Blog Na Grade do MMA

Existe um jeito de Ronda e Mayweather se enfrentarem – e não seria um crime
Comentários 9

Maurício Dehò

Já falamos aqui que esse papo de Mayweather x Ronda é impossível de rolar e nem merece ser tratado com a seriedade que muitos levam. Mas… pintou uma ideia que faz muito sentido e que ainda geraria ganhos para todos os envolvidos – até para os espectadores. Duvida?

O negócio é o seguinte: nem boxe, nem MMA. A campeã do UFC e o melhor pugilista da atualidade poderiam medir forças – em termos – no telecatch! (Como ninguém pensou nisso antes??)

Ronda Rousey no WWE

O autor da ideia é Anthony DiMoro, da revista Forbes, que escreveu um looongo artigo para explicar as razões para crer que vê-los em ação no WWE, a luta livre de mentirinha encenada, é totalmente possível e desejável.

Primeiro, vamos pontuar novamente o por que desta luta NÃO poder ocorrer, e o motivo é bem simples: ninguém gostaria de promover uma luta de verdade entre homem e mulher. Não faz sentido, não tem cabimento e mesmo os lutadores não teriam nenhum interesse em fazer algo nesse sentido para valer. Seria um crime, ainda mais envolvendo um pugilista que já foi preso por agressão doméstica. Ponto final.

Pôster meramente ilustrativo e totalmente fictício feito pelo jornalista da Forbes

Pôster meramente ilustrativo e totalmente fictício feito pelo jornalista da Forbes

Mas, como sabemos, o WWE funciona à sua maneira. Seu perfil teatral, digamos, permite aos seus organizadores ousar em formatos, duelos, personagens. E o carro chefe é o Wrestlemania, evento em que DiMoro defende a realização deste confronto MMA x boxe. Esta noitada de telecatch é um fenômeno. É como se fosse um Super Bowl. Só em 2015, arrecadou o recorde US$ 12,6 milhões em ingressos, em San Francisco, com um público de quase 77 mil pessoas.

E Mayweather e Ronda não são estranhos à organização. A campeã do UFC fez uma aparição relâmpago por lá, neste ano. Já Floyd Mayeather protagonizou um combate completo no Wrestlemania 24, em 2008. Ele enfrentou Big John – um gigantão de 2,13 m – e venceu, por nocaute, dando um “fatality” em seu rival usando um soco inglês.

Floyd Mayweather já venceu gigantão no telecatch. Veja o nocaute

Entretanto, tem um detalhe. O WWE não promove lutas apenas de homens contra mulheres. Mas realiza combates entre times mistos. Portanto, seria só adicionar algumas estrelas à equação (como The Rock, “parça” de Ronda na aparição dela no Wrestlemania deste ano). Eles não trocariam exatamente socos, como numa luta de boxe, mas estariam se enfrentando em cima de um ringue.

O argumento que DiMoro usa é que tanto financeiramente quanto no quesito espetáculo, o WWE seria o único que permitiria algo factível entre eles. Boxe e MMA não tem a liberdade do telecatch. E um combate com tamanho interesse quebraria recordes, por um custo bem menor para os fãs – a assinatura do WWE, nos EUA, custa apenas US$ 10. O UFC cobra US$ 50 por seus PPVs – US$ 60 em HD. Já Mayweather x Pacquiao saiu pelo salgado preço de US$ 100.

Com os desfechos predeterminados do WWE, haveria certezas valorosas para os bolsos de todos: o combate não seria arrastado por 12 rounds como os de Mayweather, nem seria encerrados tão rapidamente como os de Ronda. O aspecto encenado garante o show.

O próximo Wrestlamania está marcado para o Cowboys Stadium, em 3 de abril de 2016.


UFC demite dois brasileiros e mais 11. ‘Facão’ aposenta Igor Araújo
Comentários 7

Jorge Corrêa e Maurício Dehò

Igor Araújo, lutador de MMA
Igor Araújo, lutador de MMA

[tagalbum id=''73119″]


O UFC demitiu mais uma leva de lutadores. Para abrir espaço em seu plantel de cerca de mais de 550 lutadores e dar oportunidade a novos nomes, a organização mandou embora 13 nomes, entre eles dois brasileiros, sendo que um deles não lutará mais.

As vítimas brasileiras foram o peso meio-médio Igor Araújo e o médio Ildemar Marajó. Ambos vinham de derrotas, mas sem longas séries. No caso de Igor Araújo, isso significa a sua aposentadoria do MMA.

Igor Araújo perdeu dois combates seguidos: para George Sullivan, por nocaute, e para Sean Strickland, por pontos. Na época das lutas, ele vivia um drama pessoal, com a sua mulher lutando contra um câncer – algo que ele admitiu afetar sua performance. Leia mais dessa história aqui.

“Já era meu plano me aposentar depois dessa. Já sabia que, perdendo duas seguidas, seria cortado. Queria ter me aposentado com vitória'', afirmou ele, ao blog.

Sobre a decisão, ele explicou. “São 40 lutas, muitas lesões, muito desgaste. Assinei (com o UFC) em uma época de muita turbulência na minha vida. Minha esposa doente, o nascimento de três filhos… Não pude me dedicar 100% ao esporte e não posso mais. Meu foco agora é minha familia'', explicou ele. Igor pensa em fazer uma luta na Suíça, onde mora e dá aulas de jiu-jítsu, em frente aos alunos, mas ainda não sabe se o fará. “Se parar agora, sinto que o meu dever no esporte foi feito.''

O outro brasileiro demitido, Ildemar Marajó, fez sete combates no Ultimate. Venceu os dois primeiros e depois intercalou três derrotas e duas vitórias, sem conseguir se destacar no plantel.

A informação das demissões foi dada primeiramente pelo site UFC Fighters Info, que faz constantemente o levantamento dos perfis dos lutadores no site do UFC – quando os atletas são demitidos, os perfis somem da página. O blog confirmou sua veracidade.

Além dos brasileiros, foram demitidos: o meio-pesado Hans Stringer, os médios Dan Miller e Tom Watson, os leves Anthony Christodoulou e Yosdenis Cedeno, os penas Niklas Backstrom e Aaron Phillips, os galos Cody Gibson e Royston Wee e o mosca Darrell Montague.


Ela construía robôs e estudava astrofísica. Agora, enfrenta sensação do UFC
Comentários 7

Maurício Dehò

Quando olha para sua rival e vê um golpe chegando, Alex Chambers tem de tentar tirar da cabeça as leis e fórmulas da física para não perder o foco e evitar levar um soco na cara. A australiana é uma estudiosa de carteirinha – ou o certo seria dizer “de diploma” -, que cursou astrofísica, chegou a montar robôs que lutavam boxe na faculdade, mas preferiu seguir o instinto de lutadora. Neste sábado, pega a sensação Paige Vanzant, uma prova de fogo em seu terceiro combate no UFC.

Chambers, uma nerd assumida de 36 anos, tem apenas sete lutas no MMA profissional, com cinco vitórias e duas derrotas. No UFC, perdeu na estreia, mas venceu Kailin Curran em maio, de virada, por finalização. E a idade mostra como ela se dividiu entre as carreiras. As coisas nunca foram fáceis para as mulheres no mundo das lutas, e ela ficou perto da aposentadoria.

Mesmo se parasse, ela certamente não morreria de fome, já que seu nível universitário não deixa dúvidas da sua capacidade intelectual. Alex sempre gostou de números. Por isso, na hora de escolher sua faculdade, enredou pelo caminho da física. Na Universidade de Sidney, conseguiu diplomas em ciência e engenharia mecatrônica. Também caminhou pela carreira de astrofísica, com um pé na robótica.

“Ciências sempre foi algo que amei, então, estudei física e matemática na universidade, e a astrofísica foi um dos assuntos que me interessou”, contou ela, ao Vice.

Ao mesmo tempo, a opção de apostar no seu lado lutadora, desenvolvido desde os 8 anos no caratê – hoje é 3º dan na faixa preta – e com algumas experiências internacionais, martelava sua mente. “Quando comecei a lutar mais a sério, eu larguei tudo”, contou ela, ao Courier Mail. “O plano original era ser uma engenheira, trabalhar com robótica. Mas, ao mesmo tempo, eu competia internacionalmente no caratê. Quanto mais longe eu ia, mais deixava os estudos em segundo plano. Mas, ainda gostava de física e astronomia, então, peguei meu diploma, apesar de querer apenas lutar MMA.”

Sobre o ponto em que as carreiras se cruzam, ela disse, ao site do UFC, que construía robôs que lutavam boxe: “Eu sempre falo que tudo é física. Tem coisas quem vem para a luta, como a força ser massa vezes aceleração, então, estou sempre pensando nestes conceitos. Mas isso é meio que um problema. Quando penso demais, viro minha pior inimiga. Por outro lado, lutar é se preparar em todas as áreas que puder, para acionar uma memória muscular que vai funcionar ali na hora. Sempre pensei nessas coisas enquanto estava no laboratório construindo robôs lutadores. Quem sabe no futuro eu não retome.”

No esporte, a transição do caratê para o MMA aconteceu quando ela descobriu uma academia em um fórum e apostou em fazer alguns treinos e se testar na modalidade. A estreia profissional aconteceu em 2010. Lutando principalmente como peso átomo (até 48 kg), categoria que não existe no UFC, teve como ponto de virada sua entrada no InvictaFC, evento só de mulheres. O convite a salvou de se aposentar do esporte e hoje ela luta no peso palha, até 52 kg.

“Eu fiquei perto da aposentadoria tantas vezes… Via os homens da academia deslanchando, mas para as mulheres era mais complicado. Eu não tinha adversárias na Austrália e uma lesão de ligamento me deixou seis meses parada. Então, parti para o Japão, onde o MMA feminino é um pouco mais forte. Mas eu estava tão desesperada para competir, que enfrentei uma rival duas divisões mais pesada e fui finalizada. Em outro momento, quando já voltava a falar do MMA no passado, meu técnico me ligou e quase derrubei o telefone. O Invicta queria assinar comigo.”

O Invicta serviu como ponte para o UFC – os eventos são parceiros – e, depois de apenas uma luta na liga feminina, ela entrou no primeiro TUF feminino da história, conseguindo se manter na organização na sequência, ainda que não tenha vencido o reality show.

Hoje, Chambers treina nos Estados Unidos, na American Top Team, ao lado de nomes como a brasileira Amanda Nunes. Ainda assim, é azarão contra Paige Vanzant, a loirinha de apenas 21 anos que já é sensação na categoria palha. “Em toda a minha carreira, nunca fui a favorita. Isso não me pressiona”, afirmou ela, que tem buscado um retorno às suas raízes de carateca e focar menos no muay thai. “Veja o que Lyoto Machida faz. Quero voltar a usar minha arte marcial.”

Enquanto a luta não chega, Chambers às vezes recorre às suas paixões paralelas. “Ler novos estudos e observar as estrelas são ótimas maneiras de relaxar depois de um treino.”

Chambers e Vanzant abrem o card principal do UFC 191, neste sábado, em Las Vegas, às 23h. A luta principal terá a disputa de cinturão dos moscas, com o campeão Demetrious Johnson enfrentando mais uma vez John Dodson.


Top 5: Os maiores momentos de Minotauro no MMA
Comentários 5

Jorge Corrêa

Relembre os cinco melhores momentos da carreira de Minotauro

O que já era aguardado há alguns anos, finalmente foi anunciado nesta terça-feira. Antonio Rodrigo Nogueira, ou melhor, Minotauro, encerrou oficialmente uma das carreiras mais incríveis na história do MMA – modalidade que ajudou a criar a popularizar. Listo abaixo seus cinco maiores momentos no esporte, momentos aqueles que o colocaram na história das Artes Marciais Mistas.

5)            Fedor Emelianenko – Pride – 16/03/2003 e 31/12/2004

Tudo bem que são duas derrotas do brasileiro para a lenda russa, mas são duas lutas que Minotauro vendeu muito caro. Em uma época em que Fedor enfileirava finalizações e rivais desacordados, Rodrigo mostrou porque foi um dos maiores pesos pesados do Pride e perdeu apenas por pontos, depois de 20min de combate.

4)            Randy Couture – UFC – 29/08/2009

Depois de muito tempo parado e de sofrer seu primeiro nocaute, ninguém sabia o que esperar de Minotauro em um duelo entre dois ex-campeões dos pesados. E o que vimos foi uma das melhores lutas da história do UFC. Rodrigo estava com o gás e a mão em dia e só não nocauteou porque Couture tem um queixo muito duro.

3)            Mirko Cro Cop – Pride – 09/11/2003

Minotauro apanhou nos 10min do primeiro round: no ground and pound, com diretos e – principalmente – com os famosos chutes altos de Cro Cop. O brasileiro só sobreviveu ao período por conta de sua grande resistência e por ter levado um knockdown no soar do gongo. Mas logo no primeiro lance do segundo round, conseguiu derrubar, montar e ir para a chave de braço, para delírio do público japonês. Essa enorme virada rendeu ao confronto o título de “luta da década”.

2)            Brendan Schaub – UFC – 27/08/2011

Nem mesmo o cinturão interino dos pesados do UFC rendeu tanta reverência e emoção na claudicante passagem de Minotauro pelo evento. Mais uma vez vindo de longa parada e uma série de lesões, tinha um jovem promissor pela frente. O clima era de festa com a estreia do Ultimate no Rio de Janeiro e o nocaute, depois de quase ser derrotado, veio seguido de uma das maiores comemorações já vistas em um ginásio do UFC. Não eram poucas as pessoas chorando de emoção nas arquibancadas, além da chuva de cerveja.

1)            Bob Sapp – Pride – 28/08/2002

Luta que criou a lenda sobre Minotauro, o lutador que apanha muito, resiste e sempre acha uma maneira de vencer no final, principalmente com jiu-jítsu. A diferença de tamanho entre os dois era de uma discrepância assombrosa. O brasileiro apanhou MUITO por 13 minutos, apanhou de um jeito que apenas os juízes do Pride permitiriam – no UFC a luta poderia ter acabado em vários momentos. Mas Rodrigo achou uma brechinha a menos de 1min do final do segundo round para pegar a chave de braço e finalizar o gigante.


Ter medo de Ronda não faz de desafiante ‘frouxa’. Na verdade, é um trunfo
Comentários 2

Maurício Dehò

Holly Holm admite: ela tem medo de Ronda Rousey. Basicamente, a nova desafiante ao cinturão peso galo afirmou que teme TUDO que a campeã pode trazer ao combate. Frouxa? Não. Na verdade, essa honestidade e esse medo tem tudo para ser um trunfo e colocar a ex-campeão mundial de boxe um passo à frente das rivais anteriores de Ronda.

“Eu temo absolutamente tudo sobre ela. Em pé, no chão, na luta agarrada, em todos os momentos. E eu acho que este deve ser o sentimento antes de enfrentar qualquer lutador”, declarou Holm, ao MMA Insider.

  • 48201
  • true
  • http://esporte.uol.com.br/enquetes/2015/08/10/quem-ronda-rousey-deve-enfrentar-no-ufc-apos-vencer-bethe-correia.js

Antes de falar de Holm, vejamos o caso de Bethe Correia. Todas as provocações e toda a promessa de que Ronda sentiria sua mão, num discurso extraconfiante ruíram em 34 segundos. Bethe aceitou a loucura que são os primeiros segundos de uma luta da ex-judoca, acreditou apenas na sua especialidade e sucumbiu com um nocaute de maneira inédita na carreira da campeã.

Geralmente a postura das rivais de Ronda é achar uma arma em seu jogo em que elas têm certeza de que vão vencer e confiar nisso. Holm foi 18 vezes campeã de boxe, com cinturões em três divisões. “Então, é óbvio que ela vai sentar a mão na cara da Ronda e boxear até o nocaute”, pode-se pensar. Não é bem isso que ela planeja.

Holm mostra uma visão bastante honesta de suas próprias qualidades, mas a importância de sua fala está em como ela enxerga essas qualidades em comparação com o que terá pela frente com Ronda. E com a exata noção de que seu boxe, puro, não é exatamente a melhor arma para conquistar o cinturão.

“Ela tem um jogo bem experimentado. Eu não irei entrar lá pensando: ‘tenho que me preocupar somente com a luta agarrada’. Eu sei que ela tem poder de nocaute, então eu não acho que vocês vão ver algo parecido com o que já vimos dela antes. Existem coisas que você traz (do boxe para o MMA) e coisas que não. Há coisas que eu fazia durante a minha carreira no boxe que eu tive que deixar de lado porque não funcionariam no MMA, especialmente neste confronto. Quero dizer, você não tem como entrar lá e ficar boxeando com alguém que é muito boa em judô”, pontuou Holm.

Um ponto verdadeiro é que Holm, dentro do UFC, não tinha cartel para já ser a desafiante de Ronda. Foram só duas vitórias por pontos, contra rivais sem destaque no ranking.

Por outro lado, Holm é a lutadora mais experiente que Ronda já teve pela frente. A norte-americana somou 38 lutas no boxe – 33 vitórias – e já tem nove no MMA. Além do boxe, ela também já mostrou talento no kickboxing. Cinco de seus seis nocautes no MMA foram com chutes e joelhadas. E soma-se a isso o fato de sua academia – a mesma de Jones – ter o wrestling muito forte, então ela também deve chegar preparada para se virar na luta agarrada, apesar de não ter o nível da campeão.

Como as bolsas de apostas apontam, não tem jeito: Ronda é favoritíssima contra Holm e poucos esperam que ela perca. Mas, ao assumir uma autocrítica honesta, um discurso modesto e mostrar visão tática, Holly Holm já prova que é uma adversária diferenciada no caminho da campeã.

Rousey x Holm, que estava marcado para janeiro, foi antecipado para o UFC 193, no dia 14 de novembro. O card será realizado na Austrália, em um estádio de futebol, e a organização espera bater seu recorde de público, atualmente de 55 mil pessoas em 2011.
Em semana no Brasil, Ronda encanta torcidas e deixa presente especial


UFC vende uniformes ‘suados’ nas lutas. Roupa de Ronda vale um carro zero
Comentários 15

Maurício Dehò

4

Já imaginou ter em suas mãos as roupas que Ronda Rousey vestia na noite em que nocauteou Bethe Correia no UFC 190? Ou as luvas com que seu lutador preferido nocauteou um rival? Se você tiver dinheiro o suficiente, essa chance é real. A loja online do UFC está vendendo itens usados – e suados – durante seus combates. E, como era de se esperar, a “campeã'' do preço mais elevado é Ronda.

Uma busca rápida na UFC Store mostra mais de 80 resultados para esta novidade – que vem junto com a implantação do primeiro uniforme do UFC, fruto do compromisso da organização com a Reebok. Agora, além de os lutadores ganharem uma “comissão'' pela venda dos produtos com seu nome, o UFC também vende material usado na semana de luta.

No caso de Ronda Rousey o item à venda é uma blusa usada pela lutadora durante a promoção do UFC 190 Bethe Correia. Apesar de não ser o top com que ela, de fato, lutou, este é disparado o item mais caro, valendo US$ 10 mil, o equivalente a mais de R$ 35 mil. (Se este é o valor de um item fora de combate, imagine quanto valeria o top…)

1

Sunga de Maurício Shogun vale 3 mil dólares

Em seguida aparece o calção que Luke Rockhold de fato foi para o octógono vencer Lyoto Machida. Ele vale US$ 5 mil. O calção – mais estilo sunga – de Maurício Shogun é um dos itens mais caros. É preciso desembolsar US$ 3 mil para embolsar o uniforme de sua vitória contra Minotouro no UFC 190.

A lista é extensa e variada. Há luvas de combate, como a de Miesha Tate, boné autografado, uniforme usado em eventos promocionais e até tênis.

Outros itens bem pessoais que aparecem são o calção de Michelle Waterson com que ela venceu Angela Magana (US$ 1 mil) e o top que “sustentava'' Joanne Calderwood na vitória contra Cortney Casey (US$ 1.250).

Não há informações sobre em que estado os produtos são entregues – imagine o fedor o cheiro de alguns depois de lutas sanguinárias… o.O

5

Top de Calderwood é um dos itens mais pessoais da lista e vale US$ 1.250

Em semana no Brasil, Ronda encanta torcidas e deixa presente especial


Ex-UFC mostra o que acontece quando uma mão quebra durante a luta
Comentários 1

Maurício Dehò

O ex-UFC Melvin Guillard não lamentou apenas a derrota em sua estreia no Bellator, na sexta-feira. Ele ainda levou um problemão para casa: uma mão quebrada que “inflou'', de tão inchada, e que deve obrigá-lo a passar por cirurgia.

Na imagem postada no Instagram de Din Thomas, um de seus técnicos, vê o tamanho que ficou a mão do norte-americano. “Cara mão de Melvin Guillard. Você com certeza escolheu uma hora terrível para quebrar'', brincou ele.

Untitled

Guillard enfrentou Brandon Girtz, na sexta-feira, e perdeu por pontos. Sua atuação acabou prejudicada pela lesão. Apesar de quase conseguiu fechar a luta no terceiro round, ele ficou claramente minado na trocação, já que a lesão aconteceu no início do segundo round.

Melvin Guillard agora soma 34 vitórias, 14 empates e dois empates no seu cartel de MMA.


Ronda Rousey é chamada para salvar card em estádio de futebol
Comentários 9

Maurício Dehò

O combate entre Ronda Rousey e Holly Holm foi antecipado. As lutadoras se enfrentariam pelo cinturão dos galos da primeira em 2 de janeiro (UFC 195), mas a campeã e sua desafiante foram escaladas para salvar o UFC que será realizado na Austrália, no dia 14 de novembro (UFC 193). Dana White fez o anúncio no começo da madrugada, na ESPN.

O chamado veio por conta de um problema com a luta principal do evento. O campeão dos meio-médios Robbie Lawler machucou seu dedão e terá de passar por cirurgia; portanto, não conseguiria se preparar a tempo para defender o cinturão contra Carlos Condit. Assim, a luta deles foi adiada, e a de Ronda foi puxada para tapar o buraco.

Assim, o UFC “caiu para cima'' e ganhou, na verdade, um enorme reforço para tentar bater seu recorde de público, já que o card acontece no Etihad Stadium, estádio de futebol que pode receber até 70 mil pessoas. O recorde de público do Ultimate é no Canadá, com 55 mil pessoas em 2011.

“Ronda Rousey foi gigante no Brasil . Ela foi muito bem recebida e foi um evento fenomenal. Isso foi muito bem aceito pelo pay-per-view aqui nos EUA e ela é uma grande estrela para nós. A Austrália é um importante mercado, então vamos levá-la para lá para nosso primeiro grande show em um estádio, e sabemos que ela vai quebrar o recorde”.

Depois de bater Bethe Correia em 34 segundos, Ronda Rousey faz sua sétima defesa de cinturão contra uma ex-campeã mundial de boxe. Holly Holm deteve cinturões em três categorias, antes de partir para o MMA. Invicta em nove lutas, ela disputou dois combates no UFC e venceu ambos por pontos, e espera ser um risco na trocação para a campeã.

Outros combates marcados para a data são a segunda luta entre Mark Hunt e Antonio Pezão e o duelo de pesos médios entre Michael Bisping e Robert Whittaker.

O UFC ainda não anunciou se terá uma nova luta principal para o UFC 195. O card já tinha marcada uma outra disputa de cinturão feminina, na divisão palha. A brasileira Claudia Gadelha desafia a campeã Joanna Jedrzejczyk.


Evento de MMA gera revolta por surras e disparidade entre lutadoras
Comentários 14

Maurício Dehò

MMA: nocaute brutal nos EUA gera polêmica

Um evento de MMA realizado nos Estados Unidos viu uma de suas lutas viralizarem na web, devido a um nocaute brutal. Mas, o resultado não foi nada positivo. Comparando as lutadoras, a disparidade técnica e até física entre elas é gritante, e isso gerou revolta na comunidade das lutas.

O Xplode Fight Series é realizado na Califórnia há cerca de quatro anos, sem sanção de órgãos oficiais, e dá espaço para lutadores em início de carreira. O problema é quando um verdadeiro talento encontra um rival sem qualquer condição de luta.

O caso mais emblemático aconteceu em janeiro deste ano. A estreante Ilima Macfarlane enfrentou Katie Castro, que já tinha duas derrotas no cartel, todas em menos de 30 segundos. O resultado é assustador. Castro – sem qualquer postura de lutadora -, toma um soco forte e, já caída, leva outro golpe devastador, caindo nocauteada.

Outro combate no mesmo estilo envolveu Alexis Dufresne, hoje do UFC e à época com duas vitórias, e Kathlina Brown, estreante. Brown, mais gordinha, mostra que sequer uma divisão de peso foi seguida. Ainda assim, perdeu rapidamente, desistindo após alguns golpes muito fortes no rosto.

Estreante no MMA toma surra e desiste de combate

A disparidade de nível técnico das lutadoras fez o site MMA Fighting escrever uma matéria especial sobre o evento. Nela, o promotor nega que escolha lutadoras inadequadas para as lutas, e afirma ter todo o aparato médico e de segurança para evitar problemas – apesar de admitir que Castro nunca mais lutará no Xplode.

Sobre aquele primeiro combate que viralizou, o organizador Gregg Sharp afirma: “A qualidade da luta acabou sendo pobre, e agora nos vemos nessa posição. Se a luta acabasse em uma mata-leão, não seria assim. Katie não é uma grande atleta, mas é uma lugadora de rua. Ela não é uma dona de casa. O vídeo viralizou porque a chamaram de 'soccer mom''', alegou ele, referindo-se a uma expressão para mães que acompanham seus filhos nos treinos de futebol.

A vencedora Ilima Macfarlane não se arrepende. “Essas garotas que enfrentamos são duronas. Elas podem não ser treinadas, mas entram para tentar me matar. O MMA não é assim, não importa quem está à sua frente, qualquer um pode vencer'', defendeu ela.

Além destes combates em questão, o Xplode conta com diversos duelos em que lutadores com cartel sem vitórias ou com apenas um triunfo entram no octógono, alimentando a acusação de que muitos são usados como escadas para outros atletas.

A Comissão Atlética da Califórnia prometeu analisar os casos e estuda punir lutadores que participarem do evento, que funciona sem a liberação da entidade, por ser feito em uma reserva indígena.

Em tempo, tudo bem achar que tudo pode acontecer no MMA. No entanto, o desfecho dos polêmicos combates só comprova que não se trata de um preconceito por conta do físico ou postura das derrotadas. Elas realmente não tinham condições de estar ali, diante das rivais designadas a elas.


Ex-campeão do UFC: Ronda torna meu trabalho como pai mais difícil
Comentários 7

Maurício Dehò

Com um blog alimentando por dois caras que, quando não estão escrevendo sobre MMA, estão em seus respectivos lares “trabalhando” como pais de meninas, essa frase de Frank Mir não podia passar batida. O ex-campeão dos pesados do UFC mostrou uma visão curiosa do sucesso de Ronda Rousey. E concluiu que as conquistas da campeã dos galos do Ultimate estão dificultando seu trabalho… como pai.

Mir está um bocado incomodado que Ronda virou influência para diversas garotas pensarem em seguir carreira como lutadoras. Isso inclui sua filha, Bella. Mir até aceita que ela siga seus passos, mas quer garantir um nível de estudo superior ao seu. Só então ela pode pensar em ser lutadora

O interesse de Bella é até de mais longa data, antes mesmo de Ronda abrir a porta para as mulheres, em 2013. O argumento de que não havia garotas no UFC foi por água abaixo. E mais, Ronda agora já aparece até na lista das 10 atletas mais bem pagas da Forbes, então a parte financeira também não pode ser alegada pelo pai-protetor.

Mir gosta de treinar seus filhos, para que eles desfrutem dos ensinamentos nobres das artes marciais, para que construam sua autoconfiança e se mantenham saudáveis.

Mas, nada pode ficar no caminho dos estudos de Bella e de seu outro filho, Cage, que também gosta de lutas. Mir, por exemplo, era segurança de uma boate até entrar no UFC.

“Eu deixei bem claro que eles precisam estudar. Eu faço questão que eles avancem mais nos estudos do que eu fui. Acho que qualquer pai quer ver seus filhos melhores do que eles. Eu fui até o Ensino Médio, mas não fiz faculdade. Então, algo que defendo é que eles passem pelos quatro anos de uma universidade e que eles tenham uma experiência de mundo em suas vidas.”

“Contanto que eles sigam as regras que tenho sobre escola e colégio, eu os ajudo com o resto. Estarei no corner deles. Mas, se eles mergulharem no mundo das lutas e acharem que vão largar seus estudos, então teremos um problema”, explicou Mir, que defende que seus filhos trabalhem e lutem de fim de semana, mas não larguem suas outras obrigações.

Faz sentido, ou Mir está dando valor exagerado à formação estritamente acadêmica? Como Ronda Rousey mostra, nem sempre é um diploma que faz uma carreira…

PS: Além de tentar passar seu talento aos filhos (o MMAJunkie tem um vídeo legal disso), Mir está se preparando para entrar no octógono no UFC 191. Ele encara Andrei Arlovski no próximo dia 5 de setembro.