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Grande vitória alavanca final de carreira de Wanderlei e adia possível aposentadoria

Jorge Corrêa

04/03/2013 13h18



Por mais otimista que fosse o fã, dificilmente alguém esperava uma atuação tão boa de Wanderlei Silva no UFC Japão no último final de semana. O veterano vinha de lutas fracas no evento. Mais que isso, ele nunca se firmou no Ultimate, nunca tinha dado show, nunca tinha sido o "Cachorro Louco" do Pride. Isso até sábado passado.

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De volta ao país onde se tornou uma lenda do MMA, Wanderlei chegou cheio de dúvidas e questionamentos em suas costas. Tinha gente que já queria aposentá-lo. Em quase todas as entrevistas que deu antes do nocaute sobre Brian Stann, ele tinha de ouvir perguntas sobre se deixaria o octógono em caso de derrota.

Wanderlei mostra as marcas da luta contra Stann

A resposta era sempre a mesmo: "Ainda tenho saúde e vontade para continuar." Mas o que ele tinha mesmo para dizer era dentro do octógono. Empurrado pelo torcida japonesa, o curitibano mostrou que tem mesmo muita lenha para queimar. Foi sua melhor atuação no UFC e teve uma apresentação, e um nocaute, que lembrou seus melhores momentos.

Wanderlei disse ao blog que tem planos para se candidatar a deputado estadual no Paraná nas eleições de 2014 e não seria isso que o impediria a continuar lutando. Mas ele não nega que está em final de carreira, ele sabe que não tem mais muito tempo como atleta. Só que essa vitória alavancou essa fase derradeira como lutador profissional de MMA. Sua aposentaria está definitivamente adiada.

De volta aos meio-pesados, Silva mostrou uma grande explosão física e uma capacidade de absorver melhor os golpes em relação às últimas lutas, quando esteve entre os médios. Com essa atuação, ele conseguiu alavancar sua audiência junto ao público, trouxe saudosismo dos tempos de Pride para os fãs mais antigos e definitivamente se apresentou para os novos.

"Estou muito feliz. Voltar ao Japão me fez me sentir jovem novamente. Stann foi um rival muito duro, estou feliz que Dana White me deu essa chance e dedico essa vitória aos meus fãs que me apoiaram o tempo todo. Acho que, neste momento da minha carreira, essa vitória é até melhor que um cinturão, pois me sinto muito feliz", disse o lutador após o combate.

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Agora, ele já pode pensar em seus próximos combates e pedir grandes rivais. Wanderlei não sonha com cinturão, mas quer fazer combates memoráveis entre os meio-pesados. E possíveis rivais não faltam, caras que casam bem com seu jogo e podem dar show junto dele.

Não é nada concreto, mas vou divagar sobre alguns nomes que se encaixam bem nesse perfil:

Vitor Belfort – Ainda está engasgada aquela derrota de 1998 e o sonho da revanche foi adiado no ano passando quando Vitor se machucou antes de eles se enfrentarem em Minas Gerais.

Dan Henderson – Também veterano em fase final de carreira, está em forma e pode dar ao brasileiro a chance de uma revanche sobre a derrota que ele sofreu no Pride, em 2007.

Chris Leben – Seria muito interessante para Wanderlei conseguir apagar a vexatória derrota que sofreu para o norte-americano em 2011, quando foi nocauteado em 27 segundos.

Forrest Griffin – O ex-campeão sempre lutou muito aberto, gosta de uma trocação franca, assim como Wanderlei. Fariam um ótimo combate entre veteranos do MMA.

Chael Sonnen – Wand já o desafiou pessoalmente e colocou o dedo em sua cara depois de americano provocar brasileiro. É a luta que o blogueiro gostaria de ver.

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