Blog Na Grade do MMA

UFC usa nova edição de reality show para levantar bandeira contra homofobia no MMA

Jorge Corrêa

Começa nesta sexta-feira a 15ª edição norte-americana do reality show The Ultimate Fighter com novidades. De casa nova após o contrato do evento com a Fox, o programa será exibido nos EUA pelo canal FX e terá suas lutas eliminatórias transmitidas ao vivo, todas as semanas. Mas não foram essas as notícias que mais chamaram atenção para o show nas últimas semanas.

>> Siga o no Twitter: @NaGradedoMMA
>> Leia todas as notícias de lutas no UOL Esporte

Desde que o elenco inicial do TUF 15 foi anunciado, o principal nome ouvido foi o do lutador Dakota Cochrane. O motivo? Seu passado como ator pornô em filmes gays. Com essa polêmica em pauta, o evento aproveitou para levantar uma nova bandeira. Para Dana White, presidente do Ultimate, esse é o momento de acabar com a homofobia no MMA.

Voz e rosto do UFC, Dana foi enfático ao ser questionado sobre o passado de Dakota. “Todos temos um passado e ele não fez nada de ilegal. Quando selecionamos os participantes, fazemos questão de ver se eles não fizeram nada fora da lei. Eu sou uma pessoa muito tolerante com o passado das pessoas. Não me preocupa o que ele fez.”

Mais que isso, uma frase do chefão do Ultimate representa muito bem essa nova imagem que o próprio evento quer passar. “Não sou esse grande cara homofóbico que as pessoas acham que eu sou”, disse Dana White ao site norte-americano MMA Junkie.

“Se tivermos algum gay no nosso elenco, vejo isso como algo bom. Jamais teríamos qualquer tipo de política contra gays. Isso é a parte pessoal de cada um, não me importa. Não sei se teremos outros 15 homofóbicos na casa, mas se tivermos, é algo que teremos de tratar. Se você pensa que é um problema um lutador ser gay, você é um idiota”, completou.

O lutador ainda falou sobre o assunto e teremos de esperar a estreia do programa para saber qual será a extensão da polêmica – mais que isso, ele precisa vencer sua primeira luta para entrar na casa do TUF. Ainda sim, o UFC já deixou muito claro que não irá tolerar qualquer tipo de preconceito, posição de já tem em outras questões, como o racismo.