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UFC 200 dá pistas de como será a reta final da carreira de Anderson Silva
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Jorge Corrêa


Sim, o ex-campeão dos médios completou cinco lutas, ou três anos, sem reencontrar a coluna das vitórias no últimos sábado. Mas então por que Anderson Silva saiu aplaudido e Daniel Cormier, campeão dos meio-pesados, vaiado no último sábado?

A resposta para essa pergunta diz muito sobre como será a reta final de carreira do Spider no UFC. Aos 41 anos, ele deixou claro quais são seus planos daqui para frente ao aceitar, com dois dias de antecedência e sem treinar há dois meses após uma cirurgia, enfrentar um rival mais forte, mais novo, em grande fase, muito bem preparado e com ritmo de luta.

Daqui para frente, Anderson Silva vai se preocupar muito mais com o show, e em dar show, do que necessariamente em se mostrar competitivo em alto nível.

O que isso significa na pratica? Dificilmente – para não dizer impossível – vamos vê-lo fazendo uma nova corrida pelo cinturão que foi seu por quase sete anos e lhe colocou no patamar dos maiores de todos os tempos desse esporte.

Então ele não tem mais vitórias em seu caminho? Pelo contrário. Anderson deixou claro que sua meta agora é voltar para seu peso, se preparar adequadamente e fazer uma luta condizente com sua situação. Até para preservar o mito, o UFC deve pensar muito bem no próximo rival do Spider, de preferencia alguém fora do top 10 da categoria, mas que lhe proporcione algum desafio, como seria Uriah Hall no UFC 198 em Curitiba, se ele não tivesse ficado doente.

Desafio. Essa será a palavra-chave para Silva daqui para frente. Foi exatamente por isso que ele aceitou enfrentar Cormier. Depois de tanto tempo se cansando para defender o peso do ouro do título, agora ele quer por à prova tudo que aprendeu nas artes marciais. Sem compromissos que tirem a atenção do que mais importa para ele, que é lutar.

Ele não precisa mais de dinheiro, ele não precisa mais de fama, nem de cinturão. Ele precisa apenas queimar a lenha que mostrou ainda ter com dignidade. Minha aposta é que ainda vamos ver muitos shows e daremos muitas manchetes para Anderson Silva nos próximos anos. Só que sem o “detalhe” do título.

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Mesmo derrotado, Anderson Silva sai vencedor do UFC 200
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Jorge Corrêa


Completar cinco lutas consecutivas sem vencer e não encontrar a coluna da vitória há três anos está longe de ser o ideal para um lutador que já foi apontado como o maior de todos os tempos. Mas não foi por qualquer coisa que Anderson Silva saiu comemorando – e muito – da luta em que acabou derrotado por pontos por Daniel Cormier no UFC 200.

O brasileiro foi dominado na maior parte do tempo, principalmente no chão, com o wrestling de nível olímpico. Mas vamos aos pontos: ele sobreviveu aos três rounds contra o campeão de uma categoria acima da dele, um cara mais forte (já lutou muito tempo de peso pesado), sem treinar praticamente nada há mais de mês e em uma luta que aceitou com apenas dois dias de antecedência e depois de passar por uma cirurgia na vesícula.

Não ter sido nocauteado ou 100% massacrado por Cormier nessa situação, substituindo Jon Jones, pode ser considerado uma enorme vitória moral para o ex-campeão dos médios. Tanto que ao final do combate, a torcida vaiou o norte-americano e aplaudiu muito o Spider.

Quando conseguiu manter a luta em pé, Anderson ainda deu boas amostras de sua antiga forma técnica. Se apresentou bem na trocação, acertou boas sequências em Daniel e no final do combate, ainda acertou um chute na altura do fígado do rival que balançou o campeão dos meio-pesados.

Talvez o saldo mais positivo seja que Silva mostrou estar com o queixo recuperado. Em sua luta anterior, ele sofreu pelo menos dois knockdowns contra Michael Bisping, que é famoso por não ter as mãos mais pesadas da categoria. Contra Cormier, Anderson levou duros golpes, em pé e no chão, e nem mesmo balançou.

No final, ficou parecendo que se ele tivesse treinado, feito um camp decente – ou qualquer camp, já que ele não fez nenhum – poderia ter alguma chance contra o norte-americano. Agora, ele precisa é voltar para sua categoria e se reencontrar com as vitórias.

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Tamanho x Força: As chances de Anderson Silva contra Daniel Cormier
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Jorge Corrêa

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Como já falei em um post anterior, Anderson Silva foi incrível ao aceitar substituir Jon Jones e enfrentar Daniel Cormier no UFC 200, neste sábado. Mas ele terá a missão mais dura de toda sua carreira. Então, quais são as chances do ex-campeão dos médios vencer o atual dono do cinturão dos meio-pesados? Antigos rivais do norte-americano podem dar pistas.

A melhor chance que Anderson tem é mantendo a distância de Daniel. A maneira é simples – na teoria. O brasileiro é muito mais alto que o adversário. Cormier tem 1,80m de altura e 1,84m de envergadura, contra 1,88m e 1,97m do Spider, respectivamente.

Golpes longos, chutes frontais, diretos serão essenciais, pois tudo que Daniel vai querer é se aproximar. A principal arma de dele é o wrestling, modalidade em que até disputou os Jogos Olímpicos. Cormier é um mestre em se aproximar, grudar, derrubar e trabalhar o ground and pound. E é exatamente isso que ele vai procurar neste combate.

O campeão dos meio-pesados já teve dois tipos de experiência contra caras grandes como Anderson Silva. Contra Jon Jones (1,93m de altura e 2,15m de envergadura), ele não conseguiu impor a força de sua luta olímpica, apesar de ter conseguido derrubar seu arquirrival. Sempre que ele se aproximava, era golpeado e foi minando sua força e sua confiança. É esse caminho que Anderson precisa seguir.

No entanto, Cormier também já mostrou que é capaz de enfrentar caras grandes, como fez contra Alexander Gustafsson (1,96m de altura e 2,01m de envergadura). Ao invés de tentar abusar do wrestling como fez com Jon Jones, ele resolveu usar a mesma arma do sueco, a trocação. Daniel partiu para porrada para aproveitar sua segunda grande arma, o peso de sua mão.

Esse é outro pronto que Anderson tem de evitar. O Spider precisa estar com sua esquiva e seu queixo em dia. Afinal, vai enfrentar um meio-pesado (uma categoria acima da sua original) que já lutou muito tempo como peso pesado. É um cara com mãos poderosíssimas para sua atual categoria, com muito mais força que Anderson está acostumado a enfrentar nos médios.

O problema é que contra Michael Bisping o brasileiro mostrou que não está mais tão resistente a golpes. Contra o inglês, em fevereiro, ele sofreu dois knock-downs contra um cara que é famoso por não ter tanta potência nos golpes.

O resumo é: para ter alguma chance contra Daniel Cormier, ele precisa usar seu tamanho contra a força do adversário. Mais que isso, precisa ser técnico como em suas fases áureas. Se tirar algum dos seus golpes geniais da cartola, pode chocar o mundo e retomar o posto de maior de todos os tempos.

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Anderson tem maior desafio de sua carreira, mas recompensa pode ser enorme
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Jorge Corrêa


A primeira reação foi a euforia: o UFC 200 estava salvo. Anderson Silva aceitou enfrentar o campeão dos meio-pesados Daniel Cormier, mesmo sem a luta valer o cinturão neste sábado. É “só” uma luta incrível. Mas com calma, o pensamento óbvio é: por que o Spider se meteu nessa?!?

Ex-dono do título dos médios e até hoje o maior campeão da história do UFC, Anderson terá pela frente o maior desafio de sua carreira. Esqueça Chris Weidman (que o venceu duas vezes), Michael Bisping (que o derrotou recentemente), os japoneses que o bateram na época do Pride ou até mesmo Chael Sonnen na primeira luta que fizeram.

Vamos aos pontos: o brasileiro não vence uma luta desde outubro de 2012, quando nocauteou Stephan Bonnar no Rio de Janeiro, exatamente como meio-pesado, vem de uma lesão gravíssima, um caso ainda muito obscuro de doping e uma atuação inconstante na Inglaterra. Passou por uma cirurgia na vesícula em maio, que o tirou no UFC 198. Já avisou que não vinha treinando tão forte, afinal, não tinha luta marcada.

Do outro lado ele tem um campeão de uma categoria acima que está com ritmo de luta, teve grande atuações nos últimos anos e fez um treinamento completo para enfrentar Jon Jones, maior nome da categoria. Um cara que apesar de ser menor que o Spider, já lutou de peso pesado e tem as mãos muito pesadas, além de um wrestling de nível olímpico.

Se colocarmos tudo isso na balança, vemos que Anderson terá de se superar, terá de mostrar porque foi apontado por muitos como o maior de todos os tempos. Esqueça treino ou preparação. Para Anderson Silva vencer, ele terá de ser o velho Spider – o mesmo que não aparece há muito tempo.

E por que ele aceitou esse desafio então? Porque a recompensa pode ser imensa. De cara, Dana White já avisou que se o brasileiro vencer Daniel Cormier ele pode ser o próximo desafiante pelo cinturão de sua categoria, os médios. É o que ele mais quer e mais pede, matar dois coelhos em uma cajadada só: recuperar o título que foi seu por mais de seis anos e ainda se vingar da derrota para o atual campeão Michael Bisping.

Mas a recompensa maior é imaterial. Se o Spider derrotar um campeão, mais forte e com mais ritmo que ele, seu legado poderá ser restaurado. Silva poderá reaver o status que deixou para trás ao ser derrotado por Chris Weidman, poderá recuperar o respeito de fãs que o deixaram nos últimos tempos. Talvez isso valha mais que qualquer ouro para Anderson nesse momento.

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Anderson Silva substitui Jon Jones na luta contra Daniel Cormier no UFC 200
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Jorge Corrêa

Apuração com o parceiro Diego Ribas, da Ag. Fight

Por essa ninguém esperava. Depois de Jon Jones ser retirado do UFC 200 por conta de um flagrante no antidoping, o Ultimate procurou Anderson Silva para ser seu substituto na luta contra Daniel Cormier no evento deste sábado.

A luta deve acontecer mesmo entre os meio-pesados (até 93kg), categoria que o norte-americano detém o cinturão, mas Cormier não deve colocar o título em jogo. O combate ainda precisa ser oficializado pelo evento, assim como os detalhes. O anúncio deve ser feito durante a transmissão do UFC desta quinta-feira, quando Rafael Anjos defende o cinturão dos leves.

O brasileiro não luta desde de fevereiro deste ano, quando perdeu por pontos para Michael Bisping. Depois, ele tinha luta marcada contra Uriah Hall, no UFC 198 em maio, em Curitiba, mas ele acabou sendo retirado do card por conta de uma problema que o levou a uma cirurgia na vesícula.

Atualização do post: O ex-campeão dos médios já está a caminho da Cidade do Pecado. “Vale a pena ser um vencedor?Talvez sim, talvez não. Obviamente tudo tem um prazo de validade. A melhoria exige auto-consciência para saber quando acelerar seus esforços e quando simplesmente estacioná-los. Mas aqui na MUAY THAI COLLEGE Nos treinamos até que seja impossível dar errado. E nunca estacionamos, pois a vida é como água, se ficar parada apodrece Fica a dica!! Vegas aí vamos nós.”

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Anderson posta indireta para Dana, mas revela o que quer: Bisping
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Jorge Corrêa

No meio da última madrugada, Anderson Silva postou uma mensagem enigmática em sua conta no Instagram. Na verdade, foi uma enorme indireta, mas com destinatário claro: o presidente do UFC. Com uma foto de Dana White, ele escreveu:

“Se a liberdade significa alguma coisa, será sobre tudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.”

É uma citação do prefácio do livro “A Revolução dos Bichos”, um clássico mundial de George Orwell, onde os animais tomam o poder em uma fazenda, mas uma vez estando lá, os líderes começam a fazer com os “pobres” os mesmos que os homens faziam com eles.

Pensando na atual situação de Anderson Silva no UFC, estava difícil de achar uma ligação direta entre essa frase e algo que ele queira com Dana White. Afinal, são quase três anos sem uma vitória, um polêmico caso de doping, uma derrota em Londres e uma lesão que o tirou da luta que faria no UFC 198, em Curitiba.

Mas fui esmiuçar os mais de 100 comentários para ver se encontrava alguma pista de o que o ex-campeão dos médios queria com essa indireta. E encontrei.

Na verdade, para quem leu com atenção o que estava ali, não tem muito mistério. Anderson Silva quer a revanche contra Michael Bisping – que o venceu em fevereiro deste ano – valendo o cinturão da categoria que o inglês conquistou no mês passado.

Vale lembrar que o brasileiro não está – nem perto – radar do campeão.

Veja abaixo:

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UFC 198 é o “canto do cisne” da geração que alavancou o MMA brasileiro
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Jorge Corrêa

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O MMA e o UFC já eram grandes nos Estados Unidos, mas ainda teimavam em entrar com força no Brasil, mesmo o país sendo o berço do antigo vale-tudo e já tendo alguns grandes campeões brasileiros. Foi um evento do Ultimate que fez esse jogo virar. Não há como negar que o primeiro UFC Rio, em 2011, foi o estopim para o evento e a modalidade chegarem ao mainstream do esporte nacional.

Agora, cinco anos depois, o UFC tem uma nova chance de fazer o evento card para recuperar algum fã que ficou pelo meio do caminho, criar uma nova base e recuperar o prestígio dos Anos de Ouro (de 2011 a 2013) do Brasil no Ultimate. O impressionante UFC 198, em Curitiba, pode ter esse poder e, mais que isso, será o “canto do cisne” da geração responsável por alavancar o MMA no Brasil.

Nunca um evento no Brasil teve tantas estrelas juntas em um mesmo card. No próximo sábado, subirão no octógono montado no estádio do Atlético-PR, diante de 50 mil pessoas, Fabrício Werdum (campeão dos pesados), Vitor Belfort (ex-campeão do UFC), Ronaldo Jacaré (ex-campeão do Strikeforce), Anderson Silva (maior campeão da história do UFC), Chris Cyborg (ex-campeã do Strikeforce e campeã do Invicta), Maurício Shogun (ex-campeão do UFC e do Pride).

Quando tivemos algo parecido? Naquele UFC Rio 1.

A diferença é que agora essa deve a última oportunidade de ver todos esses nomes reunidos com a chance de fazerem grandes apresentações. Todos os nomes que citei acima estão perto dos 40 anos (Anderson Silva já tem 41) ou estão já na descendente de suas carreiras.

O Ultimate conseguiu o momento perfeito de fazer o card perfeito com eles, incluindo uma prestigiada disputa de cinturão de pesos pesados. Se não fosse agora, não seria nunca mais. E se não fosse com todos eles juntos, dificilmente seria possível fazer um evento deste tamanho, para tanta gente em um estádio de futebol – sonho antigo do UFC no Brasil.

Durante a semana vamos falar um pouco mais sobre as perspectivas de todos esses astros e onde eles podem parar depois de Curitiba.

Ah, este evento também conta com alguns lutadores que podem ser a esperança do país no futuro do Ultimate, como Warlley Alves (principalmente ele), Thiago Marreta, John Lineker e Renato Moicano. Também vamos falar um pouco sobre eles.

Nota do blogueiro: o termo “canto do cisne” remete a uma antiga lenda de que o cisne branco é mudo durante toda a sua vida e consegue cantar – belamente – apenas uma vez, pouco antes de morrer. A lenda já foi superada, os cisnes brancos não são os melhores cantores do lago, mas dão suas palhinhas a vida inteira. Mas a expressão continua viva.

Card principal (23h)
Fabrício Werdum (c) x Stipe Miocic
Ronaldo Jacaré x Vitor Belfort
Anderson Silva x Uriah Hall
Cris Cyborg x Leslie Smith
Maurício Shogun x Corey Anderson

Card preliminar (19h15)
Demian Maia x Matt Brown
Warlley Alves x Bryan Barberena
Thiago Marreta x Nate Marquardt
John Lineker x Rob Font
Patrick Cummins x Rogério Minotouro
Francisco Massaranduba x Yancy Medeiros
Serginho Moraes x Luan Chagas
Renato Moicano x Zubaira Tukhugov

 

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Anderson Silva em cima do muro: “Nem UFC, nem McGregor estão errados”
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Jorge Corrêa

LAS VEGAS, NEVADA - NOVEMBER 17: (L-R) UFC fighters Lyoto Machida, Chris Weidman, Alexander Gustafsson, Ronda Rousey, Conor McGregor, Jon Jones and Anderson Silva arrive at the UFC Time Is Now press conference at The Smith Center for the Performing Arts on November 17, 2014 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Elliott Howard/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

LAS VEGAS, NEVADA – NOVEMBER 17: (L-R) UFC fighters Lyoto Machida, Chris Weidman, Alexander Gustafsson, Ronda Rousey, Conor McGregor, Jon Jones and Anderson Silva arrive at the UFC Time Is Now press conference at The Smith Center for the Performing Arts on November 17, 2014 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Elliott Howard/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Antes de Conor McGregor ser Conor McGregor, o UFC tinha outra estrela que lhe causava dor de cabeça: Anderson Silva. Ele está tranquilo hoje em dia, vindo de muito tempo sem vencer, mas quando era o maior campeão do Ultimate e estava na crista da onda, também fazia os cabelos que Dana White não tem ficarem em pé.

Apenas para lembrar: o Spider fez o presidente do UFC rebolar muito para que fosse marcada a revanche contra Chael Sonnen. Tinha uma coletiva de imprensa marcada no Rio de Janeiro, os dois lutadores estavam no hotel e o brasileiro ainda não tinha aceitado o combate.

Agora, Anderson preferiu ficar em cima do muro na disputa entre Ultimate e Conor McGregor, que foi retirado do UFC 200 por faltar a compromissos de imprensa. Em entrevista a um jornal australiano, o ex-campeão dos médios preferiu não tomar partido nessa disputa. Mas reconhece que já sofreu o que o irlandês está reclamando.

“Acho que nem o UFC e nem o McGregor estão 100% errados. Acredito que uma vez que você assinou um contrato, que inclui fazer promoção do evento, isso é o que você precisa fazer.”

“Eu o entendo, eu passei por isso muitas vezes. Como lutador, nós achamos que nosso trabalho é apenas ir lá e lutar. Também sei, como lutador, o quão difícil é deixar o seu país entre um treinamento e outro e fazer tour promocionais.”

“Fiz tudo isso, mesmo não concordando em alguns momentos, mas eu entendo os dois lados.”

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Como um simples gesto de Anderson marcou seu próximo rival
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Maurício Dehò

Uriah Hall fez fama no TUF, reality show do UFC, com seus nocautes brutais. E aqueles desempenhos chamaram a atenção de Anderson Silva faz tempo. Hoje rivais, eles já tiveram um encontro num passado recente que marcou o jamaicano, ainda que tenha sido algo tão simples.

“Eu me lembro de vê-lo quando nós lutamos no UFC 168”, afirmou Hall, à ESPN, sobre um card em dezembro de 2013. “Nós estávamos nos bastidores, e ele olhou e apontou para mim, deu um sinal de positivo e fez um gesto com a cabeça do tipo: ‘limpe sua mente’.”

Uriah Hall em ação contra Chris Leben (Crédito da foto: USA Today)

Hall continuou: “Foi um momento fantástico. Ele não disse, mas eu senti como se ele estivesse dizendo: ‘acredite em si mesmo e se divirta”. Resultado: nocaute pra cima de Chris Leben.

O jamaicano afirma que este combate com Anderson, no dia 14 de maio, em Curitiba, é uma escolha natural para ele. “De um jeito estranho, acho que nosso combate estava escrito para acontecer. Vencer, perder ou empatar – e não planejo ser derrotado – eu acho que ele vai me fazer levar o melhor de mim. O desconhecido é lindo, porque você tem que embarcar nele. Não sei o que acontecerá no octógono.”

O jamaicano não era um rival cotado, mas por seus nocautes poderosos é uma boa escolha para a volta de Anderson, derrotado por Bisping em fevereiro. Hall vem de derrota para Robert Whittaker.

“Uma das coisas interessantes dessa luta é que as pessoas ficaram curiosas: por que esse combate? O Joe Silva [matchmaker do UFC] disse que vai parecer uma luta de kung fu

Sobre a fase deles, Hall afirma que não vê Anderson com a fome de antigamente, mas tentando se divertir.

“Anderson não está tão faminto. Agora é por diversão. E eu peguei essa mentalidade dele, sou como ele”, disse o peso médio.

Ao MMAJunkie, Hall explicou que mudou sua preparação para a luta. Ele vinha treinando na Kings MMA, com o técnico Rafael Cordeiro – técnico de Fabrício Werdum e Rafael dos Anjos e ex-mestre de Anderson. Para evitar um clima estranho, foi para a academia de Randy Couture finalizar seu camp, já trabalhando em cima das características de Anderson.

“Nunca senti sua velocidade, mas ele é muito ágil. Se ele te toca, você pode balançar. Ao mesmo tempo, tem precisão. E timing. Anderson é bom em tudo o que faz. Não vou dar mole. Todo mundo pode ser vencido”, concluiu.


Volta de Anderson Silva é arriscada – e talvez precipitada
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò


Provavelmente nem perder o cinturão na primeira luta contra Chris Weidman deixou Anderson Silva tão p… da vida quanto a derrota pra Michael Bisping no mês passado, em Londres. Além de tudo que falou depois do combate, de corrupção e do desejo das pessoas de que ele matasse seu rival, o ex-campeão dos médios passou a brigar por um retorno rápido ao octógono. E conseguiu.

O Ultimate ainda não oficializou o combate, mas o próprio empresário do lutador, Jorge Guimarães, confirmou para o blog que ele estará no UFC 198 em Curitiba, em 14 de maio, no evento na Arena da Baixada. Ele vai enfrentar o jamaicano radicado em Nova York Uriah Hall, que ficou conhecido em 2013 como “Homem-Ambulância” por ter mandando três rivais para o hospital com seus nocautes durante as gravações do TUF 17.

Para a equipe de Anderson e para o próprio lutador, a escolha do Hall não foi exatamente uma surpresa. “Não, não foi surpreendente, pois já havíamos cogitado Uriah Hall até mesmo antes de ter o Bisping como adversário”, explicou Joinha ao blog.

Tudo bem. A escolha do rival pode não ter sido exatamente surpreendente para eles – para os fãs e jornalistas especializados em MMA foi, sim – mas ela pode ser um tanto arriscada para o brasileiro. Esse nome, nunca antes citado como possível adversário do Spider, pode levar riscos para um retorno que pode ser um tanto quanto precipitado depois da duríssima luta de cinco rounds que ele fez contra Michael Bisping.

Aos 31 anos, Hall está no auge de sua forma física, que é invejável. Mesmo no começo de sua atrapalhada passagem pelo UFC – alternava shows com atuações sofríveis – ele sempre foi famoso por sua força e sua técnica. Precisa de apenas um golpe para nocautear rivais duríssimos, como fez contra Gegard Mousasi, outro que pediu para enfrentar Anderson.

Contra Bisping, Anderson mostrou mais uma vez que seu queixo e sua velocidade já não são mais os mesmos. Hall tem uma mão MUITO mais pesada que a de Michael. Os knockdowns que o Spider levou contra o inglês podem virar nocaute contra Uriah. Com muita facilidade. A vantagem que o brasileiro pode ter é que terá mais um adversário que joga aberto e anda para frente, casando bem com seu estilo de luta.

Talvez o melhor caminho para Anderson Silva tivesse sido esperar o UFC 200, em julho, quando ele teria mais tempo de se preparar e achar um adversário que desse menos trabalho para ele. Contra Hall, ele pode ter uma chance final de saber se continua ou não lutando. É uma aposta muito alta contra um adversário muito complicado.