Na Grade do MMA

Por que Cris Cyborg e Jon Jones são os campeões que o UFC estava precisando

Jorge Corrêa

31/07/2017 04h00

Como Dana White gosta de dizer, o UFC 214 entregou (tudo que prometeu, claro). Com três disputas de cinturão e mais algumas lutas entre atletas bem ranqueados em suas categorias, o evento na cidade californiana de Anahein foi um dos melhores do ano. E dois dos três campeões da noite tem responsabilidade direta para isso.

Vimos Jon Jones retomar o cinturão linear dos meio-pesados quase dois anos depois de vê-lo ser retirado por conta de problemas fora do octógono. Já Cris Cyborg teve mais uma atuação dominante e finalmente se tornou campeã peso pena do maior evento de MMA do mundo.

Mas o que eles têm em comum? O futuro do UFC nas mãos.

Jones e Cyborg não são simplesmente campeões, eles são apontados por muitos como os maiores de todos os tempos em seus respectivos gêneros. Ambos mostraram em suas lutas (e depois delas) que são: talentosos, trabalhadores, carismáticos, criativos, inteligentes. O pacote completo para um evento que prima tanto pelo entretenimento e pela divulgação de seus atletas.

O UFC passava por um momento em que tinha muitos campeões talentosos e atléticos, mas sem um mojo, aquela magia que traz o público para junto do evento. Jon e Cris chegam ao topo de suas categorias no momento perfeito para tomar os holofotes de assalto. Eles estão prontos para surfar a onda de suas vidas (no caso do americano, pela segunda vez).

Jon Jones maduro

Apesar da grande atuação e do nocaute avassalador que deixou Daniel Cormier aos prantos ao final do UFC 214, Jones não teve vida fácil. O agora ex-campeão estava bem e até vencendo a luta quando foi atingido pelo chute que nunca mais vai esquecer (foi a primeira vez que DC foi nocauteado na carreira). Mas o mais impressionou foi maturidade, mental e técnica, de Jon durante os momentos em que foi pressionado. Parecia que poderia vencer a qualquer momento. E venceu.

Cris Cyborg sem afobação

Tonya Evinger merece todos os aplausos do mundo por ter aguentado mais de dois rounds levando os duros golpes da brasileira. Mas Cyborg mostrou que é uma lutadora fria e calculista, não apenas aquela doidona que se desembestava a dar seus violentos socos, chutes e joelhadas nos primeiros segundos de luta. Ciente de sua superioridade, Cris teve calma e esperou o momento certo de acabar com o combate, sem correr riscos, mas sem deixar de atacar em momento algum.

Chato ou xadrez?

A vitória de Tyron Woodley sobre Demian Maia, mantendo o cinturão dos meio-médios do UFC, terminou com uma sonora vaia no ginásio. Os torcedores não estavam preparados (ou não queriam) o jogo de xadrez que aconteceu no octógono por 25 minutos. O americano sabia que o brasileiro precisava de apenas uma oportunidade para pôr seu jogo de luta agarrada e tentar a finalização. E ele foi lá para evitar isso de qualquer maneira. Woodley jogou na certeza, no risco-zero.

Exigimos revanche. E com cinco rounds

Como esperado, Robbie Lawler e Donald Cerrone fizeram uma das melhores lutas do ano. Trocação com muita técnica, muito coração, do começo ao fim. Acabou com uma vitória, nos detalhes, de Lawler. Mas o que ficou é que o gostinho de quero mais. Todos os fãs pediram uma revanche imediata. E na luta principal de um Fight Night, para que possamos ver esse show por cinco rounds.

Decepções brasileiras

A nota negativa para o Brasil no card nem foi a derrota de Demian, mas sim as atuações de Renato Moicano e Renan Barão. Moicano estava invicto na carreira até ser finalizado por Brian Ortega, em sua pior atuação desde que chegou no UFC. Já Barão parece que nunca mais vai retomar as grandes atuações de quando era campeão peso galo. Parece que, simplesmente, não sai mais nada ali de dentro. Nem mesmo ir treinar nos Estados Unidos parece ter ajudado.

UFC 214, em Anaheim

UFC 214, em Anaheim

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Saiba o que acontece dentro e fora do octógono, relembre as grandes histórias e lutas que fizeram o vale-tudo se tornar o MMA. Aqui também será o espaço para entrevistas, análises, debates, polêmicas e tudo que faz do MMA o esporte que mais cresce no mundo.
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