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Garçonete, luto pela namorada e 'ex-morto': os causos do UFC 181

UOL Esporte

04/12/2014 11h00

Por Maurício Dehò

O UFC 181 chega com duas disputas de cinturão e todos os olhos voltados para estes combates, com Johny Hendricks, campeão dos meio-médios, cedendo a revanche a Robbie Lawler, e o peso leve Gilbert Melendez desafiando o dono do título Anthony Pettis. Mas, além das estrelas, o evento tem alguns causos escondidos no card preliminar, com lutadores enfrentando dramas e/ou mostrando superação em busca de um espaço entre os grandes.

1. Josh Samman: luto pela namorada

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Quem está em um momento mais delicado é o norte-americano Josh Samman, de 26 anos. Sua namorada morreu em um acidente de carro, em 2013, e o assunto ainda não é bem digerido pelo peso médio. Isso porque ele assume parte da culpa pelo ocorrido. Josh e Hailey Bevis costumavam trocar mensagens a todo momento, e isso incluía quando estavam dirigindo.

"Um mau hábito", ele admitiu, ao MMAJunkie. E foi esta prática condenável que vitimou Hailey. "Sua última mensagem foi às 8h36, e às 8h41 havia um policial na cena do acidente. Então, sempre carrego responsabilidade sobre isso". Samman participou do The Ultimate Fighter 17 e foi bem visto. Assim, conseguiu uma vaga no UFC e venceu sua estreia, em abril de 2013, nocauteando Kevin Casey. Será seu primeiro combate desde então, contra Eddie Gordon.

2. Ashlee Evans-Smith: a garçonete
É de se imaginar que quem chegue ao UFC dedique-se integralmente ao MMA, treinando, comendo e descansando conforme a exigência do esporte requer. Ashlee não pode se dar a esse luxo. Por isso, segue como garçonete, mesmo estreando na organização. Ex-lutadora do World Series of Fighting, ela tem 3 vitórias e está invicta. Mas quase deu um tempo do MMA para poder se sustentar.

"Na verdade, eu quase parei. O WSOF me colocou na geladeira. Então, lutei e voltei para a geladeira. Era desencorajador. Eu estava trabalhando muito no bar para me garantir. Foi aí que recebi o chamado do UFC", contou ela, à FOX. Uma vitória contra a ex-TUF Raquel Pennington pode mudar esta realidade. É o que ela espera para provar a si mesma que o MMA é seu caminho certo.

3. Alex White: infância problemática (e a vez em que o garoto bebeu gasolina)
Hoje Alex White é um lutador com duas lutas no UFC (estreou vencendo e perdeu a seguinte) e está com a vida mais estabilizada. Mas, quando garoto, as coisas foram complicadas. Certa vez, quando ainda estava na pré-escola, o garoto bebeu gasolina. O líquido estava num pote de leite e causou queimaduras nas suas pregas vocais, prejudicou sua audição e sua fala. Mais que isso, ele foi dado como morto três vezes no atendimento, antes da ida ao hospital, e também quando foi tratado pelos médicos : "não resistirá até as 22h", disseram eles.

Mais tarde, ele viveu parte da adolescência na rua, até que descobriu as artes marciais e conseguiu deixar este passado para trás. Alex, que ganhava uma mixaria trabalhando no McDonald's, a princípio praticava boxe, e depois rumou para o MMA, em 2009. No ano seguinte, virou profissional e construiu um cartel respeitoso. Chegou ao UFC invicto, com um histórico recheado de nocautes e finalizações e só caiu ao enfrentar o brasileiro Lucas Mineiro. Agora, pega Clay Collard em busca da sua 11ª vitória.

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