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A saída de Anderson Silva do TUF Brasil em detalhes
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Jorge Corrêa

Quase três meses depois do anúncio dos flagrantes de doping na luta contra Nick Diaz, Anderson Silva ainda espera seu julgamento, mas estamos descobrindo – a conta gotas – como que o lutador encarou a situação na época do ocorrido. Pudemos ver a reação do ex-campeão dos médios em algumas cenas do episódio do último domingo do reality show The Ultimate Fighter.

Agora, o UFC divulgou um novo vídeo que mostra os bastidores e a emoção do lutador ao anunciar a seus comandados que estava deixando o programa. ““Acabei caindo no exame de doping e por decisão da Comissão Atlética de Nevada vou ter que sair da casa. Vocês não podem deixar o sonho sair das mãos de vocês, mantenham o foco. Não percam a disciplina, lembrem de tudo que passaram para chegar até aqui”, disse.


Revanche ninja? Anderson imita Diaz e mostra habilidade com armas
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Maurício Dehò

Anderson Silva pediu nesta semana que Dana White e o UFC concedam a ele e Nick Diaz uma revanche, para desfazer a confusão do doping na edição 183, quando o Spider ganhou por pontos, mas caiu no antidoping. Se a organização não quiser, eles podem ter um duelo ninja diferenciado.

Uma das habilidades muito conhecidas de Nick Diaz – além de fumar maconha e ser pego no antidoping – é no manuseio de nunchakus, aquele objeto que consiste em dois bastões ligados por uma corrente e muito comum em filmes de ninjas. E não é que Anderson resolveu mostrar que também manja da coisa?

O ex-campeão dos médios do UFC postou alguns vídeos manuseando os nunchakus (que também são chamados de matracas no Brasil) e, entre acertos e erros, parece que já manda bem com as armas.

VALE A PENA LER:
Anderson era chorão no taekwondo e idade é empecilho para 2016, diz mestre

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Anderson posta 1ª foto treinando TKD, mas ainda quer revanche com Nick Diaz
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Maurício Dehò

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A notícia do desejo de Anderson Silva de disputar os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, foi dada pela Conderação Brasileira de Taekwondo. Se alguém tinha dúvidas da veracidade desta nova meta para o ex-campeão do UFC, a resposta veio no Twitter do lutador, com uma foto de treino. Mas não parou por aí, no Instagram, ele deixou claro que ainda tem planos no MMA e pediu uma revanche contra Nick Diaz.

O Spider postou pela primeira vez desde o anúncio uma foto treinando a arte marcial, com direito a quimono e faixa-preta. O taekwondo foi a segunda luta desenvolvida pelo astro, com cerca de dez anos – antes disso ele fez capoeira. “Treino de taekwondo na MTC (Muay Thai College”, diz a legenda da imagem.

Saiba mais sobre o sonho de Anderson no taekwondo:
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O curioso é que Anderson não se limitou a falar de taekwondo nas redes sociais nesta madrugada/manhã. Ele também postou uma foto no Instagram deixando claro que seus planos no UFC seguem vivos e apontou quem quer como próximo rival: o mesmo de sua última luta.

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“Eu acredito que há algo inacabado entre mim e Nick Diaz, e agora eu espero que você, Dana White, possa aceitar meu pedido e marcar uma revanche possível em meu país, o Brasil”, afirmou Anderson.

Anderson segue afastado do MMA após testar positivo em antidopings realizados antes do UFC 183. Na ocasião, ele venceu Nick Diaz por pontos, mas um julgamento em maio deve anular o resultado e pode lhe render um gancho de nove a 18 meses.


Pupilo de Anderson só viu lutador ‘perder a linha’ pela TV
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Maurício Dehò

Em meio a dois episódios sem grandes histórias e com boa, mas pouco memoráveis, o início do TUF Brasil 4 teve como um dos destaques o nervosismo de Anderson Silva vendo um de seus pupilos disputar as eliminatórias para conseguir uma vaga na casa do reality show. André “Dedé” Santos foi o responsável por, nas palavras do próprio Spider, fazer o ex-campeão “perder a linha” na torcida. O detalhe é que Dedé não fazia a menor ideia de tudo o que aconteceu ali, fora do octógono, até assistir ao programa na TV.

A ligação de Dedé e Anderson vem de cerca de sete anos atrás, quando um jovem curitibano de 16 anos entrou na academia Killer Bees, liderada pelo ex-campeão do UFC na capital paranaense. Dedé teve de se liberar das proibições da mãe, que mais jovem o impediu de treinar lutas, e acabou começando a treinar muay thai justamente no espaço em que um dos maiores nomes do MMA dava aulas.

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Anderson aparecia eventualmente e, ainda que o garoto fosse iniciante, sempre deu dicas e conselhos. “Com o passar do tempo, os treinamentos com ele viraram rotina. Em todas as vezes em que ele ia se preparar para seus combates, eu participava do camp, ajudando no muay thai. Desde então, estamos sempre juntos, e nos ajudamos nas preparações para os combates”, explica o jovem de 23 anos, que tem cartel profissional de três vitórias e uma derrota no MMA.

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Foi a convite de Anderson que Dedé virou lutador de MMA. Há cerca de três anos, ele foi chamado para treinar com o mestre e amigo no Corinthians, em São Paulo. Passou a morar nos dias de semana com cerca de 20 lutadores em um alojamento no clube paulista, retornando a Curitiba nos fins de semana. E iniciou o trabalho em outras artes marciais, como boxe, jiu-jítsu e luta olímpica. Era hora de viver do esporte.

O ápice pode vir agora, com a oportunidade de se destacar no reality show do UFC e buscar o título da quarta edição do TUF Brasil. A primeira vitória foi promissora, com um nocaute técnico sobre Jefferson Batata. O paranaense venceu com estilo, na base de uma combinação de golpes na linha de cintura.

Do lado de fora do octógono Anderson gesticulou, respirou fundo, levantou-se da cadeira, fez cara de desespero… Dedé nem notou.

“Na verdade, eu fiquei até impressionado, foi muito bacana. Eu não tinha visto, eu não tava vendo a reação dele, por conta da luta, claro. E ele Ele não me contou nada disso, não falou nada. Quando vi a reação na TV, achei muito bacana, vi que é uma parada recíproca, que eu gosto dele e ele tem um carinho especial por mim”, conta o lutador da categoria leve.

É claro que, além de comemorar a vitória, Anderson ainda chamou de primeira Dedé para seu time. O problema é que, devido ao doping, o Spider deixará o programa, um grande baque para o pupilo. “Foi uma coisa bem difícil, eu senti bastante. Além de ser parceiro somos amigos, no episódio que ele sai fiquei muito triste, não só pelo lado professor, mas por estar tanto tempo junto.”

Anderson: amigo e mestre

Dentro e fora do octógono, Dedé é parceiro de Anderson em todas as horas. Para o jovem lutador, o ex-campeão do UFC tem qualidade para ser um ótimo professor, e leva a sério esse lado.

André Dedé foi escolhido por Anderson, e teve Minotauro como técnico após a exclusão do ex-campeão, devido ao caso de doping

André Dedé foi escolhido por Anderson, e teve Minotauro como técnico após a exclusão do ex-campeão, devido ao caso de doping

“Ele é uma pessoa que leva arte marcial muito a sério. Não gosta de brincar nos treinos, tem um lado que gosta de ensinar, corrigir os erros. Por mais que ele próprio esteja treinando, ele também cobra e dá conselhos para os outros. É muito atencioso”, relata Dedé.

“Comecei a fazer os camps dele há uns cinco anos e, fora do tatame, a gente também tem uma relação muito boa. Ele é um mestre e também um amigo. Convida para churrasco na casa dele, para passear no shopping, jogar videogame, nós nos damos superbem”, concluiu.


Maior do MMA, Anderson faz 40 anos longe dos holofotes e no limbo do doping
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Jorge Corrêa e Maurício Dehò

Nocaute de Anderson sobre Belfort - aqui em arte de André Gorobetz - é um dos mais importantes da história do UFC

Nocaute de Anderson sobre Belfort – aqui em arte de André Gorobets – é um dos mais importantes da história do UFC

É muito difícil de se ver um atleta chegar aos 40 anos competindo em alto nível. Anderson Silva tinha tudo para conseguir esse feito, mas Chris Weidman, fratura e doping fizeram com que aquele que é apontado como o maior de todos os tempos no MMA completasse quatro décadas, nesta terça-feira, bem longe dos holofotes e em um “limbo” pelo longo período até que o futuro de sua carreira seja definido.

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Independente do que aconteça no julgamento dos seus flagrantes de doping do começo deste ano, quando olharmos no futuro o que o Spider já fez no MMA, dificilmente ele não será apontado como um dos maiores de todos os tempos, ou pelo menos o maior que já passou pelo UFC. Suas marcas, seus recordes, suas lutas e seu estilo deixam isso bem claro.

Mas soa quase melancólica a maneira com que ele chega aos 40 anos. O grande – para não falar o único – responsável pela explosão do MMA no Brasil está distante, praticamente fugindo, dos holofotes, focado em sua defesa no caso de doping e pensando em como retomar sua carreira de forma digna depois do que aconteceu nos últimos dois anos. Em paralelo, segue trabalhando para ser um ator e chegar a ponto de estrelas filmes de ação em Hollywood.


A base para ele tem sido sua família, o que já havia ocorrido durante a lesão, e um número mais restrito de treinadores e amigos. Diferentemente do batalhão de gente que o cercava antes de suas lutas, o doping diminuiu a lista de amigos mais íntimos, até pela estado delicado de seu momento.

Os posts filosóficos nas redes sociais, com frases na linha auto-ajuda também mostram uma tentativa de enfrentar todo o drama que viveu, mostrando inclusive que Anderson afasta a imagem de “herói”, aproximando-se do lado mais humano, que também erra.

Antes dos exames antidoping positivos, o brasileiro já tinha enfrentado os dois maiores rivais de sua carreira: Chris Weidman, o único a derrotá-lo no Ultimate, e a uma gravíssima fratura em sua perna, única lesão de grande impacto em sua carreira e que deve ser apontada por ele como motivo para seu caso de doping.

Mesmo com tudo isso e com o que os 40 anos de idade significam na vida de um atleta, Anderson dá todas as mostras de que vai ser um quarentão lutador, buscando defender seu legado e retomar a imagem que tinha deixado após sair do Nick Diaz com o anúncio da vitória. A imagem de um Anderson longe do auge físico e técnico, talvez ainda removendo as teias de aranha na volta de letão, mas ainda com traços de seus velhos tempos.

No MMA, Anderson já falou quando pretende lutar, em 2016, e demonstrou aceitar que terá um gancho que dure todo o ano de 2015. Seu julgamento está previsto para acontecer em maio, e a pena deve ter prazo de 9 meses a 1 ano e meio de suspensão. Qualquer coisa superior a isso seria surpreendente, e poderia significar o fim destes planos.

Mas não acaba por aí. Além de prometer lutar no UFC por mais dois anos, pelo menos, ele surpreendeu ao inventar de querer disputar as Olimpíadas do Rio, em 2016, no taekwondo. Faixa-preta na arte, ele tem um caminho difícil e improvável de ter sucesso na empreitada. Mas, é mais uma forma de preparar o terreno para garantir que um fim de carreira que tinha tudo para ser glorioso não se torne um pesadelo para o agora quarentão Spider.

Abaixo, veja as homenagens que Spider ganhou no seu aniversário

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TUF começa sob a sombra do doping de Anderson e necessidade de afirmação
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Jorge Corrêa

O grande desafio de qualquer reality show longevo é se renovar, mas sem perder a essência, motivar o interesse do público, por mais que a fórmula já esteja desgastada. A versão brasileira de The Ultimate Fighter envelheceu rápido demais por vir tantos anos depois do original norte-americano. Mas a quarta edição do TUF Brasil tem elementos o suficiente para trazer de volta toda a atenção ao programa – para o bem e para o mal.

Era para ser uma simples mudança no esquema dos lutadores, que não se enfrentariam na final. O UFC escolheu a dedo Anderson Silva e Maurício Shogun a dedo para retomar o caminho da seriedade, mas a revelação do doping do ex-campeão dos médios já com o reality sendo gravado veio como uma bomba. Demorou mais de uma semana até a Comissão Atlética de Nevada pedir sua saída do programa, dando lugar a Rodrigo Minotauro.

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A TV Globo está explorando o caso de doping de Anderson como uma das principais atrações do TUF Brasil 4. Nas chamadas antes da estreia neste domingo, depois do BBB, Minotauro não é nem mesmo citado. É como se ninguém soubesse que Silva foi retirado do show.

Anderson Silva pouco falou sobre o flagrante em três exames antidoping, antes e depois de sua vitória sobre Nick Diaz em 31 de janeiro, mas ninguém sabe qual foi sua reação, o que aconteceu, ao receber a notícia – o que aconteceu durante as gravações. Estão prometidas cenas de muita emoção com o lutador, principalmente no momento em que ele contará o que aconteceu para seu time que ele terá de sair do comando e o motivo para isso.

Mas outra grande questão em cima desta quarta edição é a maneira com que os atletas e suas histórias serão apresentadas. Isso porque cada uma das últimas temporadas teve sua própria característica. O primeiro TUF Brasil teve um tom escolar, professoral. O segundo ficou marcado pelo baixíssimo nível dos atletas e as zoeiras entre os times. Já no ano passado, as brigas e confusões entre os técnicos Wanderlei Silva e Chael Sonnen roubaram as atenções.

Mas, afinal, o a grande intenção do programa não é revelar o futuro do UFC?

Para deixar o programa mais focado nas lutas e mais próximo da versão norte-americana, uma grande inovação. Ele foi todo gravado em Las Vegas, com a academia original, mas com uma mansão montada apenas para os brasileiros.

Agora é saber que essa mistura de seriedade com um escândalo de doping trará a afirmação que o TUF precisa para sobreviver no Brasil por mais alguns anos.


Anderson Silva pede e consegue adiar julgamento de caso de doping
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Jorge Corrêa

A novela sobre o caso de doping de Anderson Silva no UFC 183, no início deste ano, vai demorar um pouco mais para ter uma conclusão. Isso porque ele não será mais julgado neste mês de março pela comissão Atlética de Nevada (NAC), como estava previsto.

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Seus advogados entraram com um pedido de adiamento, que foi aceito pela entidade. O diretor executivo da comissão, Bob Bennett, confirmou ao blog, em contato telefônico, que aceitou adiar a audiência de defesa do ex-campeão dos médios do UFC.

Até lá, ele continua suspenso preventivamente.

Esse tempo a mais foi pedido para que ele apresentasse a primeira parte de sua defesa, uma representação por escrito, respondendo formalmente pelo processo de doping.

Ele explicou que esse encontro deve acontecer apenas em abril, mas ainda não tem uma data estipulada. O programa Revista Combate desta semana disse que a audiência deve ocorrer no dia 9 do próximo mês, mas não consegui confirmar essa data específica.

Anderson Silva está no Brasil e inclusive tem conversado com seu advogado por aqui, Claudio Dalledone, em Curitiba, sobre o caso. Nos Estados Unidos, ele é representado por Michael Alonso, que já trabalhou com Vitor Belfort no caso do tratamento de reposição de testosterona.

O lutador brasileiro já retomou sua rotinha de treinamento e está até dando aulas em sua academia na Califórnia. Agora, no Brasil, ele vai ministrar uma aula prática de MMA no Rio de Janeiro na próxima semana.

O ex-dono do cinturão dos médios está sendo processado por ter sido flagrado com substâncias proibidas em pelo menos três exames, um antes da luta contra Nick Diaz, e dois no dia do combate. Duas vezes foram pelo uso de anabolizantes e outra por ansiolíticos que foram ministrados sem a autorização da comissão.

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Anderson Silva vai admitir que usou anabolizante. Mas não para se dopar
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UOL Esporte

Dani Blaschkauer, Gustavo Franceschini e Jorge Corrêa

Ainda não está marcada pela Comissão Atlética de Nevada a audiência disciplinar que vai julgar o caso de doping de Anderson Silva. Sabe-se apenas que será em março. No entanto, sua equipe já trabalha pesado em sua defesa e podemos adiantar, em primeira mão, como está neste momento a estratégia de argumentação do brasileiro para, pelo menos, minimizar as sanções que deve sofrer depois de ter sido flagrado duas vezes com substâncias proibidas, antes e depois de vencer Nick Diaz em 31 de janeiro.

Como tinha adiantado na única declaração pública que fez depois que o caso veio a público, Anderson vai negar que tenha tentado trapacear para vencer o norte-americano. No entanto, vai admitir que fez uso do anabolizante drostanolona durante a recuperação da grave fratura que sofreu contra Chris Weidman no fim de 2013.

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O brasileiro vai argumentar que usou o anabólico como remédio para recuperar o local lesionado. Além da famosa função de aumento de desempenho atlético, a drostanolona também pode ser usada para fortalecimento da musculatura. No começo da recuperação, temendo que pudesse nunca mais ter uma normal ou até mesmo ficasse sem andar, usou o anabolizante com esse segundo intuito.

Não está claro se Anderson já tinha plena consciência do que estava tomando desde o começo, desde as primeiras doses da drostanolona, mas em algum momento ficou ciente de que estava usando uma substância proibida no esporte mundial. O atenuante, na época, era que ele acreditava que a droga sairia completamente do seu organismo até ele ter uma luta marcada ou iniciar a preparação para ela.

O que Silva e seus advogados tentarão deixar claro, a todo momento, é que ele até fez uso da drostanolona, mas nunca com a intenção de se dopar ou de tirar vantagem sobre seu adversário. Para isso, também usarão o argumento de que a quantidade da substância encontrada em seu organismo era muito pequena, o que não daria para aumentar sua performance contra Nick Diaz.

Ele também tem uma explicação para terem encontrado ansiolíticos no exame feito no dia da luta. Em novembro do ano passado, Anderson teve fortes dores nas costas e acabou no hospital por conta de espasmos musculares no local. Foi receitado para ele a benzodiazepina diazepam, vendido mundialmente como Valium, que além dos seus efeitos calmantes, também é relaxante muscular. E lhe foi indicado que se voltasse a sofrer o mesmo tipo de problema, poderia tomar o remédio novamente, o que aconteceu nas véspera da luta. Foram detectadas na urina de Anderson as substâncias temazepan e oxazepan, benzodiazepinas que tem o mesmo efeito do Valium.

Novamente, ele vai alegar que não usou a medicação de má-fé e não mentiu para a comissão deliberadamente ao não revelar que fez (ou faria) uso das benzodiazepinas. Ele simplesmente repetiu a indicação médica que foi lhe dada no ano passado.

Toda essa argumentação não deve livrar Anderson Silva de ser considerado culpado pelos flagrantes com doping e nem sua defesa acredita que conseguirá fazê-lo ser julgado inocente, mas a ideia principal é atenuar sua possível pena, que pode ser um gancho de até um ano, além de uma pesada multa. Ele tentará que a suspensão seja de seis a nove meses, além de um valor mais leve para a multa.

Mais que isso, esse discurso de arrependimento e de assumir o que fez será o começo do trabalho para reconstruir sua imagem, além de tentar evitar a fuga de velhos e novos patrocinadores. A partir dai será feito um gerenciamento real de crise, o que não aconteceu até agora desde o flagrante. Dessa maneira, ele prepara o terreno para voltar a lutar. Sim, ele vai voltar a lutar e quer fazê-lo o mais rápido possível.


O que há por trás do desabafo de Anderson Silva
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Jorge Corrêa

Após longos 16 dias, Anderson Silva finalmente se pronunciou sobre os flagrantes de doping antes e depois de vencer Nick Diaz, no UFC 183, em 31 de janeiro. Como esperado, ele disse ter se surpreendidos pelos resultados dos testes. Mas há muita história implícita dentro do texto que publicou em sua conta no Instagram. Antes vou dar o cenário deste desabafo.

Essa pode até ter sido a primeira declaração do ex-campeão dos médios sobre o caso de doping, mas não necessariamente estava calado nas redes sociais. Ele postava fotos e frases sem muito sentido fora de algum contexto, além de elogios a Rogério Camões, seu preparador físico há muitos anos.

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Na última quinta-feira, ele começou a dar sinais de que estava próximo de quebrar o silêncio. Ele fez duas postagens no Twitter antes do desabafo final. Na primeira, ele recuperou um vídeo do ator Pedro Cardoso em que ele criticava a sede da mídia por fofocas, a maneira como a imprensa pode construir e destruir. O lutador está descontente com a maneira que a imprensa está lidando com o caso. Para ele, já estão o considerando culpado. Está se sentindo abandonado.

O blog apurou que Anderson Silva está em um momento bem sozinho, principalmente se compararmos com a legião de assessores, amigos, colegas e parceiros de treinos que sempre estiveram ao seu lado. É praticamente inexistente qualquer tipo de gerenciamento de crise. Um dia antes de sua primeira audiência na Comissão Atlética de Nevada, importantes membros do seu time na última luta estavam curtindo o desfile das escolas de samba do Rio, na Sapucaí, postando dezenas de fotos alegres no Instagram.

Mas o que está mais o tirando do prumo do brasileiro são as críticas que ele está recendo por parte dos torcedores. Deixou isso claro ao postar a reprodução de um comentário bem agressivo contra ele. “Lamentável e muito triste”, resumiu Anderson na postagem. Ele viu o apoio de antes e depois da luta contra Nick Diaz virar raiva e agressão. Isso está o consumindo – e não ter boa parte daqueles que considerava amigo ao lado não ajuda em nada.

Vamos ao texto em si.

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O ponto mais importante deste desabafo que postou no Instagram é que ele deu o caminho de qual deve ser sua defesa na comissão atlética em março. Em nenhum momento ele negou o doping, disse que é mentira ou que os exames tenham sido feito de maneira errada. Ele simplesmente negou qualquer tipo de “trapaça”. Além disso, explicou que mandou para análise todos os remédios que tomou desde que sofreu a fratura contra Chris Weidman.

O que esses dois pontos mostram: ele não vai rebater os resultados positivos dos exames, mas terá um discurso de que, se tomou substâncias proibidas, foi sem saber. Essa explicação será boa para limpar sua imagem, mas não adiantará nada para inocentá-lo. A não ser que seu advogado ache alguma brecha e consiga uma reviravolta histórica, Anderson vai pegar um ano de gancho, sua vitória será transformada em no-contest (sem resultado), assim como terá de pagar uma multa pesada.

Além de tentar diminuir o estrago feito em sua imagem, isso mostra que ele deve procurar algum culpado por esse doping, que podem ser dois: algum médico, nutricionista ou profissional que tenha trabalhado na sua suplementação ou medicação, ou então o laboratório que pode ter manipulado e contaminado algo que tomou.

Silva é conhecido por confiar quase que cegamente em seus amigos e nas pessoas que são próximas dele ou consideradas de confiança. Mas isso pode tê-lo complicado muito dessa vez.

No texto, Anderson também manteve sua posição contra o uso de drogas para melhora de performance. No ano passado, foi veemente em dizer que quem fosse pego com esse tipo de doping, deveria ser banido do esporte. “Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.” Reiterar isso pode ajudá-lo, principalmente, a manter patrocinadores.

Mas o que ficou mais claro foi a tristeza dele com as críticas que vem recebendo e como está vendo sua “reputação ser destruída”– palavras dele. Como o amigo Maurício Dehò publicou, após falar com especialistas, a melhor maneira que Anderson Silva tem de recuperar sua imagem é apostar na ingenuidade e voltar a lutar, com uma nova vitória.

Confira o texto completo:

Não falarei nada sobre quem sou ou que fiz e passei até chegar aqui.

O que me importa agora é o respeito dos que me acompanharam até este momento da minha carreira.

Sangrei, sofri e lutei porque amo e porque sempre quis honrar e defender a bandeira do país que tanto amo.

Não sei do que me desculpar, pois ainda aguardo o resultado dos exames e a análise dos médicos e especialistas que trabalham para revelar a verdade.

Todos os remédios que tomei desde a minha fratura estão sendo analisados. Busco a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados.

Em dezoito anos de carreira, nunca tive problemas com exames. Sempre joguei limpo. Nunca fui trapaceiro.

Dentro e fora do octógono jamais vacilei no respeito aos princípios que sempre me pautaram. Com muita honra e dignidade defendi meu País onde quer que lutei.

Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.

Amo o que faço e jamais poria em risco o que levei tanto tempo para construir.

Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar.

O tempo que se leva para destruir uma reputação é infinitamente menor do que aquele empenhado em construí-la.

Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas.


Anderson Silva deve ter multa pesada e gancho de um ano por caso de doping
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Jorge Corrêa

No mesmo dia em que foi oficializada a suspensão preventiva, a Comissão Atlética de Nevada (NAC) também recebeu a denúncia contra Anderson Silva por conta dos flagrantes de doping em exames feitos antes e depois de sua vitória sobre Nick Diaz. O documento escrito pelo procurador Christopher Eccles tem 37 páginas e detalha as infrações e possíveis penas que ele deve sofrer se for considerado culpado.

Vou relatar o que tem no documento:

– Anderson Silva foi flagrado com dois tipos de anabólicos em um exame de urina feito em 9 de janeiro: drostanolona e androsterona. As duas substâncias são proibidas pelo código geral da Agência Mundial Andoping (WADA). Esses testes foram conduzidos pelo Laboratório de Medicina Esportiva e Pesquisa de Salt Lake City (SMRTL).

– O ex-campeão dos médios foi flagrado em dois exames de urina feito em 31 de janeiro, um logo antes de enfrentar Nick Diaz e outro logo após o combate. No primeiro, feito pela SMRTL, ele foi flagrado novamente com o anabólico drostanolona. No segundo, conduzido pelo laboratório Quest, foi encontrado dois tipos de benzodiazepinas (que podem ser ansiolíticos, ou sedativos e relaxantes musculares): Oxazepam e Temazepan.

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– As benzodiazepinas não constam na lista de substâncias proibidas da WADA, mas são vetadas em Nevada. Elas podem ser liberadas apenas se for pedido previamente para a Comissão Atlética uma permissão de uso desse tipo de droga, baseado em relatórios médicos.

– No formulário que Anderson Silva preencheu antes de pedir a licença para enfrentar Nick Diaz, ele não informou o uso de qualquer tipo de medicação, ou seja, mentiu, o que viola as regras da NAC e configura perjúrio (falso testemunho).

– Apesar de ter sido flagrado em três exames diferentes, o caso de Anderson está sendo considerado um único doping. Dessa maneira, como não há reincidência e sua suspensão deve ser de um ano. Reincidentes podem pegar dois anos de gancho.

– A multa estipulada para o caso não pode passar do valor de US$ 250 mil (cerca de R$ 700 mil).

– Se for julgado culpado, ele também terá de arcar com todos os custos do processo e de investigação, incluindo os valores dos exames antidoping feito e honorários de advogados.

– Foi pedido para que a vitória de Anderson Silva seja transformada em No-Contest (sem resultado).

– Anderson Silva tem 20 dias para apresentar à NAC algum tipo de defesa ou ciência do processo. Caso não o faça, ele perde a chance de defesa e será considerado que ele assumiu ter feito todas as infrações que é acusado.

– Ele passará agora por uma audiência disciplinar, em março. A denúncia será ouvida pela Comissão e o lutador terá a chance de se defender. Nessa data, ele terá de comparecer pessoalmente, não podendo se defender apenas por telefone ou ser somente representado por um advogado.

– Não foi pedida a contraprova de nenhum exame.

– Ele foi submetido a dois exames de sangue, em 19 e 31 de janeiro. Como ambos deram negativo, as amostras já foram descartadas.

– Antes de voltar a lutar, ele terá de passar por um exame de urina e o resultado terá de dar negativo para qualquer substância proibida para que consiga pedir sua licença.