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Anderson Silva em cima do muro: “Nem UFC, nem McGregor estão errados”
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Jorge Corrêa

LAS VEGAS, NEVADA - NOVEMBER 17: (L-R) UFC fighters Lyoto Machida, Chris Weidman, Alexander Gustafsson, Ronda Rousey, Conor McGregor, Jon Jones and Anderson Silva arrive at the UFC Time Is Now press conference at The Smith Center for the Performing Arts on November 17, 2014 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Elliott Howard/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

LAS VEGAS, NEVADA – NOVEMBER 17: (L-R) UFC fighters Lyoto Machida, Chris Weidman, Alexander Gustafsson, Ronda Rousey, Conor McGregor, Jon Jones and Anderson Silva arrive at the UFC Time Is Now press conference at The Smith Center for the Performing Arts on November 17, 2014 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Elliott Howard/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Antes de Conor McGregor ser Conor McGregor, o UFC tinha outra estrela que lhe causava dor de cabeça: Anderson Silva. Ele está tranquilo hoje em dia, vindo de muito tempo sem vencer, mas quando era o maior campeão do Ultimate e estava na crista da onda, também fazia os cabelos que Dana White não tem ficarem em pé.

Apenas para lembrar: o Spider fez o presidente do UFC rebolar muito para que fosse marcada a revanche contra Chael Sonnen. Tinha uma coletiva de imprensa marcada no Rio de Janeiro, os dois lutadores estavam no hotel e o brasileiro ainda não tinha aceitado o combate.

Agora, Anderson preferiu ficar em cima do muro na disputa entre Ultimate e Conor McGregor, que foi retirado do UFC 200 por faltar a compromissos de imprensa. Em entrevista a um jornal australiano, o ex-campeão dos médios preferiu não tomar partido nessa disputa. Mas reconhece que já sofreu o que o irlandês está reclamando.

“Acho que nem o UFC e nem o McGregor estão 100% errados. Acredito que uma vez que você assinou um contrato, que inclui fazer promoção do evento, isso é o que você precisa fazer.”

“Eu o entendo, eu passei por isso muitas vezes. Como lutador, nós achamos que nosso trabalho é apenas ir lá e lutar. Também sei, como lutador, o quão difícil é deixar o seu país entre um treinamento e outro e fazer tour promocionais.”

“Fiz tudo isso, mesmo não concordando em alguns momentos, mas eu entendo os dois lados.”


Como um simples gesto de Anderson marcou seu próximo rival
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Maurício Dehò

Uriah Hall fez fama no TUF, reality show do UFC, com seus nocautes brutais. E aqueles desempenhos chamaram a atenção de Anderson Silva faz tempo. Hoje rivais, eles já tiveram um encontro num passado recente que marcou o jamaicano, ainda que tenha sido algo tão simples.

“Eu me lembro de vê-lo quando nós lutamos no UFC 168”, afirmou Hall, à ESPN, sobre um card em dezembro de 2013. “Nós estávamos nos bastidores, e ele olhou e apontou para mim, deu um sinal de positivo e fez um gesto com a cabeça do tipo: ‘limpe sua mente’.”

Uriah Hall em ação contra Chris Leben (Crédito da foto: USA Today)

Hall continuou: “Foi um momento fantástico. Ele não disse, mas eu senti como se ele estivesse dizendo: ‘acredite em si mesmo e se divirta”. Resultado: nocaute pra cima de Chris Leben.

O jamaicano afirma que este combate com Anderson, no dia 14 de maio, em Curitiba, é uma escolha natural para ele. “De um jeito estranho, acho que nosso combate estava escrito para acontecer. Vencer, perder ou empatar – e não planejo ser derrotado – eu acho que ele vai me fazer levar o melhor de mim. O desconhecido é lindo, porque você tem que embarcar nele. Não sei o que acontecerá no octógono.”

O jamaicano não era um rival cotado, mas por seus nocautes poderosos é uma boa escolha para a volta de Anderson, derrotado por Bisping em fevereiro. Hall vem de derrota para Robert Whittaker.

“Uma das coisas interessantes dessa luta é que as pessoas ficaram curiosas: por que esse combate? O Joe Silva [matchmaker do UFC] disse que vai parecer uma luta de kung fu

Sobre a fase deles, Hall afirma que não vê Anderson com a fome de antigamente, mas tentando se divertir.

“Anderson não está tão faminto. Agora é por diversão. E eu peguei essa mentalidade dele, sou como ele”, disse o peso médio.

Ao MMAJunkie, Hall explicou que mudou sua preparação para a luta. Ele vinha treinando na Kings MMA, com o técnico Rafael Cordeiro – técnico de Fabrício Werdum e Rafael dos Anjos e ex-mestre de Anderson. Para evitar um clima estranho, foi para a academia de Randy Couture finalizar seu camp, já trabalhando em cima das características de Anderson.

“Nunca senti sua velocidade, mas ele é muito ágil. Se ele te toca, você pode balançar. Ao mesmo tempo, tem precisão. E timing. Anderson é bom em tudo o que faz. Não vou dar mole. Todo mundo pode ser vencido”, concluiu.


Volta de Anderson Silva é arriscada – e talvez precipitada
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò


Provavelmente nem perder o cinturão na primeira luta contra Chris Weidman deixou Anderson Silva tão p… da vida quanto a derrota pra Michael Bisping no mês passado, em Londres. Além de tudo que falou depois do combate, de corrupção e do desejo das pessoas de que ele matasse seu rival, o ex-campeão dos médios passou a brigar por um retorno rápido ao octógono. E conseguiu.

O Ultimate ainda não oficializou o combate, mas o próprio empresário do lutador, Jorge Guimarães, confirmou para o blog que ele estará no UFC 198 em Curitiba, em 14 de maio, no evento na Arena da Baixada. Ele vai enfrentar o jamaicano radicado em Nova York Uriah Hall, que ficou conhecido em 2013 como “Homem-Ambulância” por ter mandando três rivais para o hospital com seus nocautes durante as gravações do TUF 17.

Para a equipe de Anderson e para o próprio lutador, a escolha do Hall não foi exatamente uma surpresa. “Não, não foi surpreendente, pois já havíamos cogitado Uriah Hall até mesmo antes de ter o Bisping como adversário”, explicou Joinha ao blog.

Tudo bem. A escolha do rival pode não ter sido exatamente surpreendente para eles – para os fãs e jornalistas especializados em MMA foi, sim – mas ela pode ser um tanto arriscada para o brasileiro. Esse nome, nunca antes citado como possível adversário do Spider, pode levar riscos para um retorno que pode ser um tanto quanto precipitado depois da duríssima luta de cinco rounds que ele fez contra Michael Bisping.

Aos 31 anos, Hall está no auge de sua forma física, que é invejável. Mesmo no começo de sua atrapalhada passagem pelo UFC – alternava shows com atuações sofríveis – ele sempre foi famoso por sua força e sua técnica. Precisa de apenas um golpe para nocautear rivais duríssimos, como fez contra Gegard Mousasi, outro que pediu para enfrentar Anderson.

Contra Bisping, Anderson mostrou mais uma vez que seu queixo e sua velocidade já não são mais os mesmos. Hall tem uma mão MUITO mais pesada que a de Michael. Os knockdowns que o Spider levou contra o inglês podem virar nocaute contra Uriah. Com muita facilidade. A vantagem que o brasileiro pode ter é que terá mais um adversário que joga aberto e anda para frente, casando bem com seu estilo de luta.

Talvez o melhor caminho para Anderson Silva tivesse sido esperar o UFC 200, em julho, quando ele teria mais tempo de se preparar e achar um adversário que desse menos trabalho para ele. Contra Hall, ele pode ter uma chance final de saber se continua ou não lutando. É uma aposta muito alta contra um adversário muito complicado.


Anderson já sabe onde e quando quer voltar a lutar no UFC
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Maurício Dehò


*Podcast #2: Derrota de Anderson, luta de McGregor e futuro de Aldo


Anderson Silva ficou mordido com o resultado do duelo contra Michael Bisping no último fim de semana. E isso quer dizer que, mesmo aos 40 anos, ele quer dar a resposta no octógono. Nada de aposentadoria – se é que alguém pensava neste cenário. Ele já sabe quando e onde quer lutar, ainda no calor deste retorno aos octógonos. E há dois favoritos para serem rivais.

O blog apurou com uma pessoa muito próxima do lutador que ele já estabeleceu como meta voltar em 14 de maio, no card que será realizado no Brasil – um de seus desejos nesse caminho para o fim da carreira é lutar mais uma vez em casa, em frente aos seus torcedores.

A boa notícia é que ele se considera totalmente bem após a derrota por pontos para Bisping, inclusive no susto que levou com sua perna operada, e está pronto para a próxima. Quanto antes, melhor.

Na equipe do Spider só dois nomes são considerados possíveis neste momento: Gegard Mousasi, que venceu Thales Leites no mesmo evento, em Londres, e Tim Kennedy.

Se quer um caminho teoricamente mais tranquilo, dando um passo atrás na dificuldade dos desafios para poder pensar alto novamente mais para frente, Kennedy é quem surge como melhor nome. Ele está parado desde setembro de 2014 e é bem mais baixo que Anderson (1,88 m do brasileiro para 1,80 m do norte-americano, além de 11 cm a mais de envergadura). Mousasi está em melhor fase e embalado pelo atropelo em Thales Leites.

Apesar da vontade do ex-campeão, ainda não há caminho livre para cumprí-la. O objetivo não foi levado ao UFC e não há uma negociação, de fato, acontecendo. Ainda, mas logo ela será aberta.

O Ultimate volta ao Brasil no dia 14 de maio, em card aguardado para acontecer em Curitiba, como antecipou o PVT. A organização reservou a Arena da Baixada para sua estreia em um estádio de futebol do país, mas aguarda o fechamento de uma luta principal com capacidade de lotá-lo para o anúncio. Fabrício Werdum x Stipe Miocic, valendo o cinturão dos pesos pesados, é o duelo que é considerado certo para isso.

PS: Já que está aqui, aproveite pra ouvir o podcast Na Grade do MMA, com análise completa da luta de Anderson e Bisping e o debate sobre o futuro do Spider. Dá para ouvir e assinar o canal do programa no iTunes, também. Basta entrar aqui.


Anderson desabafa sobre derrota: Queriam que tivesse assassinado meu rival
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Jorge Corrêa

Anderson Silva ainda não engoliu a derrota por pontos para Michael Bisping, em Londres, no último sábado. Mais exatamente, ele não consegue entender por que Herb Dean não deu o nocaute no final do terceiro round depois de ele dar uma joelhada voadora, que desmontou o rival.

Em mensagem postada em sua conta no Instagram, ele desabafou duramente sobre o assunto: “Isso é um esporte né ? As pessoas queriam que eu tivesse assassinado o meu adversário”, afirmou o brasileiro, com o vídeo acima.

Após o combate, o árbitro central explicou que não deu o nocaute porque Anderson Silva não continuou atacando Michael Bisping e, com isso, não declarou o final da luta. O brasileiro até comemorou como se o combate tivesse sido encerrado, subiu na grade, mas o confronto continuou pelos dois rounds seguintes.


Árbitros criticam atuação de colega e veem nocaute de Anderson em Bisping
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò


O resultado da luta do último sábado entre Michael Bisping e Anderson Silva ficará marcado pelas contestações. Há quem tenha visto vitória do brasileiro – ainda que os jurados laterais tenham votado unanimemente em favor do inglês – e há ainda quem considere que a luta deveria ter parado ao fim do terceiro round.

Foi nesse momento que Anderson soltou uma joelhada voadora que bagunçou o combate. Bisping reclamava com o árbitro Herb Dean para que a luta fosse paralisada para ele recolocar seu protetor bucal. Os segundos do round se esgotavam. E nesse descuido todo, Anderson fez o que tinha de fazer: atacar. Bisping tomou o golpe e caiu quase desacordado.

Para dois experientes árbitros brasileiros, Herb Dean teve uma atuação atrapalhada e errou ao não encerrar o combate após a joelhada voadora. Em vez disso, o norte-americano, visivelmente confuso, apenas avisava a Anderson, que já comemorava como se tivesse vencido, que ele não havia encerrado o combate.

Roberto Thomaz, que soma mais de mil combates em eventos nacionais, opinou: “O Herb Dean é meu amigo, é experiente, porém se equivocou. No caso do protetor bucal, ele só pode ser entregue na mão do lutador em momento sem embate. E ele se abaixou para pegar o protetor, sinalizou a devolução e o Bisping malandramente pediu o equipamento para evitar ser atacado. Mas tomou uma joelhada legal e caiu dobrado, no eixo da coluna, um indicativo claro de desligamento cerebral. Nocaute”

O árbitro brasileiro afirma que Anderson ainda poderia ter tentado dar mais golpes para liquidar a fatura mais claramente, e explica que o encerramento do round não pode salvar um lutador, a menos que ocorresse no último round. “O Anderson parou por causa do gongo, correto. Mas gongo não é contagem salvadora. O árbitro de MMA tinha de saber que deveria decretar o nocaute mesmo no intervalo. Ele errou feio”.

Flavio Almendra, veterano com experiência em eventos como o Jungle Fight, é da mesma opinião.

“O Anderson nocauteou o Michael Bisping. Essa é a realidade. A joelhada foi totalmente licita, porque o arbitro não tinha interrompido a luta. E o atleta desligou. Caiu nocauteado. Mesmo que tenha soado o gongo, o Bisping caiu nocauteado, implodiu, caiu no meio das pernas, então, estava nocauteado. Aquela luta era para ter sido encerrada”, afirma ele.

Almendra alerta também para o fato de o intervalo ter durado quase um minuto e meio, quando o correto é apenas 60 segundos, o que favoreceu o inglês.

“A função primordial do árbitro é garantir o respeito às regras e preservar a integridade dos lutadores. No momento que toma joelhada, ele apaga. É uma clara demonstração de que ele não tinha condições de se defender. Se o Herb quisesse extremar a regra e tomar para si a integridade física do atleta, ele teria ao menos de ter respeitado os 60 segundos, mas ele se enrolou com a situação. Um atleta pode ser ‘nocauteado’ no intervalo. Se tomar um golpe com efeito retardado, por exemplo… O intervalo faz parte da luta”, completou.

Dadas as opiniões, é importante pontuar: a premissa de definir se uma luta acabou é sempre do arbitro central, seja com o combate rolando, seja durante um intervalo com o auxílio de um médico. Se Herb Dean não chamou o nocaute, Anderson não poderia ter saído comemorando. O motivo da crítica, então, é o fato de o juiz não ter dado o nocaute logo após a joelhada, ainda que as regras não tenham sido infringidas.

Resumindo, a grande polêmica acaba sendo centrada em algo subjetivo, ainda que Dean tenha errado seu posicionamento e administrado mal toda a situação. Bisping tinha condições de continuar lutando, ou deveria ter sido preservado? Herb Dean tomou sua decisão, e ela foi fundamental para o resultado do combate.


Vitória contestável de Bisping é boa pra Jacaré e Belfort na fila do título
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Maurício Dehò

O Brasil segue afastado da disputa de cinturão dos médios, que já foi de Anderson Silva, hoje está com Luke Rockhold e será colocado em jogo em junho, na revanche do norte-americano com Chris Weidman. Michael Bisping é o novo cara no cenário, mas a vitória contestável diante do Spider deixa o caminho aberto para dois brasileiros: Ronaldo Jacaré e Vitor Belfort.

O melhor disso é que eles se enfrentam em maio, no Brasil. E têm tudo para conquistarem pelas próprias forças o chamado title shot.

Se tivesse nocauteado ou dominado mais as ações do combate e não tivesse acabado a luta com o rosto totalmente desfigurado, Bisping era aposta certa para disputar o cinturão. Por quê? Fácil. O UFC não deixaria de dar à torcida inglesa a chance de ver seu maior ídolo disputando um título.

Depois de tantos e tantos anos batendo na trave, seria a chance de levantar a bola do MMA na Inglaterra, um lugar em que o Ultimate nunca explodiu definitivamente. Esse cenário, aliás, ainda é forte, se formos levar em conta a importância que esse “fator Inglaterra” pode exercer para influenciar o UFC.

Mas, como Bisping teve algumas dificuldades e até o presidente Dana White opinou em favor de uma vitória de Anderson, não seria de se estranhar que um triunfo de Jacaré ou Belfort os levem a enfrentar Rockhold ou Weidman. Principalmente contra o atual campeão, os dois brasileiros tem um histórico interessante para levar a um duelo.

É preciso, no entanto, do que Bisping não conseguiu. Nocaute. Finalização. Domínio completo. Enfim, para tirar das mãos do inglês esse title shot, vai ser preciso dar show nesse duelo brasileiro de maio.


Após suspeita de fratura, Anderson deixa o hospital e volta aos EUA
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Maurício Dehò

Uma suspeita de fratura no tornozelo fez Anderson Silva ir direto da arena para o hospital na noite de sábado, em Londres, desfalcando a coletiva de imprensa realizada após Michael Bisping vencê-lo, no UFC. Neste domingo, o Spider deixou o hospital e já embarca para sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Em contato com o Na Grade, o empresário do brasileiro, Ed Soares, afirmou que está tudo bem com Anderson, descartando, portanto, a suspeita de fratura.

O agente ainda informou que estava no aeroporto, aguardando o embarque do Spider e seu time para Los Angeles, onde ele mora com a mulher e os filhos.

“Está tudo bom. Nós já estamos no aeroporto, indo de volta para Los Angeles”, disse Ed.

Anderson segue sem ter uma vitória em seu cartel desde 2012, quando derrotou Stephan Bonnar no Rio. Desde então, perdeu duas vezes para Chris Weidman e até venceu no octógono Nick Diaz, mas o resultado foi alterado para no contest, por conta do doping do brasileiro.

Contra Bisping, Anderson fez uma luta recheada com fintas, esquivas e brincadeiras, mas não teve sucesso no ataque. No fim, os jurados laterais marcaram um triplo 48-47 para o inglês.


Árbitro explica confusão e defende Bisping: ‘não poderia parar a luta’
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Maurício Dehò

O árbitro Herb Dean acabou ficando no centro da maior polêmica do combate entre Anderson Silva e Michael Bisping. No fim do terceiro round, enquanto o inglês reclamava da queda de seu protetor bucal e os segundos finais do round passavam, o brasileiro conectou uma joelhada voadora que derrubou o inglês. O Spider saiu comemorando, mas a luta não foi encerrada.

Dean deu sua visão do que aconteceu e explicou por que considera que a luta não poderia parar naquele momento.

“No momento em que o round foi encerrado, Bisping não estava inconsciente. Ele estava caído e machucado, mas estava olhando para Anderson em postura defensiva e, vendo isso, eu não poderia parar a luta. Se, ao invés de comemorar, Anderson tivesse continuado a atacar, aí sim, seria uma outra história. Mas ele estava festejando quando o gongo soou, e só ali o round acabou”, afirmou o experiente árbitro, aos amigos do Combate.com.

Dean admitiu que ainda precisa rever a luta, mas defende sua postura e a continuação do combate até o quinto round.

“Ainda não vi o replay, mas vou dizer exatamente o que aconteceu no terceiro round. As coisas ficaram um pouco estranhas quando Bisping começou a apontar para o protetor bucal que havia caído de sua boca. Mas a regra diz que, para repor o protetor, não pode haver ação. Anderson Silva estava no ataque, portanto a luta não estava parada. Ele jogou – e acertou – uma grande joelhada e Bisping caiu. O gongo soou e Anderson festejou como se tivesse vencido, mas eu não parei a luta. Todo mundo entrou, ficou uma grande confusão, mas eu disse que a luta iria continuar, que não havia acabado, e eles lutaram mais dois rounds”, completou.

Bisping ficou na bronca com o árbitro, já que pedia para a luta ser interrompida para recolocar o protetor bucal. Meu protetor caiu e eu falei para ele: ‘Herb, o protetor’. Olhe, eu não quero perder meus dentes. Não sei. Eu culpo ele por tudo isso”, afirmou, apontando para os pontos que recebeu na face.

Michael Bisping voltou cambaleante e com o rosto desfigurado para o quarto round, mas foi o suficiente para vencer essa parcial, de acordo com a pontuação dos jurados. No fim, ele deram três rounds para o inglês, que venceu com um triplo 48-47, cumprindo o sonho de derrotar Anderson Silva.


Aos 40, o que Anderson ainda significa para o UFC? Mais dinheiro no bolso
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò

A fase não é a mesma das glórias do passado, mas, aos 40 anos, Anderson Silva ainda é uma carta importante para o UFC. Um zap, podemos dizer. O ex-campeão dos médios ainda significa algo que qualquer empregador sonha: mais dinheiro no bolso. E não deve ser diferente neste sábado, quando ele volta de suspensão por doping contra Michael Bisping, em Londres.

OUÇA: 1ª edição do Podcast Na Grade do MMA revela bastidores da luta

Em um estudo feito pela empresa brasileira de auditoria BDO, é possível observar que Anderson é um ponto fora da curva e traz ganhos significativos para a organização, em diversos pontos: mais público, ingressos mais caros e maior bilheteria. Além disso, sua participação e seu sucesso coincidem com os momentos de melhor desempenho da organização.

No âmbito geral, é interessante notar que o estudo mostra claramente como o UFC teve um momento de alta em 2013, sofreu uma queda grande em 2014 – uma temporada cheia de lesões e surpresas negativas – e retomou a subida em 2015. Anderson não lutou em 2014.

Entrando nos números levantados, vamos por partes:

– Público:
O público médio do UFC em 2011 foi de 12.884 pessoas, caiu para 9.593 em 2014 e teve uma boa recuperação em 2015, com 11.820. O curioso é notar que Anderson sempre aparece acima disso. A média do ex-campeão apresenta 3 mil espectadores acima da média geral. Seu recorde de público foi de 21.451 pessoas, no UFC 97, quando venceu Thales Leites.

2

– Bilheteria:
Anderson tem números de bilheteria que, na média, são 65% acima do mercado. Nos eventos de maior expressão, ele chega a render para o UFC três vezes mais que a média – que em 2015 foi de US$ 2,21 milhões.

1

– Preço de ingresso:
Depois de uma baixa enorme de 2013 para 2014 (de US$ 188,96 para 127,26), os valores de ingressos do UFC fecharam 2015 com média de US$ 181,04. Em eventos com o Spider, a média geral é 50% superior, com picos em lutas em que o preço dos tíquetes girou na da casa dos US$ 400.

As conclusões

Colocar Anderson para lutar ainda é um meio fácil de garantir lucros, mesmo que um novo fracasso um ano após sua suspensão por doping o deixe numa posição em que isso pode mudar. Com o ex-campeão, o UFC tem 20% mais público. De sua média de 10.700, tem um acréscimo de 2.100 espectadores.

Isso gera impacto direto no bolso, já que os eventos de maior expressão de Anderson – como acontece agora, com sua estreia em Londres pela organização, enfrentando um lutador local – chegam a ter ingressos custando mais que o dobro da média e geram uma bilheteria 40% maior que a média.

Como bem pontuaram os amigos da ESPN, Anderson e Bisping também geram seus gastos. Eles são os lutadores que mais “tiraram” dinheiro do UFC. O inglês é quem soma maior valor recebido em bolsas, com US$ 5,694 milhões, seguido pelo brasileiro, com US$ 4,717 milhões. Mas, é claro, os ganhos se multiplicam em cima dessa bolsa.

Então, uma coisa é certa. Enquanto o UFC puder e o “vovô” Anderson conseguir, ainda veremos muito do Spider no octógono. Afinal, quem vai ser bobo de perder esses milhões garantidos no bolso?