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Anderson Silva pede e consegue adiar julgamento de caso de doping
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Jorge Corrêa

A novela sobre o caso de doping de Anderson Silva no UFC 183, no início deste ano, vai demorar um pouco mais para ter uma conclusão. Isso porque ele não será mais julgado neste mês de março pela comissão Atlética de Nevada (NAC), como estava previsto.

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Seus advogados entraram com um pedido de adiamento, que foi aceito pela entidade. O diretor executivo da comissão, Bob Bennett, confirmou ao blog, em contato telefônico, que aceitou adiar a audiência de defesa do ex-campeão dos médios do UFC.

Até lá, ele continua suspenso preventivamente.

Esse tempo a mais foi pedido para que ele apresentasse a primeira parte de sua defesa, uma representação por escrito, respondendo formalmente pelo processo de doping.

Ele explicou que esse encontro deve acontecer apenas em abril, mas ainda não tem uma data estipulada. O programa Revista Combate desta semana disse que a audiência deve ocorrer no dia 9 do próximo mês, mas não consegui confirmar essa data específica.

Anderson Silva está no Brasil e inclusive tem conversado com seu advogado por aqui, Claudio Dalledone, em Curitiba, sobre o caso. Nos Estados Unidos, ele é representado por Michael Alonso, que já trabalhou com Vitor Belfort no caso do tratamento de reposição de testosterona.

O lutador brasileiro já retomou sua rotinha de treinamento e está até dando aulas em sua academia na Califórnia. Agora, no Brasil, ele vai ministrar uma aula prática de MMA no Rio de Janeiro na próxima semana.

O ex-dono do cinturão dos médios está sendo processado por ter sido flagrado com substâncias proibidas em pelo menos três exames, um antes da luta contra Nick Diaz, e dois no dia do combate. Duas vezes foram pelo uso de anabolizantes e outra por ansiolíticos que foram ministrados sem a autorização da comissão.

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Anderson Silva vai admitir que usou anabolizante. Mas não para se dopar
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UOL Esporte

Dani Blaschkauer, Gustavo Franceschini e Jorge Corrêa

Ainda não está marcada pela Comissão Atlética de Nevada a audiência disciplinar que vai julgar o caso de doping de Anderson Silva. Sabe-se apenas que será em março. No entanto, sua equipe já trabalha pesado em sua defesa e podemos adiantar, em primeira mão, como está neste momento a estratégia de argumentação do brasileiro para, pelo menos, minimizar as sanções que deve sofrer depois de ter sido flagrado duas vezes com substâncias proibidas, antes e depois de vencer Nick Diaz em 31 de janeiro.

Como tinha adiantado na única declaração pública que fez depois que o caso veio a público, Anderson vai negar que tenha tentado trapacear para vencer o norte-americano. No entanto, vai admitir que fez uso do anabolizante drostanolona durante a recuperação da grave fratura que sofreu contra Chris Weidman no fim de 2013.

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O brasileiro vai argumentar que usou o anabólico como remédio para recuperar o local lesionado. Além da famosa função de aumento de desempenho atlético, a drostanolona também pode ser usada para fortalecimento da musculatura. No começo da recuperação, temendo que pudesse nunca mais ter uma normal ou até mesmo ficasse sem andar, usou o anabolizante com esse segundo intuito.

Não está claro se Anderson já tinha plena consciência do que estava tomando desde o começo, desde as primeiras doses da drostanolona, mas em algum momento ficou ciente de que estava usando uma substância proibida no esporte mundial. O atenuante, na época, era que ele acreditava que a droga sairia completamente do seu organismo até ele ter uma luta marcada ou iniciar a preparação para ela.

O que Silva e seus advogados tentarão deixar claro, a todo momento, é que ele até fez uso da drostanolona, mas nunca com a intenção de se dopar ou de tirar vantagem sobre seu adversário. Para isso, também usarão o argumento de que a quantidade da substância encontrada em seu organismo era muito pequena, o que não daria para aumentar sua performance contra Nick Diaz.

Ele também tem uma explicação para terem encontrado ansiolíticos no exame feito no dia da luta. Em novembro do ano passado, Anderson teve fortes dores nas costas e acabou no hospital por conta de espasmos musculares no local. Foi receitado para ele a benzodiazepina diazepam, vendido mundialmente como Valium, que além dos seus efeitos calmantes, também é relaxante muscular. E lhe foi indicado que se voltasse a sofrer o mesmo tipo de problema, poderia tomar o remédio novamente, o que aconteceu nas véspera da luta. Foram detectadas na urina de Anderson as substâncias temazepan e oxazepan, benzodiazepinas que tem o mesmo efeito do Valium.

Novamente, ele vai alegar que não usou a medicação de má-fé e não mentiu para a comissão deliberadamente ao não revelar que fez (ou faria) uso das benzodiazepinas. Ele simplesmente repetiu a indicação médica que foi lhe dada no ano passado.

Toda essa argumentação não deve livrar Anderson Silva de ser considerado culpado pelos flagrantes com doping e nem sua defesa acredita que conseguirá fazê-lo ser julgado inocente, mas a ideia principal é atenuar sua possível pena, que pode ser um gancho de até um ano, além de uma pesada multa. Ele tentará que a suspensão seja de seis a nove meses, além de um valor mais leve para a multa.

Mais que isso, esse discurso de arrependimento e de assumir o que fez será o começo do trabalho para reconstruir sua imagem, além de tentar evitar a fuga de velhos e novos patrocinadores. A partir dai será feito um gerenciamento real de crise, o que não aconteceu até agora desde o flagrante. Dessa maneira, ele prepara o terreno para voltar a lutar. Sim, ele vai voltar a lutar e quer fazê-lo o mais rápido possível.


O que há por trás do desabafo de Anderson Silva
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Jorge Corrêa

Após longos 16 dias, Anderson Silva finalmente se pronunciou sobre os flagrantes de doping antes e depois de vencer Nick Diaz, no UFC 183, em 31 de janeiro. Como esperado, ele disse ter se surpreendidos pelos resultados dos testes. Mas há muita história implícita dentro do texto que publicou em sua conta no Instagram. Antes vou dar o cenário deste desabafo.

Essa pode até ter sido a primeira declaração do ex-campeão dos médios sobre o caso de doping, mas não necessariamente estava calado nas redes sociais. Ele postava fotos e frases sem muito sentido fora de algum contexto, além de elogios a Rogério Camões, seu preparador físico há muitos anos.

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Na última quinta-feira, ele começou a dar sinais de que estava próximo de quebrar o silêncio. Ele fez duas postagens no Twitter antes do desabafo final. Na primeira, ele recuperou um vídeo do ator Pedro Cardoso em que ele criticava a sede da mídia por fofocas, a maneira como a imprensa pode construir e destruir. O lutador está descontente com a maneira que a imprensa está lidando com o caso. Para ele, já estão o considerando culpado. Está se sentindo abandonado.

O blog apurou que Anderson Silva está em um momento bem sozinho, principalmente se compararmos com a legião de assessores, amigos, colegas e parceiros de treinos que sempre estiveram ao seu lado. É praticamente inexistente qualquer tipo de gerenciamento de crise. Um dia antes de sua primeira audiência na Comissão Atlética de Nevada, importantes membros do seu time na última luta estavam curtindo o desfile das escolas de samba do Rio, na Sapucaí, postando dezenas de fotos alegres no Instagram.

Mas o que está mais o tirando do prumo do brasileiro são as críticas que ele está recendo por parte dos torcedores. Deixou isso claro ao postar a reprodução de um comentário bem agressivo contra ele. “Lamentável e muito triste”, resumiu Anderson na postagem. Ele viu o apoio de antes e depois da luta contra Nick Diaz virar raiva e agressão. Isso está o consumindo – e não ter boa parte daqueles que considerava amigo ao lado não ajuda em nada.

Vamos ao texto em si.

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O ponto mais importante deste desabafo que postou no Instagram é que ele deu o caminho de qual deve ser sua defesa na comissão atlética em março. Em nenhum momento ele negou o doping, disse que é mentira ou que os exames tenham sido feito de maneira errada. Ele simplesmente negou qualquer tipo de “trapaça”. Além disso, explicou que mandou para análise todos os remédios que tomou desde que sofreu a fratura contra Chris Weidman.

O que esses dois pontos mostram: ele não vai rebater os resultados positivos dos exames, mas terá um discurso de que, se tomou substâncias proibidas, foi sem saber. Essa explicação será boa para limpar sua imagem, mas não adiantará nada para inocentá-lo. A não ser que seu advogado ache alguma brecha e consiga uma reviravolta histórica, Anderson vai pegar um ano de gancho, sua vitória será transformada em no-contest (sem resultado), assim como terá de pagar uma multa pesada.

Além de tentar diminuir o estrago feito em sua imagem, isso mostra que ele deve procurar algum culpado por esse doping, que podem ser dois: algum médico, nutricionista ou profissional que tenha trabalhado na sua suplementação ou medicação, ou então o laboratório que pode ter manipulado e contaminado algo que tomou.

Silva é conhecido por confiar quase que cegamente em seus amigos e nas pessoas que são próximas dele ou consideradas de confiança. Mas isso pode tê-lo complicado muito dessa vez.

No texto, Anderson também manteve sua posição contra o uso de drogas para melhora de performance. No ano passado, foi veemente em dizer que quem fosse pego com esse tipo de doping, deveria ser banido do esporte. “Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.” Reiterar isso pode ajudá-lo, principalmente, a manter patrocinadores.

Mas o que ficou mais claro foi a tristeza dele com as críticas que vem recebendo e como está vendo sua “reputação ser destruída”– palavras dele. Como o amigo Maurício Dehò publicou, após falar com especialistas, a melhor maneira que Anderson Silva tem de recuperar sua imagem é apostar na ingenuidade e voltar a lutar, com uma nova vitória.

Confira o texto completo:

Não falarei nada sobre quem sou ou que fiz e passei até chegar aqui.

O que me importa agora é o respeito dos que me acompanharam até este momento da minha carreira.

Sangrei, sofri e lutei porque amo e porque sempre quis honrar e defender a bandeira do país que tanto amo.

Não sei do que me desculpar, pois ainda aguardo o resultado dos exames e a análise dos médicos e especialistas que trabalham para revelar a verdade.

Todos os remédios que tomei desde a minha fratura estão sendo analisados. Busco a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados.

Em dezoito anos de carreira, nunca tive problemas com exames. Sempre joguei limpo. Nunca fui trapaceiro.

Dentro e fora do octógono jamais vacilei no respeito aos princípios que sempre me pautaram. Com muita honra e dignidade defendi meu País onde quer que lutei.

Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.

Amo o que faço e jamais poria em risco o que levei tanto tempo para construir.

Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar.

O tempo que se leva para destruir uma reputação é infinitamente menor do que aquele empenhado em construí-la.

Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas.


Anderson Silva deve ter multa pesada e gancho de um ano por caso de doping
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Jorge Corrêa

No mesmo dia em que foi oficializada a suspensão preventiva, a Comissão Atlética de Nevada (NAC) também recebeu a denúncia contra Anderson Silva por conta dos flagrantes de doping em exames feitos antes e depois de sua vitória sobre Nick Diaz. O documento escrito pelo procurador Christopher Eccles tem 37 páginas e detalha as infrações e possíveis penas que ele deve sofrer se for considerado culpado.

Vou relatar o que tem no documento:

– Anderson Silva foi flagrado com dois tipos de anabólicos em um exame de urina feito em 9 de janeiro: drostanolona e androsterona. As duas substâncias são proibidas pelo código geral da Agência Mundial Andoping (WADA). Esses testes foram conduzidos pelo Laboratório de Medicina Esportiva e Pesquisa de Salt Lake City (SMRTL).

– O ex-campeão dos médios foi flagrado em dois exames de urina feito em 31 de janeiro, um logo antes de enfrentar Nick Diaz e outro logo após o combate. No primeiro, feito pela SMRTL, ele foi flagrado novamente com o anabólico drostanolona. No segundo, conduzido pelo laboratório Quest, foi encontrado dois tipos de benzodiazepinas (que podem ser ansiolíticos, ou sedativos e relaxantes musculares): Oxazepam e Temazepan.

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– As benzodiazepinas não constam na lista de substâncias proibidas da WADA, mas são vetadas em Nevada. Elas podem ser liberadas apenas se for pedido previamente para a Comissão Atlética uma permissão de uso desse tipo de droga, baseado em relatórios médicos.

– No formulário que Anderson Silva preencheu antes de pedir a licença para enfrentar Nick Diaz, ele não informou o uso de qualquer tipo de medicação, ou seja, mentiu, o que viola as regras da NAC e configura perjúrio (falso testemunho).

– Apesar de ter sido flagrado em três exames diferentes, o caso de Anderson está sendo considerado um único doping. Dessa maneira, como não há reincidência e sua suspensão deve ser de um ano. Reincidentes podem pegar dois anos de gancho.

– A multa estipulada para o caso não pode passar do valor de US$ 250 mil (cerca de R$ 700 mil).

– Se for julgado culpado, ele também terá de arcar com todos os custos do processo e de investigação, incluindo os valores dos exames antidoping feito e honorários de advogados.

– Foi pedido para que a vitória de Anderson Silva seja transformada em No-Contest (sem resultado).

– Anderson Silva tem 20 dias para apresentar à NAC algum tipo de defesa ou ciência do processo. Caso não o faça, ele perde a chance de defesa e será considerado que ele assumiu ter feito todas as infrações que é acusado.

– Ele passará agora por uma audiência disciplinar, em março. A denúncia será ouvida pela Comissão e o lutador terá a chance de se defender. Nessa data, ele terá de comparecer pessoalmente, não podendo se defender apenas por telefone ou ser somente representado por um advogado.

– Não foi pedida a contraprova de nenhum exame.

– Ele foi submetido a dois exames de sangue, em 19 e 31 de janeiro. Como ambos deram negativo, as amostras já foram descartadas.

– Antes de voltar a lutar, ele terá de passar por um exame de urina e o resultado terá de dar negativo para qualquer substância proibida para que consiga pedir sua licença.


Doping duplo enterra chance de inocência de Anderson. Pena deve ser pesada
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UOL Esporte

Não é só o Spider: lembra destes outros casos de doping?

Veja Álbum de fotos

Por Maurício Dehò

Ser flagrado em um teste antidoping já foi um baque para Anderson Silva. Mas a confirmação de um segundo exame positivo, sendo reincidente no uso de uma das substâncias e acrescentando ansiolíticos à lista de drogas ilegais em seu organismo, tem tudo para enterrar qualquer chance de defesa do ex-campeão dos médios do UFC. Diante de um quadro tão complicado, pode ser o fim do Spider como lutador, com uma pena pesada e exemplar..

Nesta terça-feira, a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) confirmou que, além de ter sido pego em um antidoping surpresa em 9 de janeiro – com os anabólicos drostanolona e androsterona -, Anderson foi flagrado no dia do combate. Agora, ele teve encontrada a mesma drostanolona e ainda dois ansiolíticos, medicações para dormir, oxazepam e temazepam. O peso médio foi suspenso preventivamente, até seu julgamento.

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O maior problema para Anderson é a reincidência no uso da drostanolona, um anabolizante muito utilizado por fisiculturistas, que melhora a qualidade muscular e dá mais força. A substância poderia ter sido usada para ajudar na recuperação da perna fraturada contra Chris Weidman, ou para incrementar a condição física em geral do lutador.

Ser testado duas vezes para a mesma substância neste prazo de cerca de 20 dias indica que o brasileiro teve a entrada da drostanolona, de fato, duas vezes em seu organismo, já que o anabolizante tem vida curta e pode desaparecer em uma semana.

O comentário de Bob Bennet, presidente da Comissão Atlética de Nevada, explica bem: “Uma coisa que particularmente me preocupa é ele ter testado positivo em 9 de janeiro e negativo em 19 de janeiro. Se ele tomou algo oralmente, ele fica no seu organismo de 5 a 7 dias apenas. Então, obviamente, ele usou algo próximo de 9 de janeiro e de novo muito perto da noite da luta. Ele testou positivo em dois de três exames, isso é certamente preocupante e inaceitável. Isso dá vantagem injusta sobre os rivais.”

Com este cenário, um dos caminhos para uma possível defesa de Anderson fica impossibilitado. Um cenário possível, é claro, é a admissão de culpa. Mas, se o brasileiro escolher negar o doping, as alegações de manipulação ou contaminação da amostra deixariam de ter fundamento, pelo fato do resultado mais recente também indicar a drostanolona e, como dito, ela não ficar no organismo por tanto tempo.

Apesar de um delito menor, a presença dos ansiolíticos também só faz crescer as chances de a comissão aplicar uma pena pesada para o ex-campeão. Neste caso, a NSAC explicou que o maior problema foi o brasileiro não ter comunicado no formulário oficial que fez uso dos medicamentos, algo previsto no regulamento e obrigatório.

A NSAC tem um histórico de aplicar ganchos longos, principalmente em momentos-chave da luta contra o doping, a exemplo de agora, em que se tenta ampliar os testes surpresa. Um caso que mostra isso foi o de Wanderlei Silva, banido pela vida de lutar MMA com licença do estado de Nevada, por fugir de um exame. Com um total de quatro substâncias ilegais no corpo, sendo uma delas pega duas vezes, Anderson não deve ser poupado e as estimativas de ele pegar de nove meses a um ano de afastamento podem ser ampliadas para um prazo até maior.


Anderson testou positivo para anabolizante e ansiolíticos no dia da luta
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Jorge Corrêa

Acabou o mistério em relação ao exame antidoping feito por Anderson Silva no dia da luta contra Nick Diaz, em 31 de janeiro. Os rumores foram confirmados: ele testou positivo para anabolizante, também drostanolona. Ele já tinha sido flagrado com a mesma substância em um exame surpresa feito em 9 de janeiro. Neste teste, foi encontrado um segundo anabólico, a androsterona.

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Além do anabolizante, o brasileiro também foi flagrado no teste de urina do dia da luta com remédios ansiolíticos, famosas medicações para dormir, Oxazepam e Temazepam. Essas substâncias não são proibidas pela Agência Mundial Antidoping (WADA), porém, não são permitidas pela Comissão Atlética de Nevada, o que pode complicar ainda mais a situação do ex-campeão dos médios.

“Uma coisa que particularmente me preocupa é ele ter testado positivo em 9 de janeiro e negativo em 19 de janeiro. Se ele tomou algo oralmente, ele fica no seu organismo de 5 a 7 dias apenas. Então, obviamente, ele usou algo próximo de 9 de janeiro e de novo muito perto da noite da luta. Ele testou positivo em dois de três exames, isso é certamente preocupante e inaceitável. Isso dá vantagem injusta sobre os rivais. Graças a Deus ele não machucou ninguém seriamente”, disse Bob Bennet, presidente da Comissão Atlética de Nevada.

Esses resultados estavam sendo travados pela Comissão Atlética de Nevada desde a última semana, quando deveria ter sido divulgado. Agora, saiu minutos antes da audiência que vai analisar o primeiro flagrante do brasileiro. Os amigos do Combate.com e do MMAJunkie já tinha adiantado que ele tinha caído novamente no antidoping.

ATUALIZAÇÃO DO POST: Anderson foi suspenso preventivamente, até a próxima audiência disciplinar da comissão, que ainda não tem data marcada, mas deve acontecer em março. A expectativa é que sua vitória seja transformada em no-contest (sem resultado) e que ele pegue uma suspensão de, no mínimo, um ano.


Anderson enfrenta audiência nebulosa por doping que deve mudar rumos do UFC
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Jorge Corrêa

Apenas 17 dias depois de vencer Nick Diaz, por pontos, em decisão unânime dos juízes, Anderson Silva voltará ao holofote, mas de uma maneira que a maioria dos fãs de MMA dificilmente imaginaria. Ele enfrentará a primeira audiência pelo caso de doping em que foi flagrado em um exame surpresa, realizado em 9 de janeiro. Foram encontrados dois tipos diferentes de anabolizantes em seu organismo.

Em reunião marcada para começar às 19h (de Brasília) na Comissão Atlética do Estado de Nevada, a expectativa é que ele apareça e seja ouvido pela primeira vez desde que o caso veio à tona – ele também pode apenas mandar representantes ou advogados, mas não seria nada bom para sua imagem ou até mesmo para uma possível pena se for considerado culpado.

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Como o ex-campeão dos médios do UFC não divulgou nenhuma nota oficial ou falou sobre o assunto até agora – nem mesmo para negar que fez uso do doping – existem muitas situações sem respostas, o que deixa essa audiência muito nebulosa.

- Nem Anderson e nem sua equipe não pediram, até agora, uma contraprova do teste que deu positivo. Ele tem até o começo de março para fazê-lo, mas é uma situação estranha essa demora. Em casos similares, quando não se pede o teste B, vem junto um discurso de assumir a culpa.

- Ele ainda pode falar que as substâncias estavam em seu corpo por conta de uma contaminação dos suplementos que usou durante sua preparação para enfrentar Nick Diaz. Mas isso não o eximiria de ser julgado culpado e pegar um gancho de até um ano.

- A grande questão dessa audiência: o resultado do antidoping feito no dia da luta, em 31 de janeiro. Fontes ligadas ao UFC e à Comissão Atlética garantem que o brasileiro testou positivo novamente. Mas, de forma misteriosa, o resultado ainda não foi divulgado e está sendo escondido pela entidade. Mais um flagrante complicaria muito sua situação.

Mais que definir o futuro de Anderson Silva, esse caso e essa audiência, por consequência, também devem mudar os rumos do próprio UFC em relação ao combate ao doping. O presidente Dana White e o dono Lorenzo Fertitta convocaram uma coletiva para o dia seguinte tendo como pauta um programa específico sobre o problema.

O Ultimate já apertou o cerco sobre o uso de substâncias proibidas nos últimos dois anos ao bancar exames surpresas, mas o caso do brasileiro pode ser o começo de um novo momento para o UFC. Pode ser um recomeço limpo e na marra.


Teste surpresa negativo e saída do TUF aliviam Anderson antes de julgamento
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Jorge Corrêa

Anderson Silva terá uma das semanas mais importantes de sua carreira, isso sem nem chegar perto do octógono. Isso porque, na próxima terça-feira, ele passará pela audiência, que terá status de julgamento, sobre seu duplo flagrante de um exame antidoping. Ele tentará explicar como foi encontrado, em um teste surpresa, dois tipos diferentes de anabolizantes antes de enfrentar Nick Diaz.

Mas ele recebeu duas notícias, nas última segunda-feira, que aliviam a situação do ex-campeão dos médios.

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A primeira foi o resultado do segundo antidoping surpresa que fez, no dia 19 de janeiro. Esse teste sanguíneo voltou negativo para anabólicos do hormônio humano de crescimento. Claro que a obrigação dele era que não fosse encontrado nada, mas depois de um positivo anterior, pelo menos o clima sobre o Spider já melhora.

Esse segundo exame não exime, de forma alguma, o que foi encontrado no teste de 9 de janeiro, mas ele mostra que – pelo menos – Anderson não estava fazendo ciclo de outras substâncias proibidas. É um agravante a menos para o julgamento e pode até ser usado pela defesa como argumento de que o brasileiro não utilizou drogas, pelo menos não de forma consciente.

Outra notícia que Anderson pode encarar como positiva, dentro de seu atual panorama, foi sua saída do TUF Brasil 4. Como está preventivamente suspenso pelo flagrante, a Comissão Atlética de Nevada pediu sua retirada do programa, dando lugar a seu mentor Rodrigo Minotauro.

Claro que ser tirado do reality show por conta de doping não é uma situação agradável, mas agora ele poderá ficar focado apenas em sua defesa. Além disso, quanto mais tempo ele ficasse nas gravações, mais dolorosa seria sua saída e mais marcado ele ficaria se for julgado culpado na próxima semana.

A grande questão é que o UFC continua apoiando o lutador, mesmo com ele fora do TUF Brasil, como um dos principais nomes da história do evento. Mesmo que ele pegue um gancho de 9 meses a um ano, o caminho está sendo preparado para que ele saia disso com a imagem menos arranhada possível. Assim, poderia voltar com o estrago minimizado.

Como disse em posts anteriores, não acredito em uma admissão de culpa por parte do Spider, pelo menos não de forma intencional. No melhor dos cenários, ele vai negar que tenha tomado qualquer substância proibida de forma consciente, mas não vai negar que as drogas estivessem em seu organismo, alegando uma contaminação de seus suplementos. Mas nada disso deve fazer com que ele seja declarado inocente.


Rodrigo Minotauro é novo técnico do TUF Brasil no lugar de Anderson Silva
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Jorge Corrêa

A Comissão Atlética de Nevada solicitou a saída de Anderson Silva do reality show TUF Brasil após seu flagrante em um antidoping surpresa. Com isso, Rodrigo Minotauro foi escolhido pelo UFC como novo treinador da quarta edição do reality show, ao lado de Maurício Shogun.

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Na semana passada, foi revelado que Anderson Silva foi flagrado em teste realizado antes de sua luta contra Nick Diaz. Em um exame de urina feito em 9 de janeiro, ele testou positivo para os anabolizantes drostanolona e androsterona. Com este flagrante, está temporariamente suspenso pela comissão até seu julgamento em 17 de fevereiro e, por isso, foi pedida sua saída do programa.

O blog tinha revelado na semana passada que o UFC já tinha a intenção de trocar o treinador do programa por conta do doping do ex-campeão dos médios, mas buscava uma saída digna para Anderson. Oficialmente, a franquia declarou apoio ao lutador e disse que o manteria no TUF Brasil até que terminasse todo o processo do julgamento. O pedido da comissão antecipou sua saída.

Em comunicado, a TV Globo – principal parceira do Ultimate no Brasil e canal que transmite o programa – apoiou a decisão da comissão e disse que era a melhor situação para que o lutador preparasse sua defesa. “O UFC e a Globo entendem que a decisão da Comissão permitirá que Anderson foque a atenção em sua atual situação. O lutador aparecerá nos primeiros episódios e será substituído por Rodrigo Minotauro”, explicou.

Essa é a segunda vez que Rodrigo Minotauro será treinador do TUF Brasil. Ele já tinha comandado a segunda edição em 2013, junto de Fabrício Werdum. Além disso, ele tinha sido técnico de uma das edições da versão norte-americana do reality show em 2008.

Mais cedo, nesta segunda-feira, foi divulgado o resultado de um segundo exame antidoping surpresa realizado por Anderson Silva. Em uma amostra de sangue colhida em 19 de janeiro, não foi detectada a presença de HGH (hormônio de crescimento humano).

Confira o comunicado completo:

O UFC® anunciou nesta segunda-feira que a lenda brasileira do MMA Rodrigo “Minotauro” integrará o reality show The Ultimate Fighter® Brasil 4, como treinador de uma das equipes, no lugar do ex-campeão Anderson Silva.

A Comissão Atlética do Estado de Nevada, que regulamenta todas as lutas do The Ultimate Fighter filmadas em Las Vegas, solicitou que Anderson Silva encerasse sua participação na edição como resultado da suspensão temporária que recebeu, após o resultado do exame de doping do dia 09 de janeiro, na pré luta do UFC® 183.

O UFC e a Globo, emissora que transmite o reality show no Brasil, respeitam a decisão da Comissão e entendem que isto permitirá Anderson focar sua atenção na atual situação. Anderson Silva tem sido um atleta excepcional, um campeão, verdadeiro embaixador do esporte, e o UFC continuará apoiando o lutador durante todo o processo legal.

O The Ultimate Fighter® Brasil 4, que começou a ser gravado em Las Vegas, na segunda-feira, 2 de fevereiro, originalmente teria Silva e o ex-campeão meio pesado Mauricio “Shogun” como treinadores das duas equipes. Mauricio continuará na liderança do Time Shogun, mas agora enfrentando o Time Nogueira, que além de Rodrigo “Minotauro”, terá Rogério “Minotouro” como técnico assistente.


Anderson fez um segundo antidoping surpresa. Esse deu negativo.
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Jorge Corrêa

Saíram os resultados de um segundo antidoping surpresa que Anderson Silva realizou antes de enfrentar Nick Diaz no UFC 183. Em teste realizado em 19 de janeiro, o exame deu negativo para HGH (hormônio humano de crescimento) em uma amostra de sangue. A informação revelada em primeira mão pelo site MMA Junkie.

Uma informação importante: Esse segundo teste NÃO É a contraprova do primeiro que deu positivo e o resultado foi divulgado na semana passada. Anderson não foi testado para as mesmas substâncias do primeiro teste, apenas para as relacionadas a doping por uso de hormônio de crescimento.

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Esse novo antidoping surpresa também foi feito pelo Laboratório de Medicina Esportiva da Universidade de Salt Lake City, credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Eles também tinham realizado o exame do dia 9 de janeiro, quando o brasileiro foi flagrado com dois tipos diferentes de anabolizante em sua amostra.

Outro fato interessante. A Comissão Atlética de Nevada recebeu esse resultado em 2 de fevereiro, ou seja, um dia antes de ter em mãos o teste positivo do primeiro exame surpresa do Spider. Como esse segundo deu negativo, não trouxeram a público naquele momento.

Os resultados do antidoping feito pelo ex-campeão dos médios do UFC em 31 de janeiro, no dia da luta, ainda não saíram.

Anderson Silva ainda não fez nenhuma declaração pública sobre o teste em que foi flagrado com as substâncias drostanolona e androsterona em seu sistema. Ele será julgado por esse caso pela Comissão Atlética de Nevada no dia 17 de fevereiro. Se for considerado culpado, pode pegar uma suspensão de 9 meses a um ano, sua vitória sobre Nick Diaz será transformada em no-contest (sem resultado), além de ter de pagar uma multa.

Atualização do post: Spider foi retirado do reality show The Ultimate Fighter Brasil, onde comandava um dos times ao lado de Maurício Shogun. Depois do pedido da Comissão Atlética de Nevada para que ele fosse afastado por conta da suspensão preventiva que está cumprindo por causa do doping, Rodrigo Minotauro foi escolhido como seu substituto.