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Ex-cheerleader e surfista havaiana fazem duelo de estreantes no UFC
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UOL Esporte


Por Maurício Dehò

O MMA feminino não para de crescer, e o UFC tem abraçado bem as mulheres, desde o sucesso de Ronda Rousey. O mais legal disso é que, enquanto homens aparecem a rodo, são pouco notados e se perdem no meio da multidão, parece que o plantel de garotas é até mais atrativo, com talentos cheios de boas histórias e bastante potencial para brilharem no aspecto esportivo. Neste sábado, duas estreantes se encaram no UFC de Austin, no Texas (às 22h), e trazem um duelo interessante: uma surfista havaiana contra uma dançarina que é ex-cheerleader.

BRASIL: Edson luta por top 10 enquanto mulher está grávida de 9 meses

Já falamos um pouco de Paige Vanzant e do seu apelido “Calibre 12” no vídeo acima (dá uma olhada!), então comecemos pela Kailin Curran, mais uma peso palha debutando na categoria mais nova do Ultimate, para lutadoras de até 52 kg.

Jovem de 23 anos, Kailin nasceu em Ewa Beach, no Havaí. Aprazível, não? Como era de se esperar, ela cresceu indo para o mar com a prancha debaixo do braço. Mas, apesar do gosto pelo surfe, a norte-americana conta que a emoção de entrar no octógono é 100 vezes maior.

Os havaianos tem fama de briguentos fora do ringue, mas Kailin diz que nunca se meteu nesse tipo de confusão. Ainda criança, ela fez wrestling por influência do pai, mas não gostava. Seis anos depois, começou a treinar kickboxing em 2006, e na época competia apenas por diversão. Hoje a coisa é séria. Mudou-se para a Costa Oeste dos EUA para poder melhorar sua performance e seu cartel invicto: 3 vitórias, todas por pontos.

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O surfe é uma paixão secundária em sua vida. “Crescer no Havaí é ser mimado por ondas fantásticas, sol e praias, um cenário paradisíaco. Eu comecei a surfar aos 13 anos e curto porque é um desafio para mim mesmo. Lutar me lembra do surfe por eu estar sempre aprendendo algo novo, trabalhando, e amo isso. E meu namorado é surfista profissional, então às vezes pegamos onda juntos”, contou ela, ao Vice.

Ao mesmo tempo em que é durona, Kailin também se mostra frágil. Em entrevista em vídeo ao MMA Fighting, ela chorou ao falar do nervosismo que sente antes da luta.

“Acho que é a pior parte para mim, antes da luta. Eu fico tão nervosa… Eu penso, ‘por que estou fazendo isso? Alguém vai me socar na cara’. Mas depois as coisas fluem.”

A dançarina Calibre 12

Paige Vanzant já teve uma decepção com o UFC e não pôde disputar o TUF 20 por ser muito jovem. Mas, aos 20 anos, ganhou agora o direito de estrear diretamente na organização, sem passar pelo reality show. A norte-americana de Sparks, Nevada, tem três vitórias e uma derrota numa carreira marcada também pelo apelido curioso: Calibre 12.

Ela ganhou a alcunha por gostar de fazer atividades externas, incluindo pescar e caçar. Mas sua grande paixão antes do MMA foi dançar. Ela até hoje dá aulas e chegou a ser cheerleader, com uma passagem rápida pelo Portland Trail Blazers, da NBA.

“Eu dancei por 14 anos, estive um pouco com os Blazers e ainda dou aulas aqui em Sacramento (EUA). Mas eu sempre fui uma criança agressiva, brincava de boxe com meu irmão no quintal… Quando comecei no MMA, me apaixonei por isso, e pareceu algo natural”, explicou ela, ao MMA Fighting.

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Outro motivo para procurar um caminho mais intenso foi ter sofrido bullying. A vida competitiva dividida com outras cheerleaders era brutal, ainda mais por Paige ser baixinha perto de outras garotas a fez ser alvo de brincadeiras maldosas. À época, ela não tinha sequer 1,50 m de altura, contra o 1,62 m atual. “Foi algo importante na minha vida. Quando me mudei, prometi nunca mais ser cheerleader. Me maltrataram de todo modo, mas agora sou confiante, porque sei que se trombasse com esse tipo de garotas, saberia o que fazer.”

Vanzant também já realizou trabalhos como modelo. O belo rosto e os cabelos loiros compensam a falta de estatura, ao menos para realizar ensaios. Mas o foco está no MMA, em busca do cinturão peso palha e do possível recorde como mais jovem campeã da história. Sem uma marte marcial específica, tendo começado direto em treinos voltados ao MMA, ela se considera completa: “estilo livre”, define.

O UFC deste sábado começa às 22h (horário de Brasília). A luta das garotas faz parte do card preliminar e é logo a segunda da noite. O combate principal terá o ex-campeão dos leves Frankie Edgar enfrentando Cub Swanson na categoria pena. O brasileiro Edson Barboza encara Bobby Green no peso leve.

Veja o card completo da noitada de sábado

Card principal
Pena: Frankie Edgar x Cub Swanson
Leve: Bobby Green x Edson Barboza
Mosca: Brad Pickett x Chico Camus
Pesado: Jared Rosholt x Oleksiy Oliynyk
Mosca: Joseph Benavidez x Dustin Ortiz
Leve: Matt Wiman x Isaac Vallie-Flagg

Card preliminary:
Pesado: Ruslam Magomedov x Josh “Ursinho Carinhoso” Copeland
Médio: Luke Barnatt x Roger Narvaez
Leve: James Vick x Nick Hein
Leve: Yves Edwards x Akbarh Arreola
Palha feminino: Paige Vanzant x Kailin Curran
Pena: Juan Manuel Puig x Doo Ho Choi


Injustiçados? Americanos duelam para tirar falastrão do caminho de Aldo
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Por Maurício Dehò

O UFC deste sábado tem um dos duelos mais fortes que a categoria pena poderia ver: o embalado Cub Swanson encara o ex-campeão dos leves Frankie Edgar, num confronto entre o 2º e o 3º colocados no ranking. Pela lógica, o vencedor deveria ganhar uma chance pelo cinturão de José Aldo, já que o brasileiro acabou de vencer o número 1 da lista, Chad Mendes. Mas o mundo do MMA não funciona assim. O momento, as provocações e a imagem valem mais do que o cartel, e o irlandês falastrão Conor McGregor, por enquanto, vai desbancando a dupla.

BRASIL: Edson luta por top 10 enquanto mulher está grávida de 9 meses

Edgar e Swanson fazem a luta principal do UFC em Austin, no Texas, e sabem que precisam não só vencer, mas dar show para tentar convencer os chefes a preterirem Conor McGregor na file pelo título. O irlandês ainda não garantiu seu posto de desafiante. Ele ainda encara Dennis Siver, em 18 de janeiro. Um bom triunfo e muito trash talk devem bastar para isso.

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O caso é tão às claras e McGregor é tão bom na arte de provocar, que lançou esta pérola sobre Swanson: “O UFC olhou nos olhos dele e disse: ‘Cub, eu te prometo, bata este cara e você terá o title shot. Eu quero estar lá quando eles lhe disserem: ‘Não, desculpe. Lembra aquela promessa? Era tudo mentira”.

A luta principal deste sábado traz muito mais chances a Swanson brigar para encarar José Aldo, pelo simples motivo de que faz menos de dois anos que o brasileiro venceu Edgar. Mas, o ex-campeão é um queridinho da organização, faz bons combates, vem de duas boas vitórias e sempre está pronto para receber um chamado para lutar pelo cinturão novamente.

Swanson também já enfrentou Aldo e tomou um nocaute lendário: aquela joelhada voadora em 8 segundos no WEC, em uma eliminatória pelo cinturão da organização, que depois seria comprada pelo Ultimate. Agora, ele vem de seis vitórias seguidas, sendo quatro por nocaute e aquele revés já completou cinco anos.

Todos estes bons resultados no octógono podem não valer nada frente ao “hype” criado em torno de Conor McGregor. Tudo bem que o irlandês tem 12 vitórias seguidas, sendo quatro pelo Ultimate, e aparenta ter potencial suficiente para lutar no topo, mas o nível de seus rivais é inferior ao de sua concorrência. Ele bateu Marcus Brimage, Max Holloway, Diego Brandão e Dustin Poirier, 6º do ranking. Seu próximo rival, Siver, é só o 8º.

“Se eu acho que ele faz um bom trabalho se autopromovendo? Claro que sim, ele está fazendo um grande trabalho. Mas é ridículo as pessoas acharem que ele merece disputar o título. Ele não fez o que muitos de nós fizemos”, opinou Swanson, ao site do UFC.

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Mas, num momento em que Aldo já bateu todos os seus concorrentes e recomeçou a fila ao bater Chad Mendes na revanche, dá para entender o que se passa na cabeça do UFC ao dar tanta ênfase a McGregor. Seu estilo provocador, quase num estilo Chael Sonnen, é perfeito para vender lutas, ainda mais contra um lutador brasileiro e sua torcida, que já compraram a briga – Aldo já apelidou o irlandês de bobo da corte, e seus torcedores tiveram um tratamento áspero frente ao lutador em sua passagem pelo Rio.

Falar em justiça ou injustiça é ignorar que o UFC é um grande negócio e que é prioritariamente este aspecto que está em jogo quando se monta um evento e se casa uma luta. Seja qual for o resultado deste lutão entre Swanson e Edgar, McGregor atualmente só depende de seus desempenhos e de mais um bom triunfo para bater diretamente à porta de José Aldo.

Veja o card completo da noitada de sábado

Card principal
Pena: Frankie Edgar x Cub Swanson
Leve: Bobby Green x Edson Barboza
Mosca: Brad Pickett x Chico Camus
Pesado: Jared Rosholt x Oleksiy Oliynyk
Mosca: Joseph Benavidez x Dustin Ortiz
Leve: Matt Wiman x Isaac Vallie-Flagg

Card preliminary:
Pesado: Ruslam Magomedov x Josh “Ursinho Carinhoso” Copeland
Médio: Luke Barnatt x Roger Narvaez
Leve: James Vick x Nick Hein
Leve: Yves Edwards x Akbarh Arreola
Palha feminino: Paige Vanzant x Kailin Curran
Pena: Juan Manuel Puig x Doo Ho Choi


UFC de sábado tem um fortão que é Ursinho Carinhoso e uma musa Calibre 12
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Sábado é dia de UFC no Texas. Dá uma olhada no vídeo da semana e conheça os destaques deste card, que é liderado pelo ex-campeão dos leves Frankie Edgar, hoje um peso pena, e Cub Swanson. Ambos estão próximos de lutar pelo cinturão. O único brasileiro no card é o grande chutador Edson Barboza. E, para descontrair, veja os apelidos bizarros de dois estreantes desta noitada:

Sangue, suor e… 'porrada'
Sangue, suor e… 'porrada'

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Um Gracie conta como interrompeu briga entre Anderson e Belfort em hotel
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As melhores encaradas do MMA
As melhores encaradas do MMA

Por Maurício Dehò

Anderson Silva e Vitor Belfort por muito tempo foram uma das grandes rivalidades do MMA, um assunto que foi resolvido dentro do octógono, quando o Spider conseguiu um dos nocautes mais incríveis da história, vencendo o carioca. Uma história desconhecida entre eles foi contada por Renzo Gracie, que disse ter impedido que eles chegassem às vias de fato em um hotel.

Durante sua participação no programa Submission Radio, Renzo respondia a uma pergunta dando alguns exemplos de casos bizarros que viveu em sua vida no mundo das lutas.

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“Eles estavam no lobby de um hotel em Abu Dhabi, discutindo, e quase indo para a briga. Eu olhei, não tinha mais ninguém ali. Olhei para eles e falei: ‘olha, caras, para deixar as coisas às claras, se vocês forem brigar, eu não vou separar. Eu vou sentar e assistir, porque adoraria ver uma luta entre vocês”, contou o técnico de Chris Weidman, Matt Serra e outros astros.

“Eles pararam de discutir na mesma hora, e foram embora”, riu Renzo. O caso teria ocorrido em 2010, quando Anderson fez a luta principal do UFC nos Emirados Árabes Unidos contra Demian Maia e defendeu o cinturão dos médios do UFC.

“Eles são lutadores, isso é o que eles fazem. Então, se quiserem brigar, eu apenas sento e fico olhando”, explicou Renzo, aos risos.

Agora, curiosamente, Anderson e Belfort estão em rota de colisão. Basta que o carioca vença Chris Weidman e que Anderson bata Nick Diaz, e o UFC pode ter a mais bombástica das revanches pela frente.


‘Rei do chute’ luta para virar top 10, mas pode perder parto do 1º filho
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Edson Barboza
Edson Barboza

Por Maurício Dehò

Você conhece Edson Barboza. Pode não ser pelo nome – deveria -, mas ao menos pelo chute impressionante que ele aplicou no UFC Rio 2 e que lhe valeu prêmio de nocaute do ano você se lembra deste carioca de Nova Friburgo. Neste sábado, ele faz uma de suas lutas mais importantes no UFC. Encara Bobby Green, 7º do ranking, para entrar no top 10 dos pesos leves. E, ao mesmo tempo, sua cabeça estará também distante do octógono: sua mulher, Bruna, espera o primeiro filho do casal. O parto pode ser a qualquer momento.

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Edson está treinando intensamente para o combate, há cerca de três meses. Sua mulher está há mais tempo em “preparação”; já completou 37 semanas de gestação de Noah, primogênito da família. A data estimada para o parto é 8 de dezembro, mas nesta fase o nascimento já pode acontecer a qualquer momento, mesmo que Edson esteja no Texas, enquanto sua mulher está na Flórida, a cerca de 2 mil quilômetros de distância.

“Ela teve que ficar na Flórida, porque já não podia mais viajar, então eu fiz parte do meu camp na ATT, na Flórida, e o resto com o meu time, Ricardo Almeida, em New Jersey. Foi difícil ficar longe dela por mais de um mês, ainda mais no final da gestação, mas ela me deu força para vir. É mais uma motivação, mais responsabilidade, mais uma boca para alimentar. E é um sonho ver a família crescendo”, disse Edson, de 28 anos.

O problema de calendário fez os pais de primeira viagem traçarem planos para qualquer cenário de emergência. Se Noah se apressar e quiser vir ao mundo neste fim de semana, será a avó materna quem cuidará de Bruna, já que Edson é destaque na segunda luta mais importante no Texas, e não pode simplesmente abandonar o card. Para a gestante, até assistir à luta pode ficar vetado neste momento.

“A única coisa que a médica me recomendou foi evitar estresse e nervosismo (risos). Nessa época de luta? Chega a ser contraditório. Eu ainda não decidi se eu vou ver a luta ou não, vamos ver como eu vou estar me sentindo no dia”, contou Bruna. “Estou tentando abstrair. É dificil, porque além de eu trabalhar para ele [faz sua assessoria de imprensa], somos muito conectados. Mas estou focada no nosso filho, e em esperar o Edson voltar para o parto.”

O combate

Edson Barboza ficou conhecido pelo chute rodado em Terry Etim, no UFC Rio 2. Desde então, são quatro vitórias e duas derrotas no UFC

Edson Barboza ficou conhecido pelo chute rodado em Terry Etim, no UFC Rio 2. Desde então, são quatro vitórias e duas derrotas no UFC

Mas, falemos também do combate contra Bobby Green. Primeiro, é bom destacar: Edson Barboza é um baita “bucha de canhão”. O UFC não dá mole para o carioca. Tanto que depois do nocaute no UFC Rio 2, quando ainda estava invicto, perdeu suas duas primeiras lutas, mas sempre contra grandes rivais: Jamie Varner, ex-campeão do WEC, e Donald Cerrone, top 5 dos leves. Hoje em 13º na lista de sua categoria, pega Bobby Green, bem acima, em sétimo.

Edson vem de vitória por nocaute contra Evan Dunham, usando mais um chute de seu cardápio repleto de técnicas do muay thai e agora encara um adversário com oito vitórias consecutivas, todas pelo Strikeforce e UFC. O último triunfo de Green foi contra Josh Thomson, que era cotado a lutar pelo cinturão da categoria.

“O UFC nunca me da uma missão fácil, mas é isso que eu gosto. Eu gosto de luta dura, de desafio. Isso é ótimo”, comemora o lutador. “Estudamos o jogo do adversário, montamos a estratégia e fizemos todo o camp de treinamento em cima disso. Sinto que eu tenho muito o que melhorar ainda, para ser um verdadeiro artista marcial. Estamos trabalhando muito duro em todos os pontos, fixando erros e desenvolvendo os pontos fortes.”

Edson diz que não liga para números e ranking, a intenção é apenas subir, embalar com uma boa série de vitórias e rumar ao sonho de conquistar o cinturão. E afirma que não vê problemas em ter a carreira marcada excessivamente pelo nocaute aplicado no UFC Rio 2.

“Não me incomoda, porque foi algo especial, mas é algo virado na minha vida. Eu acho que pelo fato desse chute e por ter quatro vitórias por chutes, as pessoas sempre esperam algo especial. Isso é bom. Mas como você disse, no combate é diferente, a gente tem que sentir o momento, procurar brechas, então isso vai de acordo com a luta”, disse Edson, explicando que não se vê obrigado a tentar golpes plásticos, mas que está sempre aberto a aplicar sua técnica.

Rival vai dar adeus?

Uma coisa curiosa quanto a Bobby Green é que a três dias de seu combate com Edson, ele postou uma mensagem no Facebook colocando em dúvida sua carreira no MMA.

“Acho que essa pode ser minha última luta. Pensando em aposentadoria. #cansado'', postou ele. Green tem passado por problemas na vida pessoal. Um irmão foi morto em um problema com uma gangue e outro foi baleado em outro incidente.

O UFC deste sábado tem como luta principal o duelo de pesos pena Frankie Edgar e Cub Swanson. Se vencer o ex-campeão dos leves, Swanson fica perto de um combate contra José Aldo, campeão da categoria, ainda que Conor McGregor esteja à sua frente na preferência do UFC.


‘Se Cyborg estragar o MMA feminino, mato-a com as minhas mãos’, diz Ronda
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Ronda Rousey

Ronda Rousey

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Por Maurício Dehò

Ronda Rousey não está disposta a deixar que o trabalho que ela fez ao levantar o MMA feminino seja arruinado. É assim que ela encara a situação tensa que vive com a arquirrival Cris Cyborg. Primeira campeã do UFC e a grande estrela entre as mulheres, abrindo caminho para mulheres em uma modalidade considerada machista, Rousey voltou a atacar a brasileira, acusando-a de doping e prometendo “matá-la com minhas próprias mãos” se ela sujar o que foi construído até aqui.

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“Este esporte merece um campeão melhor do que ela é. E, se ela tentar desfazer o trabalho que fiz, então eu vou matá-la com as minhas mãos. E a única pessoa que vai me impedir disso é o árbitro”, afirmou Ronda Rousey, ao Bleacher Report.

A fala de Ronda é uma adição ao que ela já havia falado a jornalistas após o evento de segunda-feira do UFC – conforme o amigo José Ricardo Leite noticiou aqui.

A campeã voltou a pegar pesado no tema doping, dizendo que é um “crime” Cyborg competir e que ela pode causar mortes no ringue. E ainda questionou a lesão que fez a brasileira adiar sua estreia como peso galo – categoria de Ronda.

“Agora, como o UFC não quis assumir o risco, ela vai para qualquer lutar tentar fazer o peso e provar que pode fazer isso de forma saudável. Mas diz que está lesionada? Se a definição para lesionada é ‘eu tomo tantos esteroides que não consigo bater o peso’, então ela deve estar lesionada pra c…”, disse Ronda.

“Se a trouxerem ao UFC, será minha responsabilidade afastá-la, para que não arruíne o MMA feminino novamente. O que arruinará o esporte é alguém morrer no octógono e o outro lutador testar positivo para esteroides. Aí será o primeiro homicídio. Alguém já pensou nisso? Ela não pensa em todas as mulheres que vem atrás dela. Ela é apenas um projeto de química”, adicionou a norte-americana.

Enquanto esta superluta não acontece, Ronda Rousey tem agendada sua próxima defesa de cinturão contra Cat Zingano, no dia 28 de fevereiro.

*Atualização: Cris Cyborg respondeu às “ameaças de morte'' de Ronda, em um fórum de MMA.

“Hahaha, você diz que quer me matar no octógono, mas está com medo de 10 libras (4,5 kg). Vamos nos encontrar no meio, com 140 lb (63 kg). Estou cansada desse papo com bullying. Cat Zingano, se você precisa de uma parceira de treino, me avise, não vejo a hora de você calar a bola dessa garota.''


Superevento termina com ‘duelo’ Spider x Jones e chute de Lyoto em Dana
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Por Maurício Dehò

Falou-se do calendário, das lutas já programadas, abriu-se espaço para os lutadores analisarem seus combates e o futuro em suas categorias… O superevento que o UFC realizou em Las Vegas tinha como intenção apresentar o ano de 2015 para a imprensa e para o público. Mas, bem mais legal que isso, ele chamou a atenção pela interação entre os astros.

Veja a seguir algumas das coisas que rolaram. Talvez a mais espetacular tenha sido anunciada no Instagram de Jon Jones. O campeão dos meio-pesados postou um vídeo ao lado de Anderson Silva e contou que eles fizeram uma sessão de duas horas de treino, com direito a sparring.

Nas imagens do vídeo, o Spider é só elogios a Jones. “Eu e o melhor lutador do mundo”, diz Anderson. Depois, Dana White ainda postou uma foto deste encontro, gerando curiosidade e atiçando a imaginação de quem aguarda por um combate entre eles – já negado por Jones.

Anderson Silva
Anderson Silva

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Outra imagem que chamou a atenção foi postada pelo chefão Dana White. Ele aparece dentro de um ringue na academia localizada dentro da sede do UFC, em Las Vegas. À sua frente, Lyoto Machida. No clique, um chute. O desfecho, só quem estava na academia pode contar… Será que o Dragão botou força nessa pernada?

E esta foto, hein? É um clique do ônibus “mais durão do mundo”, segundo o autor da selfie, Chris Weidman, que registrou Jon Jones, Alexander Gustafsson, Anderson Silva, Lyoto Machida e outros no mesmo veículo. Veja em seguida um vídeo de Jon Jones mostrando o mesmo ‘busão’.

E mais um pouquinho dos lutadores confraternizando:


Jones revela quem nunca enfrentaria. E ‘desafia’ o novo campeão Werdum
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Por Maurício Dehò

Jon Jones foi uma das estrelas do superevento promovido pelo UFC nesta segunda-feira, em Las Vegas. E o futuro do campeão dos meio-pesados foi um dos assuntos. Questionado sobre superlutas e sobre uma possível subida de peso para os pesados, Jones revelou qual é o brasileiro que NUNCA aceitaria encarar e qual é o que enfrentaria “toda noite”.

Os nomes: Anderson Silva e Fabrício Werdum.

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Quem Jones nunca enfrentaria é o primeiro. Segundo o norte-americano, o Spider é um dos únicos ídolos que tem no esporte e fazer uma luta com o brasileiro traria um desfecho triste de toda forma, vencendo ou perdendo.

“Eu me espelho muito nele. Eu não tenho muitas pessoas que admiro desta forma, tipo: ‘uau, como eu queria ser aquele cara’. Olhe o que ele já fez. Jordan, LeBron, Anderson, Kobe, eu os considero todos da mesma classe de atletas. Atletas com um calibre que não surge sempre. Eu não quero ser o cara a vencê-lo – mesmo que isso já tenha acontecido. Eu não gostaria de perder ou de vencer uma luta contra ele”, afirmou Jones, ao MMA Fighting.

Jon Jones então explicou sua intenção sobre a ideia de subir para os pesados. Ele tem lutas contra Daniel Cormier e Alexander Gustafsson no horizonte. Para o lutador, vencer a ambos seria limpar a categoria, o que lhe permitiria alçar novos desafios, seja na forma de superlutas ou numa carreira como peso pesado.

É aí que surge o “desafio” a Werdum. Jones analisa como seria lutar contra caras maiores, e vê o novo campeão interino como um bom nome para um duelo.

“Eu tenho treinado com pesos pesados há anos. Eu sei como é, e acho que me daria bem. Muitos lutadores poderiam dar boas lutas ou poderiam me vencer. Tenho de manter as coisas reais, eu sou menor que eles”, afirmou Jon “Bones” Jones.

“Um cara como Werdum. Eu lutaria com ele todos os dias, o dia todo”, acrescentou o campeão. “Por que? Porque ele não é o maior dos caras. Acho que os que me dariam mais trabalho são os grandalhões. Não necessariamente os mais técnicos, mas os maiores. Os que você exigiriam muita energia para conseguir vencê-los, sabe?”.

Enquanto nada disso ocorre, Jones voltou a ficar frente a frente com Daniel Cormier, e desta vez sem brigas na encarada. Eles se enfrentam em 3 de janeiro, em Las Vegas.



“Ele pediu para parar após a joelhada”, diz Werdum. Veja o lance
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Por Maurício Dehò

O gaúcho Fabrício Werdum tirou da cartola um golpe que poucos poderiam imaginar: com uma finta de quem iria tentar a queda, enganou Mark Hunt e disparou uma joelhada certeira, no queixo do neozelandês. O que nem o árbitro notou, segundo o novo campeão interino dos pesados do UFC, é que Hunt pediu para a luta parar bem antes de seu encerramento.

LEIA TAMBÉM – Werdum virou lutador após mico com namorada; conheça o campeão

Veja o que Werdum falou sobre o combate em si, em vídeo do UFC (veja abaixo):

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O começo inseguro – “No primeiro round demorei um pouquinho para entrar na luta, deu para ver nitidamente. Ele me acertou realmente, pega duríssimo. Mas eu estava tão bem preparado, que ele acertou o soco e não senti aquela tontura. Senti o impacto, estava bem. Depois fui para o chão, queria fazer meu jiu-jítsu, mas ele foi muito esperto, é muito inteligente lutando. Na guarda, ele realmente bloqueou meu jogo.”

O golpe não foi sorte – “Eu tinha feito isso muitas vezes com o (técnico) Rafael Cordeiro e falei: ‘mestre, posso fazer isso?’. Ele falou: ‘claro’. Eu fintava embaixo, porque ele sabia que eu ia entrar nas pernas, então fintei e consegui acertar a joelhada no queixo dele. Eu pude conectar esse joelhada e uma coisa que ninguém viu foi que ele pediu para parar quando ele caiu. Quando ele caiu já, ele pediu: ‘tá bom, tá bom, tá bom’. O juiz não ouviu, tive que bater um pouco mais para o juiz parar. Mas, na real, ele pediu para parar.”

Werdum ainda contou que uma das vantagens foi a aclimatação, com dois meses de preparo no México, encarando a atitude do local. Enquanto Hunt já começava a cansar no segundo round, o brasileiro ainda estava com o gás em dia. Tudo fruto das corridas que fazia, montanha acima, com companheiros de treino como Renato Babalu.

O outro lado

Hunt também falou ao site do UFC, e não teve do que reclamar. “Meu gás estava começando a acabar. E foi um bom truque. Ele me pegou. Fui pego. Levei uma joelhada n acara. Parabéns a Fabrício. Nesta divisão, se você é atingido, é pego”, disse o neozelandês, que avisou: “Eu vou voltar. Ainda sou um dos melhores do mundo, posso ter perdido esta noite e ser um dos mais velhos, mas estou me mantendo” , prometeu Hunt.


Werdum dá show com nocaute, mas é o suficiente contra o “imbatível” Cain?
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Por Maurício Dehò

Com uma joelhada voadora inesperada e avassaladora, Fabrício Werdum escreveu seu nome na história do UFC e se tornou o terceiro campeão brasileiro entre os pesos pesados do evento. Mas, ainda com o título interino. Falta um passo para o gaúcho reinar absoluto na organização: vencer o lesionado Cain Velásquez. Mesmo com um desfecho espetacular, Werdum deixou no ar a dúvida: o que fez é o suficiente para bater o “imbatível''?

O que gera este questionamento é o restante do combate de Werdum contra Hunt na Cidade do México. Antes da joelhada fatal, Werdum sofreu alguns revéses importantes, mas que pareceram não lhe afetar.

Logo no começo do primeiro round, uma direita encontrou o rosto do brasileiro, que foi ao chão. No segundo assalto, um contragolpe muito forte atingiu o gaúcho enquanto ele tentava um chute baixo. Em ambas as vezes, Werdum se recuperou muito rapidamente.

Na luta contra Fedor Emelianenko, no Strikeforce, Werdum “facilitou'' este tipo de queda para atrair o russo à sua guarda. No chão, finalizou o lendário lutador. Mas, desta vez, o que mostram os golpes de Hunt é que o neozelandês viu brechas grandes no novo campeão interino. Após a luta, o brasileiro admitiu que sentiu os golpes e que eles o fizeram “acordar'' no combate, depois de um início ansioso.

Qualquer que seja o motivo para os erros, Werdum não foi o lutador dominante que venceu Travis Browne e correu sérios riscos. Contra Cain Velásquez, se a luta for marcada, o adversário que terá pela frente será bem mais complicado. Um rival mais completo, com trocação, wrestling e jogo de chão afiados.
E que saberá capitalizar se os erros persistirem.

Caso tenha problemas contra Velásquez, ao menos Werdum mostrou que suporta bem a pressão e consegue absorver golpes pesados. Por outro lado, a forma como Werdum nocauteou Hunt comprovou que o gaúcho é um lutador ainda em evolução, com armas a mostrar, cartas na manga a tirar quando tiver necessidade e em forma apesar de seus 37 anos. Ele contará com a inatividade do campeão linear dos pesados, afastado desde outubro de 2013 por lesão.

Há ainda que se lembrar que Werdum pode acabar sendo coroado o único campeão dos pesados sem lutar. Caso Velásquez não se recupere até março, o UFC já anunciou que vai tirar seu título. Mas isto parece improvável.

Werdum deve ter o duelo com o norte-americano remarcado, e, se não foi perfeito contra Hunt, terá tempo para se aperfeiçoar até este combate e comprovar que é um dos únicos lutadores destes tempos capaz de parar um campeão tão implacável como Velásquez.