saída para mantê-lo como campeão dos meio-pesados.

O caminho lógico – e único – é que o evento tire seu cinturão. Já sem o título, Jones passaria por todos os trâmites legais para tentar provar sua inocência. Se ele não for julgado culpado, seria o próximo desafiante do campeão no momento. Se assumir a culpa pelos ocorridos ou for julgado culpado, terá de comer muita grama e voltar para o fim da fila se for aceito de volta no UFC.

É difícil não prever que Jon não tenha uma punição exemplar dentro do UFC. Com três strikes, Dana White agora tem de engolir seco e colocar Jones para fora.

E como fica o cinturão?

Claro que se o UFC tirar o título de Jon Jones, ele também estará fora da defesa que faria contra Anthony Johnson no UFC 187, marcado para 23 de maio, em Las Vegas. Com o cinturão vago, o caminho natural é que o desafiante seja mantido para a disputa do título – que não seria interino, vale frisar.

Mas contra quem? O nome que já começa a borbulhar é o de Daniel Cormier, que apesar de vir de derrota para Jon Jones, teve uma atuação interessante contra o campeão. Muitos lutadores já começaram a fazer campanha por ele nas redes sociais e, mais que isso, ele já está treinando para sua luta contra Ryan Bader no começo de jogo. Ele não teria problemas para bater o peso da categoria, inclusive.

Tags : jon jones


Rampage diz que Maldonado ‘não é humano’. Mas isso não basta para vencer
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Maurício Dehò

Mais aguardada que o combate principal, que teve o pouco empolgante campeão dos moscas Demetrious Johnson em ação, a luta entre Fabio Maldonado e Quinton Rampage Jackson não foi toda a guerra sangrenta que se prometia, mas serviu para entreter, com um combate calcado na trocação e com diversas bombas distribuídas por ambos os lutadores. Ao fim do combate, o ex-campeão dos meio-pesados Rampage triunfou por pontos, mas se rendeu ao brasileiro.

“Eu simplesmente acho que Fabio não é humano”, afirmou o norte-americano, sobre o queixo do “Caipira de Aço”. O problema do brasileiro é que aguentar porrada não é o suficiente para o sucesso no UFC. E, se ele queria bater o veterano para ter um divisor de águas e avançar entre os tops de sua categoria, o fato é que Maldonado passou longe disso no Canadá.

Maldonado segue com um problema em suas lutas, que é se apoiar nesta qualidade de suportar os golpes dos rivais, acreditando que, fazendo-os cansar de bater, poderá encerrar a luta no segundo e terceiro rounds. Mas, com apenas 15 minutos de ação, muitas vezes não há tempo para toda essa reviravolta. Foi o que aconteceu mais uma vez em sua carreira.

O brasileiro também acaba pecando pelas provocações. A todo momento, gesticulava após os golpes de Maldonado, dizendo não sentir seus socos e pedindo mais. Provocar, tudo bem, mas quando se está em desvantagem não ajuda em nada – e ainda deixa os torcedores enfurecidos.

O fato é que Maldonado não conseguiu mostrar a força de seus punhos e foi menos ativo que Rampage. Ele lançou apenas 134 golpes, contra 211 de Rampage. Entre os golpes significativos, teve 67, contra 99 do vencedor. Pouco diante de um rival confirmado no card a apenas quarto dias do UFC 186.

Ainda assim, Maldonado deve seguir com prestígio no UFC, já que geralmente suas lutas tem esse aspecto “Rocky Balboa” que grudam os torcedores na tela.

Rampage comprovou esse poder quase imortal do brasileiro: “Eu bati nesse cara com tudo o que podia e ele ainda pedia mais. Eu não sabia mais o que fazer. Eu até cheguei a tentar um chute na cabeça. Pensei em soprar meu mau hálito nele, mas acho que nem isso adiantaria”, brincou Rampage.


Outra zebra! Brasileira finaliza campeã e país fatura 3º cinturão feminino
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UOL Esporte

O Brasil consolidou sua posição de maior campeão do evento Invicta FC, exclusivamente de MMA feminino, com mais uma vitória surpreendente nesta sexta-feira. Depois de Herica Tibúrcio ter se sagrado campeã peso átomo, em dezembro, agora foi Livia Renata Souza quem surpreendeu. Azarão contra a campeã Katja Kankaanpaa, ela conseguiu uma finalização no quarto assalto para tomar seu título da categoria palha.11160620_849764678449574_1664352946949541075_o

Com o resultado, Livia se junta a Hérica e a Cris Cyborg (peso pena). O Brasil tem três dos cinco cinturões do Invicta. Um está vago, no peso galo, e o outro é de Barb Honchak na divisão das moscas.

A brasileira precisou se superar para conseguir o triunfo e manter sua carreira invicta no MMA, chegando agora a oito vitórias. Katja, finlandesa, estava melhor no combate em todas as áreas, inclusive conseguindo montadas para castigar a brasileira.

Lívia mostrou cansaço, mas ainda oferecia perigo no chão, mesmo com as costas na lona. Foi com a oportunidade de encaixar um triângulo e ajeitar com paciência que ela construiu sua vitória, forçando a finlandesa a bater.

Como Herica Tibúrcio, Livia fez sua estreia no evento nesta sexta-feira, enquanto Katja já tinha três vitórias em quatro lutas pela organização.

A nerd Roxanne Modafferi, de quem falamos em outro post, acabou perdendo a revanche para Vanessa Porto. A brasileira venceu por pontos.

Conheça a campeã peso átomo Herica Tiburcio

Veja Álbum de fotos

Tags : invicta fc


Antonio Pezão tem luta decisiva contra australiano no UFC Rio
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Jorge Corrêa

Pezão em sua última luta contra Frank Mir, em Porto Alegre

Com uma disputa de cinturão no UFC no currículo, Antonio Pezão já tem marcada aquela que deve ser sua chance final de ficar no maior evento de MMA. O blog apurou que o peso pesado vai enfrentar o australiano Soa Palelei no UFC 190, no Rio de Janeiro, em 1º de agosto.

Sem vencer em suas últimas quatro lutas no octógono, se o paraibano de 35 anos tiver mais uma derrota – a terceira consecutiva – será complicado ele seguir Ultimate, conhecendo os chefes da franquia e como eles lidam com uma série de derrotas.

Em maio de 2013, perdeu a disputa de cinturão dos pesados para Cain Velasquez em 1min21. Depois, fez uma das melhores lutas do ano em 2013 no empate com Mark Hunt, mas o resultado foi transformado em No-Contest depois de ele ter sido flagrado no exame antidoping com nível elevado de testosterona.

Em setembro de 2014 (após cumprir suspensão pelo doping) e fevereiro deste ano, fez duas lutas principais no Brasil, em Brasília e Porto Alegre. Acabou nocauteado por Andrei Arlovski e Frank Mir, respectivamente, em lutas que, somadas, não duraram 5min.

Já Soa Palelei tem um bom retrospecto no UFC, com apenas uma derrota em cinco combates. Ele vem de vitória sobre Walt Harris em novembro do ano passado.

O UFC 190, no Rio de Janeiro, já tem três grandes lutas marcadas. O combate principal será a disputa de cinturão peso galo feminino entre Ronda Rousey e Bethe Correia. Já Rodrigo Minotauro terá pela frente o gigante holandês Stefan Struve. E Maurício Shogun e Rogério Minotouro fazem uma das mais aguardadas revanches do extinto Pride.


Ronda se diz nerd, mas passa longe de lutadora que se fantasia em pesagens
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Maurício Dehò


Ronda Rousey gosta de dizer que por trás de suas chaves de braço e ensaios sensuais, vive uma garota nerd apaixonada por videogames e Pokemon. Mas, se for competir neste quesito, a campeã perde de goleada para Roxanne Modafferi, uma veterana que se destaca pelo jeitão diferente em relação às outras lutadoras, um sorriso constante e o gosto pela cultura nerd que transborda, a ponto de já ter ido à pesagem de um evento com fantasias de Guerra nas Estrelas, duas vezes, e de Naruto.

Roxanne tem 32 anos, mas ainda tem um jeito de menina, apesar de suas 28 lutas de MMA, com 17 vitórias e 11 derrotas. Nesta sexta-feira, ela disputa o Invicta FC 12, e enfrenta a brasileira Vanessa Porto (17v-6d), tentando sua terceira vitória seguida e para deixar de vez para trás seu pior momento na carreira, quando perdeu seis embates consecutivos.

Hoje veterana, Roxanne é uma lutadora rodada, com passagem por Strikeforce, pelo UFC – por meio do TUF – e está em sua segunda oportunidade junto ao Invicta. Foi na primeira que ela surpreendeu a todos em duas pesagens, quando apareceu com looks totalmente inusitado: no Invicta FC 8, apareceu de Jedi, com direito a sabre de luz, e na edição número 10 foi com uma fantasia exótica de princesa Leia, ambas menções à série de filmes Guerra nas Estrelas.

“O meu técnico é um enorme fã de Guerra nas Estrelas, então tivemos a ideia de ir assim. Eu já queria fazer algo relacionado a animes, mas ir de ‘Star Wars’ foi uma decisão fácil, até porque a filha de George Lucas (a lutadora Amanda Lucas) é uma das donas da academia em que treino. Então, eu comprei uma fantasia de Jedi e um sabre por 70 dólares”, conta ela. Nesta quinta-feira, na pesagem do Invicta 12, ela se inspirou em Naruto.

Curiosamente, as duas lutas em que ela apareceu fantasiada de Guerra nas Estrelas marcaram sua volta por cima no MMA, recuperando-se das seis derrotas que teve entre 2010 e 2013, que a abalaram. “Eu perdia, e mudava alguma coisa no treino. Achava que mudando um detalhe poderia melhorar e dar a volta por cima, mas continuava perdendo. Depois veio o TUF, e até venci uma luta lá”, relembrou ela, apesar de lutas no reality não contarem no cartel. “Depois que lutei no TUF 18 Finale, pensei em parar. Mas ter deixado o Japão e voltado a morar nos EUA foi um divisor de águas. Vi como deveria estar treinando quando entrei no reality show, e melhorei muito.”

A norte-americana iniciou sua jornada como lutadora influenciada pelos seriados e desenhos que via na TV e por quadrinhos. Animes, os desenhos japoneses, são sua paixão. Primeiro a fã de Dragon Ball e Naruto passou a se dedicar ao taekwondo. Depois, começou a treinar caratê e em seguida judô. Para fechar a quadra que a levaria ao MMA, entrou no jiu-jítsu.

O lado nerd não parou na inspiração para virar lutadora. Sempre ligada à cultura dos animes, ela se empolgou em estudar a cultura japonesa, a ponto de ir para a faculdade de linguística se aprofundar na língua e depois se mudar para o Japão.

“Eu passei oito anos no Japão, aprendendo mais sobre a língua, dando aulas de inglês de dia e treinando à noite”, conta ela, que se profissionalizou em 2003 e fez lutas nos EUA e no Japão neste início. Apesar de ter uma carreira respeitada, com bons resultados, a entrada no TUF deixou claro para ela que os treinos no Japão eram insuficientes para que ela se mantivesse evoluindo.

No reality show, ela destoou. Apelidada de “Guerreira Sorridente”, pela alegria constante, pouco tinha em comum com outras atletas, mais duronas, encrenqueiras e sisudas, apesar de dizer que não sofreu “bullying” das companheiras de programa.

Hoje, ela ainda tem dificuldades para viver apenas do MMA, mesmo tendo se surpreendido com o boom das mulheres, fruto do investimento do UFC. Ela ainda tem reservas financeiras dos tempos de Japão, e alguma ajuda da mãe, com quem mora, para se manter.

Para completar o lado diferenciado de Roxanne, ela também é uma autora. Ela publicou o livro “Memoirs of a Happy Warrior” (Memórias de uma Guerreira Feliz), contando sua vida no Japão.

Contra Vanessa Porto, Modafferi faz uma revanche. Elas se enfrentaram em 2008, nos EUA, e a norte-americana venceu por nocaute, com joelhadas. “Eu já estava querendo uma nova luta, estou preparada desde o ano passado. Estou confiante que sei o que ela trará e que vou vencer”, afirmou ela, que já mira o cinturão peso mosca do evento, com muita paciência.

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A saída de Anderson Silva do TUF Brasil em detalhes
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Jorge Corrêa

Quase três meses depois do anúncio dos flagrantes de doping na luta contra Nick Diaz, Anderson Silva ainda espera seu julgamento, mas estamos descobrindo – a conta gotas – como que o lutador encarou a situação na época do ocorrido. Pudemos ver a reação do ex-campeão dos médios em algumas cenas do episódio do último domingo do reality show The Ultimate Fighter.

Agora, o UFC divulgou um novo vídeo que mostra os bastidores e a emoção do lutador ao anunciar a seus comandados que estava deixando o programa. ““Acabei caindo no exame de doping e por decisão da Comissão Atlética de Nevada vou ter que sair da casa. Vocês não podem deixar o sonho sair das mãos de vocês, mantenham o foco. Não percam a disciplina, lembrem de tudo que passaram para chegar até aqui”, disse.


Saudades do Shogun do Pride? Há 10 anos ele arrasou Rampage e iniciou lenda
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Maurício Dehò

Maurício Shogun já viveu dias melhores. Muito melhores. Se hoje ele sofre no UFC e vem de duas derrotas seguidas por nocaute, há dez anos um fenômeno surgia no Pride, em uma ascensão vitoriosa que o fez ser apenas o segundo lutador a conquistar títulos nas duas organizações mais famosas do MMA. Na época com 23 anos, o curitibano da Chute Boxe iniciou uma jornada de sucesso com sua primeira grande vitória, arrasadora.

O contexto do combate é interessante. Shogun já vinha mostrando seu valor no Pride, com três vitórias seguidas por nocaute no primeiro round. Já o norte-americano pintou como um dos grandes nomes da organização, vencendo rivais renomados, mas sendo surrado por Wanderlei Silva duas vezes. Em fevereiro de 2005, ele bateu Murilo Ninja, o irmão de Shogun, por pontos. Então, o Pride ofereceu a vingança ao caçula da dupla.

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Um vídeo dos bastidores que circula pela internet há muito tempo, mostra o antes e depois da luta, nos corredores e vestiários da Osaka Dome, arena na cidade japonesa de Osaka que recebeu 45 mil pessoas no card liderado por Wanderlei Silva x Hidehiko Yoshida – Wand venceu por pontos.

E o mais curioso das imagens é ver a tranquilidade de Shogun no vestiário, com direito a um combinado de sushis oferecido pela organização para se alimentar antes do combate e um aquecimento ao lado de Wanderlei, que lhe explica as joelhadas no clinch do muay thai com que já tinha vencido Rampage.

O card estrelado do Pride Total Elimination 2005 ainda teve Kazushi Sakuraba nocauteando Dong Sik Yoon em 38s, Minotouro finalizando Dan Henderson, Alistair Overeem finalizando Vitor Belfort e Ricardo Arona batendo Dean Lister por pontos. Nada mal, não?

O card estrelado do Pride Total Elimination 2005, em 23 de abril, ainda teve Kazushi Sakuraba nocauteando Dong Sik Yoon em 38s, Minotouro finalizando Dan Henderson, Alistair Overeem finalizando Vitor Belfort e Ricardo Arona batendo Dean Lister por pontos. Nada mal, não?

No ringue, não houve chances para o norte-americano. Shogun desde o início foi implacável. Começou a luta com uma joelhada e uma boa defesa de queda, e a partir daí deu início à surra. Socos, chutes e muitas joelhadas no corpo. Foi com estas joelhadas que Rampage se deu mal. O brasileiro fraturou uma costela do rival, que ficou entregue. Após quatro minutos, o futuro campeão começou seu nocaute com um upper de direita e o concluiu com joelhadas na cabeça e um tiro de meta. O resultado arrasador foi considerado chocante.

As imagens pós-luta no caminho para o vestiário também são interessantes. A Rampage, restou procurar uma justificativa e lamentar a costela fraturada. “A primeira joelhada que ele deu, quebrou minha costela. Isso dói, cara…”.

Shogun comemorou muito com sua equipe: “Nossa, que tesão! Quantos minutos de luta foi?”, perguntou, elétrico. E ligou para a mãe: “Foi a melhor luta da noite, mãe!”.

Para completar, ainda tinha de passar pelo antidoping. Um integrante da equipe sugeriu que fosse no meio de um corredor: “Mijar, mijar, precisa mijar, Mauricião. Mija aqui mesmo”. Shogun tomou a decisão sensata de não fazer xixi na frente das câmeras…

A luta com Rampage foi sua primeira do GP dos médios de 2005. Depois dela, Shogun venceu Rogério Minotouro por pontos, Alistair Overeem por nocaute e conquistou o título ao bater Ricardo Arona, por nocaute, para faturar o título.

O curitibano ainda teve um ano e meio de bons resultados no Pride – mais quatro vitórias e só uma derrota, antes de ir para o UFC no fim de 2007. Na companhia norte-americana, conquistou o cinturão em 2010, em sua segunda luta contra Lyoto Machida, e, depois disso, caiu de produção, alternando vitórias animadoras e reveses extremamente frustrantes, como na finalização que tomou de Chael Sonnen ou os recentes nocautes que levou de Dan Henderson e Ovince St-Preux.

Agora, Shogun é técnico do TUF Brasil 4 e aguarda por um combate que remete ao Pride. Ele vai encarar Minotouro, cedendo uma revanche para o baiano.


Veterano brasileiro é o grande beneficiado com novo ‘salário’ da Reebok
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Maurício Dehò

O UFC confirmou uma mudança importante em relação ao pagamento de um novo “salário” aos lutadores, fruto do acordo da organização com a Reebok – como explicamos aqui. A nova regra indica que não será mais o ranking, mas o número de lutas que dividirá os escalões de valores. Quem está a mais tempo no Ultimate, receberá mais que os novatos. Um brasileiro, em específico, tem muito a comemorar: Gleison Tibau.

É simples: Tibau é o lutador em atividade com mais lutas no UFC. São 25 combates, empatado com o já aposentado Matt Hughes e duas menos que o recordista absoluto, também já fora da organização, Tito Ortiz. Se fosse receber apenas baseado em ranking, Tibau estaria no pior escalão. O potiguar não está na lista dos melhores do peso leve.

O histórico de Tibau e sua parceria de longa data não contariam em nada para que ele ganhasse mais que novatos do UFC. Agora, o quadro virou totalmente a seu favor. O peso leve estreou no Ultimate em novembro de 2006 e soma 16 vitórias e nove derrotas no octógono da organização, com dois bônus de performance. Nas quatro últimas lutas, Tibau venceu três e perdeu a mais recente.

Este salário da Reebok, na verdade, foi anunciado como um valor fixo por luta que será pago aos lutadores – as cifras exatas não foram divulgadas nem aos atletas. Em contrapartida, eles não poderão mostrar mais patrocinadores pessoais nos eventos da semana de lutas e na noitada de combate do UFC, o que vem gerando muitas dúvidas e debates.

Vale lembrar que os lutadores seguirão recebendo suas bolsas, que são negociadas diretamente em cada caso e que aí avaliam número de lutas, performance, carisma… Enfim, são critérios muito mais subjetivos, que já fizeram veteranos ganharem mais que campeões – Renan Barão e José Aldo que o digam.

Tibau acaba sendo o exemplo mais expressivo, por estar fora do ranking após tantos anos na organização, tendo o mesmo número de lutas de um caso idêntico, do norte-americano Josh Koscheck – lutador que pode ser desligado a qualquer momento, por ter cinco derrotas seguidas. Outros exemplos são Diego Sanchez (21 lutas), Yves Edwards (21), Gabriel Napão (20) e outros, que estão há longa data com o UFC, mas são irregulares e não aparecem entre os 15 melhores de suas divisões.

Tibau analisou a mudança para o blog: “Eu acho justo que quem mais lute receba mais pelo patrocínio do UFC. Também acho que o ranking tem que valer como diferencial para pagamentos, pois valoriza os melhores. Só que também não se pode esquecer de quem está sempre apto ao combate, sempre pronto para lutar. Isso não é fácil, é um investimento que o atleta faz em sua carreira em médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, boa alimentação, tudo isso. Então o UFC tem que recompensar.''

Um outro benefício chegou ao manauara José Aldo. O número de lutas engloba participações em eventos como o WEC e o Strikeforce, comprados pelo Ultimate. Assim, o campeão dos penas pode contar não apenas sete lutas, mas totalizar 15. Outro critério adotado é o de pagar valores maiores nesta parcela vinda da Reebok a lutadores que fazem disputas pelo cinturão, tanto ao campeão quanto ao desafiante.

Os casos em que ocorre o contrário, isto é, o número de lutas é prejuízo em relação ao critério do ranking, estão mais ligados às categorias femininas, que são recentes e em que poucas lutas levam atletas a altos postos. Entre os homens, o terceiro dos meio-pesados, Daniel Cormier, tem apenas seis lutas pelo UFC. Yoel Romero, sexto dos médios, só tem cinco (e mais uma do Strikeforce. Conor McGregor, terceiro dos penas, tem seis combates.

Mas, nestes últimos casos, se o dinheiro da Reebok for mais curto, a fama e a qualidade dos lutadores facilmente os faz receber mais em relação às bolsas. O prejuízo pode ficar com a diminuição do número de patrocinadores pessoais após este veto do UFC, esta sim uma discussão que ainda vai dar muito pano pra manga.


Por onde passa o futuro de Lyoto Machida no UFC
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Jorge Corrêa

Perto de fazer 37 anos, Lyoto Machida ainda é um dos mais famosos e mais vendáveis lutadores brasileiros no UFC, mas sua derrota para Luke Rockhold o jogou em um limbo dentro dos pesos médios que dificilmente ele conseguirá sair – isso se sua meta sincera ainda for conquistar o título da categoria.

O ex-campeão dos meio-pesados se encontrou entre os médios. Mais que isso, vinha tendo atuações mais consistentes em seu novo peso do que na época em que deixou a categoria que teve o cinturão. Sua única derrota, até então, tinha sido em uma disputa de título muito parelha contra Chris Weidman.

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Então veio o atropelo de Luke Rockhold.

Vendo seu próprio algoz brilhar como nunca no UFC e outros dois brasileiros perto de disputar o cinturão – Vitor Belfort e Ronaldo Jacaré – ficou quase impossível de Lyoto ter um novo title shot. Ele precisaria de uma longa sequência de vitórias e contra rivais bem ranqueados e que ele ainda não tenha enfrentado.

Sobram poucos nomes nessa intersecção. Ronaldo Jacaré, Vitor Belfort e Yoel Romero seriam as alavancas perfeitas para ele se aproximar novamente pela cinta, mas eles devem “se matar” pelo caminho em busca pelo cinturão, principalmente quando colocamos nesta mistura Rockhold, Weidman e, quem sabe, até Anderson Silva.

Lyoto Machida pode vislumbrar um futuro interessante e rentável dentro do UFC, mas longe do cinturão. Ele ainda tem potencial para fazer a luta principal de qualquer Fight Night (cards menores) dentro do Brasil, ou quem sabe até um co-main event de um evento de numerado de pay-per-view.

O que ele não pode fazer é se rebaixar e passar a enfrentar rivais que estejam fora do top 15 dos médios. Ainda existem bons nomes para que ele brilhe no octógono. Tim Kennedy, Michael Bisping, Costas Philippou ou até mesmo Tim Boetsch seriam rivais interessantes para o brasileiro neste momento.

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