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Na Grade do MMA

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Restam poucos: doping atinge quase todas as estrelas brasileiras no UFC

UOL Esporte

23/05/2018 04h00

Foto: Matthew Stockman/Getty Images

A notícia de que Fabrício Werdum foi flagrado em exame antidoping fora do período de competição afunilou a lista de estrelas brasileiras livres de acusações desse tipo no UFC. A organização não divulgou por qual substância o brasileiro foi pego. Ele está suspenso preventivamente pela Usada (Agência Antidoping Norte-Americana).

Se pegarmos apenas os brasileiros campeões recentes no UFC, apenas cinco deles não tiveram que passar por uma acusação de doping: Amanda Nunes, José Aldo, Rafael Dos Anjos, Renan Barão e Maurício Shogun.

É bem verdade que Junior Cigano foi denunciado pela Usada, mas acabou sendo absolvido. A entidade considerou que o ex-campeão dos pesados, assim como Minotouro, foi vítima de farmácias de manipulação do Rio de Janeiro e de São Paulo, que venderam suplementos com substâncias proibidas.

O doping de maior impacto entre os brasileiros foi justamente do principal nome do MMA: Anderson Silva. Depois da lesão na perna contra Chris Weidman, "Spider" já foi flagrado trêss vezes pela Usada.

As duas primeiras aconteceram em 2015, durante a preparação para a luta contra Nick Diaz. Na ocasião, Anderson Silva foi suspenso por um ano por uso de substância proibida. Durante o julgamento, ele alegou que havia tomado um estimulante sexual que contava com um ingrediente vetado pela Usada.

A última vez de "Spider" foi no final de 2017. Ele foi retirado do card do UFC Xangai ao testar positivo para esteroides anabolizantes em um dos exames antidopings. Ele está suspenso preventivamente desde então.

Outro caso marcante foi o de Cris Cyborg. Dominante no Strikeforce, ela foi flagrada com a substância estanozolol, um esteroide anabolizante. Em entrevista ao UOL Esporte, ela afirmou ter tomado um medicamento indicado por um amigo sem consultar se continha substâncias proibidas.

Recentemente, Lyoto Machida ficou dois anos longe do octógono por causa de uma suspensão por doping.

Belfort: Doping no Pride e TRT no UFC

Foto: Buda Mendes/Getty Images

Belfort ganhou o torneio dos pesados e o cinturão meio-pesado do UFC durante a carreira. Fora do octógono, colecionou mais de uma polêmica envolvendo o doping. A primeira aconteceu em 2006, ainda no Pride, quando foi flagrado com a substância 4-hidroxitestosterona, um esteroide anabolizante.

Na ocasião, Belfort afirmou ter usado um suplemento vitamínico que continha o composto. O brasileiro, contudo, acabou suspenso por nove meses e multado em US$ 10 mil.

A segunda polêmica veio com o advento do Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT). Belfort passou a fazer uso dele após a derrota para Anderson Silva. A partir daí, engatou uma sequência de cinco vitórias em seis lutas, perdendo apenas para Jon Jones.

Em 2014, a Comissão Atlética de Nevada proibiu o tratamento, e Belfort caiu no doping logo na sequência. Antes do card em que enfrentaria Chris Weidman, o brasileiro foi flagrado com níveis de testosterona acima do permitido. Ele se livrou de uma punição por não estar em período de competição.

Outra polêmica aconteceu pouco depois. Nessa, o UFC revelou de maneira acidental que Belfort havia lutado contra Jon Jones, em 2012, mesmo tendo sido flagrado em um exame antidoping, três semanas antes do combate. Na ocasião, o lutador apresentou níveis de testosterona duas vezes e meia maior do que o normal para sua idade.

Brunno Carvalho
Do UOL, em São Paulo

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