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Brasileiro faz pausa no UFC por drama da mulher e vai se lançar escritor
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Maurício Dehò

Há menos de três anos, contei no UOL Esporte a história do Igor Araújo, um cara que chegou como lutador de jiu-jítsu à Europa com 25 euros no bolso, morou com Alistair Overeem e mais tarde virou um talento do TUF nos EUA e uma esperança de bons resultados dentro do UFC. Mas, a trajetória crescente teve de ser interrompida. A decisão foi dele próprio. O momento era de olhar para quem estava próximo, sua família. E foi por conta de um caso de câncer de sua mulher que Igor pediu uma pausa de alguns meses para o UFC e, o mais duro, para o sonho de ser campeão.

O mineiro sabe bem o que é superar dramas, mas não estava preparado para o que passaria com a mulher, Mariana, em Genebra, Suíça. Há três anos, em uma consulta de rotina durante a gestação do último dos três filhos do casal, um médico sentiu um nódulo no pescoço dela. Bem mais tarde, foi descoberto que se tratava de um tumor, maligno, e houve metástase para três partes do corpo: cabeça do fêmur, cérebro e uma vértebra.

O tratamento feito é com iodo radioativo e cirurgias. E é por conta das operações que Igor percebeu que não poderia se ausentar. Ela já retirou a cabeça do fêmur, trocada por uma prótese. Agora, em maio, fará uma cirurgia de 12h, em que uma de suas vértebras será substituída. O procedimento é delicado, e ter o marido segurando as pontas em todo o processo de recuperação é fundamental.

A família Araújo completa. Quinteto mora em Genebra, na Suíça, o que foi uma sorte no câncer de Mariana. Igor planejava se mudar para os Estados Unidos, mas acabou ficando e hoje usufrui do plano de saúde para não gastar com o tratamento da mulher.

A família Araújo completa. Quinteto mora em Genebra, na Suíça, o que foi uma sorte no câncer de Mariana. Igor planejava se mudar para os Estados Unidos, mas acabou ficando e hoje usufrui do plano de saúde para não gastar com o tratamento da mulher.

Hoje com um trio de filhos de 1, 2 e 3 anos, Igor admite que perdeu o chão com tudo o que aconteceu. A ponto de ir lutar o UFC em Brasília só pelo dinheiro, mas sem motivação ou preparação suficiente. Ele acabou nocauteado por George Sullivan.

“O Joe Silva (matchmaker do UFC) está até me dando uma força com isso tudo. Ele sabia que eu tinha aceitado a luta em Brasília, mas estava sem foco. A Mariana é mais forte do que eu. Eu saía na rua para chorar, você pensa nos filhos, e ela é nova… Foi um baque mesmo. Essa terceira luta que fiz no UFC foi só pela grana mesmo”, explica ele.

Igor Araújo, lutador de MMA

Igor Araújo, lutador de MMA

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Igor foi parar no hospital depois de ser nocauteado e perder pela primeira vez no Ultimate. E viu que tinha de se afastar. “Depois disso eu falei: ‘não cheguei pra ficar perdendo. A Mariana disse que apoiaria qualquer decisão, então eu vi que, se não podia me dedicar 100%, não lutaria. Não quero sair e falar que sou um ex-UFC”, conta Igor, que também tem de lidar com o sofrimento que é para os filhos ver a mãe com problemas de saúde. Ele tem uma academia em Genebra e dá aulas, como forma de complementar o que ganha lutando no UFC.

Só agora o mineiro retomou treinos mais fortes, motivado pelo título de Rafael dos Anjos, um amigo próximo e parceiro de treinos na juventude. Igor mira um combate em junho, no Brasil, com sua mulher já prontamente recuperada.

Pai inspirou o ‘novo’ Igor: escritor

Acompanhando por um tempo Igor Araújo nas redes sociais, é notável que ele faz parte de um grupo menor de lutadores bem esclarecidos, com senso crítico e que gosta de assuntos fora do esporte – como política e saúde, sendo que, sobre este último, ele estudou muito assuntos relacionados a câncer para ajudar no tratamento de sua mulher. O surpreendente é que ele quer virar escritor.

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Igor Araújo morou com Alistair Overeem em seus primeiros momentos na Europa. Hoje, mora na Suíça e faz parte da preparação nos EUA, com a equipe que lançou Jon Jones

Igor cresceu em redações e estúdios. Seu pai era jornalista, e ele herdou esses “genes”. “O sonho do meu pai era escrever um livro, mas ele morreu sem conseguir. Eu tive muito problema quando cheguei na Europa. E falei: ‘quando eu chegar ao UFC vou ter meu livro’.”

O lutador chegou a entrar na faculdade para cursar jornalismo e também publicidade, mas as lutas o tiraram desse rumo. Ainda assim, ele se diz um viciado em telejornais, e tem facilidade para escrever, então quer contar sua história sem intermediários. “Quero ser como o Sylvester Stallone, fazer um livro e depois minha história ir para o cinema”, sonha o peso meio-médio.

A facilidade e o gosto pelo jornalismo fazem de Igor também um cara com facilidade de aprender línguas – e também de soltar a língua para falar de política e muitos outros assuntos nas redes sociais.

“Desde 2005 aqui na Europa, eu aprendi o francês e o inglês sozinho, na rua mesmo. Tenho uma facilidade para essas coisas”, diz ele, que defende que os lutadores busquem o conhecimento. “Já me falaram que falar o que pensamos, de política e outros assuntos, não é guerra nossa. Que lutador só tem que lutar. O pessoal pensa isso, que jogador tem que jogar, ator só tem que fazer novela. Essas pessoas, se você vê na Europa, atuam na sociedade como qualquer outra pessoa. No Brasil separam as classes'', critica Igor.

O livro de Igor não tem prazo para ser lançado, mas o lutador já planeja iniciar a parte de escrever assim que Mariana se recuperar. Tudo para ser exemplo para outros brasileiros com suas histórias de superação, e para orgulhar a memória do pai.


Brasileiro fatura 3º cinturão do país no Bellator. Mas teve polêmica…
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Maurício Dehò

O Brasil agora tem três campeões no Bellator. O peso galo Marcos “Loro'' Galvão é o mais novo dono de cinturão no segundo evento mais importante de MMA da atualidade. Mas, a conquista veio com uma finalização polêmica. A interrupção foi discutível, e o rival ficou na bronca.

O encontro entre Loro e Joe Warren foi o segundo na carreira deles. Warren venceu em 2011, e agora levou a pior. O desfecho do combate é que gerou discussão e reclamações do dono anterior do cinturão.10982375_10153527204739879_9122692796845972736_o

Loro encaixou uma chave de joelho no começo do segundo round. Apertou o golpe. Warren deu um grito, e o árbitro John McCarthy considerou que foi uma submissão verbal e interrompeu a luta. Loro saiu em festa, e Warren ficou na reclamação com o árbitro, negando que estava parando o combate.

Com a conquista de Loro, agora ele se junta a outros dois donos de cinturão verde-amarelos: Patrício Freire, o Pitbull, e Douglas Lima. Loro tem um cartel de 17 vitórias, seis derrotas e um empate, e este é o resultado mais importante da sua carreira, aos 33 anos. Ele já havia disputado o cinturão do Bellator contra Eduardo Dantas, mas na ocasião perdeu.


Até astro da seleção exige de Aldo: ‘tem que acabar com esse filho da p…’
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Maurício Dehò

“Meu, você tem que acabar com esse cara. Esse cara é muito perna. Esse cara tem que cair para nunca mais levantar, esse filho da p…

Podia ser um torcedor anônimo, um parceiro de treinos ou qualquer amigo de José Aldo. Mas o comentário acima, a “exigência”, veio de um cara que ganhou 23 milhões de euros para defender o PSG em 2014, além de ser um dos zagueiros da seleção brasileira. Thiago Silva é quem quer ver Conor McGregor “cair para nunca mais levantar”, e o pedido foi feito em um papo por telefone com o campeão dos penas – veja no vídeo acima em 3min15s.

Em mais um vídeo da série Embedded feito pelo UFC – e que, por sinal, está bem imperdível -, a organização mostra os bastidores da turnê promocional entre Aldo e McGregor, viajando a cidades como Rio, Las Vegas e Nova York. Na parada em Los Angeles, Aldo é flagrado em uma conversa por telefone com o jogador de futebol.

E o campeão respondeu também cheio de palavrões ao zagueiro.

“Com certeza, irmão, vamos matar esse filho da p… Vamos arrancar a cabeça dele, irmão. Filho da p… cheio de marra, falador pra c… Vou passar por cima dele, ele não vai nem ver. Vou soltar o bicho em cima dele, irmão. (Ele) vai se arrepender.”


Mais uma vez, Conor McGregor abusa das provocações para cima de José Aldo. Em certo momento, aparece com um cinturão do UFC, desafiando Aldo: “vem pegar, vem pegar!”. Em outro, numa entrevista, diz que é o “papai” do brasileiro e fala para o campeão se sentar em seu colo. Até em aviões separados o irlandês arranja um jeito de provocar.

O brasileiro não tem escondido nos bastidores a irritação com tudo isso, mas mantém o sangue frio. Até agora não houve nenhuma altercação física entre eles – e que continue assim.

O UFC 189 acontece em 11 de julho, em Las Vegas.

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Cyborg já é do UFC. Mas só luta depois de provar que pode encarar Ronda
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Maurício Dehò

Uma das novelas do UFC parece estar próxima do fim. Mas, ainda faltam alguns bons capítulos para sua conclusão. A brasileira Cris Cyborg, uma das lutadoras mais dominantes do MMA feminino, está na organização. O contrato – ou, na verdade, um pré-contrato – já está em vigor há dois meses e é com a Zuffa, dona da organização. Agora, ela tem de provar que pode de fato enfrentar Ronda Rousey, nos termos que a campeã e o Ultimate querem.

De acordo com o presidente do UFC, Dana White, em resposta ao programa UFC Tonight, já são dois meses deste acordo entre Cyborg e o UFC. Isto prova que a imagem que surgiu do encontro entre a lutadora e Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC, mostra justamente o momento da definição destes termos.

O blog também confirmou a existência deste acordo. A equipe da brasileira afirma que não há papel assinado, mas um acordo verbal que é tido como oficial, já que é do interesse de todos que seja concretizado.

O UFC Tonight explicou as condições dadas pelo UFC para que Cyborg possa lutar pela organização num futuro próximo. A brasileira terá de conseguir se adequar ao peso galo. Isto é, terá de bater 61 kg, e conseguir lutar nesta categoria fora do UFC – no caso, ela é contratada do Invicta e por lá deve rolar essa experiência.

Esse detalhe indica também que um combate com Ronda ainda vai demorar. Cyborg tem luta marcada para julho no Invicta, para defender seu cinturão peso pena (66 kg). Não há indicação de que ela entre neste combate abaixo deste peso, portanto ela ainda teria mais alguns meses pela frente até lutar como peso galo e aí sim provar aos novos chefes que pode mesmo encarar Cris Cyborg.

Enquanto a luta não acontece, seguem as provocações:
Cyborg ataca até mãe de Ronda e diz: “Não quero cinturão, quero sua alma''
Cris Cyborg discute com família Gracie. Tudo por causa de Ronda Rousey
Ronda diz que brasileira Cyborg não merece estar no esporte: 'é terrível'

*Colaborou Leandro Carneiro

Musa do Esporte: Ronda Rousey

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UFC perde ‘galinha dos ovos de ouro’. Mas deveria comemorar adeus de Brock
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Maurício Dehò

Relembre a última luta de Brock Lesnar

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Dana White e os donos do UFC sustentaram por muito tempo uma ideia fixa, teimosa, que volta e meia aparecia em entrevistas e comentários junto à imprensa: a volta do ex-campeão dos pesados Brock Lesnar, um lutador que era um astro do telequete antes de sua ida ao MMA e que alavancou a audiência do Ultimate. Nesta terça-feira, o norte-americano confirmou que não retornará à organização e assinou um novo contrato com o WWE. E, olhando com atenção, o UFC deveria estar comemorando.

É claro que Brock Lesnar sempre foi uma galinha dos ovos de ouro, desde que chocou por trocar as encenações da luta livre e estreou no UFC com apenas um combate profissional de MMA no cartel, para chegar mais tarde ao título. Mas há alguns fatores que comprovam que o momento estava longe de ser o ideal para um retorno: a fase mais profissional que o evento encaminhou neste ano, o histórico de lesões do lutador e o legado que ele construiu em sua primeira passagem pela franquia.

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O gigante ex-campeão ajudou a popularizar o UFC nos Estados Unidos, por sua fama no WWE, e ainda tem os recordes de venda de pay-per-view. Pareceia uma solução fácil para uma organização que perdeu Georges St-Pierre e viu Anderson Silva afundar em tão pouco tempo, e que precisava de nomes fortes para atrair público. Mas seria, também, um movimento desesperado.

O cenário dos pesos pesados é um termômetro bom. Na época de Lesnar, a categoria que mais atrai fãs sofria com a falta de ídolos e com a baixa qualidade técnica. Sem grande talento técnico, o gigante atropelou rivais como uma locomotiva – mas sempre mais pela força. Tanto que suas duas últimas lutas, contra lutadores mais refinados, Alistair Overeem e Cain Velásquez, foi arrasado.

Hoje, com Velásquez campeão, Fabrício Werdum, Júnior Cigano, Stipe Miocic, Travis Browne e outros, o UFC está mais bem servido, e não tem tanta necessidade de uma mãozinha do ídolo.

Vale lembrar também que o UFC já usou sua “cota apelativa”, ao anunciar a contratação de CM Punk, um outro astro da luta livre, e que chega com ainda menos experiência que Brock Lesnar. Ele fará sua estreia no MMA junto ao Ultimate, e os pontos de interrogação em torno de seu nome são gigantes.

O UFC também sofreu com alguns problemas de lesão de Lesnar, que ficou bons períodos afastados do octógono, principalmente tratando de diverticulite. Aos 37 anos, problemas físicos são ainda mais comuns, e poderiam frustrar um planejamento mais intenso com o lutador.

E é o próprio Brock Lesnar quem indicou o último ponto desta equação, em que seu nome já indicava que o melhor era manter seu afastamento: o legado.

“Essa foi uma decisão difícil para mim. Nessa fase da minha carreira… Foi difícil para mim e é difícil falar sobre isso. Meu legado no octógono acabou. Estou oficialmente fechando as portas para o MMA. Renovei com a WWE na noite passada (segunda-feira). A oferta era irrecusável'', disse ele, à ESPN.

Tudo bem que seu cartel já não era dos melhores, mas com um cinturão do UFC e 5 vitórias e três derrotas, Lesnar ao menos ainda é lembrado como um ídolo do MMA, e, agora em definitivo, não colocará essa posição em risco.


Ressurreição de Shogun no UFC passa pelas mãos de Rafael Cordeiro
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Jorge Corrêa

Para quem foi o maior fenômeno que o extinto Pride já teve e poucos anos depois conquistou o cinturão dos meio-pesados do UFC, é quase impensável ver Maurício Shogun com quatro derrotas em suas últimas cinco lutas. Mas há uma luz no fim do túnel para o curitibano e ela é uma velha conhecida.

Maurício nunca mais se encontrou no octógono depois que levou uma surra de Jon Jones em 2011 e perdeu o cinturão do Ultimate. Foram apenas três vitórias em oito lutas desde então e uma gloriosa carreira em xeque, ainda mais por conta das atuações claudicantes e derrotas vexatórias que enfrentou.

Mas não há como negar o talento do veterano. Ele não foi o Jon Jones do Pride por acaso, não foi por coincidência que fez duas lutas épicas com Lyoto Machida no UFC. Só que falta algo para empurrá-lo. É famosa sua falta de foco, de vontade, ou sua preparação um pouco desleixada. Seu melhor momento no UFC foi quando se internou por meses em São Paulo e parece que isso não é mais o suficiente.

Shogun prepara agora um reencontro com seu passado para renascer no MMA. Já está bem conversado para que ele faça sua preparação para sua próxima luta, contra Rogério Minotouro no UFC Rio em agosto, com Rafael Cordeiro na Kings MMA, na Califórnia. É uma volta as suas origens no esporte.


O treinador foi o responsável por descobrir e dar forma a Maurício quando jovem na academia Chute Boxe, em Curitiba, no começo dos anos 2000. Eles estavam juntos nas conquistas no Pride. Se Shogun é conhecido hoje em dia, muito se deve às aulas que fez com Cordeiro na capital paranaense. Depois, fizeram apenas alguns trabalhos esporádicos.

A fase gloriosa o técnico também ajudou nessa reaproximação. Rafael está com todos os holofotes do mundo do MMA depois de levar Fabrício Werdum ao cinturão interino dos pesados e Rafael dos Anjos ao título dos leves. Isso fez com que Shogun se inspirasse a voltar a trabalhar com ele

Não há como duvidar que se tem alguém que pode comandar uma ressurreição de Maurício Shogun, esse alguém é Rafael Cordeiro. Se o treinador conseguir colocar no lutador o foco e a mentalidade que pôs nos novos campeões do Ultimate, o ex-campeão pode voltar a fazer muito barulho nos meio-pesados.

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Vitor Belfort consegue licença para disputar cinturão do UFC contra Weidman
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Jorge Corrêa


Agora falta apenas os dois chegarem ao dia da luta sem nenhuma lesão. A Comissão Atlética de Nevada concedeu a Vitor Belfort sua licença para enfrentar Chris Weidman em 23 de maio, no UFC 187, em disputa de cinturão dos pesos médios.

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O brasileiro, que tem histórico de doping em sua carreira, teve de passar por uma série de CINCO (!!!) exames surpresa durante sua preparação para que conseguisse a liberação para enfrentar o norte-americano em Las Vegas, no MGM Grand Garden.

“Estou muito feliz de lutar em Vegas. Trabalhei muito forte em busca disso'', resumiu o brasileiro, que pode ser o primeiro lutador a ter três cinturões em três categorias diferente na história do Ultimate.

A Comissão Atlética fez questão de exaltar que Belfort cooperou com todos os testes e os cinco resultados voltaram limpos e sem problemas. “Essa comissão abandonou a liberação do uso terapêutico de testosterona, Vitor foi testado mensalmente e passou'', explicou comissionário Pat Lundvall.

“No começo foi bem difícil ficar sem o TRT. O que aprendi com isso é que nosso corpo é carregado por nossa mente e você tem de ser mais forte e mais comprometido'', filosofou Belfort, que ainda se comprometeu a ajudar a comissão no trabalho de educar lutadores sobre o fim do TRT e os problemas de usar drogas de aumento de performance.

Belfort teve de passar por tantos exames surpresa para conseguir voltar a lutar em Las Vegas depois de no começo do ano passado ter sido flagrado em um exame antidoping surpresa com alto nível de testosterona sintética por conta do seu tratamento de reposição. Além disso, ele testou positivo para um anabólico em 2006, após sua derrota para Dan Henderson no Pride, também em Nevada.


UFC privilegia ‘teatro’ de Bethe, e esquece Amanda na fila para pegar Ronda
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Maurício Dehò

Todo mundo já está pilhado com o UFC 190. Afinal, ter Ronda Rousey no Brasil, colocando em jogo seu título contra uma brasileira e tendo como pano de fundo uma verdadeira novela são atrativos suficiente para arrebatar a atenção de todos. Mas o UFC Rio deste fim de semana mostrou como uma outra lutadora está sendo esquecida. O talento de Amanda Nunes perdeu espaço para o ‘teatro’ de Bethe Correia, em mais um exemplo de que a imagem pode ser tudo no MMA.

A atuação de Amanda Nunes no Maracanãzinho foi irrepreensível. Em 1min56s de luta, ela passou por cima de Shayna Baszler, dominando totalmente a luta em pé. Além de atingir a norte-americana com golpes violentos, encerrou a luta com um chute baixo tão forte que lesionou a rival, forçando o árbitro a interromper o duelo em nocaute técnico.

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Este resultado reforça seus melhores momentos no octógono do UFC. Já são três vitórias e uma derrota na organização, e os outros triunfos foram tão arrebatadores quanto este, nocauteando Sheila Gaff em 2min08s e Germaine de Randamie em 3min56s.

O problema de Amanda nesta fila para o cinturão foi o fato de ela ter sido derrotada por Cat Zingano – a rival mais recente de Ronda. A brasileira quase conseguiu vencer Cat no UFC 178, com uma finalização, mas a rival sobreviveu e acabou nocauteando Amanda no terceiro round. Uma vitória, e teria sido ela encarando a campeã.

Ainda assim, o que surpreende é que o UFC já traçou um cenário muito claro para Ronda Rousey durante todo este ano, antes do combate deste sábado, e ele acabou excluindo Amanda, a dona de um dos socos (e chutes, joelhadas e cotoveladas) mais pesados da categoria. Depois de Bethe, Ronda deve encarar a vencedora de Miesha Tate x Jessica Eye – e a favorita do Ultimate é a segunda, já que Miesha perdeu dois combates para a campeã. Alguns dias de paciência, e o UFC poderia ter feito um pouco mais de justiça à baiana.

Bethe tem seu valor, não se pode esquecer. Dona de cartel invicto, ela convenceu, de fato, com sua última vitória, um nocaute sobre a mesma rival de Amanda, Shayna Baszler. A paraibana, no entanto, precisou de três rounds para chegar ao triunfo, tendo mais trabalho que a compatriota, que mal precisou suar.

Ainda assim, o que Bethe fez até aqui parece ser pouco diante de uma campeã tão dominante como Ronda Rousey. As rivais que bateu foram fracas e só na última luta conseguiu uma vitória que não fosse por pontos. Quem mostra essa descrença são as casas de apostas, que abriram com um favoritismo gigante em favor da norte-americana: 15-1. Isto é, é preciso apostar US$ 1.500 em Ronda para ganhar apenas US$ 100.

Agora, resta a Amanda pegar um nome do top 5 do ranking do UFC. Sara McMann ou a vencedora de Sarah Kaufman x Alexis Davis são os bons nomes que podem alavancar a lutadora para o posto que ela merece.

O “hype”, o buchicho em torno de um atleta, vale demais dentro do UFC. E, aos poucos, os brasileiros vão aprendendo com isso. Numerosos são os casos de brasileiros talentosos, mas que já ficaram deixados em segundo plano. O irlandês Conor McGregor é um exemplo do quanto a imagem vale para a organização. A ponto de fazer José Aldo ter de se reinventar nesta turnê de divulgação para o combate deles no UFC 189. Bom, mas isso já é assunto para outro post…

Leia também:
Lambança no Rio não foi a única no UFC. Já teve árbitro apanhando por errar
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Veja fotos da musa Ronda Rousey

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Lambança no Rio não foi a única no UFC. Já teve árbitro apanhando por errar
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Maurício Dehò


Erros, lambanças e resultados afetados pelos árbitros estão longe de ser uma exclusividade do futebol. O MMA tem casos de sobra de juízes metendo os pés pelas mãos, e uma delas aconteceu neste sábado, no Maracanãzinho.

Durante o card preliminar do UFC Rio 6, o árbitro Eduardo Herdy encerrou uma luta em um momento pra lá de infeliz. O brasileiro Leandro Buscapé tentava a finalização contra Drew Dober. O golpe era uma guilhotina, que por bons momentos parecia bem justa. Mas, justamente quando Dober conseguia escapulir, Herdy achou que o lutador APAGOU. Pois é. O árbitro parou a luta, olhou para Buscapé, que dizia que o rival havia batido, e deu a vitória a Buscapé.

A falha foi tanta, que segundos depois Dana White estava vociferando no Twitter, dizendo que o juíz não deveria nunca mais entrar num octógono. Vale lembrar que na primeira luta da noite, Herdy já havia demorado séculos a parar um combate, quando Christos Giagos finalizou Jorge Oliveira – e o brasileiro ficou batendo, e batendo…

Bom, como Herdy não foi o primeiro e nem será o último, listamos outros erros grotescos e decisões polêmicas na história do UFC.

Evan Tanner x Phil Baroni – UFC 45

Muitas vezes, os árbitros precisam se comunicar verbalmente com os atletas para saber a situação de um combate. Mas Larry Landless chocou a todos no UFC 45 quando foi possível vê-lo questionando Baroni, que sofria no ground-and-pound de Tanner, se ele estava OK. Bom, Baroni até respondeu que sim, mas a luta foi interrompida da mesma forma, chocando a todos.

Mario Yamasaki e Erick Silva

O UFC Rio 2 ficou marcado por uma arbitragem polêmica do árbitro brasileiro Mario Yamasaki. Ele acabou punido e desqualificando Erick Silva, acusando-o de dar golpes na parte de trás da cabeça de Carlo Prater. O problema é que a luta parecia ter acabado por nocaute, quando todos se surpreenderam com a decisão de Mario. Ele foi duramente criticado, já que Erick não tinha cometido outras infrações, e ainda teve de se explicar em cima do octógono, em entrevista a Joe Rogan.

Chris Weidman x Mark Muñoz

Este caso é de uma interrupção tardia. Na luta, Weidman massacrou o rival e, com uma cotovelada bombástica, nocauteou Muñoz. O árbitro em questão, Josh Rosenthal, falhou ao não ver que Muñoz apagou, e Weidman seguiu batendo duramente em um rival já claramente fora de ação.

Darren Elkins x Antonio Carvalho

Uma interrupção rápida demais aconteceu no UFC 158, quando o árbitro Yves Lavigne considerou que Carvalho foi nocauteado. Mas, vendo as imagens, é difícil apoiar a decisão, já que o canadense até sofreu um knockdown, mas instantaneamente estava de pé novamente para manter a luta com Darren Elkins.

Yves Edwards x Josh Thomson

Steve Mazzagatti é o árbitro que mais levou “tiros'' de Dana White no UFC. Vira e mexe: bum! E ele realmente tem uma coleção de erros que o complica. O mais lembrado é na luta em que Yves Edwards encarou Josh Thompson, no UFC 49. O que era para ser um lindo nocaute de Yves, com um chute alto, saltando, foi manchado pela interrupção tardia de Mazzagatti, que deixou o lutador seguir surrando um indefeso Thomson.

Marcus Silverio x Kazushi Sakuraba
O respeitado Big John McCarthy não está a salvo das críticas. Na luta entre Marcus Silveira e Kazushi Sakuraba, no UFC Japan, em 1997, Marcus acertou uma saraivada de golpes. O japonês, então, foi para uma tentativa de queda. Mas não é que o Big John achou que ele havia sido nocauteado pelos socos? O árbitro parou a luta, que mais tarde foi declarada No Contest (sem resultado) devido à lambança.

Lembra de outros? Comente aí abaixo!


Sob contrato, Wanderlei Silva pede para UFC o liberar da “escravidão”
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Jorge Corrêa

Wanderlei Silva acaba de revelar mais um capítulo em sua disputa com o UFC, que começou no ano passado quando ele foi suspenso por dois anos em Las Vegas por fugir de um exame antidoping. Ele disse que nunca mais lutaria pelo evento, mas ainda está sob contrato. Segundo mensagem postada em suas redes sociais neste sábado, seus antigos patrões não o liberam de seu compromisso com a franquia e, com isso, não pode trabalhar em nenhum outro evento.

Veja a mensagem do lutador

Estou sendo perseguido, discriminado e tratado como escravo por esse evento. Não querem me liberar do meu contrato, assim não posso trabalha. É meu direito não querer trabalhar para eles, sendo assim, estou impedido de trabalhar em qualquer outro lugar.

Venho aqui pedir ao UFC que me liberar desse sistema de escravidão, onde ou você trabalhar para ele ou não pode trabalhar em lugar algum! Venho aqui pedir ajuda de alguém que entenda desse tipo de lei para que eu possa ganhar o direito de trabalhar e ganhar o pão para minha família!!

Alguma alma generosa pode traduzir e mandar para o Dana [White, presidente do UFC] lá, por favor! Sei que vou encontrar os melhores advogados para me ajudar nisso. Conto com vocês.