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Análise: Minotouro encara volta de alto risco contra um embalado Johnson
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O UFC vai pra Califórnia e neste sábado tem brasileiro entre seus principais lutadores: Rogério Minotouro volta de uma série de lesões para encarar uma parada duríssima contra Anthony Johnson, quinto do ranking dos meio-pesados. Já o combate mais esperado da noite terá uma guerra em pé entre Robbie Lawler e Matt Brown. Veja a análise completa no vídeo:

Rogério Minotouro, lutador de MMA
Rogério Minotouro, lutador de MMA

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Azarão? Minotouro evoca espírito do Pride em retorno e quer mais 6 lutas
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Rogério Minotouro, lutador de MMA
Rogério Minotouro, lutador de MMA

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Veteranaços de MMA, os irmãos Nogueira já chegaram a um ponto da carreira em que praticamente falam mais sobre aposentadoria do que sobre lutar. Rodrigo Minotauro definiu: faz mais duas lutas e para. Rogério Minotouro, o irmão gêmeo, não vai imitar: quer fazer mais seis lutas e não tem problemas em ser um quarentão nos octógonos. Mas, para manter os objetivos, ele tem parada muito dura, já que volta depois de um ano e meio parado para enfrentar o embalado Anthony Johnson, quinto no ranking.

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  • http://esporte.uol.com.br/enquetes/2013/11/04/os-irmaos-minotauro-e-minotouro-devem-continuar-lutando-apesar-da-idade.js

“Nunca parei para pensar em quando e como vamos parar. Mas eu ainda quero fazer cinco ou seis lutas. Eu me sinto bem, venho treinando muito bem”, afirmou o baiano.

Nos números, Johnson é amplo favorito a vencer um Minotouro ainda questionado sobre seu físico, após várias lesões, e sobre sua técnica aos 38 anos. Mas o baiano sabe lidar com isso. Em entrevista ao blog, ele se mostrou mais ligado ao presente, à estratégia e ao final de preparação, que ao seu passado, mas admitiu que gosta de relembrar seus melhores momentos para chegar inspirado ao combate.

“Nessas horas o foco é na estratégia, mas antes a gente tem, que pensar no que já fez no UFC, no Pride e tantos eventos. Eu já enfrentei e venci gente tão boa quanto o Anthony Johnson. Lutei contra Overeem, Henderson, Shogun então é sempre bom levar esse espírito para a luta, mas sabendo que quando é hora de subir no octógono, temos de viver o presente”, disse Minotouro.

O meio-pesado se disse recuperado da lesão nas costas e garantiu que teve uma reta final de treinos com 100% de sua forma física à disposição. A ideia é pegar todo o “hype” que se criou em torno do rival desde que ele voltou ao UFC – ele não perde há sete lutas – e reverter para ele próprio, para se tornar desafiante ao cinturão de Jon Jones.

“Eu me sinto muito bem para lutar, já vinha treinando muito duro e receber a notícia de que faria uma luta tão boa quanto essa foi ótimo. Enfrentar um cara como o Anthony Johnson, que vem num bom momento, é sempre bom. Ele é cotado para o cinturão, mas sei que com uma vitória eu posso reverter isso a meu favor. Vencendo, sei que fico numa boa posição na categoria”, avaliou Minotouro.

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  • http://esporte.uol.com.br/enquetes/2014/07/24/quem-vencera-este-confronto-de-meio-pesados-do-ufc-deste-sabado.js

Sobre o combate, em si, ele não fala abertamente sobre estratégia, mas tem armas bem conhecidas de todos para tentar vencer a força, a rapidez e a pressão que deve sofrer de Johnson. “Ele é um lutador que aceita a luta em pé, tem um repertório bom, com cruzados, golpes de vários ângulos… Mas por aceitar, me dá chance de estratégias para usar bem o meu boxe. Tudo vai depender de como a luta acontece, mas também sou faixa-preta de jiu-jítsu há mais de dez anos, então, se ele der espaço, vou finalizar”.

Anthony Johnson teve duas passagens pelo UFC. Na primeira, acabou demitido depois de falhar na pesagem para o UFC Rio 2 e ser finalizado por Vitor Belfort. Ele foi para eventos menores, chegou ao World Series of Fighting e retornou ao Ultimate com seis vitórias seguidas. Desde então, venceu Phil Davis, um dos melhores em seu peso e manteve seu status de candidato ao cinturão. Johnson é 5º no ranking dos meio-pesados; Rogério não está na lista.


Minotauro anuncia a aposentadoria: ‘Farei só mais duas lutas’
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Rodrigo Minotauro
Rodrigo Minotauro

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“Tenho 38 anos e certamente não vou lutar após os 40. Na verdade, minha aposentadoria deveria ter acontecido aos 35, mas fui adiei algumas vezes. Farei apenas mais duas lutas, que estão previstas em meu contrato”

Simples, direto e objetivo. Muito se fala e discute sobre o momento da aposentadoria, mas agora é da boca do próprio Rodrigo Minotauro que podemos saber o que acontecerá. O baiano enfim anunciou – em entrevista à TV Globo do Maranhão, reproduzida pelo site do UFC – o plano com que dará fim a uma carreira que fez dele uma lenda do MMA.

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Para muitos, a melancólica derrota por nocaute para Roy Nelson em Abu Dhabi, no último mês de abril, deveria aposentar o veterano de 38 anos. A maioria, diga-se de passagem, defendia isso por respeito à imagem de Minotauro. Mas o espírito de lutador fala mais alto. Ele quer cumprir os últimos dois compromissos que tem no contrato com o UFC.

Como já havia dito, Minotauro deve se manter fora de ação por todo este ano, depois de passar por uma cirurgia de ligamento do joelho.

A volta está programada, mas ainda não há uma data para de fato pisar no octógono ou um rival definido:

“Estou afastado por recomendação médica. Mas em janeiro de 2015 volto com tudo a treinar.”

Tags : minotauro


Um metaleiro morto no palco e o dia mais maluco da vida de Matt Brown
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Matt Brown

Matt Brown

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Por Maurício Dehò

8 de dezembro de 2004. Era só mais uma noite de show para Dimebag Darrell, guitarrista que virou lenda com o Pantera e seguia carreira na banda de heavy metal Damage Plan. Mas seria a última. Um homem invadiu o palco. Com arma em punho, puxou o gatilho. Três vezes. A terceira bala matou Dimebag instantaneamente, deixando órfãos os fãs que o viram mudar a cena da música pesada em duas décadas de carreira. A tragédia completa dez anos em 2014, mas ainda é uma memória vívida na cabeça de Matt Brown.

Brown, um norte-americano de 33 anos, faz a luta da vida neste sábado, em San Jose (EUA). Encara Robbie Lawler para ganhar a chance de encarar o campeão dos meio-médios Johny Hendricks. Em entrevista ao blog, ele falou de luta, é claro, mas também aceitou repassar os momentos de pânico provocados pelo atirador Nathan Gale – que era um fã descontente com o fim do Pantera.

Dimebag Darrell ficou famoso por seu trabalho no Pantera, sempre ousando nas guitarras e gravando clássicos como "Vulgar Display of Power" e "Cowboys From Hell". Quando ele morreu, a banda havia sido desfeita e o norte-americano tocava com o Damage Plan. Dimebag tinha 38 anos quando foi morto.

Dimebag Darrell ficou famoso por seu trabalho no Pantera, revolucionando o mundo das guitarras e gravando clássicos como “Vulgar Display of Power'' e “Cowboys From Hell''. Quando morreu, a banda havia acabado e o americano tocava com o Damage Plan. Dimebag tinha 38 anos quando foi morto.

O Matt Brown de 2004 não era este cara que pode treinar, comer e dormir, apenas se preparando para vestir suas luvas e entrar no octógono. Com um comportamento errático, ele já teve de lutar contra as drogas e chegou a sofrer uma overdose por consumo de heroína. Achou nas lutas um caminho para se reerguer, indo do boxe para o jiu-jítsu e chegando ao MMA.

À época do incidente com Dimebag, Brown trabalhava em uma empresa que fabrica molhos para salada na cidade de Columbus, situada no estádio norte-americano de Ohio. Fã de metal – aprecia grupos como o brasileiro Sepultura e, atualmente, o Avenged Sevenfold -, ele não sabia que o guitarrista se apresentaria com o Damage Plan naquele dia. Por ironia do destino, ele foi punido em seu trabalho por repetidos atrasos. Vagando pela rua, viu o anúncio na casa de shows Alrosa Villa. Ele já tinha visto o Pantera, então porque não curtir outra apresentação dos irmãos Dimebag e Vinnie Paul (baterista)?

A festa durou pouco, quase nada. Já na primeira música, tragicamente chamada “Breathing New Life” (Respirando Vida Nova), a vida de Dimebag foi interrompida.

Brown relata: “Estava quase na grade, só uma pessoa na minha frente, o segurança e a banda. Eu acho que era a primeira, e o som começou a abaixar, ficar embolado. Estava olhando para o vocalista e então os vi começando a parar, Vinnie Paul abaixando as baquetas… Olhei para Dimebag, vi que estava caído. Não ouvi tiro, então, achei que tinha sido esfaqueado. Depois começaram a dar outros tiros. Eu me escondi atrás de um pilar e uma pessoa próxima de mim levou um tiro no braço.”

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O lutador não queria simplesmente sair correndo. Ainda em liberdade, o atirador fez novas vítimas. Mais três pessoas morreram. Sete ficaram feridas. Brown queria tentar pará-lo. Por sorte, não chegou a tentar. A policia chegou e foi um policial que entrou pelas portas do fundo que atirou e matou o assassino.

“Eu apenas fiquei por lá, chocado, não sabia o que fazer, para onde ir. Ainda voltei para dentro da casa de shows. Vi Dimebag no chão, com a guitarra na mão, sangue por todo lado… Depois fiquei no estacionamento algumas horas, até a polícia ouvir todo mundo.”

A morte de Dimebag é uma das mais trágicas da cena metal, e para quem viu ao vivo, a cicatriz é ainda maior. “Dimebag era um cara que me inspirou, eu já toquei guitarra. Eles trouxeram positividade para minha vida, eu ouvia desde moleque. Foi a primeira grande banda de metal pesado mesmo que senti aquela energia. Nunca vou esquecer… Foi a coisa mais maluca que já vivi”, definiu o lutador.

A luta

Bom, mas vamos falar de luta também. Matt Brown é aquele cara brigador, queixo duro, que não se entrega. Robbie Lawler não foge dessa característica e a expectativa é de uma batalha sangrenta na trocação. É claro que, se depender só de Brown, a coisa será decidida com menos drama.

USA Today
Matt Brown, de 33 anos, tem uma carreira com 32 embates desde se profissionalizar, em 2005. Desde lá, o especialista na luta em pé soma 21 vitórias e 11 derrotas - sendo sete triunfos consecutivos. Brown que, luta na categoria até 77 kg, tem 1,83 m de altura, três a mais que Lawler

Drama, aliás, foi a marca de seu último combate, quando ele teve de virar o jogo contra o brasileiro Erick Silva e por nocaute técnico no terceiro assalto. “Foi uma luta muito importante. Mas todas são. Eu fiquei feliz com o resultado, mesmo tendo sido como foi. Sempre há um problema ou outro, nunca é fácil vencer, mas é como as coisas são”.

Será diferente quanto a Lawler? “Eu apenas amo lutar. Não tenho preferência em como acabar a luta. Se vier nocaute, finalização, tudo bem. Sempre tento acabar logo, mas não importa como venha”.

O curioso sobre a carreira de Brown é que o norte-americano foi ao fundo do poço antes da acelerada e embalada que podem levá-lo à disputa de cinturão dos meio-médios: entre 2010 e 2011, ele perdeu 4 de 5 lutas, sendo finalizado em todas. Depois disso, já são sete triunfos em série, todos no UFC, sendo seis por nocaute.

Mas, para ele, nada mudou: “Não houve algo especifico. Eu apenas fiquei trabalhando duro, fui para a academia, acreditei e as coisas aconteceram”. E o trabalho será bem testado neste sábado, já que Lawler é, sem dúvidas, o grande desafio da carreira de Brown até hoje.

Tags : matt brown


Gladiador do 3º milênio usa “chute Sparta” e vence por nocaute
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UOL Esporte

Por Maurício Dehò

Frontal, rodado, rabo de arraia, pé no ouvido… Já vimos todo tipo de chute rendendo vitórias memoráveis no MMA. Bom, quase todos. O nocaute que apresentamos hoje realmente faz jus ao complemento “de cinema''. Isso porque ele literalmente tem algo que saiu das telonas, e no estilo “Gladiador do 3º milênio'', aquele bordão que o Galvão Bueno lançou há um tempo.

Uma das cenas mais marcantes do clássico do cinema “300″ é a cena com o famoso grito “This is Sparta!'', quando Leonidas dá um chute no peito de um rival e o derruba buraco abaixo. Ela se repetiu dentro de um cage.

Aconteceu no evento amador Gladiators of the Cage – nome sugestivo, não?! Josh Fremd encarou Jeremy Sakuta e, lá pelas tantas, conseguiu um knockdown. Com o rival já avariado, mas em pé novamente, foi então que surgiu o que podemos batizar de “chute Sparta''. A força do golpe fez Sakuta bater na grade e voltar. Fremd ainda deu um cruzado de direita e definiu a vitória. Veja o vídeo abaixo e pule para 7min35 para ver o nocaute

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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Tags : nocaute


Polêmica: Pride liberava lutadores a usar esteroides? Veterano diz que sim
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UOL Esporte

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Por Maurício Dehò

Já faz muito tempo que ecoam as acusações de que os lutadores do Pride se dopavam e tomavam esteroides para melhorar a performance. Boatos, dedos apontados e denúncias. Mas nunca provas. Até agora.

O veterano lutador americano-japonês Enson Inoue resolveu fazer barulho na Internet, ao divulgar o que diz ser um trecho de um contrato com o evento japonês. Nele, lê-se as políticas antidoping adotadas pela organização. E se drogas como maconha e cocaína rendiam punições, os esteroides não – de acordo com o texto.

Em seu Facebook, Inoue acusou: “Nos contratos do Pride, estava especificamente documentado que eles não estavam testando para esteroides”.

A imagem mostra o artigo do suposto contrato.

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“Uso ilegal de narcóticos. Lutadores concordam em ser testados imediatamente após a luta em cada evento, para confirmar que não usam maconha, cocaína, heroína e barbitúricos. Se o resto for positivo, então, o lutador tem de perder todo o pagamento previsto no acordo. Estimulantes para melhora na performance da família baseada em esteroides são especificamente excluídos do escopo do teste.”

Parece bem claro, não? O doping e o uso de esteroides e substâncias para melhora de performance são uma constante polêmica no MMA, ainda mais nos atuais dias, com as consequências do uso e da proibição do TRT e dos casos de Wanderlei Silva, Chael Sonnen e Vitor Belfort.

Enson Inoue tem 47 anos e não é considerado aposentado, mas só lutou uma vez nos últimos dez anos. Ele ostenta um cartel de 12 vitórias e 8 derrotas, triunfou contra Antz Nansen em seu último compromisso e fez cinco lutas no Pride, saindo vencedor só de uma delas.

Sangue, suor e… 'porrada'

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Tags : pride


Por que McGregor tem tudo para ser o cara do UFC
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'
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Não é por um acaso a empolgação do UFC com o irlandês Conor McGregor. Sua atuação avassaladora conta Diego Brandão deixou claro que peso pena de 26 anos tem tudo para ser O cara dentro da franquia. Vou explicar abaixo os motivos para ele estar nessa posição e isso pode ser um enorme problema para o Brasil.

1) Ele é bom: Não se faz um grande ídolo só com propaganda ou empolgação. Conor é um grande lutador, com uma técnica muito afiada, principalmente na trocação.

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2) Tem um estilo de luta empolgante: Com um kickboxing de alto nível, ele tem algo que lembra Anderson Silva na trocação. Por vezes usa a guarda baixa, mas o mais interessante é a qualidade e a precisão de seu ataque. São jabs com a força de direto, chutes altos e rodados, golpes na linha de cintura. Difícil não se impressionar.

3) Falastrão inteligente: Assim como o “falecido'' Chael Sonnen, McGregor tem o dom da retórica. Com um sotaque carregado, tem discursos inteligentes que provocam todo e qualquer rival de sua categoria. Caso raro no mundo do esporte.

4) Personagem carismático: Ele se veste com ternos caros e bem cortados, está sempre com óculos escuro diferentes, curte a noite de Dublin com seus amigos, joga conversa fora sobre futebol, além dos discursos já citados acima. Boa praça e carisma puro.

5) Falta de ídolos europeus: Atualmente, o UFC tem apenas o sueco Alexander Gustafsson como grande nome vindo da Europa. Conor surge nessa lacuna, ainda mais agora que finalmente o Ultimate tentará crescer no Velho Continente. Ele tem potencial para fazer o que os ingleses Michael Bisping e Dan Hardy não conseguiram.

6) Problema para o Brasil: Com todo esse potencial, o UFC com certeza tem o desejo de colocar Conor McGregor em uma disputa de cinturão em breve. Ou seja, ele pode entrar no caminho do único título que o Brasil ainda tem, o dos penas de José Aldo.


Acredite. Esse lutador conseguiu nocautear mesmo com esse hematoma
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Jorge Corrêa

Sangue, suor e… 'porrada'

Sangue, suor e… 'porrada'

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O UFC da noite da última quarta-feira foi daqueles de não poder se piscar. Das 11 lutas, apenas duas terminaram por pontos, sendo que oito acabaram com nocaute e uma em finalização. O Brasil também se deu muito bem, fechando a noite com cinco vitórias e apenas duas derrotas.

Mas a imagem da noite será essa acima. Joe Proctor ganhou esse enorme hematoma do lado esquerdo da cabeça logo no começo da luta contra Justin Salas. Mas a lesão pareceu não lhe afetar. Ele continuou pressionando e conseguiu um belo nocaute ainda no segundo round.

Até o presidente do UFC, Dana White, ficou impressionado com o “calombo'' do norte-americano. “Proctor ganhou o hematoma mais maluco perto de sua orelha e ainda venceu por nocaute!'', vibrou o chefão.

Card Principal
Donald Cerrone nocauteou Jim Miller a 3min31 do 2º round
Edson Barboza nocauteou Evan Dunham a 3min06 do 1º round
Rick Story finalizou Leonardo Macarrão (katagatame) 2min12 do 2º round
Joe Proctor nocauteou Justin Salas a 3min27 do 2º round
John Lineker nocauteou Alptekin Ozkilic a 4min51 do 3º round
Lucas Mineiro nocauteou Alex White a 2min08 do 3º round

Card Preliminar
Gleison Tibau venceu Pat Healy por pontos, em decisão unânime  dos juízes
Leslie Smith nocauteou Jessamyn Duke a 2min24 do 1º round
Aljamain Sterling nocateou Hugo Wolverine a 3min50s do 3º round
Yosdenis Cedeño nocauteou Jerrod Sanders (desistência) no 2º round
Cláudia Gadelha venceu Tina Lahdemaki por pontos, em decisão unânime  dos juízes

Tags : joe proctor


5 a 2: Edson, Mineiro e Lineker nocauteiam. Claudinha e Tibau dominam
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Jorge Corrêa


Abusando das quedas e com uma estratégia afiada, Claudia Gadelha não teve muitos problemas para vencer Tina Lähdemäki em sua estreia no UFC na primeira luta da categoria feminina peso palha (até 52 kg) do evento. Mesmo cansando um pouco no final, mostrou por que chega já perto de disputar o cinturão da franquia ao vencer a finlandesa por pontos, em decisão unânime dos juízes (30-26, 30-27 e 30-27).

A brasileira conseguiu impor seu jogo a desde o começo da luta. Primeiro, ela partiu para a trocação, com seqências de jabs e diretos que machucaram a finlandesa. Mas na primeira oportunidade, levou a luta para o chão para trabalhar o ground and pound, sua especialidade. No minuto final, Claudia ainda tentou um mata-leão, que foi bem defendido.

O período seguinte foi um pouco mais equilibrado e mais trabalhado em pé. Tina Lähdemäki encontrou a distância e fez o nariz de Gadelha sangrar. Mas a potiguar conseguiu vencer o round com uma boa queda, apesar de ter se cansado mais. A finlandesa mostrou um melhor preparo físico, manteve um bom ritmo, mas não foi páreo para o jogo de quedas de chão da brasileira.

Edson Barboza vence de novo na base do chute

Buscando a recuperação depois da finalização sofrida para Donald Cerrone, Edson Barboza mostrou que seus chutes ainda estão muito afiados. Ele precisou de apenas um golpe desses na barriga de Evan Dunham para garantir sua vitória. O norte-americano se contorceu no chão e o brasileiro concluiu o nocaute com uma série de socos.

Lucas Mineiro e John Lineker nocauteiam

O Brasil começou bem sua participação no card principal do UFC em Atlantic City. Indo para sua quarta luta no UFC, Lucas Mineiro conseguiu sua terceira vitória consecutiva. Apostando na trocação aberta, ele bateu muito até nocautear no terceiro round. O roteiro foi muito parecido para John Lineker, que dominou o turco Alptekin Özkiliç e nocauteou nos segundos finais.

Tibau domina e vence por pontos

Vindo de derrota para Michael Johnson, Gleison Tibau tinha o duro Pat Healy pela frente, mas nem tomou conhecimento do norte-americano. Conduzindo bem a luta e dosando o gás, o brasileiro conseguiu boxear com eficiência e apostou nas quedas para vencer por pontos, em decisão unânime dos juízes.

Wolverine é dominado e perde

Participante da primeira edição do TUF Brasil, Hugo Wolverine conheceu a segunda derrota de sua carreira. O norte-americano Aljamain Sterling fazia sua segunda luta no UFC e não deu chances para o brasileiro. Com um consistente jogo de wrestling e usando sua maior envergadura, dominou o baiano no chão e bateu muito no ground and pound até conseguir o nocaute técnico no terceiro round.

Macarrão é finalizado por Rick Story

Voltando ao UFC dois anos depois de sua participação no TUF Brasil 1, Leonardo Macarrão não foi páreo para a técnica e experiência de Rick Story. O norte-americano derrubou e bateu como quis no chão. Foi questão de tempo ele conseguir a finalização com um katagatame no segundo round.

Card Principal
Donald Cerrone nocauteou Jim Miller a 3min31 do 2º round
Edson Barboza nocauteou Evan Dunham a 3min06 do 1º round
Rick Story finalizou Leonardo Macarrão (katagatame) 2min12 do 2º round
Joe Proctor nocauteou Justin Salas a 3min27 do 2º round
John Lineker nocauteou Alptekin Ozkilic a 4min51 do 3º round
Lucas Mineiro nocauteou Alex White a 2min08 do 3º round

Card Preliminar
Gleison Tibau venceu Pat Healy por pontos, em decisão unânime  dos juízes
Leslie Smith nocauteou Jessamyn Duke a 2min24 do 1º round
Aljamain Sterling nocateou Hugo Wolverine a 3min50s do 3º round
Yosdenis Cedeño nocauteou Jerrod Sanders (desistência) no 2º round
Cláudia Gadelha venceu Tina Lahdemaki por pontos, em decisão unânime  dos juízes