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O que esperar deste belo UFC
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Jorge Corrêa


Será o terceiro evento do UFC em oito dias, mas o melhor ficou para o final dessa maratona. Depois da triste derrota de Minotauro e a chata vitória de Tim Kennedy sobre Michael Bisping, teremos neste sábado um belo card em Orlando, encabeçado pelos pesos pesados Fabrício Werdum e Travis Browne. E tem até brasileiro trocando a Disney por esse evento, como contou Marcos Peres.

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Essa luta definirá os rumos dos pesos pesados. Dana White já avisou que o vencedor dessa combate será o próximo desafiante pelo cinturão da categoria. Basta, apenas, que o campeão Cain Velasquez se recupere da cirurgia no ombro. Até o lugar essa luta já foi acertado: ela acontecerá no México, terra dos pais do dono do cinturão.

Dentro do octógono, devemos ter um duelo de estilos. Por mais que tenho melhorado muito na trocação nos últimos anos, Werdum tem no chão, no jogo agarrado, sua melhor chance. Isso porque a mão de Browne é famigeradamente pesada e vem derrubando muita gente nos últimos anos.

O brasileiro deve usar a trocação apenas para se aproximar do havaiano e tenta colocá-lo para baixo. A meta? A décima finalização de sua carreira. Mas que ele não caia na bobagem de tentar o double-leg grudado na grade. Travis já mostrou que suas cotoveladas na têmpora são devastadoras.

Rumo dos leves

Duas lutas com brasileiros também mexem diretamente com os próximos passos dos pesos leves, ainda mais levando em consideração o fato de que o campeão Anthony Pettis defenderá o cinturão contra Gilbert Melendez apenas no fim de semana do ano, após ambos serem treinadores do TUF 20.

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No duelo da trocação no card principal, Edson Barboza colocará seu chutes baixos a prova contra o duro “Caubói” Cerone. Os dois tem estilos bem parecidos e essa luta é promessa de porrada comendo solta. O brasileiro tem a chance de finalmente mostrar que pode disputar o cinturão. Quando esteve perto, falhou.

Já fechando o card preliminar, dois dos tops da divisão e com, provalmente, o melhor jogo agarrado da categoria. O número 5 Rafael dos Anjos terá pela frente o numero 7 Khabib Nurmagomedov. Não consigo imaginar parada mais dura que essa para o brasileiro. O russo, invicto em sua carreira de 21 lutas, vai tentar derrubá-lo. E derrubá-lo. E derrubá-lo. A chance para Rafael é, em uma dessas quedas, pegar um braço ou uma perna, em busca da finalização.

Minha aposta: o vencedor dessas duas lutas se enfrentarão no segundo semestre para saber quem será o próximo desafiante pelo cinturão dos leves.

Serviço: O UFC deste sábado começa às 16h30 (de Brasília) e será transmitido apenas pelo canal em pay-per-view Combate. Mas você, amigo internauta, poderá acompanhar todos os lances pelo Placar UOL Esporte.

Card principal
Fabrício Werdum x Travis Browne – Peso pesado
Miesha Tate x Liz Carmouche – Peso galo feminino
Donald Cerrone x Edson Barboza – Peso leve
Brad Tavares x Yoel Romero – Peso médio
Card preliminar
Rafael dos Anjos x Khabib Nurmagomedov – Peso leve
Thiago Pitbull x Seth Baczynski – Peso meio-médio
Jorge Masvidal x Pat Healy – Peso leve
Estevan Payan x Alex White – Peso pena
Caio Monstro x Luke Zachrich – Peso médio
Jordan Mein x Hernani Perpétuo – Peso meio-médio
Dustin Ortiz x Ray Borg – Peso mosca
Mirsad Bektic x Chas Skelly – Peso pena
Derrick Lewis x Jack May – Peso pesado


“A culpa foi da produção”
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Jorge Corrêa

A culpa da briga foi da nossa produção, que nunca deveria ter deixado esses caras se tocarem. Você acha que isso não acontece nos EUA? Os dois se odeiam. Acontece em qualquer lugar, só que aqui a gente não deixa as pessoas se tocarem. Tem muito fã brasileiro indo contra o Wanderlei, mas a culpa não é dele. Foi uma falha da nossa produção.”

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Esqueça Wanderlei Silva, esqueça Chael Sonnen. Dana White já achou outro culpado para a briga dos treinadores da terceira edição do reality show The Ultimate Fighter Brasil: a produção do programa. Foi o que ele disse aos jornalistas que estão em Orlando para o UFC: Werdum x Browne. A declaração acima foi transcrita pelos amigos do Combate.com.

Para o presidente, essa situação nunca deveria ter chegado a esse ponto. Ele garante que se estivesse no Brasil, isso nunca teria acontecido. E olha que as consequências são piores do que a cena grotesca vista no último domingo na TV Globo. Como disse aqui no post passado, a luta entre os treinadores teve de ser adiada, porque Wanderlei machucou as costas e a mão durante a briga.

“A luta vai acontecer. O que ocorreu é que o Wanderlei se machucou naquela briga. Ele levou aquele double-leg no concreto e machucou as costas. Ele também lesionou a mão batendo na cabeça do Chael. Wanderlei não poderia lutar [em 31 de maio] porque se machucou na briga na porra do programa. Já não estou mais puto com isso, mas fiquei muito quando aconteceu. Isso é apenas repugnante.”

TUF Brasil 3

TUF Brasil 3

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O motivo da mudança e a defesa ao amigo
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Jorge Corrêa

“O que aconteceu é que o Wanderlei se machucou naquela briga. Ele levou aquele double-leg no concreto e machucou as costas. Ele também lesionou a mão batendo na cabeça do Chael. Wanderlei não poderia lutar [em 31 de maio] porque se machucou na briga na porra do programa. Já não estou mais puto com isso, mas fiquei muito quando aconteceu. Isso é apenas repugnante.”

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Dana White finalmente explicou o motivo de ter mudado a luta dos treinadores da terceira edição do reality show The Ultimate Fighter Brasil de São Paulo, em 31 de maio, para Las Vegas, em 5 de julho. Depois de a cena ter ido ao ar no último domingo, ele explicou que Wanderlei Silva se machucou na briga que teve com Chael Sonnen durante as gravações.

O presidente do Ultimate não escondeu sua insatisfação com o ocorrido durante entrevista coletiva na última quarta-feira e criticou a situação e quem disse que a briga foi armada. “Foi nojento mostrar aquilo e se eu estivesse lá nunca teria acontecido. Nada poderia ter sido pior que aquilo.”

Quem também falou pela primeira vez sobre o assunto foi Wanderlei Silva. Ele usou suas redes sociais para defender seu amigo André Dida, que foi amplamente criticado por ter batido em Chael Sonnen pelas costas na briga.


O que acontece quando se bate forte
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Jorge Corrêa

Roy Nelson

Roy Nelson

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Ainda está viva na mente dos fãs de MMA o nocaute avassalador que Roy Nelson aplicou sobre Rodrigo Minotauro na última sexta-feira, na luta principal do UFC em Abu Dhabi. mas aquele cruzadão de direita lhe rendeu mais que a vitória e o prêmio de US$ 50 mil pelo nocaute da noite.

De volta aos Estados Unidos, o gordinho explicou o motivo de ter aparecido em algumas fotos com a mão enfaixada. Ele quebrou um osso com os golpes que deu no brasileiro, como pode ser visto na imagem acima, do exame de raio-x que fez.

“Finalmente consegui passar pelo médico e está quebrado. Às vezes isso acontece quando se bate tão forte (risos)”, brincou Nelson, que agora deve ficar um bom tempo longe do octógono para recuperar a lesão.


Reforço para Sonnen contra Wanderlei
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Jorge Corrêa

Foi imediato o efeito negativo que a briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen no TUF Brasil 3 teve sobre a base de fãs de MMA. A imensa maioria dos comentários nas redes sociais sobre o assunto, assim como no último post aqui no blog, reprovavam o que foi ao ar no episódio do domingo passado.

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Foi quase unânime a avalanche de críticas que o brasileiro recebeu por ter iniciado a discussão, que acabou com a briga no chão da academia do reality show. Quem também foi muito atacado pelos internautas foi André Dida, assistente de Wanderlei que também bateu no norte-americano.

Apesar de ter sua parcela de culpa – deu o primeiro empurrão nessa confusão – ficou claro que agora Sonnen ganhou um reforço em sua torcida para a luta entre os treinadores. Como mostro nos tuites abaixo, muitos fãs brasileiros viraram a casaca e agora torcerão para o norte-americano.

Aproveito o post para mostrar essa declaração bem interessante de Chael Sonnen sobre o ocorrido, durante um tour que ele apresentou pela academia, que pode ser visto no vídeo acima. Espero que a lição disso tudo seja essa mesmo.

“Eu acho que quando eu e o Wanderlei olharmos para trás, e de todos os lugares que poderíamos ter dito essa discussão… Temos uma parede acolchoada aqui, temos um octógono inteiro, mas não aqui [no chão]. Decidimos ter essa discussão no único lugar que não faz sentido, sobre o concreto. Estamos bravos um com o outro agora, mas um dia vamos ver que atuamos como dois idiotas naquele dia.”

TUF Brasil 3

TUF Brasil 3

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O vexame no TUF Brasil 3
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Jorge Corrêa


A tão divulgada nos últimos meses e aguardada briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen finalmente foi ao ar no sexto episódio do TUF Brasil 3, na madrugada (zzZzz) desta segunda-feira. O que em um primeiro momento, com os “aperitivos” apresentados até então, parecia até mesmo uma lutinha armada, se apresentou como um enorme vexame. Na verdade, tivemos um ato criminoso dentro da academia.

O The Ultimate Fighter nos Estados Unidos sempre teve rusgas, bate-bocas e até altercações leves entre treinadores durante o programa, principalmente quando havia uma grande rivalidade no ar. Vimos isso bem com Rampage x Rashad Evans, por exemplo. Mas nada parecido com o que ocorreu nessa versão brasileira.

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Era sabido que o clima entre os dois seria quente, pelo histórico de provocações nos últimos anos, mas Wanderlei chegou decidido a tirar Sonnen do sério. O primeiro empurrão da temporada foi de Silva. O segundo, antes dessa briga, foi de Chael. Mas o que poderia ter parado por ali, virou uma cena de selvageria, uma briga típica de bares.

O TUF surgiu exatamente para dar luz a um esporte que por tantos anos sofreu com as chagas do vale-tudo e dos pitboys. Finalmente o MMA está se firmando como um esporte de contato, mas não necessariamente violento. O respeito entre rivais é algo comum, o discurso de paz é pregado por todos. Mas o que aconteceu no TUF Brasil apenas atenta contra todos esses princípios, é um tiro de doze no próprio pé.

Vamos aos erros dessa situação:

(1) A “turma do deixa-disso” demorou muito para entrar em ação. Apenas quando os dois chegaram às vias de fato é que partiram para separar. Espero que tenha sido mais por ninguém acreditar que aquilo realmente aconteceria do que pela gana de ver o circo pegar fogo.
(2) Wanderlei Silva sempre defendeu o MMA, é uma lenda e um dos precursores desse esporte. Ele não pode querer “honrar os brasileiros” das provocações de Sonnen na porrada. Ele sai apenas como justiceiro violento, não como herói de ninguém. Ele que implementou essa mentalidade violenta no programa. Chael pode ter provocado, mas quem levou para o lado do ajuste de contas foi o brasileiro.

TUF Brasil 3

TUF Brasil 3

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(3) André Dida: O que ele fez foi um ato criminoso. Como disse Dana White, ele deveria ter saído de lá preso. Ele bateu em Chael Sonnen pelas costas e ainda comemorou ter ficado com a camiseta do americano, como um troféu. Lembrou-me algum tipo de briga de gangue, quando o dito vencedor pega um souvenir do rival derrotado.
(4) A TV Globo usou essa briga em suas chamadas de maneira moderada, como um “clima quente entre os técnicos”. Mas o UFC, em mais de uma mensagem ou vídeo em seus canais na internet, usou o termo “sair na porrada”. Como disse anteriormente, isso pode pesar mais contra um esporte que já tem uma enorme fama de violento.

Ainda teremos alguns desdobramentos sobre o ocorrido nos próximos episódios, como por exemplo uma enorme bronca de Dana White aos envolvidos, assim como a expulsão de André Dida do programa. A torcida é que a edição e as próximas ações tenham um tom mais educativo sobre o que aconteceu, mas a mancha ainda estará lá, indelével.

Opinião dos envolvidos

Meses depois da briga, já liberado para falar sobre ela, Chael Sonnen fez um desabafo. Para ele, o que aconteceu na academia do TUF Brasil foi um crime.

“No final foi um luta de dois contra um, isso foi a coisa mais desafortunada que aconteceu lá. A coisa toda foi lamentável, nunca deveria ter acontecido. Esse é um dos problemas de reality show na televisão. Se teve um momento ruim, ele foi gravado. O que aconteceu, do outro idiota ter saltado em cima de mim, foi um crime. Há uma linha clara do que é ilegal.”

Nesta segunda-feira, André Dida tentou se explicar em entrevista ao site MMA Fighting. Ele disse que deu os socos no norte-americano para tentar tirá-lo de cima de Wanderlei.

“Sou técnico, tenho minha academia e sempre falo para as pessoas não fazerem esse tipo de coisa. Minha intenção era separar os dois, tinha de fazer algo. Agi de acordo com os meus instintos. Sonnen tem uma má reputação no Brasil, pelas provocações, então é difícil se arrepender do que eu fiz. Não podia deixar Wanderlei naquela situação.”


Susto e trilogia contra Frank Mir
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Jorge Corrêa

Rodrigo Minotauro

Rodrigo Minotauro

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No post de ontem aqui no blog, falei um pouco sobre quais deveriam ser os próximos passos de Rodrigo Minotauro após sua derrota para Roy Nelson. Então agora vou dar posições concretas sobre o que aconteceu e o que deve acontecer em seguida com o veterano peso pesado do UFC.

Assim que a luta acabou, o lutador foi encaminhado para um hospital em Abu Dhabi. De acordo com o amigo Dudu Ferreira, da revista Tatame, e que está lá no Emirado Árabe, Rodrigo já deixou o local após passar por exames e está tudo bem com ele. “Está tudo bem. Fiz todos os exames de rotina e estou bem.”

Sem nenhuma grande lesão, apenas esse susto e algumas reclamações de dores no joelho, que já vinham desde antes do combate na última sexta-feira, Minotauro estaria pronto para lutar novamente em até três meses.

Mas ele voltará ao octógono, aos 37 anos, depois dessa segunda derrota consecutiva? Pelo o que indicou seu empresário Jorge Guimarães, sim. Joinha indicou que Minotauro quer fazer uma trilogia contra o norte-americano, apesar de ter perdido as duas primeiras lutas que fez com ele.

“Talvez ele faça uma última luta contra o Mir antes de se aposentar. Rodrigo tinha mencionado isso antes enfrentar o Roy Nelson. Ele não pode viver sem se vingar daquelas duas derrotas”, explicou Joinha ao site MMA Fighting.

Entendo que seria um enorme trauma uma terceira derrota de Minotauro para Frank, mas também entendendo seu sentimento de vingança. Mir foi o primeiro a nocauteá-lo e depois o primeiro a finalizá-lo, com direito a um braço fraturado.

A esperança é que Frank Mir está em uma fase tão ruim quanto o brasileiro. Olhando o cenário atual dos pesos pesados do UFC, uma terceira luta contra o norte-americano seria a melhor possibilidade para Rodrigo encerrar bem sua gloriosa carreira no MMA.

Tags : minotauro


Uma última luta, por favor
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Jorge Corrêa

Rodrigo Minotauro

Rodrigo Minotauro

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Por conta de uma obra na minha futura casa, fui ver apenas muitas horas mais tarde a derrota de Rodrigo Minotauro para Roy Nelson, mas já tinha tido uma boa amostra do ocorrido com as reações intempestiva nos twitteres de todo o mundo. Assistindo à luta, minha impressão foi ainda pior de tudo que aconteceu em Abu Dhabi na última sexta-feira.

Pensei em ressuscitar o texto que publiquei após a derrota de Minotauro para Werdum no meio do ano passado, quando disse que seu desempenho naquele combate devia fazê-lo pensar mais seriamente em aposentadoria. É óbvio que isso é agora uma realidade, mas seus fãs merecem vê-lo lutar mais uma última e derradeira vez.

Como disse o amigo Maurício Dehò, uma lenda desse esporte, uma das poucas unanimidades entre torcedores e lutadores, protagonista de lutas épicas e ex-campeão dos dois maiores eventos de MMA que já existiram não merece ter como última cena um nocaute como aquele, caindo desacordado e estatelado no chão, numa sexta-feira à tarde e longe de um grande centro da modalidade.

Está claro que as lesões e os problemas de saúde deixaram marcas profundas no corpo e na técnica de Rodrigo. Ele não mostrou qualquer tipo de agilidade, nem para se defender e nem para atacar. Foi vítima fácil para os swings, ganchos e cruzados mais que manjados de Roy Nelson – sem tirar, claro, o mérito do gordinho, que tem uma mão muito pesada.

Para os fãs mais ferrenhos e longevos de Rodrigo, foi dolorido vê-lo sofrer dois knock-downs antes do golpe derradeiro, que sacramentou sua segunda derrota consecutiva – sequência negativa inédita em sua carreira. Para os mais alarmistas, ele não precisa mais passar por isso, nunca mais na carreira.

Que tenhamos claro que não será essa ou qualquer outra derrota que apagaria o que ele já nesse esporte, dentro e fora dos ringues – basta lembrar que se não fosse por ele, Anderson Silva teria trocado o MMA por um lava-rápido. Por tudo isso,  merece uma despedida mais digna.

Minotauro tem de se apresentar uma última vez com a garra e coração que lhe deu fama, em um grande palco e diante de uma grande plateia – quem sabe Brasil ou Japão, onde brilhou tanto pelo Pride. Quem sabe contra Frank Mir, que apesar de tê-lo derrotado duas vezes, é um rival que o empresário do lutador disse que ele gostaria de enfrentar uma última vez antes de se aposentar.

Tags : minotauro


Sim, o UFC Abu Dhabi é importante
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Jorge Corrêa

Rodrigo Minotauro
Rodrigo Minotauro

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Um evento do UFC na sexta-feira, quase na hora do almoço – para nós – e em um estádio a céu aberto. Tão sui generis, esse card não é apenas para dar mais um passo a atual expansão mundial ou agradar os sócios minoritários do Ultimate. Terá muita coisa em jogo no octógono, principalmente na luta principal.

Os veteranos Rodrigo Minotauro e Roy Nelson, ambos de 37 anos, tem caminhos bem diferentes dentro do MMA, mas já não vivem seus momentos mais áureos. Os dois chegam para o último combate em Abu Dhabi precisando muito da vitória para recolocarem a carreira no rumo – ou pensarem no final dela.

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Ex-campeão dos pesados do Pride e do UFC, Minotauro diz que ainda não pensa em aposentadoria, mas suas atuações ditarão seus próximos passos, até mesmo o momento de parar. Mas mesmo sendo uma lenda do MMA, tem apenas quatro lutas nos últimos dois anos, com duas vitórias e duas derrotas, além duas graves lesões no meio do caminho.

A enorme quantidade de contusões e problemas de saúde desde que chegou ao UFC minou a resistência e a capacidade de o brasileiro mostrar toda sua técnica. Hoje em dia ele depende muito mais do seu coração, de sua raça, do que de seu jiu-jítsu afiado ou de seu queixo.

Essa deve ser a última chance de Minotauro mostrar que pode lutar em alto nível. Não que ele vá parar de lutar imediatamente se perder, mas ter pela primeira vez na carreira uma série de suas derrotas seguida pode, ou pelo menos deveria, acelerar seus planos de cuidar exclusivamente da Team Nogueira e tudo que envolve sua vida como empresário.

Já Roy Nelson tem mais carisma que títulos em sua carreira. O gordinho já foi campeão do antigo IFL e ficou famoso pelo grande público após conquistar a 10a edição reality show The Ultimate Fighter. Em quase cinco anos no Ultimate, colecionou tantos fãs quanto desavenças com Dana White.

Mas agora, pela primeira vez, ele pode ter três derrotas consecutivas. Mesmo batendo tanto de frente com o lutador, o presidente nunca teve coragem de falar em demiti-lo. Porém, uma sequência negativa como essa pode ser o motivo que o chefão precise para dar esse empurrão em Roy Nelson para fora do UFC.

O UFC em Abu Dhabi acontece nesta sexta-feira e terá transmissão apenas pelo canal em pay-per-view Combate a partir das 13h, com todas as oito lutas do card. Mas você, amigo internauta, poderá acompanhar todos os lances no Placar UOL Esporte e no aplicativo UOL MMA, para iPhone e Android.

Card principal
Rodrigo Minotauro x Roy Nelson – Pesados
Clay Guida x Tatsuya Kawajiri – Penas
John Howard x Ryan LaFlare – Meio-médios
Ramsey Nijem x Beniel Dariush – Leves

Card preliminar
Jared Rosholt x Daniel Omielanczuk – Pesados
Rani Yahya x Johnny Bedford – Galos
Thales Leites x Trevor Smith – Médios
Alan Omer x Jim Alers – Penas


Melhor amiga de Ronda estreia de olho em Cyborg
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UOL Esporte


Marina Shafir é presença constante no Twitter e Instagram de Ronda Rousey. Também lutadora, ela é a melhor amiga da campeã do UFC e, como uma boa amiga tem de ser, está tomando as dores da norte-americana na disputa pessoal com Cris Cyborg. Marina estreia no MMA profissional neste sábado e já mira um embate contra a brasileira.

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Por anos Ronda e Cyborg trocam provocações, sendo a principal discussão o peso de um possível duelo entre elas. A norte-americana luta na categoria galo, para lutadoras de até 61 kg, e a brasileira é peso pena, até 66 kg.

Marina é do peso de Cyborg, e por isso tem se metido no meio desta história, já que pensa que a brasileira não terá condições de baixar para o peso galo, como planeja fazer ainda este ano.

“Eu estarei pronta para enfrentar Cris Cyborg em um ano e meio”, disse Marina, ao Fight Hub. “Eu assisto às lutas dela todo dia antes de dormir. Todo santo dia eu assisto suas lutas, eu a sigo no Instagram, Twitter, Facebook. Sei tudo o que ela está fazendo e pensando.”

Recentemente Cyborg perdeu uma luta de muay thai. Para a europeia, aquele combate mostrou todos os “buracos” do jogo da brasileira, que deixou de ser um “monstro assustador”.

A lutadora invicta da Moldávia, que somou cinco vitórias por finalização no MMA amador, vai fazer sua estreia profissional contra Chandra Engel, que tem no cartel apenas um combate, com derrota.

Marina Shafir tem 25 anos e começou sua carreira como lutadora no judô. Mas, diferentemente de Ronda Rousey, que foi bronze nas Olimpíadas de Pequim, ela não teve sucesso e preferiu mudar de ares, apostando no MMA. A morte de seu pai, que trabalhava com ela em seu condicionamento físico, ajudou na mudança, em busca de algo mais agressivo.

“Perder o meu pai foi o gatilho que precisava para começar no MMA. Acho que sempre tive isso em mim”, disse ela, ao site Yahoo. Desde 2012 ela está na Califórnia, para onde viajou a convite de Ronda. A dupla se tornou inseparável desde então: dos treinos às festas, Ronda e Marina viraram o que os americanos gostam de chamar de BFF (best friends forever), que na tradução livre significa “melhores amigas para sempre”.