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Resultado negativo em antidoping de Anderson Silva foi ignorado em processo
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Jorge Corrêa


A situação de Anderson Silva em relação ao seu caso de múltiplos flagrantes em exames antidoping continua complicada, mas o ex-campeão dos médios acaba de ganhar uma nova arma para sua defesa. O blog teve acesso a um exame feito na noite da luta em que o resultado foi negativo, porém, ele não foi anexado ao processo contra o brasileiro.

Vou explicar detalhadamente a situação. Antes de subir ao octógono para enfrentar Nick Diaz em 31 de janeiro no UFC 183, Anderson fez um exame antidoping pelo laboratório de Salt Lake City. O resultado foi positivo para o anabolizante drostanolona, como pode ser visto nas imagens abaixo, que estão anexadas nos autos que foram apresentados em fevereiro.

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O que não se sabia até agora era de um segundo exame, feito com uma amostra de urina colhida apenas dois minutos ANTES do teste que deu positivo. Neste antidoping, feito pelo laboratório Quest, o resultado foi negativo exatamente para as mesmas substâncias testadas em Salt Lake City. O resultado, conseguido com exclusividade pelo blog, pode ser visto abaixo.

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Consultei a Comissão Atlética de Nevada (NAC) sobre os motivos para que esse teste tenha sido ignorado no processo. O promotor do caso, Christopher Eccles, explicou que os resultados negativos não são base para se fazer uma denúncia, mas sim os que dão positivo. Ou seja, ele não é obrigado a incluir esse exame nos autos e optou por não fazê-lo.

Mas por que, então, esse exame nunca veio a público? Simples: porque ninguém nunca tinha pedido. A comissão não é obrigada a divulgar ou avisar que tem esse resultado em mão, ou até mesmo que o exame foi efeito, se ninguém pedir para que seja apresentado.

Vale ressaltar que esse tipo de procedimento, de fazer dois exames iguais em um espaço de tempo tão curto, não é usual e nem faz parte da conduta da Agência Mundial Antidoping (Wada). Além disso, o laboratório Quest não é credenciado pela Wada, mas isso não foi levado em consideração ao deixar esse resultado fora do processo, já que foram eles que detectaram o uso de ansiolíticos por parte do brasileiro, e esse exame consta dos autos.

Os advogados de Anderson Silva já estão cientes deste exame que deu negativo e vão usá-lo em sua defesa. O ex-campeão não deve conseguir uma absolvição por conta disso, mas a ideia é que esse resultado ajude a atenuar a pena final ou até mesmo seja usado para desqualificar os exames feitos pelo laboratório de Salt Lake City.

O ex-campeão dos médios ainda tem um prognóstico muito duro, principalmente por conta do positivo no teste antidoping surpresa feito em 9 de janeiro, em que foram detectadas duas substâncias anabólicas: drostanolona e androsterona.

Como revelou a amiga Evelyn Rodrigues, do Combate.com, no início do mês, Anderson tem até 7 de agosto para entregar uma defesa por escrito e depois o julgamento será marcado, ainda sem data prevista. Os adiamentos para a resolução do caso se deve exatamente por conta deste novo resultado. Os advogados pediram mais tempo para que esse componente fosse analisado e incluído na defesa, além de outros testes que estão sendo feitos.

O único ponto positivo para o ex-campeão dos médios é que ele não será julgado de acordo com as novas regras antidoping aplicadas pela NAC e pelo próprio UFC, regras essas criadas exatamente depois de seu caso. Agora, um primeiro flagrante com anabolizante rende uma suspensão de dois anos no primeiro caso e quatro anos na reincidência.

Pelas regras antigas, Silva deve, inicialmente, ter uma pena máxima de um ano de suspensão. Com esse novo componente no processo, sua defesa espera que ele pegue de seis a nove meses de gancho, pena retroativa ao dia da luta. Ou seja, ele estaria apto a voltar ao octógono entre outubro e novembro deste ano.


Saída de Anderson ‘mata’ TUF Brasil 4, e reality tem fim apagado na TV
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò

Esperava-se muito da quarta edição do The Ultimate Fighter Brasil, com Anderson Silva e Maurício Shogun como técnicos, as gravações acontecendo em Las Vegas e duas categorias em disputa. Mas, acabou na madrugada desta segunda-feira a temporada, com a audiência em queda em um reality show que perdeu seu principal astro, por doping, sofreu sem grandes histórias ou personagens e ganhou pitadas de BBB à sua fórmula.

Sucessor de um TUF cheio de drama e briga, com Wanderlei Silva e Chael Sonnen como técnicos da terceira temporada, esta edição esfriou depois que Anderson Silva foi dispensado por conta de seus problemas com doping. A principal atração dos primeiros episódios, quando já se sabia que o Spider não continuaria (ele foi avisado do problema três dias após a luta contra Nick Diaz, quando já participava da gravação do reality), era acompanhar o processo, assistir ao lutador sendo avisado do doping e a reação de todos a isso.

Leia mais: Anderson e musas não salvam, e audiência segue em queda

Assim, passado o terceiro episódio, quando Anderson foi trocado por Minotauro e Minotouro, as coisas esfriaram. E nunca surgiu um fato novo que reacendesse a faísca do interesse pelo programa. Sem rivalidade entre os técnicos, sem grandes histórias e com poucas lutas memoráveis, o TUF Brasil 4 chegou ao seu final – como programa – cumprindo tabela.

O fato de ter sido gravado em Las Vegas foi o segundo chamariz da Globo e do UFC, mas isso geralmente não desperta grandes amores de quem já gosta de MMA e acompanha o UFC, já que dá uma cara de BBB à atração.

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Os bastidores de treinos e lutas tiveram pouco espaço e importância quase nula no programa, parte disso por conta dos técnicos terem pouco a oferecer, com os “boa praça”, Minotauro e Minotouro só perdendo lutas e Maurício Shogun deixando Eduardo Alonso (seu empresário e técnico principal) assumir as rédeas da equipe, inclusive no córner das lutas.

Assim, passeios, baladas, gincanas entre as equipes e até “pegação” roubaram a cena durante esta temporada, já que o contato com as candidatas do concurso de ring girl da temporada foi intenso – algo que foi instigado pela direção e pela presença de Boninho nas gravações. Bruno Korea ficou aos beijos com Jennifer Giacotto. Já André Dedé apareceu beijando a russa Diana Sparks, numa jacuzzi.

No octógono, a partir das quartas de final houve apenas um nocaute em 12 combates, e a qualidade técnica não impressionou, apesar de os finalistas terem feito jus à sua posição. Candidatos a virarem estrelas, nomes como o argentino Nazareno Malegarie, o pupilo de Anderson Silva André Dedé e o dono do melhor nocaute da temporada, Bruno Korea, ficaram pelo caminho.

E, enfim, os números mostram as dificuldades. Neste último episódio, o TUF registrou 7 pontos de audiência, em São Paulo, com 28% de participação, liderando em relação à concorrência. A edição de estreia dava cerca de 15. Alavancada pela novidade Anderson Silva como um dos técnicos, a maior audiência foi justamente a da estreia, em 5 de abril, quando a Globo obteve 10,4 pontos no Ibope da Grande São Paulo (região referência para o mercado publicitário). O resultado não foi repetido pelo programa deste ano e foi superior ao da audiência da estreia da temporada anterior, em 2014, que alcançou 9 pontos, porém inferior aos números do episódio inicial do TUF 1, em 2012, que cravou 15 pontos. O pior episódio teve 6,1 pontos.

Sem espaço de destaque na programação da Rede Globo e sempre indo ao ar já na madrugada de segunda-feira, o TUF quase nada tem a oferecer à emissora aberta. Para ambos os lados, já são mais prejuízos que vantagens. Uma ida à TV fechada, integrando a grade do SporTV ou, em último caso, ficando só no canal Combate, daria peso e uma posição mais nobre ao programa, garantindo novas temporadas – e não uma extinção que deve estar bem longe nos planos do UFC.

Em tempo, as finais ficaram assim: Dileno Lopes pega Reginaldo Vieira no peso galo; Glaico França encara Fernando Açougueiro no peso leve. E a maré de azar foi tanta, que as lutas que seriam disputadas em Miami, neste sábado, tiveram de ser adiadas para 1 de agosto, no UFC 190, por um problema geral do consulado dos EUA com a liberação de vistos…

Confira a audiência de todos os episódios:
5/4 – 10,4 pontos
12/4 – 8
19/4 – 8,2
26/4 – 7,4
3/5 – 7,2
10/5 – 7,2
17/5 – 6,1
24/5 – 6,3
31/5 – 7,1
7/6 – 9
14/6 – 6,9
21/6 – 7,3

*Colaborou Rogerio Jovaneli


Como Chris Weidman está acabando com a velha guarda do Brasil no UFC
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Jorge Corrêa

Queda e castigo no chão: veja como Weidman venceu Belfort

Se perguntarem 1000 vezes para o campeão os médios, ele responderá 1000 vezes que não há nada pessoal com lutadores brasileiros. Mas o estrago que Chris Weidman está fazendo no legado de alguns dos maiores nomes da “velha guarda” brasileira no UFC é algo irreparável.

Leia também: Vitor deixa chance final de título com amnésia de jiu-jítsu e mancha do TRT

O norte-americano está no auge de sua forma física e técnica, como vimos no UFC 187. Mais que isso, parece que a cada luta ele consegue incrementar ainda mais o seu jogo. Ele é um lutador de MMA moderno, com uma formação orgânica em todas as áreas das artes marciais, mas com uma fortíssima base na sua luta de origem, wrestling. Dessa forma, fica cada vez mais difícil de vencê-lo conforme o tempo passa.

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Os lutadores brasileiros foram caindo, um após o outro, vítimas de um rival que eles não conseguiram prever corretamente o que poderia fazer. Anderson Silva, com 38 anos na época, Vitor Belfort, com a mesma idade, e Lyoto Machida , um pouco mais novo, mas muito rodado, sentiram a força de uma juventude que eles não estavam acostumados a enfrentar.

Anderson Silva enfrentou um rival o qual ele não conseguiu entrar na cabeça, o que fez com quase todos os seus adversários. Claro que o ex-campeão também sempre se garantiu na porrada, mas seus jogos mentais sempre foram seu forte. Weidman simplesmente deu de ombros para as provocações do brasileiro e o nocauteou.

Com uma inteligência de luta cima da média, o norte-americano se preparou para todas as armas de Anderson, inclusive as mentais. No segundo combate, ele também levava vantagem e já tinha conseguido um knockdown quando aconteceu o acidente da fratura da perna do brasileiro.

Contra Lyoto Machida, ele usou sua força mental apenas para se concentrar no combate, não precisou travar batalhas não-físicas com o ex-campeão dos meio-pesados. Mas foi contra ele que o campeão se mostrou um atleta completo de MMA. Lutou por 5 rounds em alto nível, não morreu no gás, recebeu duros golpes e soube absorvê-los, derrubou, jogou no chão, trocou em pé. Fez de tudo um pouco e manteve o cinturão.

No último sábado, ele mostrou que sabe conjugar da melhor maneira possível sua força mental e física. Vitor Belfort, com um discurso motivacional parecido com o de Weidman, foi presa fácil. Pareceu uma criança enfrentando um profissional. Mais uma vez o norte-americano até foi golpeado, mas seguiu em frente e viu um rival aterrorizado e sem reação com essa situação.

Apenas agora ele pode ter um pouco de novidade brasileira em seu caminho. Ronaldo Jacaré não é um menino, tem 35 anos, mas é um atleta com uma visão mais fresca do MMA. Esqueceu seu lado campeão mundial de jiu-jítsu para se tornar um lutador completo nos últimos anos. É a última chance do país de retomar o cinturão dos médios das mãos de Chris Weidman.


Anderson publica vídeo de treino e Jacaré critica jiu-jítsu de Belfort
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Jorge Corrêa

Foi rápida a reação do mundo do MMA à vitória de Chris Weidman sobre Vitor Belfort, inclusive de importantes nomes da categoria. Até mesmo Anderson Silva, que perdeu duas vezes para o norte-americano, deu uma alfinetada no brasileiro.

Spider não cita Belfort em nenhum momento, mas é difícil de acreditar que não tenha relação. Poucos minutos depois de Vitor ser dominado no chão por Weidman e acabar nocauteado, Anderson postou no instagram um vídeo treinando jiu-jítsu com Ramon Lemos, com ele estando por baixo.

Treino com mestre Ramon …

Um vídeo publicado por Anderson Silva (@spiderandersonsilva) em

  Nos comentários da publicação, muitos internautas apontam a possível provocação de Silva para cima de Vitor. Quem também atacou Belfort, mas de maneira mais direta, foi Ronaldo Jacaré, um dos próximos desafiantes pelo cinturão da categoria e multi-campeão mundial de jiu-jítsu.


Top 5: Belfort está na lista dos melhores chutadores do UFC
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Maurício Dehò

Os melhores nocautes com chute na cabeça da história do UFC

Damos continuidade à série “top 5” no blog. Já passamos pelos 5 lutadores com as mãos mais pesadas do UFC, passamos pelos 5 maiores artistas da finalização e os cards mais bombásticos da organização. Agora que o UFC 187 está chegando, é hora de eleger o quinteto que tem as pernadas mais certeiras da atualidade.

Os chutes são responsáveis por alguns dos nocautes mais plásticos do MMA, seja de discípulos do taekwondo, muay thai, kickboxing ou até da capoeira.

E pode ser que o card de disputa dupla de cinturão neste fim de semana tenha alguma surpresa nesta linha. Afinal, um dos donos das pernadas mais potentes do momento, Vitor Belfort, vai tentar seu quarto nocaute consecutivo. Os três anteriores foram com chutes, mostrando que ele não manda bem só no boxe – um dos carros-chefe da sua carreira.

Mas, sem mais enrolações, vamos à lista. Como sempre, aguardamos o seu top 5 nos comentários.

Menções honrosas: José Aldo e seus chutes baixos que arrasam pernas, Donald Cerrone, Uriah Hall, Renan Barão, Jon Jones e seus golpes no joelho…

5. Anthony Pettis
Ex-campeão dos leves, o “Showtime” ganhou seu apelido depois de mostrar toda a sua criatividade e habilidade para chutar. (Como todos sabem) o norte-americano derrubou Ben Henderson com uma pernada voadora, em que o detalhe especial foi o impulso que ele tomou na grade. A luta aconteceu no WEC e terminou por pontos. Pettis sempre foi um dos nomes mais versáteis da categoria leve e também bateu com seus pés Joe Lauzon e o ótimo chutador Donald Cerrone

4. Vitor Belfort
O cartel de Belfort não mente: já passados os 35 anos, o veterano achou espaço para se reinventar e trocou os nocautes com socos pelos com chute. Em três lutas, foram dois golpes rodados, em Michael Bisping e Luke Rockhold, e um chute alto brutal que nocauteou Dan Henderson. Influenciado por gente como Cezar Mutante – e sua capoeira – e o técnico holandês Henri Hooft, Belfort não tem a plasticidade de um Edson Barboza, mas aprendeu como poucos o que os pés podem fazer dentro do octógono.

3. Mirko “Cro Cop” Filipovic
O croata é, talvez, o chutador mais famoso do MMA. Tudo por conta da tradição de chutes altos, direto na cabeça dos oponentes, que vitimou vários dos seus rivais, desde os tempos de Pride. Cro Cop, que começou a lutar no taekwondo e caratê tornou famosa a frase: perna direita, hospital; perna esqueda, cemitério. Mas também chegou a ser vítima de sua arma, contra o brasileiro Gabriel Napão. Ainda assim, este é seu principal golpe, aos 40 anos. Foi com ele que bateu o japonês Satoshi Ishii, em dezembro, dando sequência a uma lista de pelo menos dez lutas decididas pelas suas pernas.

2. Anderson Silva

Nocaute de Anderson sobre Belfort - aqui em arte de André Gorobetz - é um dos mais importantes da história do UFC

Nocaute sobre Belfort – aqui em arte de André Gorobetz – é um dos mais importantes da história do UFC

Falar sobre a técnica de Anderson Silva é chover no molhado. Para exemplificar bem o quanto seus chutes foram importantes no UFC, basta notar que sua ponteira no queixo de Vitor Belfort, no UFC 126, foi o estopim para a explosão do MMA no Brasil, transformando o esporte em uma febre. Com seus anos treinando muay thai e taekwondo, Anderson se tornou um dos atletas mais qualificados na área dos chutes. Desde a estreia no UFC, contra Chris Leben, ele sempre usou as pernas tanto para nocautear quanto para abrir espaço para vencer de outras formas.

1. Edson Barboza
Edson Barboza pode não ter chegado ao top 5 do UFC, ou a uma disputa de título, mas o que seus chutes causaram – e causam – mostra que ele é um talento à parte neste quesito. Tudo começou bem antes de seu golpe mais famoso. Edson foi um talentoso lutador de muay thai antes do MMA, com 25 vitórias em 28 lutas, sendo 22 nocautes. No MMA, sua arma principal apareceu no UFC Rio 2, em 2012. Com um chute rodado digno de cinema, ele apagou Terry Etim e ganhou o prêmio de nocaute do ano. E não é só. Edson é criativo, versátil e não aposta só na plástica dos movimentos. Como Aldo, ele sabe usar chutes baixos para arrasar seus rivais, tendo conseguido nocautes técnicos desta forma e um triunfo sobre Evan Dunham com um chute no corpo. Ainda falta um pouco para Edson, mas ele é daquele tipo de lutador que dá gosto de ver no octógono.


Belfort e Weidman lutam para deixar sombra de Anderson Silva no passado
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Jorge Corrêa

Dono do cinturão por mais de sete anos e com dez defesas consecutivas, Anderson Silva será um assunto eterno quando falarmos do título dos pesos médios do UFC. Mas a disputa deste sábado, no UFC 187, entre Chris Weidman e Vitor Belfort, promete colocar o ex-campeão ainda mais no passado.

O Spider é um ponto em comum para ambos os lutadores, cada um a sua maneira. Para Belfort, a lembrança não é muito boa. Ele foi vítima do chute frontal que alavancou de vez o UFC e Anderson no Brasil. Já Weidman é o carrasco do Brasileiro depois de 16 lutas de invencibilidade na franquia.

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Com Silva ainda enrolado com o caso de doping de sua última luta contra Nick Diaz, em janeiro deste ano, finalmente os astros dos pesos médios do Ultimate estarão nos holofotes por conta de uma disputa de cinturão. Esqueçam doping, fratura, lesões, TRT, provocações.

Para Belfort, esse luta tem um peso ainda maior para transformar Anderson em apenas um contratempo em sua carreira. Reconhecido como um dos maiores nomes deste esporte por sua história de quase 20 anos no MMA, ele seria o primeiro a conquistar cinturões em três categorias diferentes. No entanto, ele não é campeão do UFC desde agosto de 2004.

Um título não apagaria aquele chute e o nocaute sofrido em fevereiro de 2011, mas transformaria em borrão uma das imagens mais sólidas da história recente das artes marciais mistas.

Com Weidman, a situação é mais amena, mas mesmo assim incômoda. Anderson Silva é como se fosse um fantasma que paira sobre sua indefectível carreira, mesmo com suas duas vitórias sobre o brasileiro. Ele ainda não conseguiu se firmar como grande astro do UFC, muito por conta do que aconteceu nas duas lutas que fez contra o Spider.

Pesa a [injusta] cobrança sobre ele pelo fato de na primeira luta o brasileiro ter brincado e provocado mais do que o normal e na segunda ter acontecido aquele acidente em que o ex-campeão quebrou a perna. Depois de uma defesa de cinturão em um combate muito duro contra Lyoto Machida, ele precisa bater outro dos mais talentosos lutadores de todos os tempos para se firmar como campeão.

“O competidor dentro de mim instantaneamente procura por novas metas. Agora, eu quero limpar a minha categoria, vencer um após o outro. Meu foco agora é dominar completamente Vitor Belfort no sábado. Quero deixar claro que estou acima de todos nos pesos médios. Quero provar mais uma vez a todos que duvidam de mim que eles estão errados˜, explicou o campeão.


Julgamento de Anderson Silva por caso de doping é adiado mais uma vez
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Jorge Corrêa


Já virou novela o julgamento de Anderson Silva em seu caso doping ocorrido em janeiro deste ano. Mais uma vez ele ficou de fora a pauta do encontro mensal da Comissão Atlética de Nevada, que acontecerá nesta sexta-feira, dia 15. A entidade acabou de divulgar a agenda da reunião e não consta o caso do brasileiro. Por outro lado, seu último adversário, Nick Diaz, terá o flagrante no antidoping por uso de maconha analisado.

Não qualquer previsão de quando acontecerá o julgamento do ex-campeão dos médios do Ultimate depois de ter sido flagrado três vezes em exames antidoping, um antes e dois no dia de sua vitória sobre o norte-americano, em 31 janeiro passado, duas vezes pelo uso de anabolizantes e outra por ansiolíticos que foram ministrados sem a autorização da comissão.

Vale lembrar que ele deve pegar um gancho de pelo menos um ano, retroativo do dia da luta. Uma punição pesada deve afetar diretamente os planos do lutador de disputar as seletivas do tae kwon do para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, seu atual projeto diante de seu afastado do MMA.

Os advogados de Anderson Silva estão conseguindo adiar o julgamento desde 17 de fevereiro, quando ele foi suspenso preventivamente por um ano. Essa é a terceira audiência em que seu caso poderia ser analisado, mas ficou de fora mais uma vez. Agora é aguardar a pauta de junho da entidade.


A saída de Anderson Silva do TUF Brasil em detalhes
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Jorge Corrêa

Quase três meses depois do anúncio dos flagrantes de doping na luta contra Nick Diaz, Anderson Silva ainda espera seu julgamento, mas estamos descobrindo – a conta gotas – como que o lutador encarou a situação na época do ocorrido. Pudemos ver a reação do ex-campeão dos médios em algumas cenas do episódio do último domingo do reality show The Ultimate Fighter.

Agora, o UFC divulgou um novo vídeo que mostra os bastidores e a emoção do lutador ao anunciar a seus comandados que estava deixando o programa. ““Acabei caindo no exame de doping e por decisão da Comissão Atlética de Nevada vou ter que sair da casa. Vocês não podem deixar o sonho sair das mãos de vocês, mantenham o foco. Não percam a disciplina, lembrem de tudo que passaram para chegar até aqui”, disse.


Revanche ninja? Anderson imita Diaz e mostra habilidade com armas
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Maurício Dehò

Anderson Silva pediu nesta semana que Dana White e o UFC concedam a ele e Nick Diaz uma revanche, para desfazer a confusão do doping na edição 183, quando o Spider ganhou por pontos, mas caiu no antidoping. Se a organização não quiser, eles podem ter um duelo ninja diferenciado.

Uma das habilidades muito conhecidas de Nick Diaz – além de fumar maconha e ser pego no antidoping – é no manuseio de nunchakus, aquele objeto que consiste em dois bastões ligados por uma corrente e muito comum em filmes de ninjas. E não é que Anderson resolveu mostrar que também manja da coisa?

O ex-campeão dos médios do UFC postou alguns vídeos manuseando os nunchakus (que também são chamados de matracas no Brasil) e, entre acertos e erros, parece que já manda bem com as armas.

VALE A PENA LER:
Anderson era chorão no taekwondo e idade é empecilho para 2016, diz mestre

Leia também:
UFC divulga momento em que Anderson Silva é avisado do doping durante o TUF
TUF ganha acabamento de luxo em Las Vegas, mas promete descambar para ‘BBB’
Pupilo de Anderson só viu lutador ‘perder a linha’ pela TV


Anderson posta 1ª foto treinando TKD, mas ainda quer revanche com Nick Diaz
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Maurício Dehò

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A notícia do desejo de Anderson Silva de disputar os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, foi dada pela Conderação Brasileira de Taekwondo. Se alguém tinha dúvidas da veracidade desta nova meta para o ex-campeão do UFC, a resposta veio no Twitter do lutador, com uma foto de treino. Mas não parou por aí, no Instagram, ele deixou claro que ainda tem planos no MMA e pediu uma revanche contra Nick Diaz.

O Spider postou pela primeira vez desde o anúncio uma foto treinando a arte marcial, com direito a quimono – no caso do taekwondo chamado de dobok – e faixa-preta. O taekwondo foi a segunda luta desenvolvida pelo astro, com cerca de dez anos – antes disso ele fez capoeira. “Treino de taekwondo na MTC (Muay Thai College”, diz a legenda da imagem.

Saiba mais sobre o sonho de Anderson no taekwondo:
Atletas comemoram visibilidade com Anderson, mas duvidam de vaga na Rio-16
Não é fácil. Entenda por que duvidar da presença de Anderson no Rio-16
Confederação diz que Anderson Silva pediu para lutar taekwondo na Rio-2016

O curioso é que Anderson não se limitou a falar de taekwondo nas redes sociais nesta madrugada/manhã. Ele também postou uma foto no Instagram deixando claro que seus planos no UFC seguem vivos e apontou quem quer como próximo rival: o mesmo de sua última luta.

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  • http://esporte.uol.com.br/enquetes/2015/04/13/voce-gostaria-de-ver-anderson-silva-lutando-taekwondo-na-olimpiada-do-rio.js

“Eu acredito que há algo inacabado entre mim e Nick Diaz, e agora eu espero que você, Dana White, possa aceitar meu pedido e marcar uma revanche possível em meu país, o Brasil”, afirmou Anderson.

Anderson segue afastado do MMA após testar positivo em antidopings realizados antes do UFC 183. Na ocasião, ele venceu Nick Diaz por pontos, mas um julgamento em maio deve anular o resultado e pode lhe render um gancho de nove a 18 meses.