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Fenômeno Ronda esbarra em falta de rivais e luta contra Cyborg vira essencial para MMA feminino

Jorge Corrêa

Não há como negar que Ronda Rousey é um verdadeiro fenômeno do MMA feminino. Com apenas seis lutas na carreira, tem seis vitórias, todas com chaves de braço e todas no primeiro round, sendo dona do cinturão feminino dos galos do Strikeforce. Mas agora ela pode ver estagnada sua carreira por um simples motivo: a falta de adversárias.

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Ronda Rousey e Cris Cyborg

Com as vitórias sobre Miesha Tate, quando conquistou o título do evento em março desse ano, e Sarah Kaufman, no último sábado, em sua primeira defesa de cinturão, ela ficou sem grandes adversárias na categoria, e rivais que possam fazer frente a ela.

Dessa maneira, as provocações e os desafios que ela vem fazendo para a brasileira Cris Cyborg valem mais que uma luta. Esse encontro entre elas pode definir os rumos do MMA feminino e pode garantir a continuidade do sucesso da modalidade junto do fenômeno Ronda Rousey.

Se esse combate acontecer, será o encontro das duas maiores lutadoras de MMA que já surgiram até hoje, o confronto na nova e da velha escola – apesar da diferença de idade entre elas ser de apenas dois anos, Cris luta desde 2005. É a finalizadora americana contra a trocadora brasileira.

Além de essa superluta poder alavancar as atenções para o MMA feminino, ela pode evitar que Ronda sofra o mesmo que Cris no Strikeforce. Ela ficou quase um ano e meio sem lutar pois o evento não achava adversárias que quisessem enfrentá-la. Quando voltou em dezembro, acabou sendo flagrada no antidoping, pegou um ano de suspensão e perdeu seu cinturão dos penas.

Mas apesar da importância do combate, a negociação para ele acontecer não será das mais fáceis. Isso porque Ronda já avisou que só faz essa luta em sua categoria (até 61kg) e Cyborg sempre esteve no peso até 66kg. A brasileira não está se mostrando disposta a tirar esse peso e já falou até em deixar o Strikeforce pelo evento não fazer mais combates de sua categoria.

 

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