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Gordinho fanfarrão? Não, Cormier ameaça Jones com inteligência e superação
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Maurício Dehò

Novo campeão do UFC faz paródia e dancinha bizarra

Daniel Cormier é um grande fã de bolo e de frango. Não é só pela barriga saliente que se nota isso. É que ele estrelou um vídeo cômico veiculado durante o Oscar do MMA, no começo do ano, fazendo uma paródia de uma música e cantando sobre sua carreira e sobre seus gostos alimentares. Mas, não se engane, gordinho ele é mesmo. Fanfarrão, nem tanto. No octógono do UFC 187, ele finalizou Anthony Johnson em uma performance estarrecedora, que mostrou que ele está apto a uma nova chance contra Jon Jones.

O desempenho de Cormier que lhe rendeu o cinturão coroa uma série de fatores que construíram o novo campeão do UFC. Uma trajetória marcada por derrotas e mais derrotas, mas que a cada degrau descido, o norte-americano subiu outros dois na base da superação, do trabalho e de uma inteligência acima do comum no mundo do MMA. Algo que parece até ter lhe permitido apreciar ainda mais sua conquista.

“Ei, caras, falem baixo, por favor'', provocou ele, falando aos jornalistas, quando a entrevista coletiva pós-luta começou. “O campeão está falando.''

A inteligência – e o carisma

Não é à toa que Daniel Cormier foi contratado como um dos comentaristas das transmissões do UFC na FOX. O norte-americano de 36 anos é uma figura carismática, bem articulada, sabe rir de si mesmo – como vemos no vídeo de humor que gravou para a premiação da Fighters Only – e, principalmente, tem uma visão de luta no MMA acima da média.

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E isso se vê no octógono. Cormier, com o passar do tempo, se aperfeiçoou em lutar com inteligência. Poder de nocaute, ele tem. Mas é com o seu wrestling, a luta que foi sua base no esporte e o levou a um quarto lugar nas Olimpíadas de 2004, que ele entendeu que podia desmontar seus rivais.

Foi o que aconteceu com Anthony Johnson. O norte-americano quase conseguiu o nocaute com um golpe que derrubou Cormier por metros. Sem sucesso em acabar a luta, acabou sendo agarrado pelo agora campeão, e aí começou o castigo.

“Ele me socou tão forte. E ele é rápido. Quando eu caí e virei, falei: ‘p… m…, ele tá vindo me pegar’. Então tentei agarrá-lo e ele começou a me socar. Eventualmente, consegui segurá-lo. Não fiquei desacordado, mas foi a primeira vez que tomei um knockdown na vida. Anthony fez um ótimo trabalho no começo, mas quando cansou, vieram as oportunidades para cotoveladas e o mata-leão”, explicou, sobre a luta.

Hoje, Cormier fala abertamente sobre um dos problemas que teve com Jones. Ele deixou suas emoções entrarem no jogo. Em uma próxima oportunidade, caso Jones resolva rapidamente seus problemas com a Justiça dos EUA e volte em uma luta diretamente pelo título, ele já sabe onde mudar para apagar sua primeira atuação – que foi em janeiro – e vencer uma revanche.

“Contra Johnson, eu foquei no wrestling, no que me trouxe até ao show. Eu sou um cara que te leva pro chão, faz você suportar meu peso enquanto tenta levantar, até que algo aparece e foi o que aconteceu. No wrestling, não é só uma luta, você enfrenta os rivais o ano todo. Talvez Jones tenha vencido a primeira, mas temos outras lutas a fazer”, analisou. “Agora, estou mais comprometido com o que faço melhor. E tenho que ter certeza de que não estou afetado emocionalmente. Se eu conseguir manter as emoções de lado, eu tenho uma ótima chance”. E há mais motivos para ele acreditar que chegou para ficar, como vou falar a seguir.

A superação – dentro e fora do octógono

A história de vida de Cormier e como ele superou adversidades dentro e fora do octógono para ser campeão do UFC também são uma mostra de como ele sempre retorna de seus tropeços mais forte. Antes da luta, ele citou diversos problemas: dívidas, um divórcio, suas derrotas no wrestling e o revés para Jon Jones. E disse que sempre achou um jeito de se reerguer.

O primeiro grande drama da vida foi em casa. Seu pai foi morto a tiros. O atirador foi o pai da segunda mulher dele. Cormier tinha sete anos, e precisou lidar com a situação numa fase frágil da vida. O wrestling ajudou, e ele virou um competidor de alto nível.

11222908_1012353102115677_6190571768856891464_nUma das decepções de Cormier foi com o wrestling, já que ele ficou a uma vitória de medalhar em Atenas, em 2004. Em Pequim-2008, um problema nos rins por conta do corte de peso o tirou de ação, e foi assim que ele trocou a luta olímpica pelo MMA.

Mas demorou a ele poder se dedicar como deveria, muito por causa dos problemas financeiros. Ao seu lado, sua mulher, Salina, e ele precisou até de ajuda dos pais para se manter.

“Eu não tinha nada. Minha mulher está comigo desde quando eu tinha uma luta só no MMA. E tivemos nosso bebê. Eu mal lutava. Minha família não tinha dinheiro, eu também não. A gente não tinha gás, não tinha nada… Então, lembro que liguei para meus pais; eles e meus irmãos tinham 575 dólares e mandaram para nós, até que o próximo cheque de patrocínio chegasse. Ela ficou ali comigo, sempre me suportou, acreditou em mim… Mesmo quando eu não acreditava, ela conseguia ver que eu poderia chegar lá”, disse, emocionado, na coletiva de imprensa.

A sorte de Cormier é que seu nome forte no wrestling o levou diretamente ao Strikeforce. A estreia foi em 2009, e ele subiu rapidamente: foi campeão do GP dos pesados do evento em 2012, batendo Josh Barnett e Antonio Pezão. No UFC, manteve o embalo lutando primeiro no peso pesado e depois indo para o meio-pesado. Perder para Jones abalou o lutador. A volta aos treinos, com a exigência de ter o campeão dos pesados Cain Velásquez ao seu lado, fez com que tivesse forças para manter sua evolução, e não se deixar levar pelo mau momento.

“Sabe, eu não venci as Olimpíadas, não venci meu maior torneio de wrestling. Não ganhei muitas vezes na minha carreira. Mas venci o GP dos pesados do Strikeforce e este cinturão do UFC. Essa é a última grande conquista da minha vida atlética. Se eu olhar para meu currículo, estou satisfeito. Mas não vou a lugar nenhum. Agora tenho que dar uma surra em Ryan Bader e vou defender o cinturão. Tenho 36 anos, não posso esperar Jon Jones”, concluiu.


Como Chris Weidman está acabando com a velha guarda do Brasil no UFC
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Jorge Corrêa

Se perguntarem 1000 vezes para o campeão os médios, ele responderá 1000 vezes que não há nada pessoal com lutadores brasileiros. Mas o estrago que Chris Weidman está fazendo no legado de alguns dos maiores nomes da “velha guarda” brasileira no UFC é algo irreparável.

Leia também: Vitor deixa chance final de título com amnésia de jiu-jítsu e mancha do TRT

O norte-americano está no auge de sua forma física e técnica, como vimos no UFC 187. Mais que isso, parece que a cada luta ele consegue incrementar ainda mais o seu jogo. Ele é um lutador de MMA moderno, com uma formação orgânica em todas as áreas das artes marciais, mas com uma fortíssima base na sua luta de origem, wrestling. Dessa forma, fica cada vez mais difícil de vencê-lo conforme o tempo passa.

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Os lutadores brasileiros foram caindo, um após o outro, vítimas de um rival que eles não conseguiram prever corretamente o que poderia fazer. Anderson Silva, com 38 anos na época, Vitor Belfort, com a mesma idade, e Lyoto Machida , um pouco mais novo, mas muito rodado, sentiram a força de uma juventude que eles não estavam acostumados a enfrentar.

Anderson Silva enfrentou um rival o qual ele não conseguiu entrar na cabeça, o que fez com quase todos os seus adversários. Claro que o ex-campeão também sempre se garantiu na porrada, mas seus jogos mentais sempre foram seu forte. Weidman simplesmente deu de ombros para as provocações do brasileiro e o nocauteou.

Com uma inteligência de luta cima da média, o norte-americano se preparou para todas as armas de Anderson, inclusive as mentais. No segundo combate, ele também levava vantagem e já tinha conseguido um knockdown quando aconteceu o acidente da fratura da perna do brasileiro.

Queda e castigo no chão: veja como Weidman venceu Belfort

Contra Lyoto Machida, ele usou sua força mental apenas para se concentrar no combate, não precisou travar batalhas não-físicas com o ex-campeão dos meio-pesados. Mas foi contra ele que o campeão se mostrou um atleta completo de MMA. Lutou por 5 rounds em alto nível, não morreu no gás, recebeu duros golpes e soube absorvê-los, derrubou, jogou no chão, trocou em pé. Fez de tudo um pouco e manteve o cinturão.

No último sábado, ele mostrou que sabe conjugar da melhor maneira possível sua força mental e física. Vitor Belfort, com um discurso motivacional parecido com o de Weidman, foi presa fácil. Pareceu uma criança enfrentando um profissional. Mais uma vez o norte-americano até foi golpeado, mas seguiu em frente e viu um rival aterrorizado e sem reação com essa situação.

Apenas agora ele pode ter um pouco de novidade brasileira em seu caminho. Ronaldo Jacaré não é um menino, tem 35 anos, mas é um atleta com uma visão mais fresca do MMA. Esqueceu seu lado campeão mundial de jiu-jítsu para se tornar um lutador completo nos últimos anos. É a última chance do país de retomar o cinturão dos médios das mãos de Chris Weidman.


Vitor deixa chance final de título com amnésia de jiu-jítsu e mancha do TRT
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Maurício Dehò

Poucas semanas antes do UFC 187, Chris Weidman foi condecorado com sua faixa-preta em jiu-jítsu. Apesar de já ser um lutador reconhecido por finalizações, com boas posições lhe rendendo vitórias, pareceu curioso, até engraçado, ele receber sua faixa na mesma época em que pegaria um pupilo de Carlson Gracie, que ganhou a honraria quando o atual campeão dos médios nem pensava em ser lutador de MMA. Mas, foi justamente a arte suave a área mais frustrante no jogo do carioca neste fim de semana, o detalhe que não apenas definiu seu resultado, mas também deu fim ao que certamente foi a última chance de cinturão de sua carreira.

Leia também: Como Chris Weidman está acabando com a velha guarda do Brasil no UFC

Vitor Belfort, aos 38 anos, teve uma performance que acabou sendo muito abaixo do que se esperava dele, mas ainda pode ter mais algum tempo no UFC. É legítimo querer se despedir por cima, aceitar lutas no peso de cima, pegar veteranos, resolver questões antigas… Mas, falar em título já é coisa do passado para ele, que tem que se “contentar” com seu título no GP dos pesados aos 19 anos e o cinturão nos meio-pesados. Lenda, Vitor já era. E vai se manter. Mas sem o feito de ter cinturões de três categorias no escritório de sua casa.

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Um problema na derrota de Vitor é que ele dependia dela para apagar uma sombra, praticamente uma mancha em sua carreira, que foram os “asteriscos” que surgiram em suas últimas vitórias, quando seu físico era beneficiado pelo uso do TRT. Apesar de nocautear brutalmente e enfileirar três rivais com seus chutes, muita gente – inclusive Weidman – não engoliu os resultados obtidos durante a fase de reposição hormonal.

Assim, vencer Weidman sem o TRT era provar que não era a testosterona quem estava falando no octógono. Que, como Belfort diz, o TRT não havia lhe ensinado a chutar. O que se viu no octógono foi primeiro um Vitor com seu instinto clássico. É difícil dizer o quão perto do nocaute ele ficou contra Weidman, logo no começo da luta. Mas ele fez o norte-americano balançar e sangrar e só não ampliou o castigo porque não pegou de jeito o campeão – ou porque faltou potência nos golpes, o que seria fruto, talvez, do bendito TRT…

Mas, voltando ao jiu-jítsu, o que Belfort sofreu no chão contra Weidman é que deixou a derrota melancólica. Apesar de falar de uma lesão no ombro, o modo como foi derrubado e a total falta de ação deram a impressão de que toda a garra que o brasileiro prega fora do octógono se esvaiu quando suas costas tocaram o chão e ele entrou no jogo de Weidman.

Queda e castigo no chão: veja como Weidman venceu Belfort
O Fenômeno já chegou a ser chamado de Vitor Belfort Gracie, por seu “pai” nas lutas, Carlson Gracie. Treinava com gente do nível de Wallid Ismail, Amaury Bitetti, Zé Mario. E agora tomou uma indireta-direta de Anderson pela internet e levou críticas de lutadores brasileiros e gringos, como a de Jacaré. “A performance do Belfort foi muito abaixo do esperado para um atleta da Carlson Gracie, ele foi derrubado e não fez uma reposição de guarda.”

Realmente, Vitor quase nada fez por ali – totalmente diferente do que aconteceu quando foi derrubado por Jon Jones, e quase finalizou o campeão dos meio-pesados. No chão, Vitor segurou um pouco Weidman na meia-guarda, mas logo acabou permitindo a montada. Levou golpes limpos, tentou, de baixo, responder com socos – dificilmente a melhor opção para alguém com sua técnica – e, tantos foram os murros do campeão e tão notável era a falta de reação de Belfort, que não restou nada ao árbitro Herb Dean a não ser parar a luta. Chamou a atenção também o abatimento do carioca com o resultado, bem maior do que se poderia esperar de alguém que sempre disse estar curtindo toda a jornada e que tem discursos motivacionais tão fortes.

O resultado mais provável do combate deste fim de semana sempre foi a vitória de Weidman, por seus recursos técnicos, inteligência e confiança. Mas esperava-se que isso acontecesse após cinco rounds amarrados, por pontos. O atraso que Belfort tomou e a forma com que isso aconteceu mostram que ele não precisou/precisa só de uma reconstrução física. Uma lenda por seu passado, Vitor Belfort terá se reinventar se quiser ter um futuro, mesmo que breve, no UFC e se despedir por cima, à altura do legado que construiu.


Anderson nega ter provocado Vitor Belfort e diz que torceu por brasileiro
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UOL Esporte

anderson

Anderson Silva explicou neste domingo (24) uma polêmica que surgiu após uma postagem dele no Instagram. Poucos minutos após Vitor Belfort ter sido dominado no chão por Chris Weidman e acabar nocauteado, Anderson publicou na rede social um vídeo treinando jiu-jítsu com Ramon Lemos, com ele estando por baixo.

O ex-campeão dos médios não citou Belfort na postagem, mas muitos internautas especularam que o vídeo fosse uma provocação a Belfort. Na tarde deste domingo, porém, Anderson garantiu não ter feito a postagem de propósito e afirmou que sequer assistiu à disputa de cinturão entre Weidman e Belfort.

“Não to [sic] fazendo mal e nem falando de ninguém, eu posso postar o que eu quiser na minha rede social, pra [sic] falar a verdade eu nem assisto as lutas do UFC exceto quando estou me preparando para lutar ou quando algum irmão de treino vai lutar”, esclareceu Anderson.

“Acho que tem muito equivocado falando besteira, garanto que a maioria que vem aqui criticar nunca foi bem sucedido em nada na vida e se foi não é feliz. Nunca falei nada mas tem uma minoria que acusa, crítica [sic] e que talvez não tenha noção do que é o esporte MMA. Se os entendidos que tão falando um monte de bobagem fizerem uma busca rápida em minhas entrevistas, vão ver que sempre falei que o cinturão era um patrimônio brasileiro e que independe [sic] de com quem estivesse, estando aqui no Brasil eu estaria feliz”, escreveu.

Anderson Silva afirmou ainda que torceu por Belfort, e comentou seu caso após ter sido flagrado em exames antidoping. “Vou repetir, eu não vi a luta e se vocês querem saber se eu estava torcendo para o Vitor é claro que sim, pois ele estava la [sic] representando o Brasil, então por favor parem de falar besteira. Quanto ao meu caso de doping estou aguardando a comissão e meus advogados. Não sou trapaceiro e nunca tive corpo de bombado [sic]”.


Os próximos passos do campeão Weidman. E eles passam por NY
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Jorge Corrêa

Com uma atuação impressionante, Chris Weidman defendeu pela terceira vez o cinturão dos médios no UFC 187, no último sábado, em Las Vegas. Ele completou a trinca de brasileiros com Anderson Silva, Lyoto Machida e agora Vitor Belfort. Agora, ele já pode pensar quais serão seus próximos passos no Ultimate.

Ele ainda não tem um rival claro ou quando vai lutar novamente, mas seu futuro passa por Nova York, junto de um antigo sonho do UFC.
São apenas dois os possíveis adversários de Weidman em uma próxima defesa e cinturão: Luke Rockhold e Ronaldo Jacaré. Cada um em uma situação diferente para que o UFC defina quem será o próximo desafiante pelo cinturão.

Rockhold já fala como rival do campeão. Na verdade, ele falou essa semana inteira dessa forma, mesmo sem nenhum chefe do UFC tendo se pronunciado sobre o assunto. Sua última derrota foi exatamente contra Vitor Belfort em dois anos atrás, em sua estreia no Ultimate. Jacaré ainda não sabe o que perder desde que chegou ao evento e seu último revés para, vejam só, Rockhold, ainda no Strikeforce, em 2011.

O norte-americano tem quatro vitória consecutivas no UFC, enquanto o brasileiro tem cinco. Mas Luke tem atuações mais impressionantes contra rivais gabaritados. O combate mais recente dos dois deixou uma impressão melhor para Rockhold, que estraçalhou Lyoto Machida, enquanto Jacaré teve poucos problemas contra o ex-demitido Chris Camozzi, a quem já tinha derrotado em 2013.

Só que logo após o UFC 187, Dana White disse que provavelmente Ronaldo será o próximo rival de Weidman. O jogo pode ter virado para o brasileiro.

Queda e castigo no chão: veja como Weidman venceu Belfort

Mas onde entra Nova York?

Assim, como quem não quer nada, Chris Weidman jogou no ar durante a entrevista coletiva que quer fazer uma grande luta no ginásio Madson Squere Garden, em dezembro. Como assim? Até onde sabemos o MMA ainda é proibido no estado norte-americano de Nova York.

O campeão já deve ter recebido uma indicação de que o veto à modalidade deve esta perto de acabar em NY e o UFC poderá finalmente realizar seu grande sonho de colocar um card no palco que ainda é apontado como uma das catedrais do boxe. Claro que Weidman, um orgulhoso nova-iorquino, já se adiantou para pedir uma vaga neste evento.

“Não sei como, quando ouj contra quem. Mas não tem a menor chance de eu ficar de fora desse show no Madson Square Garden”, resumiu.


Belfort ainda não fala em aposentadoria. Mas UFC não estará mais tão perto
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Jorge Corrêa

Depois de quase um ano e meio de espera, Vitor Belfort teve no último sábado seu tão aguardado encontro com Chris Weidman, mas o final foi bem distante do que o que ele esperava. Acabou nocauteado em menos de três minutos e o cinturão dos médios do UFC continuou nas mãos do norte-americano.

Mas aos 38 anos e com quase 19 de carreira, o brasileiro ainda não fala em aposentadoria. No entanto, ele deixa no ar que não devemos mais vê-lo tanto no octógono ou que seu retorno pode não ser tão rápido assim.
“Não está acabado tudo aqui agora. Mas preciso aproveitar a vida um pouco neste momento. Eu tenho família, tenho negócios. Ter uma vida fora do octógono me faz muito bem e é o que me faz continuar aqui, vamos ver o vai acontecer”, resumiu o lutador, muito desapontado com a derrota poucas horas antes.

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Vitor agora vai, antes de passar pela sua cabeça voltar para a academia e treinar para uma próxima luta, tirar um tempo para ficar apenas com sua família e pensar nos negócios que ele faz parte, que não são poucos.

Mas dentro do UFC, suas opções ficaram bem limitadas. Uma disputa de cinturão é algo quase impossível de acontecer novamente. São duas tentativas entre os pesos médio e uma nos meio-pesados em quatro anos. Ninguém na história recente do Ultimate teve tantas oportunidades de ser campeão.

Ele ainda é um astro da franquia no Brasil. Por mais que ainda tenha muitos “hatters”, sua legião de seguidores é enorme. Belfort poderia fazer grandes lutas, combates principais de card brasileiros ou até mesmo co-main event de shows numerados e vendidos em pay-per-view. Mas com certeza o veremos menos do que em 2013, sua última grande temporada, quando lutou três vezes no ano.


A queda e o castigo. Veja como Weidman derrotou Belfort no UFC 187
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Maurício Dehò

Não deu para Vitor Belfort. Apesar de um primeiro round em que começou mais forte e balançou o campeão com uma saraivada de golpes, o brasileiro acabou derrotado pelo campeão Chris Weidman no UFC 187 e perdeu a chance de tomar o cinturão do UFC 187.

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Em vídeo publicado pelo UFC, com as entrevistas pós-luta, ainda no octógono, é possível ver o que definiu a vitória de Chris Weidman. Nas imagens, o campeão consegue a queda que levou a luta para o solo e aparece montado em Belfort, castigando o brasileiro.

Como é comum nas publicações do UFC, o vídeo corta antes do momento em que houve a paralisação do árbitro. Mas, nada além do que Weidman fazia no ground and pound aconteceu.

Com o resultado, Weidman chega a 13 vitórias no MMA. Suas quatro lutas por cinturão tiveram como vítimas brasileiros: Anderson Silva, duas vezes, Lyoto Machida e agora o veterano Vitor.


Dana White diz que Jacaré “provavelmente” será próximo rival de Weidman
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Jorge Corrêa


Diferentemente do normal, o presidente do UFC Dana White não compareceu à coletiva de imprensa após a edição 187, que aconteceu neste sábado, em Las Vegas, para dar sua opiniões sobre as lutas e falar sobre o futuro daqueles lutadores. Porém, ele concedeu uma entrevista bem interessante ao canal oficial do Ultimate no YouTube.

Quando questionado sobre quem seria o próximo rival de Chris Weidman, depois de ele ter vencido Vitor Belfort, o mandatário surpreendeu ao não dizer o nome de Luke Rockhold, que é apontado por todos como próximo desafiante da categoria e número 1 ranking no peso.

“O empresário do [Ronaldo] Jacaré me escreveu logo após essa luta e disse 'estamos prontos para Chris Weidman', então provavelmente será Jacaré contra Weidman em seguida. Mas qualquer coisa pode acontecer, vamos ver o que rola. Obviamente Luke Rockhold é o desafiante número 1, então vamos ver como será.''

Durante toda essa semana, Rockhold já vinha falando como se fosse o próximo desafiante pelo título dos médios, principalmente porque Jacaré teria uma possível lesão a ser tratada, talvez até com cirurgia. Mas realmente ainda faltava a palavra do chefe. Até agora, ninguém do UFC tinha se pronunciado e o fato de o campeão deve colocar o título em jogo só no fim do ano pode ter mudado esse cenário.

Quando questionado sobre quem preferia enfrentar, ou sobre quem deveria ser seu próximo adversário, o campeão até elogiou Jacaré, mas escolheu Rockhold como rival neste momento. “Jacaré é um grande lutador, mas acho que o Luke está mais perto dessa chance. Os dois vêm de bons resultados, mas acho que o Luke teve rivais melhores. Mas não sou quem casa as lutas, quero apenas uma grande luta, de preferência no Madson Square Garden, em Nova York''.


Belfort evita usar lesão como desculpa e admite erros em seu jogo
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Jorge Corrêa

Um hora depois de acaba a disputa de cinturão dos médios, quando foi derrotado por Chris Weidman em menos de três minutos, Vitor Belfort tentou explicar o que acontece no combate deste sábado, no UFC 187, em Las Vegas.

O brasileiro revelou que lesionou o ombro no momento em que caiu durante o combate, mas ele evitou usar esse problema para desculpa para a derrota. “Foi quando eu desequilibrei e caí com a mão no chão, desequilibrei e fiquei sentido dor, mas faz parte do esporte. Acho que não foi nada grave.”

Mais que isso, Vitor Belfort admitiu que cometeu alguns erros em seu jogo, erros técnicos e táticos. “Eu estava bem, na verdade, mas quando fui dar dois passos para trás, juntei minhas pernas e não consegui fazer a defesa. Ele conseguiu a queda e acho que foi a noite dele. Ele brilhou e como atleta a gente tem que entender que faz parte.”

“Não foi como eu queria que a luta acontecesse, eu consegui ver a vitória ali na hora. De repente eu usei muito as mãos, talvez eu tinha de usar minhas pernas. Mas ele brilhou na noite dele, conquistou a vitória e parabéns para ele”, completou.

Belfort ainda admitiu que deveria ter usado mais seu jiu-jítsu quando estava no chão, mas que não conseguiu. “Eu acho que tinha [como usar o jiu-jítsu], mas agora não vou ficar chorando no leite derramado, tenho só que corrigir os erros e não posso tirar os méritos dele. Ele conseguiu pesar bem em cima de mim e na hora não consegui usar meu jiu-jítsu.”

“Acho que fiz muita coisa pelo esporte. Quando você faz muita coisa fora do octógono, vocês ganha muitos fãs. Meus patrocinadores acabaram de me ligar, disseram que estão comigo independente do resultado. É muito legal quando você vê o carinho e respeito de todos eles. O importante na vida é você nunca desistir”, finalizou.


Weidman diz que sentiu Belfort se cansar: “Era como um jogo de videogame”
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Jorge Corrêa


Se antes da luta, Chris Weidman já era um poço de confiança, depois de bater Vitor Belfort em menos de 3min o deixou exultante. Foi dessa maneira que se apresentou na entrevista coletiva após o UFC 187, neste sábado em Las Vegas.

Com um enorme sorriso, disse que se sentiu em um jogo de videogame e enfrentando um chefão. “Ele começou a bater e senti que os socos foram ficando mais fraco. Vitor me pegou, mas eu continuei indo para frente, eu sabia que conseguiria de qualquer jeito. Tinha certeza que venceria”, disse o campeão.

Chris explicou que conseguiu colocar de lado todo o peso emocional desta semana, quando eles se provocaram e teve seu ponto alto na encarada da pesagem, quando tiveram de ser separados.

“Eu sou assim, não consigo não ficar afetado com esse tipo de coisa. Por exemplo a história da testosterona mais alta dele. Tinha algo estranho nisso e fiquei puto com isso. Mas consegui colocar isso de lado e focar no que tinha de fazer com essa luta”, completou.

Vitor x Anderson – A equipe do programa Pânico, da TV Band, fez uma pergunta interessante para Chris Weidman e sua resposta mostra bem esse seu novo momento de confiança. Questionaram o que ele acharia de uma nova luta entre Vitor Belfort e Anderson Silva. “Quem se importa?”, respondeu, na lata.

Mas o norte-americano mantem Anderson como seu lutador brasileiro preferido, mesmo depois de vencê-lo duas vezes. “Ele ainda me inspira muito e se estou aqui hoje, muito se deve a ele e a o que eu o vi fazendo.”